TURMA DO PETRÓLEO

TURMA DO PETRÓLEO

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Matéria de grande interesse para todos

O Mercado e Orientação para ingresso nas Carreiras do Petróleo


Devido ao sucesso do texto sobre os cursos de petróleo e gás e baseado nas centenas de comentários, resolvi escrever mais este texto para ajudar os colegas que tenham a intenção de trabalhar no mercado de petróleo e gas.

Desde criança ouço falar no fim da era do petróleo. Todos os dias ouvimos falar sobre a substituição dos combustíveis fósseis por outras formas de energias renováveis. Ocorre, porém, que o petróleo, gás, carvão e seus derivados ainda vão demorar muito para serem totalmente substituídos. As outras formas de energia ainda não podem competir com os combustíveis minerais, seja por questão de preço, de armazenamento ou mesmo de eficiência.

Quando falamos de petróleo sempre lembramos de automóveis e bombas dos postos de combustíveis. Ocorre, entretanto, que essa é apenas um dos destinos do petróleo. A maioria das pessoas se esquece da indústria petroquímica. É ela quem transforma o petróleo em todos os outros sub-produtos que servem de matéria prima para uma infinidade de produtos presentes no nosso dia a dia. Quase todos os materiais sintéticos são sub-produtos do petróleo. Neles estão incluídos todos os tipos plástidos, PVC, nylon, elásticos, pigmentos de tintas, tecidos sintéticos e até alimentos industrializados.

Sendo assim o petróleo vai ter vida longa e continuará fazendo parte das nossas vidas e de muitas gerações que estão por vir.

Como se preparar para uma carreira promissora e que paga bons salários?
Primeiramente devemos seguir os conselhos válidos para qualquer carreira profissional, vejamos alguns conselhos que se deve ter em mente em relação ao mercado de trabalho de um modo gerla e no petróleo especificamente:

Uma empresa não é uma instituição de caridade:

É importante lembrar que nenhuma empresa dá emprego ao indivíduo por ser boazinha. Eles não querem saber se você está desempregado, está passando necessidades, que tem esposa e vários filhos para criar, muito menos se tem filhos com necessidades especiais ou se é uma mãe responsável pelo sustento da família. Uma empresa visa lucro e ponto final.
As empresas só contratam uma pessoa quando vêem a possibilidade desse candidato responder às expectativas, com muito trabalho e dedicação, fazendo com que se consiga atingir os objetivos propostos.
Portanto devemos nos preparar, desde cedo, para seguir uma carreira direcionada para o que gostamos de fazer. Assim poderemos ter motivação e perseverança nos momentos difíceis da profissão.

Tenha um currículo direcionado:

Quando digo em carreira direcionada, estou me referindo aos cursos voltados para a mesma área profissional. Isso significa que se o indivíduo faz uma faculdade de Economia, trabalha como vendedor e resolve fazer uma segunda faculdade de Engenharia Mecânica , ele estará sinalizando para os departamendos de RH que está perdido e não sabe o que quer na vida. Seu currículo estará totalmente sem direção.

A vida é dura e não perdôa erros cometidos quando se era jovem e escolheu uma faculdade errada. Portanto deve-se pensar muito bem em qual curso devemos entrar ao terminar o ensino médio.

Isso não significa que estaremos condenados a seguirmos uma carreira que odiamos pelo resto da vida, mas saiba que será mais difícil do que se seu currículo apontasse em uma só direção.

A especialização é boa mas experiência é mais importante:

Tenho observado que muitas pessoas vivem fazendo cursos em cima de cursos. Parece que têm medo do mercado de trabalho. Nunca se acham preparadas para o ingresso em alguma empresa.
Nesse caso, pode acontecer que, enquanto você está nos bancos escolares, um colega que se formou junto com você e ingressou em uma empresa, estará a anos luz na sua frente em termos profissionais. Isso se deve ao fato de que as empresas valorizarem mais a experiência que os cursos teóricos. Portanto busque um emprego e depois vá se especilizando de acordo com suas necessidades profissionais.

Não tente mudar de carreira depois de velho:

Isso parace cruel mas é a pura realidade. As empresas só contratam alguém que tenha mais de 45 anos de idade, se esse indivíduo tiver bastante experiência naquilo que faz. As empresas só estão dispostas a investir na formação de um profissional jovem, que pode fornecer bons retornos aos investimentos realizados.
Muitas vezes a pessoa que mudar de carreira devido a um pequeno problema em determinada empresa. Assim, quando trabalhamos em uma empresa que não nos valoriza ou se tem um chefe de difícil relacionamento, podemos pensar que escolhemos aprofissão errada.
Analise com a cabeça fria, para ver se o problema é apenas pontual e momentâneo ou se é algo mais profundo relacionado à carreira mesmo.

Faça o que goste ou ame aquilo que faz:

Qualquer carreira profissional tem bons momentos mas também passamos por uma série de dificuldades. 

Seja por chefes exigentes demais, colegas problemáticos, metas difíceis de cumprir etc. Se não gostamos daquilo que fazemos, será muito difícil superar todos esse problemas. Portanto escolha um curso que tenha alguma coisa a ver contigo e se dedique ao máximo.

Alguns colegas têm perguntado qual o melhor curso para se entrar no mercado de petróleo e gás. Respondo sempre que tudo depende do que você gosta de fazer.

De nada adianta a pessoa buscar algum curso porque ouviu falar que essa profissão “dá dinheiro”, pois se uma pessoa teve sucesso, não significa que você terá também.

Não espere o sucesso da noite para o dia:

Como a maioria das coisas em nossas vidas, o sucesso profissional não ocorre da noite para o dia. É preciso investir tempo, dinheiro e dedicação na nossa formação e profissionalização. Não espere o reconhecimento dos seus esforços desde o início de sua carreira. As coisas boas que fazemos quase não são notadas, mas quando se faz algo errado, todos notam e procuram te crussificar. Quando alguma coisa dá errado todos apontam o dedo na nossa direção e esquecem tudo de bom que você tenha feito anteriormente.

O problema não está na idade e sim na desatualização:

No setor de petróleo e gás tenho visto senhores de mais de sessenta anos em plena atividade, sendo disputados por diversas empresas. Isso ocorre porque o petróleo requer mão de obra muito especializada, difícil de ser encontrada com facilidade. Sendo assim, percebe-se, claramente que o problema não está na idade e sim na falta de atualização do profissional. Portanto mantenha-se atualizado com os novos processos e as novas tecnologias do seu mercado de trabalho.

Não é necessário cursos de petróleo para trabalhar com o “ouro negro”:

Ao contrário do quitos pensam não ha necessidade de fazer curso de petróleo gas para ser um profissional do petróleo.

Quando faz um curso de Engenharia de Petróleo, por exemplo, o profissional restringe sua área de atuação ao petróleo. Se tivesse feito um curso de Engenharia Mecânica, por exemplo, teria muitos setores da economia a sua disposição, além do petróleo. Isso se deve ao fato de os cursos voltados para o setor petrolífero, serem muito genéricos e não especializarem o aluno em nada. Em outros países os cursos de petróleo são, em sua maioria, de pós graduação e não de graduação, como ocorre no Brasil.

A grande mioria dos equipamentos e ferramentas usadas na pesquisa, exploraçao e produção do petróleo e gas, são componentes mecânicos de atuação hidráulica e/ou eletrônica. Portanto se o Engenheiro for formado nessas áreas poderá, tranquilamente, se especializar em petróleo.

Para confirmar o que digo aqui, é só verificar quantos Engenheiros de Petróleo estão presentes em uma plataforma (um ou dois no máximo) e comparar com a quantidade de Engenheiros e técnicos Mecânicos (dezenas).

Sendo assim vejos com preocupação a enorme proliferação de cursos voltados para o setor de petróleo e gás. Devido à falta de fiscalização, na maioria deles falta qualidade na formação, não há preocupação em se formar convêncios para estágio prático, nem compromisso se fornecer mão de obra para as empresas. O indivíduo que está desesperado por um emprego, acaba gastando o que não tem, na vã esperança de ingressar em um mercado promissor e acaba fustrado.

No petróleo o novato não assume responsabilidade:

Ao terminar um curso de Engenharia de Petróleo, não pense que vai conseguir atuar como Engenheiro em uma plataforma ou navio de perfuração. Isso porque tudo que envolve petróleo custa verdadeiras fortunas. 

Tudo é muito caro quando se fala em petróleo. Os equipamentos, as ferramentas, o preço das operações, o custo do aluguel de um navio ou plataforma tudo envolve valores exorbitantes. Além disso o risco de vidas humanas também é muito alto. Isso sem falar no risco ao meio ambiente que também pode gerar multas muito altas. Sendo assim não se entrega estas operações à mãos inexperientes. É preciso muitos anos de experiência para assumir o controle de uma dessas operações. Portanto esteja preparado para assumir funções menos nobres até ter experiência necessária para assumir aquela posição.

Procure emprego enquanto está empregado:

Já está muito longe o tempo que se devíamos nos sentir seguros no emprego. Hoje em dia não há segurança nem para o presidente e diretores da empresa, que podem ser trocados em caso de a empresa ser comprada por outra.

Antigamente tinhamos medo de enviar currículo quando achávamos um anúncio no jornal, sem a identificação da empresa, pois podia ser um anúncio da nossa própria empresa e seríamos vistos como traidores.

O ideal era passarmos muito anos na mesma empresa, pois isso demostrava lealdade.Atualmente isso é visto como acomodação e falta de compromisso com a prórpia carreira.

Alguns colegas têm nos contactado desesperados por estarem desempregados, pedindo orientação sobre um curso rápido para entrar no mercado de trabalho o mais breve possível. Infelizmente não tenho como ajudar, pois tudo depende de uma série de fatores expostos nesse texto.

Mantenha, portanto, seu currículo sempre atualizado e buscando melhores oportunidades no mercado de trabalho. O livro “Quem mexeu no meu queijo” é uma boa pedida de leitura sobre esse ponto.

Não se descuide do seu network:

A palavra “network”, em termos profissionais signifca “rede de relacionamentos”. São todos os amigos, colegas e parentes que podem ajudá-lo a entrar ou se manter no mercado de trabalho.

Para que sua rede não se desfaça, procure contactá-los de tempos em tempos. Hoje não falta tecnologia para facilitar o network. São sites de relacionamentos, celular, MSN, Facebook, Twiter etc.

O network é uma via de mão dupla, pois hoje você ajuda um colega e amanhã ele estará te ajudando a ingressar em uma empresa.

Se você pesquisar, verá que a maioria das empresas não anunciam nos classificados dos jornais, as vagas existentes. Quando um amigo leva seu currículo ao gerente ou departamento de RH, as chances de conseguir a vaga aumentam exponencialmente.

Essa é, portanto, uma das melhores ferramentas para nos mantermos no mercado de trabalho.

Aprenda inglês ou busque emprego em outro setor:

No setor de petróleo e gás, quase a totalidade das empresas são multinacionais ou estrangeiras. Isso significa suas sedes estão no exterior e que suas filiais estão em muitos outros países. Também significa que você poderá ter como chefe ou colegas de trabalho pessoas vindas de outros países.

Poderá ocorrer, ainda, de você ter que fazer viagens ao exterior para trabalho ou cursos. Para se entender com essas pessoas o inglês é usado como a língua universal no mundo do petróleo.

Se você não fala inglês, portanto, ou aprenda ou procure outro setor para trabalhar, ainda assim terá dificuldades, pois o mercado de trabalho está cada vez mais globalizado.

Qual o melhor curso para se trabalhar embarcado?

Infelizmente essa não é uma pergunta simples de responder. Muitas pessoas tem me feito essa pergunta mas sempre repondo que é o próprio indivíduo que deve decidir o que quer fazer na sua carreira profissional.

Temos a tendência de jogar nos ombros dos outros as decisões difíceis. Isso não ocorre por preguiça ou má fé, mas pelo pensamento de que as outras pessoas são mais inteligentes ou experientes que nós mesmos.

Ocorre que essa é uma decisão que deve ser somente nossa, pois não existe profissão de sucesso e sim profissionais de sucesso.

Se olharmos ao redor, vamos encontrar Advogados, Médicos, Dentistas, Engenheiros etc., muito bem sucedidos profissionalmente, ganhando bons salários. Outros, entretanto, estão desempregados ou com o que ganham mal conseguem pagar suas contas no final do mes.

Isso ocorre porque aqueles que fazem o que gostam, procuram se dedicar ao máximo, se especializando, aprendendo tudo sobre seu trabalho. Eles tratam os clientes, chefes e colegas do trabalho com respeito e carinho, o que faz serem queridos por todos.

Esse tipo de profissional, geralmente recebe várias promoções, ou ganham muitos clientes, o que é recompensado com bons salários ou honorários.

Sendo assim, percebe-se que não existe profissão que “paga bem” e sim profissionais, bem sucedidos, que são bem remunerados por aquilo que fazem bem.

Assim encerro mais este texto que, espero, sirva de ajuda aos colegas que queiram ingressar no mercado de trabalho do Petróleo e gás.

Um abraço e boa sorte,

Marcos Valerio Silva 
Supervisor de Robótica Submarina a mais de vinte anos. Trabalhando no exterior para uma empresa inglesa. Profissional da indústria de Petróleo e Gás e Advogado.
Utilidades 
Biblioteca NN
Engenharia de Reservatórios de Petróleo
Indico hoje o livro "Engenharia de Reservatórios de Petróleo". A publicação reúne em um único volume os conceitos fundamentais para o entendimento das técnicas utilizadas na engenharia de reservatórios de petróleo, os principais métodos usados na previsão do comportamento de reservatórios e, conseqüentemente, na estimativa do potencial produtor e da reserva de jazidas petrolíferas, bem como as técnicas empregadas para se incrementar a recuperação do petróleo dessas jazidas. O texto inclui ainda trabalhos desenvolvidos pelos próprios autores durante o exercício das suas atividades profissionais na Petrobras e durante a realização dos seus programas de mestrado e de doutorado em engenharia de petróleo.
Shell vende participação em bloco no pré-sal de Santos
NN - Redação 

As petroleiras Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) e Barra Energia anunciaram ontem a aquisição de 10% de participação, cada uma, no bloco BM-S-8, localizado na Bacia de Santos. O negócio envolve os 20% que a Shell Brasil detinha na região conhecida como Bem-Te-Vi e marca a saída da empresa anglo-holandesa do pré-sal de Santos. O valor da transação foi fechado em USD 350 milhões, divididos entre as compradoras. Conforme fato relevante divulgado pela QGEP, a transferência dos direitos de participação da empresa anglo-holandesa para a petrolífera brasileira ainda está sujeita à aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Em nota, a Shell comunicou que a decisão de venda se justifica pela necessidade de revisar seu portfólio e que prevê, nos próximos dois anos, a perfuração de sete a dez poços exploratórios no país. Em teleconferência, o diretor de Exploração da Queiroz Galvão, Lincoln Guardado, definiu o movimento como estratégico e acrescentou que já espera resultados no bloco a curto prazo. Já a Barra Energia trata a entrada no pré-sal de Santos como uma estreia em grande estilo e ressalta que possui USD 1 bilhão para adquirir novos ativos. A Petrobras é a operadora do bloco, com 66% de participação, e a Galp possui 14% do projeto.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Duas novas descobertas na Bacia do Espírito Santo
NN - Rodrigo Leitão 

A Petrobras comunicou ontem a realização de duas novas descobertas de petróleo e gás na Bacia do Espírito Santo, na área de Concessão BM-ES-23, bloco ES-M-525, totalizando três descobertas nessa região. Distantes 115 km da costa do Estado do Espírito Santo, em profundidade de água de, aproximadamente, 1.900 metros, essas duas novas descobertas ocorreram durante a perfuração dos poços 1-BRSA-939-ESS (1-ESS-199) e 1-BRSA-936D-ESS (1-ESS-200D), informalmente denominados Pé de moleque e Quindim. A outra descoberta nesta concessão, anunciada recentemente, ocorreu durante a perfuração do poço 1-BRSA-926D-ESS (Brigadeiro). A Petrobras é a operadora do consórcio para exploração do bloco BM-ES-23 (65%), formado ainda pelas empresas Shell Brasil Petróleo Ltda. (20%) e Inpex Petróleo Santos Ltda. (15%).
Um consórcio formado pela Petrobras e pelas empresas Repsol Sinopec e Statoil anunciou semana passada, a descoberta de um novo reservatório em águas ultraprofundas na Bacia de Campos. Segundo nota divulgada pela estatal brasileira, trata-se da maior descoberta na camada pré-sal de Campos. A espanhola Repsol Sinopec é a operadora do consórcio, com 35% de participação. A norueguesa Statoil tem 35% e a Petrobras, 30%. Até o momento, o chamado Parque das Baleias é o maior reservatório do pré-sal da bacia de Campos, com estimativa de reservas de 3,5 bilhões de barris de petróleo equivalente após a abertura de seis poços, segundo a Petrobras. Só nos dois primeiros poços abertos estimava-se uma reserva de 1,5 bilhão a 2 bilhões de barris de petróleo equivalente.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mercado de Trabalho em Petróleo & Gás

 por Oliveira, C L 

( Artigo publicado no Clube do Petróleo)

Mercado de Trabalho em Petróleo e Gás

Autor: Clube do Petróleo


Apresentamos uma importante matéria, recém publicada na TN Petróleo em 07/06/2011 Se o Brasil se confirmar como um dos principais países produtores de petróleo do mundo, sofrerá com a falta de mão de obra especializada. A avaliação é de Paulo Pontes, presidente da unidade brasileira da Michael Page, empresa inglesa especializada em recrutamento de executivos para cargos de média e alta gerência. Segundo ele, essa carência deverá estar suprida daqui a dez anos, pois várias faculdades estão se especializando na formação de profissionais para o setor de óleo e gás. "Mas hoje não existe mão de obra específica para algumas áreas, como o pré-sal".


Pontes diz que o maior déficit é de engenheiros e geofísicos, principalmente profissionais que exerçam funções técnicas de maquinário, para lidar com ferramentas específicas do setor de óleo e gás. "Esse é um setor da economia que teve um crescimento muito rápido e vem passando por uma grande transformação nos últimos dez anos. Tivemos as descobertas no Brasil de plataformas de óleo e gás, e a chegada de empresas no mercado em uma concentração muito grande nos últimos cinco anos. E aí começamos a perceber que, para determinadas vagas e perfis, havia escassez de mão de obra", disse  Pontes.


Esse não é um problema exclusivo do Brasil. Para o executivo, outros países produtores de petróleo também sentem falta de especialistas. "Todo mundo pede esse profissional e, se ele for competente, vai ter opção de expatriação, de carreira internacional".


Por causa da falta de profissionais especializados, a remuneração para quem atua nessas áreas está alta, de acordo com Pontes. Para geofísicos, por exemplo, que fazem análises dos processos exploratórios, o salário chega a ser de R$ 30 mil. Os engenheiros recém-formados que quiserem atuar na área de petróleo e gás podem conseguir salários de até R$ 7 mil.


No Brasil, cerca de 30 mil engenheiros saem das universidades por ano. Na Coreia do Sul, este número chega a 80 mil. Na China são 400 mil engenheiros por ano e na Índia 250 mil.


Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) feito no início deste ano mostrou que o país não tem número suficiente de engenheiros para dar conta dos novos postos que devem surgir com o crescimento econômico. Segundo a pesquisa, de cada sete engenheiros formados no Brasil, apenas dois estão formalmente empregados em funções típicas da profissão. Não basta, portanto, ter o diploma. É preciso especialização ou experiência na área. O Ipea também estimou que a exploração da camada de pré-sal deverá aumentar a demanda do país por profissionais especializados, como engenheiros e geólogos.


Para tentar suprir a necessidade de engenheiros no país, a Federação Nacional de Engenheiros (FNE) lançou uma campanha para despertar o interesse de estudantes do enspalestras sobre as áreas de atuação da profissão e as oportunino médio pela carreira. A campanha inclui vídeos e idades no mercado de trabalho.



Enviado por Eloi Fernández y Fernández - 
10.5.2011
 | 
10h46m

O mundo pode ter só 50 anos de petróleo


Segundo o banco HSBC divulgou, num relatório que repercutiu mundialmente, afinal trata-se do segundo maior banco do mundo, o petróleo no nível das taxas atuais de consumo e com a demanda crescente dos países em desenvolvimento deve durar em torno de cinqüenta anos. 

O relatório do HSBC observa também que, mesmo que não ocorra uma falta do petróleo, haverá uma distribuição desigual do que estiver disponível dos recursos energéticos, o que deverá alterar o poder econômico global nas próximas décadas. Neste caso, prevê o estudo, o maior perdedor seria o continente europeu, onde a falta destes recursos poderá se tornar um fator altamente prejudicial para o crescimento econômico da área, até meados do século. 

O estudo continua dizendo que “eles (a Europa) podem estar perdendo a sua influência no cenário mundial justamente no momento em que estiverem mais vulneráveis”. 

Como alternativa a este quadro, o estudo aponta para substitutos, como os biocombustíveis, que podem servir como alternativas viáveis, mas que “subidas de preço muito significativas” acontecerão para que tais alternativas possam acontecer. 

Muitos especialistas, talvez mais otimistas, dizem que desenvolvimentos, como as areias betuminosas do Canadá, as descobertas offshore no Brasil, na África e no Ártico, além do desenvolvimento de fontes alternativas diversas, devem permitir prazos e circunstâncias diferentes das que o relatório do HSBC aponta. 

Em suma, na realidade ninguém sabe, com alguma margem razoável de segurança, o que irá acontecer. Prever o futuro exige mais do que ser um grande banco e poder ter várias bolas de cristal.
OGX descobre hidrocarbonetos na Bacia de Santos
NN - Redação 

A OGX anunciou, na última sexta-feira, a descoberta de indícios de hidrocarbonetos no poço OGX-47, batizado de Maceió, localizado no bloco BM-S-59, em águas rasas da Bacia de Santos. A sonda Ocean Quest realiza as atividades de perfuração nesta locação. Foi identificada uma coluna com hidrocarbonetos na seção santoniana em torno de 131 metros e net pay de aproximadamente 51 metros. A descoberta está localizada a 2,9 quilômetros de distância da acumulação de Natal, identificada pelo poço OGX-11.
“Essa descoberta em reservatórios convencionais da Bacia de Santos contribui de forma relevante para o desenvolvimento de nossos ativos nessa região, gerando maior escala e economicidade entre as descobertas já realizadas, consequentemente otimizando a estrutura operacional dessa área”, comentou Paulo Mendonça, Diretor Geral e de Exploração da OGX. A empresa já perfurou nove poços na Bacia de Santos, dos quais um continua em andamento, tendo realizado seis descobertas até o momento. Os próximos passos da campanha de perfuração da OGX nesta bacia preveem o reforço da delimitação das várias descobertas já realizadas, além do desenvolvimento do modelo de produção para a região.

Estados fecham acordo para royalties do pré-sal

vOs Estados que não produzem petróleo deverão receber uma parcela dos royalties e participações especiais desde já, e não só quando as áreas ainda não concedidas do pré-sal começarem a produzir, daqui a alguns anos. De outro lado, os Estados produtores deverão ficar com uma fatia maior dos ganhos com a exploração do pré-sal. Esse foi o acordo de princípios fechado ontem entre os governadores do Rio de Janeiro e Espírito Santo - responsáveis por cerca de 90% da produção nacional de petróleo - e os governadores de Pernambuco e Sergipe, encarregados de costurar um entendimento com as demais unidades da Federação.

Um terceiro princípio acordado entre os governadores é o de que a riqueza gerada pela produção de petróleo deve ser "blindada" para evitar desperdício. "Queremos que esses recursos sejam direcionados a investimentos que representem uma aposta para gerações futuras, que sejam para a educação, a ciência e tecnologia, o meio ambiente", disse o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Essas linhas deverão servir de guia para a elaboração de um acordo que resultará em uma nova regra de divisão dos recursos do pré-sal. Estados produtores e não produtores chegaram à conclusão de que é melhor construir um entendimento do que apostar na opção que está na mesa.

Veto

O Congresso ameaça derrubar o veto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a uma regra de divisão do pré-sal que privilegia os Estados não produtores, aprovada no ano passado. Caso o veto seja derrubado, os Estados produtores vão à Justiça. "O Judiciário não tem prazo para decidir e ninguém tem controle sobre o que pode sair de lá", disse o governador de Sergipe, Marcelo Déda. Para fugir da incerteza, os dois lados cederam um pouco para tentar um acordo. "Recuamos, porque deve haver gestos de parte a parte", disse Campos. Assim, os não produtores concordaram em dar tratamento diferenciado para os produtores. Em compensação, os produtores terão de colaborar para que a riqueza do petróleo comece a ser dividida por todo o País tão logo a nova legislação seja aprovada. Estima-se que isso possa ocorrer em 2012
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SEPARAR PETRÓLEO DO MAR FICOU MAIS FÁCIL



Após a tragédia da explosão de uma plataforma de petróleo no Golfo do México, um novo vazamento, dessa vez na China, vem agitando o setor nos últimos dias. O governo chinês decidiu fechar o porto de Dalian, um dos maiores do país, após a explosão de um oleoduto na sexta-feira passada, que provocou um enorme derramamento de óleo no mar. O acidente pode afetar as compras de petróleo, soja e minério de ferro da China. Segundo um jornal estatal, cerca de 1500 toneladas de petróleo foram derramadas no Mar Amarelo, causando uma mancha de 183 quilômetros quadrados. As operações de limpeza podem durar cinco dias, disse o governo, sem dar uma estimativa para a reabertura do porto.

Para tentar solucionar o mais rápido possível os impactos desse acidente, mais de 23 toneladas de bactérias comedoras de petróleo estão sendo usadas para limpar o derramamento nas águas de Dalian. Segundo Yang Jiesen, gerente da seção de pesquisa e desenvolvimento da Companhia de Biotecnologia Weiyeyuan, a Administração de Segurança Marítima encomendou no sábado passado produtos biológicos que absorvem petróleo. Esta é a primeira vez em que a China recorre à biotecnologia em resposta a um acidente ambiental.

Recentemente, o Brasil descobriu uma maneira simples e eficiente de retirar petróleo do mar após acidentes como o ocorrido com a BP, cujo método de limpeza de um dos maiores vazamentos de óleo em mar no mundo foi criticado por biólogos e ambientalistas. No caso da BP, o óleo recolhido está sendo queimado e dispersantes químicos jogados no mar para diluir a mancha. Na solução brasileira, não apenas é possível retirar quase todo o petróleo derramado no mar como aproveitá-lo novamente, dizem pesquisadores. O método ainda aproveita a glicerina gerada pela crescente produção de biodiesel no país.

De acordo com o professor do Instituto de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernando Gomes de Souza Junior, os estudos mostram que 100% do óleo recuperado pode ser reaproveitado. “Conseguimos remover da água, de 23 a 25 partes de petróleo por parte de resina, que fica impregnada de óleo e é levada para um banho de diesel, onde o petróleo é completamente extraído, permitindo, inclusive, a reutilização da resina com eficiência semelhante a da resina virgem”, explicou o professor em entrevista ao Nicomex Notícias.

O professor da UFRJ disse ainda que o acidente no Golfo do México transformou a região em um gigantesco laboratório, onde várias novidades científicas e tecnológicas foram testadas. “Assim, face às dimensões do desastre e às diversas inovações testadas, eu acredito que todos os métodos de controle disponíveis devam ser usados e o nosso produto é mais uma alternativa de tratamento. É importante destacar que o nosso produto busca novas aplicações, agregando valor a um sub-produto. Além disso, a proposta desse projeto possibilita além da remoção, a recuperação desse óleo, diminuindo o impacto ambiental e econômico deste tipo de acidente”, finalizou Fernando Gomes ressaltando ainda que os estudos são em escala de bancada, e acredita que esse material é uma excelente ferramenta de controle e recuperação destes cenários de devastação ecológica.


Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br

REFINARIAS DO NORTE E NORDESTE EM PLENA EXPANSÃO 12/06/10



   Com a descoberta do pré-sal e conseqüente aumento da exploração e produção de petróleo no Brasil, a necessidade de mais investimentos no setor petroquímico nacional se tornou essencial. Dentro deste cenário, destaca-se as regiões do Norte e Nordeste onde estão alguns dos principais projetos da Petrobras na área de refino. Além de aumentar a capacidade de refino no país, essas unidades irão aumentar a geração de emprego nas regiões de implantação.

   A refinaria premium do Maranhão, por exemplo, possui um orçamento inicial previsto em torno de US$ 20 bilhões, caracterizando assim, o projeto de maior valor da Petrobras. Com o início das obras de terraplanagem no mês de julho, a perspectiva de contratar no curto prazo os serviços para esta fase coincidiu com a revisão do projeto da refinaria, conhecida como premium 
1, a partir das definições do novo plano de negócios da Petrobras para o período 2010-2014. A reavaliação do projeto buscou adequá-lo para processar petróleo leve a ser produzido no pré-sal. Inicialmente, tanto a premium 1 como a 2 - planejada para o Ceará - foram pensadas para refinar somente óleo pesado extraído na Bacia de Campos.

   Outra unidade de extrema importância para a cadeia petroquímica nacional é a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que está orientada, principalmente, para a produção de óleo diesel, o derivado de maior consumo no país. Vale destacar que a unidade tinha previsão inicial de processar 200 mil barris por dia de petróleo, porém após o plano de negócios da Petrobras, a refinaria ampliou sua capacidade de refino para 240 mil barris por dia, existindo ainda a possibilidade de uma nova expansão para até 500 mil barris por dia, o que a tornaria uma das maiores unidades do país.

   Para o consultor de energia renovável e sustentabilidade da Trevisan, Antonio Carlos Porto Araujo, as regiões onde as unidades serão implantadas serão beneficiadas diretamente com a criação de novos empregos, além de geração de renda em todos os setores que poderão de alguma forma servir como infraestrutura para esse novo cenário. “Será benéfico desde a indústria de bens de capital até mesmo por conta dos investimentos no desenvolvimento tecnológico e na formação de mão-de-obra. Na construção civil será alavancada a instalação de ampla malha de modal logístico para servir a região e escoar a produção do refino, em grande parte também voltada ao mercado externo” – afirmou Araujo em entrevista ao 
Nicomex Notícias.

   O especialista acredita que o país terá condição de aumentar a capacidade de refino nacional para dar conta da demanda de óleo encontrado na camada pré-sal. “Parece que a Petrobras vem indicando que esse caminho da integração vertical pode significar ganho de escala, ainda que eventualmente haja maior consolidação na exportação do óleo cru. Para o Brasil, significa fonte segura de abastecimento de produtos refinados com folga para até a autossuficiência em diesel, além, é claro, de servir com estabilidade de suprimento a indústria petroquímica” – disse.


Por 
Beatriz Silva beatriz.s@nicomexnoticias.com.br

Mão de obra escassa pode reduzir exigências nas contratações



Procuram-se engenheiros. Nos próximos anos, esse tipo de anúncio deve ficar ainda mais comum. Com uma defasagem que pode chegar a 150 mil profissionais nos próximos três anos, as empresas do setor de engenharia e construção começam a se adaptar à realidade de escassez de mão de obra.

José Pastore, professor de Relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), diz que a falta de engenheiros especializados já é uma realidade no mercado brasileiro. "As empresas estão reduzindo o nível de exigência e dando treinamento, por meio de cursos rápidos e seminários. Em muitos casos, estão organizando cursos de maior duração no Brasil e no exterior", diz.

Há mais de 30 dias, a construtora carioca Mudar oferece cinco vagas para engenheiros, com salários entre R$ 6,5 mil e R$ 12 mil, para atuar em São Paulo, Macaé (RJ) e Cuiabá. Candidatos para a vaga não faltam. Mas nenhum – até agora – atendeu ao nível de exigência.

“Estamos sentindo dificuldade em encontrar mão de obra especializada no segmento de baixa renda”, diz José Mario Campos, diretor de operações da Mudar. “É um processo que deve demorar de 90 a 120 dias para fechar o quadro com todas as vagas, por conta da dificuldade”, completa.

Campos explica que, como as obras têm prazo para começar, a construtora deverá reduzir o nível de exigência na contratação para finalizar o processo. “Não posso esperar 120 dias. Vamos abrir mão (das exigências e dos cinco anos de experiência pedidos), trazer as pessoas e capacitá-las.”

Segundo Ivan Witt, diretor da consultoria Stter RH, a tendência é que as companhias do setor recorram também à contratação de tecnólogos para suprir a necessidade de mão de obra. “Começa a descer o nível técnico, mas toda cadeia acaba valorizada”, afirma.

Entretanto, os especialistas dizem que há uma linha mínima de exigência, que não pode ser ultrapassada. “Uma indústria como a automobilística ou a aeronáutica não pode reduzir o nível de exigência. Para fazer um avião, é necessário um técnico qualificado”, diz Witt.

Marcos Túlio de Melo, presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), concorda. Para ele, a tendência é de valorização cada vez maior dos engenheiros. “Hoje, há uma carência de profissionais com 10 a 15 anos de experiência, que seriam gestores de projetos, com salários acima de R$ 15 mil.”

Complexo Petroquímico do Rio investe em treinamento para enfrentar falta de mão de obra qualificada


Representantes da Petrobras, da Secretaria de Trabalho e Renda do estado do Rio e dos 13 municípios que fazem parte do Consórcio Municipal do Leste Fluminense (Conleste) se reuniram na última sexta-feira (15) para discutir a falta de mão de obra local especializada para trabalhar na construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). O encontro ocorreu na prefeitura de Itaboraí, município onde está localizado o empreendimento.

De acordo com o secretário municipal de Trabalho e Renda de Itaboraí, Saíde Abrão, dos quase 10 mil postos de trabalho abertos em 2011 para as obras do Comperj, 60% não foram preenchidos pelos trabalhadores da região. Ele ressaltou que, se não houver qualificação, os moradores de Itaboraí e dos municípios vizinhos não poderão ocupar os postos de trabalho disponíveis. “Isso faz com que as empresas tragam trabalhadores de outros estados. E isso promove degradação e inchaço no nosso município. Essas pessoas não moram aqui, não consomem aqui e, na realidade, só nos trazem problemas porque utilizam tudo do nosso município e não dão nada”.

Ainda de acordo com o secretário, a Petrobras está participando da qualificação dos profissionais de acordo com as necessidades das empresas que atuam no canteiro de obras, facilitando assim as contratações. A representante da Petrobras, que é gerente setorial de Responsabilidade Social do Comperj, Nailda Marques, informou que, para garantir e elevar a qualidade da mão de obra, a empresa se comprometeu a monitorar e acompanhar os cursos de capacitação. Os cursos serão promovidos em parceria com o Ministério do Trabalho e a Secretaria Estadual de Trabalho e Renda, por meio do Plano Setorial de Qualificação (PlanSeQ).

“A Petrobras se comprometeu a monitorar e acompanhar esses cursos. Nós temos uma meta de qualificar 30 mil pessoas. Hoje, já qualificamos 6 mil e, em um ano, vamos qualificar mais 7 mil. E 77% deles já estão empregados na área de influência do empreendimento”, disse Naílda

Segundo o subsecretário estadual de Qualificação e Capacitação Profissional, Charbel Zaib, a perspectiva é que 100 mil pessoas sejam qualificadas para atender toda a demanda do complexo petroquímico. “Além das empresas que vão se instalar diretamente no Comperj, você tem uma gama de outras empresas que vão se instalar no entorno e que vão fornecer para o Comperj, vão trabalhar de forma complementar ao próprio Comperj. Então a nossa perspectiva de necessidade de qualificação, para os próximos sete anos, é de 100 mil pessoas”, disse o subsecretário.

Fonte: JOrnal do Brasil/Agência Brasil
Primeira sonda está em fase final de montagem no município de Tefé. Poço começa a operar em junho


Empresa petrolífera já contratou 800 trabalhadores e promete chegar ao final do ano com mais de 2 mil, a maioria no interior do Estado.

Até o final desse mês – a HRT Oil & Gas, empresa petrolífera que vai explorar petróleo nos municípios de Tefé, Carauari e Coari – começará a perfuração do primeiro poço. Em fase pré-operacional, a empresa já investiu cerca de R$ 50 milhões e contratou aproximadamente 800 pessoas só para começar a operação. Até o final deste ano, a empresa estará operando com mais de dois mil funcionários, a maioria no interior.

Para dar suporte à perfuração do primeiro poço em Tefé, a HRT contratou 600 pessoas no município. Praticamente todo o pessoal de campo, de geofísica, preparação de base, topografia, montagem, transporte fluvial, apoio logístico, segurança de trabalho, entre outras áreas, foi contratado no próprio município.

A petroleira está fechando acordos com o Governo do Estado para capacitar trabalhadores de Tefé, por meio do Cetam e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A ideia do presidente da empresa, Márcio Rocha Mello, é manter a política de prioridade à mão-de-obra local. Mesmo os funcionários de qualificação mais específica, como os engenheiros, foram contratados em Belém, sendo que a maioria é de ex-funcionários da Petrobras.

Produção O primeiro poço da HRT deve começar a produzir em junho, ainda em teste de longa duração. “Acreditamos que naquela reserva há 800 milhões de barris. Na bacia do Solimões, sempre há 60% de óleo e 40% de gás, ou 60% de gás e 40% de óleo”, disse Rocha Mello. A produtividade esperada em Tefé é maior que a das reservas de Urucu, em Coari, algo em torno de 2,5 mil barris por dia, segundo as estimativas. E esse será apenas o primeiro poço. A empresa planeja perfurar 12 este ano, e 24 em 2012. Oito perfurações deste ano já estão licenciadas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

Beneficiamento local O processamento do petróleo e do gás retirados de Tefé e Carauari pela HRT será feito nos próprios municípios. Há planos para produção de fertilizantes - amônia, ureia e metanol - a partir do gás natural em Tefé. Um dos fatores que concorrem para isso é a própria precariedade das vias de transporte no interior. “Na Amazônia, se tem que fazer qualquer coisa que envolva transporte, significa custo, tempo e muito dinheiro. O ideal é que se consiga fazer todo o beneficiamento no local”, comentou Rocha Lima.

Outra possível utilização para o gás natural é a geração de eletricidade. O empresário cogita a possibilidade de construir pelo menos uma termelétrica de grande capacidade em Tefé ou Carauari. A transmissão da energia seria feita através de uma rede que passaria sobre a copa das árvores.

Uma ligação com o sistema nacional em Porto Velho permitiria à usina amazônica fornecer energia para o restante do País. Um projeto audacioso, que depende da confirmação das reservas e da produtividade previstas para a HRT.

Se todo o potencial dos poços de Tefé for confirmado, o município poderá, em poucos anos, se transformar em uma nova “Coari”, dispondo de fartos recursos oriundos dos royalties, pagamentos que a empresa exploradora deve fazer diretamente ao município onde ocorre a exploração. Se a produção nos campos de Tefé já estivesse, hoje, a todo vapor, a HRT já estaria pagando duas vezes mais royalties do que a Petrobras paga a Coari. Enquanto isso, Tefé respira esperança de que, em junho, o petróleo comece a jorrar

Por: Joubert Lima, Jornal A Critica Online

Após um ano inteiro de muito trabalho, nada mais natural que procurar descanso, de preferência longe de tudo que possa lembrar as atividades corriqueiras do dia a dia. Entretanto, o período de férias pode servir como um tempo valioso para encaixar na agenda oportunidades que não encontravam espaço na rotina normal. Para aproveitar essa chance de aprimorar conhecimentos e enriquecer o currículo existem os curso de férias.

Pensando nesse nicho, a Universidade Estácio de Sá oferece diferentes cursos de curta duração, inclusive voltados para o setor de Petróleo & Gás. Em 2011, serão oferecidos, em diferentes unidades, três opções para o profissional, estudante ou interessado pela área: Impacto Ambiental na Indústria de Petróleo e Gás, Inglês Técnico para Petróleo e Gás e Engenharia do Petróleo – Introdução. “Os cursos proporcionam atualização, reciclagem, contato com docentes e profissionais titulados e experientes, tanto na vida acadêmica como em atuação no mercado, bem como contato com participantes de diferentes empresas petrolíferas”, explica a coordenadora dos cursos de extensão da Estácio, Divina Márcia, em entrevista ao Nicomex Notícias.

Os cursos acontecem de 17 de janeiro a 2 de fevereiro e as inscrições já estão abertas, com valor de R$ 45 reais, e horários variados, de manhã, à tarde, ou à noite. As três oportunidades relacionadas ao setor de Petróleo são realizadas em 16 horas de aula. “O docente adequa o conteúdo programático ciente de que dispõe de 16 horas para ministrar as quatro aulas previstas atendendo aos objetivos do curso. Os mesmos servem como ferramenta de aperfeiçoamento ou como alavanca para o aprofundamento de outros cursos relacionados a área”, diz Márcia.

A coordenadora ainda acrescenta que os treinamentos contemplam tanto profissionais em busca de atualização quanto os que possuem conhecimento técnico, ambos em busca de reciclagem e de certificação. Também há procura de alunos do ensino médio e universitários, que buscam um primeiro contato com a área que podem atuar no futuro. Divina acrescenta que para o setor de petróleo a procura ainda não é tão grande, mas, assim como a indústria petrolífera, tem crescido bastante, a cada semestre.

Estrutura
No curso de Impacto Ambiental, são passadas noções sobre a que fatores estão sujeita a indústria petrolífera, desde a sua prospecção até a distribuição dos seus derivados. Já no de Inglês Técnico, o aluno aprende o básico do idioma, ilustrado por textos sobre exploração, produção e serviços de petróleo e gás. O terceiro e último curso, uma introdução à Engenharia de Petróleo, trata da história e características da indústria, geologia do petróleo, engenharia de reservatórios e de poços e do processamento primário do óleo. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (21) 3231 0015 (Capital) e 0800 2828567 (Interior do estado).

Por Matheus Franco
matheus.f@nicomexnoticias.com.br