TURMA DO PETRÓLEO

TURMA DO PETRÓLEO

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Estados fecham acordo para royalties do pré-sal

vOs Estados que não produzem petróleo deverão receber uma parcela dos royalties e participações especiais desde já, e não só quando as áreas ainda não concedidas do pré-sal começarem a produzir, daqui a alguns anos. De outro lado, os Estados produtores deverão ficar com uma fatia maior dos ganhos com a exploração do pré-sal. Esse foi o acordo de princípios fechado ontem entre os governadores do Rio de Janeiro e Espírito Santo - responsáveis por cerca de 90% da produção nacional de petróleo - e os governadores de Pernambuco e Sergipe, encarregados de costurar um entendimento com as demais unidades da Federação.

Um terceiro princípio acordado entre os governadores é o de que a riqueza gerada pela produção de petróleo deve ser "blindada" para evitar desperdício. "Queremos que esses recursos sejam direcionados a investimentos que representem uma aposta para gerações futuras, que sejam para a educação, a ciência e tecnologia, o meio ambiente", disse o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Essas linhas deverão servir de guia para a elaboração de um acordo que resultará em uma nova regra de divisão dos recursos do pré-sal. Estados produtores e não produtores chegaram à conclusão de que é melhor construir um entendimento do que apostar na opção que está na mesa.

Veto

O Congresso ameaça derrubar o veto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a uma regra de divisão do pré-sal que privilegia os Estados não produtores, aprovada no ano passado. Caso o veto seja derrubado, os Estados produtores vão à Justiça. "O Judiciário não tem prazo para decidir e ninguém tem controle sobre o que pode sair de lá", disse o governador de Sergipe, Marcelo Déda. Para fugir da incerteza, os dois lados cederam um pouco para tentar um acordo. "Recuamos, porque deve haver gestos de parte a parte", disse Campos. Assim, os não produtores concordaram em dar tratamento diferenciado para os produtores. Em compensação, os produtores terão de colaborar para que a riqueza do petróleo comece a ser dividida por todo o País tão logo a nova legislação seja aprovada. Estima-se que isso possa ocorrer em 2012
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SEPARAR PETRÓLEO DO MAR FICOU MAIS FÁCIL



Após a tragédia da explosão de uma plataforma de petróleo no Golfo do México, um novo vazamento, dessa vez na China, vem agitando o setor nos últimos dias. O governo chinês decidiu fechar o porto de Dalian, um dos maiores do país, após a explosão de um oleoduto na sexta-feira passada, que provocou um enorme derramamento de óleo no mar. O acidente pode afetar as compras de petróleo, soja e minério de ferro da China. Segundo um jornal estatal, cerca de 1500 toneladas de petróleo foram derramadas no Mar Amarelo, causando uma mancha de 183 quilômetros quadrados. As operações de limpeza podem durar cinco dias, disse o governo, sem dar uma estimativa para a reabertura do porto.

Para tentar solucionar o mais rápido possível os impactos desse acidente, mais de 23 toneladas de bactérias comedoras de petróleo estão sendo usadas para limpar o derramamento nas águas de Dalian. Segundo Yang Jiesen, gerente da seção de pesquisa e desenvolvimento da Companhia de Biotecnologia Weiyeyuan, a Administração de Segurança Marítima encomendou no sábado passado produtos biológicos que absorvem petróleo. Esta é a primeira vez em que a China recorre à biotecnologia em resposta a um acidente ambiental.

Recentemente, o Brasil descobriu uma maneira simples e eficiente de retirar petróleo do mar após acidentes como o ocorrido com a BP, cujo método de limpeza de um dos maiores vazamentos de óleo em mar no mundo foi criticado por biólogos e ambientalistas. No caso da BP, o óleo recolhido está sendo queimado e dispersantes químicos jogados no mar para diluir a mancha. Na solução brasileira, não apenas é possível retirar quase todo o petróleo derramado no mar como aproveitá-lo novamente, dizem pesquisadores. O método ainda aproveita a glicerina gerada pela crescente produção de biodiesel no país.

De acordo com o professor do Instituto de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernando Gomes de Souza Junior, os estudos mostram que 100% do óleo recuperado pode ser reaproveitado. “Conseguimos remover da água, de 23 a 25 partes de petróleo por parte de resina, que fica impregnada de óleo e é levada para um banho de diesel, onde o petróleo é completamente extraído, permitindo, inclusive, a reutilização da resina com eficiência semelhante a da resina virgem”, explicou o professor em entrevista ao Nicomex Notícias.

O professor da UFRJ disse ainda que o acidente no Golfo do México transformou a região em um gigantesco laboratório, onde várias novidades científicas e tecnológicas foram testadas. “Assim, face às dimensões do desastre e às diversas inovações testadas, eu acredito que todos os métodos de controle disponíveis devam ser usados e o nosso produto é mais uma alternativa de tratamento. É importante destacar que o nosso produto busca novas aplicações, agregando valor a um sub-produto. Além disso, a proposta desse projeto possibilita além da remoção, a recuperação desse óleo, diminuindo o impacto ambiental e econômico deste tipo de acidente”, finalizou Fernando Gomes ressaltando ainda que os estudos são em escala de bancada, e acredita que esse material é uma excelente ferramenta de controle e recuperação destes cenários de devastação ecológica.


Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br

REFINARIAS DO NORTE E NORDESTE EM PLENA EXPANSÃO 12/06/10



   Com a descoberta do pré-sal e conseqüente aumento da exploração e produção de petróleo no Brasil, a necessidade de mais investimentos no setor petroquímico nacional se tornou essencial. Dentro deste cenário, destaca-se as regiões do Norte e Nordeste onde estão alguns dos principais projetos da Petrobras na área de refino. Além de aumentar a capacidade de refino no país, essas unidades irão aumentar a geração de emprego nas regiões de implantação.

   A refinaria premium do Maranhão, por exemplo, possui um orçamento inicial previsto em torno de US$ 20 bilhões, caracterizando assim, o projeto de maior valor da Petrobras. Com o início das obras de terraplanagem no mês de julho, a perspectiva de contratar no curto prazo os serviços para esta fase coincidiu com a revisão do projeto da refinaria, conhecida como premium 
1, a partir das definições do novo plano de negócios da Petrobras para o período 2010-2014. A reavaliação do projeto buscou adequá-lo para processar petróleo leve a ser produzido no pré-sal. Inicialmente, tanto a premium 1 como a 2 - planejada para o Ceará - foram pensadas para refinar somente óleo pesado extraído na Bacia de Campos.

   Outra unidade de extrema importância para a cadeia petroquímica nacional é a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que está orientada, principalmente, para a produção de óleo diesel, o derivado de maior consumo no país. Vale destacar que a unidade tinha previsão inicial de processar 200 mil barris por dia de petróleo, porém após o plano de negócios da Petrobras, a refinaria ampliou sua capacidade de refino para 240 mil barris por dia, existindo ainda a possibilidade de uma nova expansão para até 500 mil barris por dia, o que a tornaria uma das maiores unidades do país.

   Para o consultor de energia renovável e sustentabilidade da Trevisan, Antonio Carlos Porto Araujo, as regiões onde as unidades serão implantadas serão beneficiadas diretamente com a criação de novos empregos, além de geração de renda em todos os setores que poderão de alguma forma servir como infraestrutura para esse novo cenário. “Será benéfico desde a indústria de bens de capital até mesmo por conta dos investimentos no desenvolvimento tecnológico e na formação de mão-de-obra. Na construção civil será alavancada a instalação de ampla malha de modal logístico para servir a região e escoar a produção do refino, em grande parte também voltada ao mercado externo” – afirmou Araujo em entrevista ao 
Nicomex Notícias.

   O especialista acredita que o país terá condição de aumentar a capacidade de refino nacional para dar conta da demanda de óleo encontrado na camada pré-sal. “Parece que a Petrobras vem indicando que esse caminho da integração vertical pode significar ganho de escala, ainda que eventualmente haja maior consolidação na exportação do óleo cru. Para o Brasil, significa fonte segura de abastecimento de produtos refinados com folga para até a autossuficiência em diesel, além, é claro, de servir com estabilidade de suprimento a indústria petroquímica” – disse.


Por 
Beatriz Silva beatriz.s@nicomexnoticias.com.br

Mão de obra escassa pode reduzir exigências nas contratações



Procuram-se engenheiros. Nos próximos anos, esse tipo de anúncio deve ficar ainda mais comum. Com uma defasagem que pode chegar a 150 mil profissionais nos próximos três anos, as empresas do setor de engenharia e construção começam a se adaptar à realidade de escassez de mão de obra.

José Pastore, professor de Relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), diz que a falta de engenheiros especializados já é uma realidade no mercado brasileiro. "As empresas estão reduzindo o nível de exigência e dando treinamento, por meio de cursos rápidos e seminários. Em muitos casos, estão organizando cursos de maior duração no Brasil e no exterior", diz.

Há mais de 30 dias, a construtora carioca Mudar oferece cinco vagas para engenheiros, com salários entre R$ 6,5 mil e R$ 12 mil, para atuar em São Paulo, Macaé (RJ) e Cuiabá. Candidatos para a vaga não faltam. Mas nenhum – até agora – atendeu ao nível de exigência.

“Estamos sentindo dificuldade em encontrar mão de obra especializada no segmento de baixa renda”, diz José Mario Campos, diretor de operações da Mudar. “É um processo que deve demorar de 90 a 120 dias para fechar o quadro com todas as vagas, por conta da dificuldade”, completa.

Campos explica que, como as obras têm prazo para começar, a construtora deverá reduzir o nível de exigência na contratação para finalizar o processo. “Não posso esperar 120 dias. Vamos abrir mão (das exigências e dos cinco anos de experiência pedidos), trazer as pessoas e capacitá-las.”

Segundo Ivan Witt, diretor da consultoria Stter RH, a tendência é que as companhias do setor recorram também à contratação de tecnólogos para suprir a necessidade de mão de obra. “Começa a descer o nível técnico, mas toda cadeia acaba valorizada”, afirma.

Entretanto, os especialistas dizem que há uma linha mínima de exigência, que não pode ser ultrapassada. “Uma indústria como a automobilística ou a aeronáutica não pode reduzir o nível de exigência. Para fazer um avião, é necessário um técnico qualificado”, diz Witt.

Marcos Túlio de Melo, presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), concorda. Para ele, a tendência é de valorização cada vez maior dos engenheiros. “Hoje, há uma carência de profissionais com 10 a 15 anos de experiência, que seriam gestores de projetos, com salários acima de R$ 15 mil.”

Complexo Petroquímico do Rio investe em treinamento para enfrentar falta de mão de obra qualificada


Representantes da Petrobras, da Secretaria de Trabalho e Renda do estado do Rio e dos 13 municípios que fazem parte do Consórcio Municipal do Leste Fluminense (Conleste) se reuniram na última sexta-feira (15) para discutir a falta de mão de obra local especializada para trabalhar na construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). O encontro ocorreu na prefeitura de Itaboraí, município onde está localizado o empreendimento.

De acordo com o secretário municipal de Trabalho e Renda de Itaboraí, Saíde Abrão, dos quase 10 mil postos de trabalho abertos em 2011 para as obras do Comperj, 60% não foram preenchidos pelos trabalhadores da região. Ele ressaltou que, se não houver qualificação, os moradores de Itaboraí e dos municípios vizinhos não poderão ocupar os postos de trabalho disponíveis. “Isso faz com que as empresas tragam trabalhadores de outros estados. E isso promove degradação e inchaço no nosso município. Essas pessoas não moram aqui, não consomem aqui e, na realidade, só nos trazem problemas porque utilizam tudo do nosso município e não dão nada”.

Ainda de acordo com o secretário, a Petrobras está participando da qualificação dos profissionais de acordo com as necessidades das empresas que atuam no canteiro de obras, facilitando assim as contratações. A representante da Petrobras, que é gerente setorial de Responsabilidade Social do Comperj, Nailda Marques, informou que, para garantir e elevar a qualidade da mão de obra, a empresa se comprometeu a monitorar e acompanhar os cursos de capacitação. Os cursos serão promovidos em parceria com o Ministério do Trabalho e a Secretaria Estadual de Trabalho e Renda, por meio do Plano Setorial de Qualificação (PlanSeQ).

“A Petrobras se comprometeu a monitorar e acompanhar esses cursos. Nós temos uma meta de qualificar 30 mil pessoas. Hoje, já qualificamos 6 mil e, em um ano, vamos qualificar mais 7 mil. E 77% deles já estão empregados na área de influência do empreendimento”, disse Naílda

Segundo o subsecretário estadual de Qualificação e Capacitação Profissional, Charbel Zaib, a perspectiva é que 100 mil pessoas sejam qualificadas para atender toda a demanda do complexo petroquímico. “Além das empresas que vão se instalar diretamente no Comperj, você tem uma gama de outras empresas que vão se instalar no entorno e que vão fornecer para o Comperj, vão trabalhar de forma complementar ao próprio Comperj. Então a nossa perspectiva de necessidade de qualificação, para os próximos sete anos, é de 100 mil pessoas”, disse o subsecretário.

Fonte: JOrnal do Brasil/Agência Brasil
Primeira sonda está em fase final de montagem no município de Tefé. Poço começa a operar em junho


Empresa petrolífera já contratou 800 trabalhadores e promete chegar ao final do ano com mais de 2 mil, a maioria no interior do Estado.

Até o final desse mês – a HRT Oil & Gas, empresa petrolífera que vai explorar petróleo nos municípios de Tefé, Carauari e Coari – começará a perfuração do primeiro poço. Em fase pré-operacional, a empresa já investiu cerca de R$ 50 milhões e contratou aproximadamente 800 pessoas só para começar a operação. Até o final deste ano, a empresa estará operando com mais de dois mil funcionários, a maioria no interior.

Para dar suporte à perfuração do primeiro poço em Tefé, a HRT contratou 600 pessoas no município. Praticamente todo o pessoal de campo, de geofísica, preparação de base, topografia, montagem, transporte fluvial, apoio logístico, segurança de trabalho, entre outras áreas, foi contratado no próprio município.

A petroleira está fechando acordos com o Governo do Estado para capacitar trabalhadores de Tefé, por meio do Cetam e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A ideia do presidente da empresa, Márcio Rocha Mello, é manter a política de prioridade à mão-de-obra local. Mesmo os funcionários de qualificação mais específica, como os engenheiros, foram contratados em Belém, sendo que a maioria é de ex-funcionários da Petrobras.

Produção O primeiro poço da HRT deve começar a produzir em junho, ainda em teste de longa duração. “Acreditamos que naquela reserva há 800 milhões de barris. Na bacia do Solimões, sempre há 60% de óleo e 40% de gás, ou 60% de gás e 40% de óleo”, disse Rocha Mello. A produtividade esperada em Tefé é maior que a das reservas de Urucu, em Coari, algo em torno de 2,5 mil barris por dia, segundo as estimativas. E esse será apenas o primeiro poço. A empresa planeja perfurar 12 este ano, e 24 em 2012. Oito perfurações deste ano já estão licenciadas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

Beneficiamento local O processamento do petróleo e do gás retirados de Tefé e Carauari pela HRT será feito nos próprios municípios. Há planos para produção de fertilizantes - amônia, ureia e metanol - a partir do gás natural em Tefé. Um dos fatores que concorrem para isso é a própria precariedade das vias de transporte no interior. “Na Amazônia, se tem que fazer qualquer coisa que envolva transporte, significa custo, tempo e muito dinheiro. O ideal é que se consiga fazer todo o beneficiamento no local”, comentou Rocha Lima.

Outra possível utilização para o gás natural é a geração de eletricidade. O empresário cogita a possibilidade de construir pelo menos uma termelétrica de grande capacidade em Tefé ou Carauari. A transmissão da energia seria feita através de uma rede que passaria sobre a copa das árvores.

Uma ligação com o sistema nacional em Porto Velho permitiria à usina amazônica fornecer energia para o restante do País. Um projeto audacioso, que depende da confirmação das reservas e da produtividade previstas para a HRT.

Se todo o potencial dos poços de Tefé for confirmado, o município poderá, em poucos anos, se transformar em uma nova “Coari”, dispondo de fartos recursos oriundos dos royalties, pagamentos que a empresa exploradora deve fazer diretamente ao município onde ocorre a exploração. Se a produção nos campos de Tefé já estivesse, hoje, a todo vapor, a HRT já estaria pagando duas vezes mais royalties do que a Petrobras paga a Coari. Enquanto isso, Tefé respira esperança de que, em junho, o petróleo comece a jorrar

Por: Joubert Lima, Jornal A Critica Online

Após um ano inteiro de muito trabalho, nada mais natural que procurar descanso, de preferência longe de tudo que possa lembrar as atividades corriqueiras do dia a dia. Entretanto, o período de férias pode servir como um tempo valioso para encaixar na agenda oportunidades que não encontravam espaço na rotina normal. Para aproveitar essa chance de aprimorar conhecimentos e enriquecer o currículo existem os curso de férias.

Pensando nesse nicho, a Universidade Estácio de Sá oferece diferentes cursos de curta duração, inclusive voltados para o setor de Petróleo & Gás. Em 2011, serão oferecidos, em diferentes unidades, três opções para o profissional, estudante ou interessado pela área: Impacto Ambiental na Indústria de Petróleo e Gás, Inglês Técnico para Petróleo e Gás e Engenharia do Petróleo – Introdução. “Os cursos proporcionam atualização, reciclagem, contato com docentes e profissionais titulados e experientes, tanto na vida acadêmica como em atuação no mercado, bem como contato com participantes de diferentes empresas petrolíferas”, explica a coordenadora dos cursos de extensão da Estácio, Divina Márcia, em entrevista ao Nicomex Notícias.

Os cursos acontecem de 17 de janeiro a 2 de fevereiro e as inscrições já estão abertas, com valor de R$ 45 reais, e horários variados, de manhã, à tarde, ou à noite. As três oportunidades relacionadas ao setor de Petróleo são realizadas em 16 horas de aula. “O docente adequa o conteúdo programático ciente de que dispõe de 16 horas para ministrar as quatro aulas previstas atendendo aos objetivos do curso. Os mesmos servem como ferramenta de aperfeiçoamento ou como alavanca para o aprofundamento de outros cursos relacionados a área”, diz Márcia.

A coordenadora ainda acrescenta que os treinamentos contemplam tanto profissionais em busca de atualização quanto os que possuem conhecimento técnico, ambos em busca de reciclagem e de certificação. Também há procura de alunos do ensino médio e universitários, que buscam um primeiro contato com a área que podem atuar no futuro. Divina acrescenta que para o setor de petróleo a procura ainda não é tão grande, mas, assim como a indústria petrolífera, tem crescido bastante, a cada semestre.

Estrutura
No curso de Impacto Ambiental, são passadas noções sobre a que fatores estão sujeita a indústria petrolífera, desde a sua prospecção até a distribuição dos seus derivados. Já no de Inglês Técnico, o aluno aprende o básico do idioma, ilustrado por textos sobre exploração, produção e serviços de petróleo e gás. O terceiro e último curso, uma introdução à Engenharia de Petróleo, trata da história e características da indústria, geologia do petróleo, engenharia de reservatórios e de poços e do processamento primário do óleo. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (21) 3231 0015 (Capital) e 0800 2828567 (Interior do estado).

Por Matheus Franco
matheus.f@nicomexnoticias.com.br

sábado, 2 de julho de 2011




 
Wladmir Coelho

A rainha Elizabeth II condecorou no último mês de junho o presidente da British Petroleum, Sir Frank Chapman, por seus relevantes serviços à indústria do petróleo e gás do Reino Unido. Esta honraria, naturalmente, não foi concedida em função do aumento da produção petrolífera doméstica tendo em vista o declínio observado nos campos do Mar do Norte desde os anos 90. Então qual seria o motivo de atribuir um título medieval ao chefe de uma empresa “moderna”? Vejamos:
O Reino Unido possui as maiores reservas de petróleo da União Européia, todavia, a exploração destes recursos torna-se, ano após ano, mais onerosa em função da maturidade de seus campos. A solução para superar este déficit encontra-se na tradição, e sabemos todos do zelo das elites inglesas por suas tradições, de ocupação e controle de áreas produtivas localizadas em diferentes pontos do planeta. Para o deleite da Coroa a British Petroleum, desde o inicio do século XX, cumpre esta função.
Naturalmente os ingleses não consomem todo o petróleo de propriedade da British Petroleum, mas o capital exportado dos países produtores para os cofres de sua majestade contribui para lucro do sistema financeiro principalmente neste momento de crise.
Vejam a importância de Sir Chapman para a economia inglesa. Sua honraria medieval foi concedida poucos dias antes do anuncio oficial de fantásticas “descobertas” petrolíferas na bacia de Santos no Brasil. Fato que elevou as expectativas das reservas da British Petroleum para 8 bilhões de barris somente nesta área do pré-sal brasileiro. Apenas para comparar; no Mar do Norte o Reino Unido controla pouco mais de 4 bilhões em reservas provadas. Quem sabe a rainha não entrega o mesmo título aos governantes de plantão no Brasil?
Motivos não faltam afinal o Brasil do discurso “nacionalista” oficial, pode ser entendido como ponta de lança do modelo imperialista ou “pós-neoliberal” cuja base encontra-se na abertura do mercado interno associada à entrega dos recursos energéticos aos oligopólios. No setor petrolífero este aspecto torna-se evidente quando observamos o avanço das empresas internacionais (inglesas e estadunidenses) financiadas por capital brasileiro através da Petrobras.
Como sabemos a legislação atual para o pré-sal entrega à Petrobras a responsabilidade de operar os campos do pré-sal, todavia, a empresa somente controla 30% da empreitada ficando o restante para os oligopólios. O Brasil entra com os gastos enquanto os oligopólios ficam com os lucros.
Este modelo fica acrescido da formação de um fundo, formado a partir dos recursos provenientes da exploração petrolífera destinados ao Estado brasileiro, para a compra de ações no mercado internacional. Lucram as forças imperialistas duas vezes.
Enquanto crescem os lucros da British Petroleum e cria-se um fundo para manter em funcionamento a orgia financeira internacional registram-se no Brasil greves de professores cujos salários não superam, em média, 400 dólares. No Rio de Janeiro os bombeiros reclamam e rebelam-se contra os ridículos salários abaixo dos 500 dólares. Aprofundando o sacrifício da população verifica-se o corte no orçamento da educação, cultura, pesquisa e outros setores igualmente importantes.
A necessidade de revisão da política e legislação para a exploração do petróleo torna-se, deste modo, uma urgente necessidade ou simplesmente manterá o Brasil a sua tradicional – e as preguiçosas elites nacionais zelam com paixão por esta tradição – colonial agora chamada por muitos de “pós-neoliberalismo”. 

Bacia de Santos se torna segunda maior produtora do país em maio

O Museu do Petróleo é um museu temático da Petrobras. Está situado na antiga Estação Ferroviária. Através de um patrocínio da Petrobras junto com a Prefeitura Municipal de Mossoró foi criado o Centro Cultural Estação das Artes Eliseu Ventania. Inaugurado em 1999, o Museu do Petróleo tem por objetivo o enriquecimento cultural e o crescimento do turismo na cidade de Mossoró. Através de exposições de painéis, a Petrobras abre as portas para que o visitante tenha acesso às informações técnicas e históricas da exploração do petróleo na cidade de Mossoró. O Museu é dividido em três etapas. A primeira etapa conta a história do petróleo no Rio Grande do Norte. Fala da descoberta do primeiro poço de petróleo do Rio Grande do Norte, o Poço Mossoró 14, descoberto em Mossoró, no Hotel Thermas. A segunda etapa abrange o ano de fundação da Petrobras, a área em que atua, o refino e o transporte. A terceira parte conta com informações técnicas, geofísicas e geológicas de extração, da perfuração. O Museu foi inaugurado em setembro de 1999. Trabalho como Instrutor há cinco anos, desde sua inauguração. A visitação varia de acordo com a época do ano. No período de férias, o fluxo de visitantes é bem menor, mas, a partir do início das aulas, este fluxo aumente. Em média, recebemos cerca de 400 visitantes por mês. 

PATROCÍNIO DA PETROBRAS 

O patrocínio da Petrobras veio logo com a inauguração da Estação das Artes. Foi um projeto da Petrobras com a Prefeitura Municipal para restaurar a antiga Estação Ferroviária, transformando-a no Centro Cultural Estação das Artes. A Prefeitura cedeu um espaço para que a Petrobras montasse seu Museu Temático. Conhecimento sempre é importante. Esse patrocínio é fundamental para enriquecer a cultura e o turismo na cidade. Temos um fluxo de turismo grande graças ao patrocínio da Petrobras ao Museu do Petróleo. A Petrobras abre as portas para que as pessoas tenham conhecimento dos projetos ambientais e sociais da cidade, do estado e do país. Mostra que não é uma Empresa que se preocupa apenas com a extração do petróleo. Também se preocupa em preservar o meio ambiente e atuar junto à sociedade. 

PROJETO CHAFARIZ COMUNITÁRIO 

Conheço projetos que a Petrobras patrocina em Mossoró e que são ligados à área social. Construções de aterros sanitários, de chafarizes comunitários. Projetos que beneficiam a população mais carente e que não tinha acesso à água. Fazendo a perfuração e não encontrando petróleo, mas sim água potável, a Petrobras constrói estes chafarizes comunitários. 

MUSEU DO PETRÓLEO 

O Museu do Petróleo conta apenas com dois instrutores capacitados para passar informações aos visitantes. A Estação das Artes conta com um quadro de nove funcionários. Entre esses, dois são instrutores do Museu do Petróleo. Os demais ficam distribuídos em outros setores. Na Estação das Artes, existe a Biblioteca Vingth-Un Rosado, com um acervo da Coleção Mossoroense. Possuímos um auditório com capacidade para 115 pessoas, onde constantemente ocorrem eventos como assinaturas de convênios Estamos preparados e equipados para receber visitas. Nossos visitantes comentam que a estrutura do Museu é de um país de primeiro mundo. Temos uma estrutura fantástica para quem quiser aprender sobre petróleo, saber sobre a Petrobras, sobre seu campo de atuação, sobre a área em que atua. Possuímos internet que fica à disposição para os alunos fazerem pesquisas, entrarem no site da Petrobras ou da ANP - Agência Nacional de Petróleo. Contamos com todo o material, com revistas e brindes de amostras de petróleo para os visitantes. Essa interação é muito prazerosa. O visitante que entra no Museu do Petróleo sai com uma amostra do petróleo do Rio Grande do Norte. O Museu tem uma parte com histórias interessantes. Existe o caso de que, em 1976, chegou a sair petróleo pelas torneiras dos mossoroenses. Em uma perfuração em uma praça em busca de água, detectaram vestígio de óleo, que começou a sair pelas torneiras! Foi mais ou menos como aconteceu no Hotel Thermas e mundialmente. Geralmente, as descobertas do petróleo pelo mundo se procedem dessa forma, com as pessoas em busca de água e encontrando petróleo! 
HRT inicia perfuração do 3º poço na Bacia do Solimões
NN - Redação 

A HRT Participações em Petróleo S.A. informou ontem que sua subsidiária HRT O&G Exploração e Produção de Petróleo deu início, no dia 29 de junho, à perfuração do seu terceiro poço exploratório, na locação 1-HRT-168/01-AM, codificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis  (ANP) como 1-HRT-3-AM. Este terceiro poço está a aproximadamente 7,5 km do Município de Carauarí, Estado do Amazonas e está sendo perfurado pela sonda QG IX, da Queiroz Galvão, com previsão de atingir a profundidade final em torno de 2.620 metros.
O poço está sendo perfurado na estrutura com recursos contingentes chamado Gavião (GAV), situado no Bloco SOL-T-168, na Bacia Sedimentar do Solimões, visando testar o prolongamento leste do alto estrutural já testado no passado pelo poço 1-GAV-01-AM, que acusou a presença de gás na Formação Juruá. Tomando por base os resultados de poços anteriores, a HRT espera testar neste poço o potencial de produção de gás dos reservatórios da Formação Juruá Inferior (Carbonífero), bem como avaliar se os reservatórios de idade Devoniana possuem potencial para produção de hidrocarbonetos. A HRT O&G possui 55% de participação em 21 blocos exploratórios na Bacia Sedimentar do Solimões, ocupando uma área de aproximadamente 48,5 mil km² onde foram mapeados e certificados 52 prospectos e 11 descobertas classificadas como recursos contingentes.
Plataforma P-56 rumo à Bacia de Campos
NN - Redação 

A plataforma P-56 deixou ontem a Enseada do Bananal, na Baía da Ilha Grande, em Angra dos Reis, rumo à locação no Campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos (RJ). A previsão de chegada é na próxima terça-feira e o início da produção está previsto para agosto. A P-56 é um investimento de aproximadamente US$ 1,5 bilhão e sua construção gerou 4 mil empregos diretos e 12 mil indiretos no país. A unidade foi liberada para o campo após uma série de testes e será a quinta plataforma na região de Marlim Sul.
Do tipo semissubmersível, ficará ancorada em área com profundidade de 1.670 metros, interligada a 21 poços, dos quais 10 serão produtores de petróleo e 11 injetores de água. Idêntica à plataforma P-51, a nova unidade de produção integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e é considerada um marco na indústria naval brasileira, uma vez que consolida a capacidade do país de construir plataformas desse porte em seu território. A construção da P-56 alcançou o conteúdo nacional de 72,9% relativo ao topside (módulos integrados), e teve seu casco totalmente construído no Brasil.
Petrobrás manterá projetos de novas refinarias
Estadão, Economia - Sergio Torres 

A construção de quatro novas refinarias no Brasil não será afetada pelo corte de gastos imposto pelo governo federal ao novo plano de investimentos da Petrobrás, anunciou ontem no Rio o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Segundo o ministro, as refinarias serão poupadas porque as que funcionam no País são incapazes de produzir derivados em quantidade suficiente para o mercado local, em crescente demanda. A Petrobrás tem 11 refinarias no País e duas na Bolívia. No primeiro trimestre deste ano, o volume de óleo processado nas unidades de refino subiu de 1,738 milhão de barris/dia (no primeiro trimestre de 2010) para 1,852 milhão.

No período, a produção de diesel passou de 682 mil barris/dia para 727 mil barris/dia. A de gasolina, de 353 mil barris/dia para 390 mil barris/dia. Existem ainda duas refinarias privadas, no Estado do Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. A estatal planeja nesta década inaugurar refinarias no Rio (Comperj), Pernambuco (Abreu e Lima), Maranhão (Premium 1) e Ceará (Premium 2). Abreu e Lima é a mais adiantada, apesar do atraso de dois anos. O Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) está em obras. Já licenciada, Premium 1 passa pela fase de terraplanagem. Premium 2 ainda aguarda o licenciamento ambiental definitivo
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Pacto pelo petróleo
O Globo, Economia - Geraldo Doca 

Depois de mais de quatro horas de reunião, os governadores do Nordeste e do Norte se comprometeram ontem a apoiar o respeito aos contratos já assinados e a manter uma compensação maior aos estados produtores de petróleo na divisão da arrecadação dos royalties do petróleo. Esse entendimento, se ganhar aval do Palácio do Planalto e for aprovado no Congresso, permitirá ao Rio preservar uma arrecadação de R$ 9,6 bilhões (valor obtido no ano passado com as receitas das áreas já licitadas) e uma fatia maior das riquezas a serem geradas pela exploração da camada do pré-sal, estimadas em dezenas de bilhões de reais por ano.
O acordo foi fechado num encontro entre os governadores Sérgio Cabral (RJ) e Renato Casagrande (ES) e o secretário de Fazenda de São Paulo, Andrea Calabi - representantes dos três maiores estados produtores de petróleo - e os governadores Eduardo Campos (PE) e Marcelo Deda (SE) - representantes dos estados do Nordeste e do Norte, que vêm pedindo maior participação nas receitas. Pelo entendimento firmado nesta quinta-feira, não haveria mudança nas regras atuais de divisão dos royalties e participação especial - cerca de 80% da arrecadação ficam com o Rio dos campos já licitados. No caso das riquezas futuras com o pré-sal, sob o regime de partilha de produção, a discussão sobre uma distribuição mais igualitária entre os estados terá como ponto de partida o projeto enviado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso, após vetar o projeto aprovado pelos parlamentares.
Recentemente, a Folha Dirigida chamou a atenção daqueles que ambicionam se tornarem, em breve, servidores da ANP - Agência Nacional do Petróleo. Segundo a matéria estaria praticamente autorizado o concurso para os cargos de nível médio, com remuneração mensal prevista de R$5.000,00. Para concorrer às vagas não é necessário nível superior, mas não se enganem, pois a concorrência será grande!
O Clube do Petróleo já possui turmas abertas àqueles que desejam se preparar com afinco para a prova e conta com a experiência de quem prepara candidatos para os concursos da ANP há 7 anos. Serão 150 vagas para o cargo de Técnico em Regulação de Petróleo e Derivados, uma oportunidade imperdível.
A seguir a noticia da Folha Dirigida   
"Após a aprovação na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara, seguirá para a Comissão de Finanças e Tributação o Projeto de Lei nº 5911/09, que cria 400 cargos de nível médio para a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a Agência Nacional de Águas (ANA). Depois do parecer, a matéria será encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça, sem a necessidade de ir a Plenário. Concluída essa etapa, o projeto seguirá para o Senado e, posteriormente, para a sanção presidencial. Das chances, 180 são para a ANP (30 cargos de técnico administrativo e 150 de técnico em regulação de petróleo e derivados, álcool combustível e gás natural), 120 para a ANS (técnico administrativo) e 100 para a ANA (técnico administrativo). Para técnico administrativo, a remuneração é de R$4.760,18, e o técnico em regulação recebe R$4.984,98. O projeto também transforma 50 cargos vagos de técnico em regulação e vigilância sanitária - da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) - em 50 cargos de técnico administrativo (na mesma agência)"
Esperamos pela confirmação de vagas para os cargos de nível superior muito em breve. Seja qual for a sua prova, comece a estudar agora com o Clube do Petróleo!
Para conhecer todos os detalhes:
(21) 2233-7580 / 22231269
Energia eólica alavanca Brasil em ranking de renováveis
Brasil Econômico, Brasil 

Turbinado por um crescimento expressivo no mercado de energia eólica, o Brasil subiu quatro posições no estudo Índices de Atratividade de Energia Renovável por País, realizado a cada três meses pela consultoria Ernst & Young. Na contagem anterior, o país se encontrava na 18º colocação do ranking que serve como uma orientação ao mercado. A melhoria da colocação se deveu ao número de projetos eólicos contratados nos últimos meses, resultado de transações envolvendo fundos de investimento com empresas do setor de energia.
Em vários países, houve uma discreta queda dos índices, resultado, em grande parte, da redução de incentivos e restrição de acesso ao capital. Os investimentos europeus também diminuíram de maneira geral por conta da crise econômica. A mesma coisa ocorreu com o Japão. O estudo da Ernst & Young se refere a todo tipo de fonte de energia renovável, como solar, biomassa, geotérmica e eólica, mas deixa de fora as hidrelétricas. Se estivessem incluídas, o Brasil também estaria bem posicionado. Mesmo no caso da energia eólica, a China continua na frente dos investimentos.
Nova descoberta do pré-sal aumenta expectativa de negócios para Macaé
O Debate on - Márcio Siqueira 

As expectativas positivas em relação ao futuro das movimentações da indústria offshore em Macaé e região foram confirmadas ontem através do anúncio feito pela Petrobras diante da identificação de dois níveis de petróleo, na camada do pré-sal, na Bacia de Campos. A descoberta, realizada através de estudos confirmados por um consórcio formado pela estatal e outras duas empresas petrolíferas, foi considerada a maior desde o início das pesquisas voltadas à análise de óleo bruto e gás natural em águas profundas. O consórcio tem participação de 35% da Repsol Sinopec, mais 35% da Statoil e os restantes 30% da Petrobras.
Para o presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Antunes (PMDB), a descoberta representa um novo processo de expansão do município, o que exige das autoridades públicas a elaboração de um planejamento necessário para evitar maiores impactos na rotina da Capital Nacional do Petróleo. “Essa informação da Petrobras só evidencia a projeção do município registrar uma intensa expansão econômica, que implicará em novos impactos em nossa rotina. É preciso garantir a união de forças para garantir ações que evitem que a população sofra ainda mais com os problemas ocasionados pela movimentação do petróleo”, apontou Paulo Antunes.
Nova oferta no tabuleiro do pré-sal
O Globo, Negócios & Cia - Flávia Oliveira 

De um encontro hoje, em Brasíla, espera-se que saia ao menos um esboço de acordo político na arrastada novela em que se transformou a negociação da redistribuição dos royalties do petróleo. De um lado, representando os estados produtores, estarão os governadores Sérgio Cabral (RJ), Geraldo Alckmin (SP) e Renato Casagrande (ES). De outro, em defesa do interesse das demais unidades da federação, estarão Eduardo Campos (PE) e Marcelo Deda (SE). Até ontem à noite, representantes do Rio, São Paulo e Espírito Santo rascunhavam a oferta que será posta na mesa. A estratégia, dessa vez, será oferecer aos não produtores de petróleo e gás uma transferência de recursos imediata, em vez de insistir na divisão da riqueza futura de áreas do pré-sal que sequer foram licitadas.
Uma ideia é redividir o dinheiro das participações especiais, espécie de imposto adicional pago pelos campos gigantes já em produção. Outra é aumentar o valor pago pelas petrolíferas; além de realocar a fatia da União no bolo. O trio de produtores também vai suferir a transferência aos não produtores do dinheiro do bônus de assinatura recolhido pela ANP nos leilões de novas áreas. Se aceita pelos demais estados, a redivisão dos recursos já existentes estará condicionada à manutenção dos royalties pagos aos produtores nas áreas de concessão e do pré-sal já licitadas. Para os futuros leilões do pré-sal, valeriam as condições pactuadas com o então presidente Lula.
Nova descoberta é a maior no pré-sal da Bacia de Campos
NN - Redação 

O consórcio formado por Petrobras, Repsol Sinopec e Statoil anunciou ontem a descoberta de dois níveis de petróleo de boa qualidade no poço exploratório 1-REPF-11A-RJS, informalmente conhecido como Gávea. De acordo com a estatal brasileira, trata-se da maior descoberta já realizada no pré-sal da Bacia de Campos. O poço, localizado a 190 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, foi perfurado pelo navio sonda de última geração Stena Drillmax I, em águas de 2.708 metros e atingiu a profundidade final de 6.851 metros.
As empresas envolvidas na descoberta ainda não informaram o volume de óleo encontrado, mas ressaltam que estão analisando os resultados obtidos no poço, antes de continuar com o processo de exploração e avaliação da área. A Repsol Sinopec, joint venture formada em dezembro do ano passado para explorar ativos obtidos nas licitações brasileiras, é a operadora do consórcio, com 35% de participação, a Statoil detém 35% e a Petrobras é a minoritária, com 30%. Segundo a Petrobras, o consórcio havia informado às autoridades brasileiras a existência de indícios de hidrocarbonetos no poço exploratório Gávea em março de 2011, para o primeiro nível, e em abril do mesmo ano, para o segundo nível.
Entrada de estrangeiros para trabalhar no País cresce 13%
J. Commercio, Economia - Célia Froufe 

O governo brasileiro autorizou a entrada de 13.034 estrangeiros para trabalhar no País no primeiro trimestre deste ano, conforme dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O número é 13% maior do que o período de janeiro a março de 2010. Segundo a nota do Ministério, o crescimento da procura de trabalho no Brasil reflete a expansão econômica do País. Desde a descoberta de petróleo em território nacional, especialmente na região do pré-sal, tem sido grande a entrada de estrangeiros no Brasil para trabalhar nessa área.
O Ministério divulgou que as autorizações para profissionais que trabalham a bordo de embarcação ou plataforma estrangeira que operam no Brasil, prestando apoio ao setor da exploração e produção de petróleo e gás no mar, somaram o maior número entre as temporárias: um total de 3.710 concessões. Entre os estados que mais receberam trabalhadores estrangeiros no período estão o Rio de Janeiro, com 5.286 autorizações concedidas, São Paulo, com 4.990, e Minas Gerais, com 550. Por país de origem, a maior quantidade de trabalhadores com autorizações concedidas entre janeiro e março foi dos Estados Unidos, em um total de 1.857 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Utilidades 
Biblioteca NN
Petróleo - Do Poço ao Posto
A Biblioteca NN indica essa semana o livro Petróleo - Do Poço ao Posto. O tema 'Petroleo' há muito não despertava tanta atenção como nos últimos tempos, no Brasil e no mundo. O assunto está em voga, e é diante deste cenário que o presente trabalho se insere, face ao interesse de diversos agentes que passaram a vislumbrar neste segmento novas oportunidades de negócios e fomento econômico a diversos setores, sem falar nas expectativas de crescimento profissional.
Rolls-Royce amplia negócios no Brasil de olho no pré-sal
NN - Rodrigo Leitão 

O NN entrevistou na semana passada o presidente da Rolls-Royce para a América do Sul, Francisco Itzaina. Na conversa o executivo falou sobre os investimentos da empresa no setor de petrolífero brasileiro e como a companhia está se preparando para a demanda do pré-sal. A Rolls- Royce anunciou que vai investir USD 60 milhões no Rio, numa unidade para montar módulos de geração de energia para plataformas de petróleo e gás, que deverá entrar em operação no segundo semestre de 2012. De acordo com o presidente, desde que foram descobertas as reservas do pré-sal, a Rolls-Royce já vislumbra oportunidades de longo prazo no fornecimento de equipamentos, sistemas e serviçoes de manutenção e reparo junto às operadoras do setor de óleo e gás no país.
De acordo com Francisco, essa unidade no Rio de Janeiro atende não só a mão de obra na Bacia de Campos, como também a de Santos, e ainda todas as operações da companhia no Brasil e na América do Sul. Além da atual unidade em Macaé, a empresa vai construir a planta em Santa Cruz, que estará operando a partir do final de 2012. A empresa disputa com a General Eletric um contrato com a Petrobras para produzir 32 motores para suas plataformas de perfuração, uma linha de negócios que pode valer 2,5 bilhões de dólares nos próximos cinco anos. Segundo Francisco, a empresa vai investir em outros país da América Latina, onde já tem participações na Argentina, Chile, Colômbia e Venezuela, fornecendo equipamentos e serviços aos setores de energia, marítimo, de aviação civil e de defesa.
Bacia Pará-Maranhão
O Globo, Economia - George Vidor 
A confirmação pela Petrobras da existência de hidrocarbonetos em um campo marítimo da Bacia Pará-Maranhão reacendeu no setor conjecturas sobre a possibilidade de a zona equatorial brasileira abrigar uma nova província petrolífera. Anteriomente suponha-se que essa província estivesse situada na Bacia da Foz do Amazonas, mas as campanhas exploratórias nessa área não tiveram êxito. As atenções agora se voltam para a Bacia Pará-Maranhão. Os resultados são ainda bem preliminares, mas suficientes para movimentar os bastidores
Notícias 
Petróleo
Pré-sal e retomada do mercado de capitais atraem novatas
Valor, Investimentos - Naiara Bertão e Rodrigo Pedroso
Depois de OGX, HRT e Queiroz Galvão, a possibilidade de buscar recursos no mercado de capitais brasileiro também chamou a atenção de outras duas companhias privadas de petróleo: Perenco e PetroRecôncavo. Ambas entraram com pedido de oferta inicial de ações na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em maio, e a primeira pretende concluir sua operação nesta semana. Esse movimento é resultado de uma combinação de fatores, como a solidez do mercado de capitais no Brasil e a descoberta do potencial do pré-sal para a extração de petróleo, que cria perspectivas favoráveis ao segmento. A expectativa é que o país passe de importador a exportador da commodity, movimentando consigo toda a cadeia produtiva.
No caso da Perenco Petróleo e Gás, 67% do capital levantado em sua oferta pública será destinado à exploração de seus cinco blocos na bacia do Espírito Santo, em parceria com a OGX, do empresário Eike Batista. A depender das condições em que a oferta for fechada, a empresa poderá levantar de R$ 633 milhões a R$ 1,1 bilhão na bolsa. A PetroRecôncavo planeja aumentar sua produção total em 17,6% ao ano até 2015 com o volume de dinheiro a ser captado no mercado. A empresa atua no Brasil desde 2000, quando assinou contrato de produção com a Petrobras, e é controlada meio a meio pela americana PetroSantander e a brasileira Petroinvest, uma associação do grupo Opportunity com a Perbras.