TURMA DO PETRÓLEO

TURMA DO PETRÓLEO

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Engenheiros de petróleo ganham R$ 15 mil; veja o ranking dos maiores salários

 
 A carreira com maior crescimento salarial com relação a 2010 foi engenharia agrícola

Uma pesquisa com mais de 30 carreiras aponta que os maiores salários do Brasil são pagos para os profissionais em engenharia do petróleo e do gás.

Os gerentes na área chegam a ganhar R$ 15,3 mil por mês, enquanto os trabalhadores plenos ganham R$ 7.807.
 
Na outra ponta do ranking, os estagiários de engenharia de meio ambiente ganham apenas R$ 834, apesar de a profissão pagar bem para funcionários de cargo júnior: R$ 4.302.

Chamado de Pesquisa Salarial e de Benefícios, o levantamento foi realizado pela Catho Online e aponta também o crescimento salarial no último ano.

A carreira que mais cresceu em termos salariais foi engenharia agrícola - aumento de 38,2% com relação ao ano passado.

Já quem trabalha com fotografia, seja fazendo imagens ou como editor, teve crescimento de 25,4% no salário.

Apesar disso, o pagamento é muito baixo perto de outras carreiras. Assistentes ganham R$ 1.346; fotógrafos ganham R$ 1.702; e editores ganham R$ 2.590, em média.

Cargos que mais cresceram
A melhoria no salário foi maior entre os cargos de engenharia - sete entre os dez com maior crescimento são da área, afirma o diretor de pesquisa salarial da Catho, Marco Soraggi, em nota.

- Esta alta ocorreu em grande parte devido ao crescimento da economia e ao aquecimento dos setores de infraestrutura, como construção civil, mineração e setores ligados à extração de petróleo e gás, que demandam profissionais voltados para a área de engenharia.

O fato de que o Brasil vai ser sede da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016 também reflete um crescimento maior na busca por engenheiros, afirma Soraggi.

Veja o ranking dos maiores salários
Sete das dez profissões que tiveram maior aumento são de engenharia
 

Petrobras abre concurso para 587 vagas

 

A Petrobras lançou nesta sexta-feira o edital de concurso para 587 vagas em cargos de nível médio e superior. A remuneração mínima inicial varia entre R$ 1.801,37 e R$ 2.615,86, para cargos de nível médio, e entre R$ 5.770,31 e R$ 6.217,19, para cargos de nível superior. A Petrobras também oferece uma série de benefícios, como previdência complementar, plano de saúde (médico, hospitalar, odontológico, psicológico e benefício farmácia) e benefícios educacionais para dependentes, entre outros.

Do total de 587 vagas oferecidas, distribuídas por todo o país, 439 vagas são para cargos de nível médio (24 cargos) e 148 são para cargos de nível superior (21 cargos).

Os cargos de nível médio são de inspetor de segurança interna, técnico de administração e controle, técnico de comercialização e logística, técnico de contabilidade, técnico de exploração de petróleo – geodésia e geologia, técnico de informática, técnico de inspeção de equipamentos e instalações, técnico de logística de transporte júnior, técnico de manutenção – caldeiraria, elétrica, eletrônica, instrumentação e mecânica, técnico de operação, técnico de projetos, construção e montagem - elétrica, estruturas navais e mecânica, técnico de segurança interna, técnico de suprimento de bens e serviços ‐ administração, elétrica e mecânica,técnico de telecomunicações e técnico químico de petróleo.

Os cargos de nível superior são de advogado, analista ambiental – biologia e oceanografia, analista de sistemas - engenharia de software, infraestrutura e processos de negócio, arquiteto, assistente social, contador, dentista, engenheiro de equipamentos – elétrica e eletrônica, engenheiro de geodésia, engenheiro de petróleo, engenheiro de produção, engenheiro naval, estatístico, geofísico - geologia, geólogo, nutricionista e químico de petróleo.

De acordo com o edital, não serão aceitos cursos de tecnólogo ou licenciatura, exceto para os cargos de analista de sistemas júnior - engenharia de software, analista de sistemas júnior – infraestrutura, analista de sistemas júnior - processos de negócio, e analista ambiental junior - biologia.

As inscrições devem ser feitas de 12 a 31 de julho pelo sitewww.cesgranrio.org.br. A taxa é de R$ 30 para cargos de nível médio e de R$ 45 para nível superior.

Engenharia de Petróleo
Foram abertas 22 vagas para o cargo Engenheiro de Petróleo Jr.
REMUNERAÇÃO: salário básico de R$ 4.117,07 com garantia de remuneração mínima de R$ 6.217,19.

Provas
As provas objetivas e discursivas serão aplicadas no dia 28 de agosto, nas cidades de Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas (SP), Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macaé (RJ), Maceió, Manaus, Mauá (SP), Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Santos (SP), São José dos Campos (SP), São Luís, São Mateus do Sul (PR), São Paulo, Três Lagoas (MS) e Vitória.

Programa Jovem Parceiro 2012 - Odebrecht

 

O Programa Jovem Parceiro identifica, integra e desenvolve jovens profissionais (estagiários e trainees) em busca de realizações profissionais e pessoais, dispostos a vencer grandes desafios.

Chegou a hora de você fazer parte desta organização de origem brasileira, com atuação global em diversos segmentos: Energia, Engenharia Industrial, Infraestrutura, Óleo e Gás, Realizações imobiliárias, entre outros.

Matéria de grande interesse para todos

O Mercado e Orientação para ingresso nas Carreiras do Petróleo


Devido ao sucesso do texto sobre os cursos de petróleo e gás e baseado nas centenas de comentários, resolvi escrever mais este texto para ajudar os colegas que tenham a intenção de trabalhar no mercado de petróleo e gas.

Desde criança ouço falar no fim da era do petróleo. Todos os dias ouvimos falar sobre a substituição dos combustíveis fósseis por outras formas de energias renováveis. Ocorre, porém, que o petróleo, gás, carvão e seus derivados ainda vão demorar muito para serem totalmente substituídos. As outras formas de energia ainda não podem competir com os combustíveis minerais, seja por questão de preço, de armazenamento ou mesmo de eficiência.

Quando falamos de petróleo sempre lembramos de automóveis e bombas dos postos de combustíveis. Ocorre, entretanto, que essa é apenas um dos destinos do petróleo. A maioria das pessoas se esquece da indústria petroquímica. É ela quem transforma o petróleo em todos os outros sub-produtos que servem de matéria prima para uma infinidade de produtos presentes no nosso dia a dia. Quase todos os materiais sintéticos são sub-produtos do petróleo. Neles estão incluídos todos os tipos plástidos, PVC, nylon, elásticos, pigmentos de tintas, tecidos sintéticos e até alimentos industrializados.

Sendo assim o petróleo vai ter vida longa e continuará fazendo parte das nossas vidas e de muitas gerações que estão por vir.

Como se preparar para uma carreira promissora e que paga bons salários?
Primeiramente devemos seguir os conselhos válidos para qualquer carreira profissional, vejamos alguns conselhos que se deve ter em mente em relação ao mercado de trabalho de um modo gerla e no petróleo especificamente:

Uma empresa não é uma instituição de caridade:

É importante lembrar que nenhuma empresa dá emprego ao indivíduo por ser boazinha. Eles não querem saber se você está desempregado, está passando necessidades, que tem esposa e vários filhos para criar, muito menos se tem filhos com necessidades especiais ou se é uma mãe responsável pelo sustento da família. Uma empresa visa lucro e ponto final.
As empresas só contratam uma pessoa quando vêem a possibilidade desse candidato responder às expectativas, com muito trabalho e dedicação, fazendo com que se consiga atingir os objetivos propostos.
Portanto devemos nos preparar, desde cedo, para seguir uma carreira direcionada para o que gostamos de fazer. Assim poderemos ter motivação e perseverança nos momentos difíceis da profissão.

Tenha um currículo direcionado:

Quando digo em carreira direcionada, estou me referindo aos cursos voltados para a mesma área profissional. Isso significa que se o indivíduo faz uma faculdade de Economia, trabalha como vendedor e resolve fazer uma segunda faculdade de Engenharia Mecânica , ele estará sinalizando para os departamendos de RH que está perdido e não sabe o que quer na vida. Seu currículo estará totalmente sem direção.

A vida é dura e não perdôa erros cometidos quando se era jovem e escolheu uma faculdade errada. Portanto deve-se pensar muito bem em qual curso devemos entrar ao terminar o ensino médio.

Isso não significa que estaremos condenados a seguirmos uma carreira que odiamos pelo resto da vida, mas saiba que será mais difícil do que se seu currículo apontasse em uma só direção.

A especialização é boa mas experiência é mais importante:

Tenho observado que muitas pessoas vivem fazendo cursos em cima de cursos. Parece que têm medo do mercado de trabalho. Nunca se acham preparadas para o ingresso em alguma empresa.
Nesse caso, pode acontecer que, enquanto você está nos bancos escolares, um colega que se formou junto com você e ingressou em uma empresa, estará a anos luz na sua frente em termos profissionais. Isso se deve ao fato de que as empresas valorizarem mais a experiência que os cursos teóricos. Portanto busque um emprego e depois vá se especilizando de acordo com suas necessidades profissionais.

Não tente mudar de carreira depois de velho:

Isso parace cruel mas é a pura realidade. As empresas só contratam alguém que tenha mais de 45 anos de idade, se esse indivíduo tiver bastante experiência naquilo que faz. As empresas só estão dispostas a investir na formação de um profissional jovem, que pode fornecer bons retornos aos investimentos realizados.
Muitas vezes a pessoa que mudar de carreira devido a um pequeno problema em determinada empresa. Assim, quando trabalhamos em uma empresa que não nos valoriza ou se tem um chefe de difícil relacionamento, podemos pensar que escolhemos aprofissão errada.
Analise com a cabeça fria, para ver se o problema é apenas pontual e momentâneo ou se é algo mais profundo relacionado à carreira mesmo.

Faça o que goste ou ame aquilo que faz:

Qualquer carreira profissional tem bons momentos mas também passamos por uma série de dificuldades. 

Seja por chefes exigentes demais, colegas problemáticos, metas difíceis de cumprir etc. Se não gostamos daquilo que fazemos, será muito difícil superar todos esse problemas. Portanto escolha um curso que tenha alguma coisa a ver contigo e se dedique ao máximo.

Alguns colegas têm perguntado qual o melhor curso para se entrar no mercado de petróleo e gás. Respondo sempre que tudo depende do que você gosta de fazer.

De nada adianta a pessoa buscar algum curso porque ouviu falar que essa profissão “dá dinheiro”, pois se uma pessoa teve sucesso, não significa que você terá também.

Não espere o sucesso da noite para o dia:

Como a maioria das coisas em nossas vidas, o sucesso profissional não ocorre da noite para o dia. É preciso investir tempo, dinheiro e dedicação na nossa formação e profissionalização. Não espere o reconhecimento dos seus esforços desde o início de sua carreira. As coisas boas que fazemos quase não são notadas, mas quando se faz algo errado, todos notam e procuram te crussificar. Quando alguma coisa dá errado todos apontam o dedo na nossa direção e esquecem tudo de bom que você tenha feito anteriormente.

O problema não está na idade e sim na desatualização:

No setor de petróleo e gás tenho visto senhores de mais de sessenta anos em plena atividade, sendo disputados por diversas empresas. Isso ocorre porque o petróleo requer mão de obra muito especializada, difícil de ser encontrada com facilidade. Sendo assim, percebe-se, claramente que o problema não está na idade e sim na falta de atualização do profissional. Portanto mantenha-se atualizado com os novos processos e as novas tecnologias do seu mercado de trabalho.

Não é necessário cursos de petróleo para trabalhar com o “ouro negro”:

Ao contrário do quitos pensam não ha necessidade de fazer curso de petróleo gas para ser um profissional do petróleo.

Quando faz um curso de Engenharia de Petróleo, por exemplo, o profissional restringe sua área de atuação ao petróleo. Se tivesse feito um curso de Engenharia Mecânica, por exemplo, teria muitos setores da economia a sua disposição, além do petróleo. Isso se deve ao fato de os cursos voltados para o setor petrolífero, serem muito genéricos e não especializarem o aluno em nada. Em outros países os cursos de petróleo são, em sua maioria, de pós graduação e não de graduação, como ocorre no Brasil.

A grande mioria dos equipamentos e ferramentas usadas na pesquisa, exploraçao e produção do petróleo e gas, são componentes mecânicos de atuação hidráulica e/ou eletrônica. Portanto se o Engenheiro for formado nessas áreas poderá, tranquilamente, se especializar em petróleo.

Para confirmar o que digo aqui, é só verificar quantos Engenheiros de Petróleo estão presentes em uma plataforma (um ou dois no máximo) e comparar com a quantidade de Engenheiros e técnicos Mecânicos (dezenas).

Sendo assim vejos com preocupação a enorme proliferação de cursos voltados para o setor de petróleo e gás. Devido à falta de fiscalização, na maioria deles falta qualidade na formação, não há preocupação em se formar convêncios para estágio prático, nem compromisso se fornecer mão de obra para as empresas. O indivíduo que está desesperado por um emprego, acaba gastando o que não tem, na vã esperança de ingressar em um mercado promissor e acaba fustrado.

No petróleo o novato não assume responsabilidade:

Ao terminar um curso de Engenharia de Petróleo, não pense que vai conseguir atuar como Engenheiro em uma plataforma ou navio de perfuração. Isso porque tudo que envolve petróleo custa verdadeiras fortunas. 

Tudo é muito caro quando se fala em petróleo. Os equipamentos, as ferramentas, o preço das operações, o custo do aluguel de um navio ou plataforma tudo envolve valores exorbitantes. Além disso o risco de vidas humanas também é muito alto. Isso sem falar no risco ao meio ambiente que também pode gerar multas muito altas. Sendo assim não se entrega estas operações à mãos inexperientes. É preciso muitos anos de experiência para assumir o controle de uma dessas operações. Portanto esteja preparado para assumir funções menos nobres até ter experiência necessária para assumir aquela posição.

Procure emprego enquanto está empregado:

Já está muito longe o tempo que se devíamos nos sentir seguros no emprego. Hoje em dia não há segurança nem para o presidente e diretores da empresa, que podem ser trocados em caso de a empresa ser comprada por outra.

Antigamente tinhamos medo de enviar currículo quando achávamos um anúncio no jornal, sem a identificação da empresa, pois podia ser um anúncio da nossa própria empresa e seríamos vistos como traidores.

O ideal era passarmos muito anos na mesma empresa, pois isso demostrava lealdade.Atualmente isso é visto como acomodação e falta de compromisso com a prórpia carreira.

Alguns colegas têm nos contactado desesperados por estarem desempregados, pedindo orientação sobre um curso rápido para entrar no mercado de trabalho o mais breve possível. Infelizmente não tenho como ajudar, pois tudo depende de uma série de fatores expostos nesse texto.

Mantenha, portanto, seu currículo sempre atualizado e buscando melhores oportunidades no mercado de trabalho. O livro “Quem mexeu no meu queijo” é uma boa pedida de leitura sobre esse ponto.

Não se descuide do seu network:

A palavra “network”, em termos profissionais signifca “rede de relacionamentos”. São todos os amigos, colegas e parentes que podem ajudá-lo a entrar ou se manter no mercado de trabalho.

Para que sua rede não se desfaça, procure contactá-los de tempos em tempos. Hoje não falta tecnologia para facilitar o network. São sites de relacionamentos, celular, MSN, Facebook, Twiter etc.

O network é uma via de mão dupla, pois hoje você ajuda um colega e amanhã ele estará te ajudando a ingressar em uma empresa.

Se você pesquisar, verá que a maioria das empresas não anunciam nos classificados dos jornais, as vagas existentes. Quando um amigo leva seu currículo ao gerente ou departamento de RH, as chances de conseguir a vaga aumentam exponencialmente.

Essa é, portanto, uma das melhores ferramentas para nos mantermos no mercado de trabalho.

Aprenda inglês ou busque emprego em outro setor:

No setor de petróleo e gás, quase a totalidade das empresas são multinacionais ou estrangeiras. Isso significa suas sedes estão no exterior e que suas filiais estão em muitos outros países. Também significa que você poderá ter como chefe ou colegas de trabalho pessoas vindas de outros países.

Poderá ocorrer, ainda, de você ter que fazer viagens ao exterior para trabalho ou cursos. Para se entender com essas pessoas o inglês é usado como a língua universal no mundo do petróleo.

Se você não fala inglês, portanto, ou aprenda ou procure outro setor para trabalhar, ainda assim terá dificuldades, pois o mercado de trabalho está cada vez mais globalizado.

Qual o melhor curso para se trabalhar embarcado?

Infelizmente essa não é uma pergunta simples de responder. Muitas pessoas tem me feito essa pergunta mas sempre repondo que é o próprio indivíduo que deve decidir o que quer fazer na sua carreira profissional.

Temos a tendência de jogar nos ombros dos outros as decisões difíceis. Isso não ocorre por preguiça ou má fé, mas pelo pensamento de que as outras pessoas são mais inteligentes ou experientes que nós mesmos.

Ocorre que essa é uma decisão que deve ser somente nossa, pois não existe profissão de sucesso e sim profissionais de sucesso.

Se olharmos ao redor, vamos encontrar Advogados, Médicos, Dentistas, Engenheiros etc., muito bem sucedidos profissionalmente, ganhando bons salários. Outros, entretanto, estão desempregados ou com o que ganham mal conseguem pagar suas contas no final do mes.

Isso ocorre porque aqueles que fazem o que gostam, procuram se dedicar ao máximo, se especializando, aprendendo tudo sobre seu trabalho. Eles tratam os clientes, chefes e colegas do trabalho com respeito e carinho, o que faz serem queridos por todos.

Esse tipo de profissional, geralmente recebe várias promoções, ou ganham muitos clientes, o que é recompensado com bons salários ou honorários.

Sendo assim, percebe-se que não existe profissão que “paga bem” e sim profissionais, bem sucedidos, que são bem remunerados por aquilo que fazem bem.

Assim encerro mais este texto que, espero, sirva de ajuda aos colegas que queiram ingressar no mercado de trabalho do Petróleo e gás.

Um abraço e boa sorte,

Marcos Valerio Silva 
Supervisor de Robótica Submarina a mais de vinte anos. Trabalhando no exterior para uma empresa inglesa. Profissional da indústria de Petróleo e Gás e Advogado.
Utilidades 
Biblioteca NN
Engenharia de Reservatórios de Petróleo
Indico hoje o livro "Engenharia de Reservatórios de Petróleo". A publicação reúne em um único volume os conceitos fundamentais para o entendimento das técnicas utilizadas na engenharia de reservatórios de petróleo, os principais métodos usados na previsão do comportamento de reservatórios e, conseqüentemente, na estimativa do potencial produtor e da reserva de jazidas petrolíferas, bem como as técnicas empregadas para se incrementar a recuperação do petróleo dessas jazidas. O texto inclui ainda trabalhos desenvolvidos pelos próprios autores durante o exercício das suas atividades profissionais na Petrobras e durante a realização dos seus programas de mestrado e de doutorado em engenharia de petróleo.
Shell vende participação em bloco no pré-sal de Santos
NN - Redação 

As petroleiras Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) e Barra Energia anunciaram ontem a aquisição de 10% de participação, cada uma, no bloco BM-S-8, localizado na Bacia de Santos. O negócio envolve os 20% que a Shell Brasil detinha na região conhecida como Bem-Te-Vi e marca a saída da empresa anglo-holandesa do pré-sal de Santos. O valor da transação foi fechado em USD 350 milhões, divididos entre as compradoras. Conforme fato relevante divulgado pela QGEP, a transferência dos direitos de participação da empresa anglo-holandesa para a petrolífera brasileira ainda está sujeita à aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Em nota, a Shell comunicou que a decisão de venda se justifica pela necessidade de revisar seu portfólio e que prevê, nos próximos dois anos, a perfuração de sete a dez poços exploratórios no país. Em teleconferência, o diretor de Exploração da Queiroz Galvão, Lincoln Guardado, definiu o movimento como estratégico e acrescentou que já espera resultados no bloco a curto prazo. Já a Barra Energia trata a entrada no pré-sal de Santos como uma estreia em grande estilo e ressalta que possui USD 1 bilhão para adquirir novos ativos. A Petrobras é a operadora do bloco, com 66% de participação, e a Galp possui 14% do projeto.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Duas novas descobertas na Bacia do Espírito Santo
NN - Rodrigo Leitão 

A Petrobras comunicou ontem a realização de duas novas descobertas de petróleo e gás na Bacia do Espírito Santo, na área de Concessão BM-ES-23, bloco ES-M-525, totalizando três descobertas nessa região. Distantes 115 km da costa do Estado do Espírito Santo, em profundidade de água de, aproximadamente, 1.900 metros, essas duas novas descobertas ocorreram durante a perfuração dos poços 1-BRSA-939-ESS (1-ESS-199) e 1-BRSA-936D-ESS (1-ESS-200D), informalmente denominados Pé de moleque e Quindim. A outra descoberta nesta concessão, anunciada recentemente, ocorreu durante a perfuração do poço 1-BRSA-926D-ESS (Brigadeiro). A Petrobras é a operadora do consórcio para exploração do bloco BM-ES-23 (65%), formado ainda pelas empresas Shell Brasil Petróleo Ltda. (20%) e Inpex Petróleo Santos Ltda. (15%).
Um consórcio formado pela Petrobras e pelas empresas Repsol Sinopec e Statoil anunciou semana passada, a descoberta de um novo reservatório em águas ultraprofundas na Bacia de Campos. Segundo nota divulgada pela estatal brasileira, trata-se da maior descoberta na camada pré-sal de Campos. A espanhola Repsol Sinopec é a operadora do consórcio, com 35% de participação. A norueguesa Statoil tem 35% e a Petrobras, 30%. Até o momento, o chamado Parque das Baleias é o maior reservatório do pré-sal da bacia de Campos, com estimativa de reservas de 3,5 bilhões de barris de petróleo equivalente após a abertura de seis poços, segundo a Petrobras. Só nos dois primeiros poços abertos estimava-se uma reserva de 1,5 bilhão a 2 bilhões de barris de petróleo equivalente.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mercado de Trabalho em Petróleo & Gás

 por Oliveira, C L 

( Artigo publicado no Clube do Petróleo)

Mercado de Trabalho em Petróleo e Gás

Autor: Clube do Petróleo


Apresentamos uma importante matéria, recém publicada na TN Petróleo em 07/06/2011 Se o Brasil se confirmar como um dos principais países produtores de petróleo do mundo, sofrerá com a falta de mão de obra especializada. A avaliação é de Paulo Pontes, presidente da unidade brasileira da Michael Page, empresa inglesa especializada em recrutamento de executivos para cargos de média e alta gerência. Segundo ele, essa carência deverá estar suprida daqui a dez anos, pois várias faculdades estão se especializando na formação de profissionais para o setor de óleo e gás. "Mas hoje não existe mão de obra específica para algumas áreas, como o pré-sal".


Pontes diz que o maior déficit é de engenheiros e geofísicos, principalmente profissionais que exerçam funções técnicas de maquinário, para lidar com ferramentas específicas do setor de óleo e gás. "Esse é um setor da economia que teve um crescimento muito rápido e vem passando por uma grande transformação nos últimos dez anos. Tivemos as descobertas no Brasil de plataformas de óleo e gás, e a chegada de empresas no mercado em uma concentração muito grande nos últimos cinco anos. E aí começamos a perceber que, para determinadas vagas e perfis, havia escassez de mão de obra", disse  Pontes.


Esse não é um problema exclusivo do Brasil. Para o executivo, outros países produtores de petróleo também sentem falta de especialistas. "Todo mundo pede esse profissional e, se ele for competente, vai ter opção de expatriação, de carreira internacional".


Por causa da falta de profissionais especializados, a remuneração para quem atua nessas áreas está alta, de acordo com Pontes. Para geofísicos, por exemplo, que fazem análises dos processos exploratórios, o salário chega a ser de R$ 30 mil. Os engenheiros recém-formados que quiserem atuar na área de petróleo e gás podem conseguir salários de até R$ 7 mil.


No Brasil, cerca de 30 mil engenheiros saem das universidades por ano. Na Coreia do Sul, este número chega a 80 mil. Na China são 400 mil engenheiros por ano e na Índia 250 mil.


Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) feito no início deste ano mostrou que o país não tem número suficiente de engenheiros para dar conta dos novos postos que devem surgir com o crescimento econômico. Segundo a pesquisa, de cada sete engenheiros formados no Brasil, apenas dois estão formalmente empregados em funções típicas da profissão. Não basta, portanto, ter o diploma. É preciso especialização ou experiência na área. O Ipea também estimou que a exploração da camada de pré-sal deverá aumentar a demanda do país por profissionais especializados, como engenheiros e geólogos.


Para tentar suprir a necessidade de engenheiros no país, a Federação Nacional de Engenheiros (FNE) lançou uma campanha para despertar o interesse de estudantes do enspalestras sobre as áreas de atuação da profissão e as oportunino médio pela carreira. A campanha inclui vídeos e idades no mercado de trabalho.



Enviado por Eloi Fernández y Fernández - 
10.5.2011
 | 
10h46m

O mundo pode ter só 50 anos de petróleo


Segundo o banco HSBC divulgou, num relatório que repercutiu mundialmente, afinal trata-se do segundo maior banco do mundo, o petróleo no nível das taxas atuais de consumo e com a demanda crescente dos países em desenvolvimento deve durar em torno de cinqüenta anos. 

O relatório do HSBC observa também que, mesmo que não ocorra uma falta do petróleo, haverá uma distribuição desigual do que estiver disponível dos recursos energéticos, o que deverá alterar o poder econômico global nas próximas décadas. Neste caso, prevê o estudo, o maior perdedor seria o continente europeu, onde a falta destes recursos poderá se tornar um fator altamente prejudicial para o crescimento econômico da área, até meados do século. 

O estudo continua dizendo que “eles (a Europa) podem estar perdendo a sua influência no cenário mundial justamente no momento em que estiverem mais vulneráveis”. 

Como alternativa a este quadro, o estudo aponta para substitutos, como os biocombustíveis, que podem servir como alternativas viáveis, mas que “subidas de preço muito significativas” acontecerão para que tais alternativas possam acontecer. 

Muitos especialistas, talvez mais otimistas, dizem que desenvolvimentos, como as areias betuminosas do Canadá, as descobertas offshore no Brasil, na África e no Ártico, além do desenvolvimento de fontes alternativas diversas, devem permitir prazos e circunstâncias diferentes das que o relatório do HSBC aponta. 

Em suma, na realidade ninguém sabe, com alguma margem razoável de segurança, o que irá acontecer. Prever o futuro exige mais do que ser um grande banco e poder ter várias bolas de cristal.
OGX descobre hidrocarbonetos na Bacia de Santos
NN - Redação 

A OGX anunciou, na última sexta-feira, a descoberta de indícios de hidrocarbonetos no poço OGX-47, batizado de Maceió, localizado no bloco BM-S-59, em águas rasas da Bacia de Santos. A sonda Ocean Quest realiza as atividades de perfuração nesta locação. Foi identificada uma coluna com hidrocarbonetos na seção santoniana em torno de 131 metros e net pay de aproximadamente 51 metros. A descoberta está localizada a 2,9 quilômetros de distância da acumulação de Natal, identificada pelo poço OGX-11.
“Essa descoberta em reservatórios convencionais da Bacia de Santos contribui de forma relevante para o desenvolvimento de nossos ativos nessa região, gerando maior escala e economicidade entre as descobertas já realizadas, consequentemente otimizando a estrutura operacional dessa área”, comentou Paulo Mendonça, Diretor Geral e de Exploração da OGX. A empresa já perfurou nove poços na Bacia de Santos, dos quais um continua em andamento, tendo realizado seis descobertas até o momento. Os próximos passos da campanha de perfuração da OGX nesta bacia preveem o reforço da delimitação das várias descobertas já realizadas, além do desenvolvimento do modelo de produção para a região.