TURMA DO PETRÓLEO

TURMA DO PETRÓLEO

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Odebrecht investe US$ 5 bi para explorar campos de petróleo
Folha, Mercado - Joe Leahy 

A divisão de petróleo e gás natural da Odebrecht planeja triplicar a receita nos três próximos anos e explorar o potencial dos campos petroleiros "offshore" do Brasil. Os planos da empresa, que conta com participação acionária do Temasek, fundo de investimento estatal do governo de Cingapura, surgem depois que a companhia vendeu parte de suas ações à gestora Gávea Investimentos, controlada pelo JPMorgan. Os vastos campos de petróleo em águas profundas do Brasil podem fazer do país um dos maiores produtores mundiais de petróleo, daqui a uma década. "Queremos criar o maior prestador de serviços à Petrobras e estamos investindo com esse objetivo", disse Roberto Ramos, presidente-executivo da companhia.
A Petrobras está liderando o projeto por meio de um programa de investimento de capital quinquenal no valor de USD 225 bilhões, que está entre os maiores do mundo e vem atraindo grupos de todo o planeta. Ramos disse que a subsidiária da Odebrecht estava investindo USD 5 bilhões em equipamento, de navios de prospecção a plataformas flutuantes de petróleo e embarcações para a instalação de oleodutos submarinos.

IBM apresenta soluções tecnológicas para

 o setor de petróleo e gás


TECNOLOGIA  
De acordo com o executivo, a empresa leva a opção de modelar o duto e tratá-lo de forma diferenciada. Uma das prioridades da IBM é solucionar os gargalos que as empresas de petróleo e gás estão tendo ao longo desses anos com logística de translado de funcionários e equipamentos para o setor offshore. “Quando quebra uma peça de uma plataforma é mais fácil parar por um dia a produção ou buscar um novo equipamento? ”, questiona Rangel.

OTIMIZAR  
O NRSC Brasil é o 3º Centro de Excelência da IBM no mundo com foco em petróleo e gás e o 2º dedicado também à mineração. De acordo com o executivo de negócios na área de óleo e gás da IBM, Fabiano Rangel, a empresa espera otimizar os resultados das companhias de petróleo. “A IBM ajuda a otimizar através de uma análise que vai da instrumentação, passa pela produção, introdução e análise de dados. Esses segmentos estão interconectados”, diz ele. Segundo Rangel, na área de pipeline (dutos), a idéia é perceber junto com os clientes quais as maiores dificuldades que as empresas têm até hoje. “Dutos é igual à uma linha férrea , você só vai saber onde está o problema através de tecnologias que serão enviadas rapidamente para uma base de dados. Assim podemos saber exatamente qual o ponto que está defeituoso”, ensina Rangel.
INOVAÇÃO  
Preocupada em solucionar os desafios e gargalos tecnológicos que a indústria petrolífera vai enfrentar com a demanda do pré-sal, a IBM apresentou nesta quarta-feira (19), no Rio de Janeiro, o Centro de Soluções para Recursos Naturais (NRSC, na sigla em Inglês). Com foco em clientes da América Latina, o objetivo do centro, inaugurado em março deste ano, é ajudar empresas dos setores de petróleo, gás e mineração a acelerar a adoção de tecnologias inovadoras que proporcionem redução de custos de operação e exploração, maior eficiência operacional e financeira e o aprimoramento da segurança, saúde e sustentabilidade.
SOLUÇÕES  Para o executivo, a empresa vai instrumentar toda a área petrolífera para monitorar os custos desse transporte e, monitorar qual será a solução mais viável ao longo desses anos.  Outro programa implantado pela IBM é calcular o estoque de uma empresa fornecedora de equipamentos para a indústria petrolífera. Segundo Rangel, essas prestadoras de serviço às vezes gastam muito dinheiro agora e depois têm que buscar outras soluções, capitalizar para atender a demanda. “Nosso objetivo é  calcular o estoque, do que será usado e do que não será usado, saber o histórico do estoque para identificar a quantidade ideal do que realmente vai precisar”, finalizou Rangel.
“Dutos é igual à uma linha férrea , você só vai saber onde está o problema através de tecnologias que serão enviadas rapidamente para uma base de dados. Assim podemos saber exatamente o ponto que está defeituoso".

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Pré-Sal – Royalties

No Brasil, o valor arrecadado pelos royalties do petróleo é dividido entre a União, estados e municípios produtores ou com instalações de refino e de auxílio à produção. As empresas petrolíferas pagam 10% do valor de cada barril extraído pelo direito de explorar o produto. Hoje em dia, esses 10% dos royalties do petróleo são divididos da seguinte forma:
O termo “royalties” originou-se na Inglaterra, no século XV. Ele foi criado como uma forma de compensação (pagamento) à realeza em virtude de disponibilizar suas terras à exploração de minério. Atualmente, esse termo é utilizado para definir o pagamento ao dono de uma patente.
A descoberta de petróleo na camada pré-sal, localizada a 7 mil metros abaixo do nível do mar, em uma área de 200 quilômetros de largura e 800 quilômetros de extensão, abrangendo desde o Espírito Santo até Santa Catarina, pode colocar o Brasil entre os maiores produtores mundiais de petróleo. Antes mesmo de se estabelecer a quantidade exata de petróleo na camada pré-sal, os impactos ambientais, além das regras para a exploração desse petróleo, a distribuição dos royalties vem sendo um dos assuntos mais discutidos sobre o pré-sal.
•    Estados produtores: 22,5%
•    Municípios produtores: 30%
•    União: 47,5%
No entanto, alegando que o petróleo é uma riqueza nacional, uma Proposta de Lei do Deputado Federal Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) determina uma nova divisão dos royalties do petróleo. A distribuição ficaria assim determinada:
•    Todos os estados: 30%
•    Todos os municípios: 30%
•    União: 40%
Essa nova divisão dos royalties tem por objetivo, além da camada pré-sal (cuja produção em larga escala está prevista para 2020), as jazidas e campos já licitados e explorados, como, por exemplo, a Bacia de Campos. A “Emenda Ibsen”, de autoria dos deputados, Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG), foi aprovada na Câmara dos Deputados com 329 votos a favor e 72 contra. No entanto, para que essa emenda passe a vigorar, ela tem que ser aprovada pelo Senado e pelo Presidente da República.
Caso aprovada, o Rio de Janeiro, maior produtor nacional de petróleo (83% da produção nacional), deixaria de receber aproximadamente 7,3 bilhões de reais por ano em royalties. O Espírito Santo seria outro estado bastante prejudicado. Porém, a “Emenda Ibsen” propõe que a União pague o montante que os estados e municípios deixarem de receber, em decorrência da nova lei de divisão dos royalties.

domingo, 16 de outubro de 2011

Vai faltar Sondador e DPO no Brasil

Os Sondadores lideram a lista dos profissionais mais valorizados da indústria do petróleo no momento. Com o número crescente de plataformas que chegam ao Brasil para explorar o pré-sal, operadores de equipamentos de perfuração e sondagem viraram artigo de luxo no país. O salário pago a categoria subiu cerca de 70% nos últimos dois anos e já encosta nos R$ 20 mil. Mesmo assim sobram vagas e faltam candidatos.
Segundo o CEO da Petra Executive Search, Adriano Bravo, existem empresas de perfuração com 20 a 40 posições abertas. “As empresas terão que perfurar poços e não existem profissionais treinados em sondas de última geração para atender todas as empresas que chegam. Tem empresas que vão trazer dez sondas”, explicou.
Por força da legislação brasileira, as companhias de perfuração precisam preencher 80% da tripulação das sondas com profissionais brasileiros após o segundo ano de operação. Na falta de profissionais qualificados no país, algumas estão recorrendo a empresas terceirizadas para continuar operando com estrangeiros.
De acordo com Bravo, a grande rotatividade desses profissionais também ajuda a inflacionar mais o mercado. “Não existe um vinculo muito forte do sondador com o contratante e o profissional sai com freqüência por um salário maior”, avaliou.
Para o especialista, a próxima grande escassez será a de profissionais com qualificação em posicionamento dinâmico para operar embarcações offshore. “É uma posição que requer conhecimento muito especializado e muitas horas de prática”, afirmou.
Primitivo Duyprath, Sondador, concorda com a declaração do especialista. "Realmente, Rodrigo. As propostas são muitas. O momento é de as empresas valorizarem os Sondadores que têm em seus quadros"
As companhias de petróleo também enfrentam gargalos. Faltam profissionais para desempenhar funções específicas como, por exemplo, a contratação de FPSOs. Engenheiros com especialização em algum nicho da exploração também estão escassos. A disputa por esses profissionais deve se acirrar com a retomada dos leilões da ANP.
O crescimento de empresas nacionais de capital aberto como OGX e HRT é outro fator que pressionará o mercado. Com uma política salarial que inclui pacotes de retenção, como bonificação em ações, essas empresas já competem até com multinacionais. “Só aumentando benefícios em três ou quatro vezes para igualar”, afirmou Bravo.
Os salários pagos no Brasil já são em alguns casos maiores que nos EUA, África e em todos os países da América Latina. “Já contratamos engenheiros de reservatório e geofísicos que estavam trabalhando na Argentina e no Chile e vieram com o pacote local puro, sem nenhum adicional para expatriado”, lembra Bravo.
Mesmo assim ainda haverá uma transição gradual até que o mercado brasileiro consiga preencher todas as vagas abertas no setor petróleo. Bravo estima um prazo de sete anos para que a demanda seja equalizada. “As universidades precisam de um tempo para absorver as necessidades da indústria e adaptar seus programas”, previu.
A transição deverá abrir oportunidades para instituições de ensino técnico, mais ágeis na oferta de cursos mais focados na indústria. Um engenheiro que sai da universidade hoje precisa de um mestrado para se especializar em reservatório, por exemplo. Parte da demanda por qualificação deverá suprida internamente pelas empresas. Profissionais de outros setores também devem engrossar a oferta de candidatos. “Mesmo assim, acredito em algum atraso nas metas de Exploração & Produção”, afirmou Bravo.
Com as informações – Ricardo Vigliano / Energia Hoje
Por Rodrigo Cintra

Oportunidade de Carreira – Petrobras mira nos universitários

A Petrobras dá início a um novo ciclo de palestras do projeto Atração de Talentos, com objetivo de divulgar carreiras promissoras na Companhia, por meio de apresentações de empregados da Petrobras em universidades.  A agenda de encontros traz informações sobre a atuação da empresa no Brasil e no mundo e visa a atrair potenciais talentos, prioritariamente, das carreiras de Engenharia, Geologia e Geofísica a participarem dos processos seletivos da Petrobras.
A próxima palestra do projeto será no dia 18 de outubro, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, no Rio de Janeiro, durante a XIII Semana de Engenharia. No mesmo dia, será realizado um encontro na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal (RN), durante a Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura (XVII Cientec). Além destas participações, entre os dias 21 e 31 de outubro, a Petrobras vai estar presente com o projeto na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em Santa Maria (RS); na Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos (SP); na Universidade de Brasília (UNB), em Brasília (DF); e na 2ª Feira da Carreira Pública – Folha Dirigida, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro (RJ).
O projeto foi iniciado em 2010, quando foram visitadas cinco universidades, alcançando cerca de 2.300 estudantes. Para este ano, está prevista a participação em 21 eventos, com uma meta de alcançar 7 mil universitários.
Dentre as instituições de ensino superior escolhidas para este ano, destacam-se o Instituto Tecnológico da Aeronáutica – ITA, a Universidade de São Paulo – USP, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS e a Universidade de Campinas – UNICAMP, dentre outras. Até o momento, a Petrobras já participou de 15 eventos nas universidades pelo país.
Para o próximo ano está prevista a expansão do projeto com a inclusão de novos eventos, além do aumento do público alvo, com a inclusão dos estudantes das escolas técnicas, assim como o desenvolvimento de outras ações.
Por Milena Calado / Redação Portal Marítimo

sábado, 15 de outubro de 2011

Entrevista com Reidun Beate Olsen


1) A Innovation Norway, agência de promoção do Governo da Noruega, que coordenou o Pavilhão Norueguês na OTC Brasil 2011 recebeu duas delegações e 35 empresas expositoras, que vieram apresentar suas soluções para o mercado brasileiro e prospectar oportunidades de negócios e parcerias. Quais as perspectivas da indústria norueguesa em relação à cadeia produtiva de óleo e gás no Brasil?
A 5X Petróleo dessa semana é com a diretora da Innovation Norway para o Brasil, que estava presente na OTC Brasil, Reidun Beate Olsen. Na entrevista ela aborda quais são as perspectivas da indústria norueguesa para a cadeia produtiva de óleo e gás no Brasil e como a Noruega vê a questão do conteúdo local no mercado brasileiro.
O Brasil é uma potencia econômica em rápida expansão. Um país no qual a dimensão significativa de seu mercado, a economia diversificada e uma classe média em crescimento oferecem inúmeras oportunidades para uma ampla gama de setores noruegueses. Tanto que as grandes descobertas de óleo e gás na plataforma continental brasileira vêm atraindo um grande número de players dos setores petroleiro e marítimo da Noruega.
Acreditamos que a Noruega pode contribuir com competências e tecnologias relevantes para as necessidades brasileiras. E o Brasil, ao possibilitar esse acesso a seu mercado, em forte expansão, sem dúvida possibilitará a inovação e o desenvolvimento de novas competências e tecnologias em outros setores.

2) Como funcionam os serviços de consultoria da Innovation Norway para o mercado de petróleo e gás?
A Innovation Norway tem como objetivo tornar as empresas norueguesas competitivas no mercado internacional. Apoiamos o desenvolvimento de negócios e da indústria norueguesa. Oferecemos financiamento, acesso a rede de contato local, treinamento para desenvolver competências, além de serviços de consultoria. Dentre os serviços de consultoria oferecidos pela IN estão a análise de mercado, busca de parceiro e plano de desenvolvimento de negócios. Todos os nossos serviços têm como objetivo contribuir para aumentar a probabilidade de sucesso das empresas norueguesas nos mercados externos, como o brasileiro.

3) Os produtos e serviços oferecidos pelas norueguesas na OTC vão desde perfuração e completação, engenharia de poços, bombas e válvulas, equipamentos subsea de exploração, produção, automação e controle, engenharia naval e offshore, instrumentação submarina, certificadoras, entre outros segmentos da cadeia produtiva. Como a Noruega vê a questão do conteúdo local na cadeia produtiva brasileira?

A Noruega é um país fornecedor de tecnologia de ponta ao mercado internacional de óleo e gás, sendo reconhecido por essa indústria. Os altos índices requeridos de conteúdo local têm representado um desafio para as pequenas e médias empresas norueguesas. Mas entendemos a adoção de tal medida, pois no início do seu ciclo exploratório, a Noruega também adotou medidas semelhantes com a finalidade de desenvolver a indústria local.

4) A comitiva da Noruega veio reforçada para a OTC Brasil. Qual a importância de feiras como a OTC para a indústria offshore da Noruega?
Eventos como a OTC Brasil representam uma oportunidade extra de mostrar para o mercado brasileiro os produtos e serviços que a Noruega pode oferecer ao setor. Muitas das empresas que participaram da feira já atuam no Brasil com sucesso há muitos anos e outras estão apenas iniciando suas atividades.  Essa comitiva reflete a visão da Noruega da importância do mercado brasileiro. Desejamos consolidar os negócios já estabelecidos e aumentar o número de empresas norueguesas que atuam no Brasil, posicionando-nos como parceiros estratégicos para o contínuo desenvolvimento dessa indústria.
5) A Noruega é líder mundial em conhecimentos e tecnologia de exploração de reservas petrolíferas offshore de forma eficaz e segura. Os investimentos em pesquisa e inovação são cruciais para o desenvolvimento desta indústria no Brasil. Qual a importância dos parques tecnológicos no Rio de Janeiro?

Investimentos nesse segmento são de extrema importância para o desenvolvimento local de tecnologia. A localização de parques tecnológicos próximos a universidades permitem a perfeita interação entre indústria e instituições de ensino. Esse é um modelo comumente adotado na Noruega. Os Centros Noruegueses de Expertise (NCEs – Norwegian Centres of Expertise) foram formados para garantir o desenvolvimento de inovação sustentável e processos de internacionalização em ambiente dinâmico e orientado para o crescimento.
O programa apoia desenvolvimento de longo prazo baseado na colaboração entre indústria, as instituições de P&D (pesquisa e desenvolvimento) e o setor público. Atualmente temos um total de 12 NCEs na Noruega, entre os quais o NCE Subsea, que tem foco em tecnologias e processos subsea, o NCE Maritime, voltado para a indústria naval e NCE NODE (Norwegian Offshore & Drilling Engineering), que reúne empresas do setor engenharia offshore e de drilling. 
Brasil terá etanol de segunda geração
Valor, Empresas - Mônica Scaramuzzo 

O Brasil deverá começar a produção de biocombustíveis de segunda geração a partir de 2013. A GraalBio Investimentos S.A., do grupo brasileiro Graal, e a Chemtex, subsidiária das italiana Mossi & Guisolfi (M&G), uma das maiores produtoras de PET do mundo, assinaram protocolo de intenções para ter uma fábrica em escala industrial no Brasil de etanol celulósico. As duas empresas também estão em conversas avançadas para uma cooperação mais ampla para desenvolver e produzir biocombustíveis e bioquímicos no país.
Desde 2006, a subsidiária da M&G tem investido pesado, cerca de USD 200 milhões, em pesquisa e desenvolvimento em uma nova tecnologia, batizada de Proesa, que transforma biomassa em biocombustíveis e bioquímicos. Ontem, durante o lançamento oficial dessa tecnologia, em um simpósio internacional de biocombustíveis, em Verona, a M&G anunciou que o fundo TPG (Texas Pacific Group) juntou-se ao projeto, formando uma joint venture com a Chemtex para a criar a Beta Renewables, totalizando investimentos de € 250 milhões.
Brasil terá etanol de segunda geração
Valor, Empresas - Mônica Scaramuzzo 

O Brasil deverá começar a produção de biocombustíveis de segunda geração a partir de 2013. A GraalBio Investimentos S.A., do grupo brasileiro Graal, e a Chemtex, subsidiária das italiana Mossi & Guisolfi (M&G), uma das maiores produtoras de PET do mundo, assinaram protocolo de intenções para ter uma fábrica em escala industrial no Brasil de etanol celulósico. As duas empresas também estão em conversas avançadas para uma cooperação mais ampla para desenvolver e produzir biocombustíveis e bioquímicos no país.
Desde 2006, a subsidiária da M&G tem investido pesado, cerca de USD 200 milhões, em pesquisa e desenvolvimento em uma nova tecnologia, batizada de Proesa, que transforma biomassa em biocombustíveis e bioquímicos. Ontem, durante o lançamento oficial dessa tecnologia, em um simpósio internacional de biocombustíveis, em Verona, a M&G anunciou que o fundo TPG (Texas Pacific Group) juntou-se ao projeto, formando uma joint venture com a Chemtex para a criar a Beta Renewables, totalizando investimentos de € 250 milhões.
Noruega de olho no ' Mar do Norte' brasileiro
O Globo, Economia - Fim de Semana, Janaína Lage 

Os empresários noruegueses se acostumaram a olhar para o Brasil como uma espécie de segundo Mar do Norte. Mas depois da chegada da Statoil, a Noruega prevê agora uma segunda fase de investimentos focados na cadeia de serviços, com atividades que vão desde o reparo de embarcações até as instalações de novos sistemas sanitários. Esta "ofensiva viking" inclui a visita de 45 empresas entre 2011 e 2012, o equivalente a um terço do total de companhias norueguesas instaladas no Brasil ou que atuam por meio de representante comercial.
Como sétimo maior investidor no país, a Noruega tem recursos aplicados da ordem de USD 25 bilhões. O estaleiro Kleven Maritime anunciará em breve uma joint-venture com uma empresa de Niterói. Com dois navios em águas brasileiras, o Kleven pretende iniciar suas operações com serviços de reparo e manutenção para a indústria offshore. Atento às lições, Stale Rasmussen, presidente da companhia explica que o Brasil é a bola da vez no setor naval.
Petrochina vai abrir fábrica de sondas na Bahia
Brasil Econômico, Empresas - Nivaldo Souza 

A projeção do mercado petrolífero para o Brasil não atrai apenas companhia de exploração de óleo e gás de olho no pré-sal. Fabricantes de equipamentos também esperam lucrar com as perspectivas desenhadas para os próximos anos. Caso da gigante chinesa de sondas para perfuração poços de petróleo Baoji Oilfield Machinery (Bomco). A subsidiária de máquinas e equipamentos das estatais PetroChina e China National Petroleum Corporation (CNPC) anuncia nesta segunda-feira a construção da fábrica em Simões Filho, região metropolitana de Salvador.
As brasileiras terão 33% de participação do capital da companhia, enquanto a Bomco fica com 34%. A fábrica é parte do caixa de R$ 130 milhões programado para estruturar a criação da Bomcobras em dois anos. O passo deve incluir a instalação de unidades de serviços e reposição de peças em Manaus, Santos e Macaé, além de escritório comercial no Rio de Janeiro. A entrada da Bomco no Brasil pode ser um passo estratégico de petrolíferas chinesas dispostas a disputar blocos no 11º leilão da Leilões ANP - programado para 2012.
Após 2 vazamentos de gás, Marinha impede produção na plataforma P-35
O Globo, Economia - Mariana Durão 

Depois de dois vazamentos de gás num intervalo de nove dias, que deixaram mais de 22 trabalhadores intoxicados na Plataforma de petróleo P-35, na Bacia de Campos, a Marinha do Brasil impediu que a Petrobras voltasse a produzir na plataforma, depois da inspeção feita na quinta-feira à noite na unidade. Segundo a Capitania dos Portos do Rio, o certificado técnico da plataforma estava vencido desde 30 de setembro. Em 26 de setembro, 22 trabalhadores foram intoxicados por um vazamento de dióxido de carbono, que chegou aos alojamentos pelo ar-condicionado. Na última quarta-feira (05), o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) relatou novo vazamento, desta vez de gás sulfídrico (H2S), o chamado gás da morte, oriundo de um tanque desativado.
Em nota, a Petrobras disse que a P-35 foi liberada no fim do dia de ontem pela Marinha, após vistoria e a emissão de um novo certificado. A estatal informou também que "vai aproveitar a ocasião para antecipar manutenção já programada na plataforma", que continuará parada por mais alguns dias. A unidade produz cerca de 55 mil barris de petróleo e 360 mil metros cúbicos de gás por dia. A tripulação da unidade é de 200 pessoas. Embora tenha sido liberada pela Marinha, a P-35 passará na terça-feira por uma nova inspeção. Procuradores do Ministério Público do Trabalho (MPT) e fiscais do Ministério do Trabalho vão avaliar o pedido de interdição da unidade feito pelo Sindicato dos Petroleiros na Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Boa tarde!

Desculpa a falta de postagens pois estava em trabalho em São Paulo,mais estamos de volta com muitas novidades,espero contar com voces novamente.
Abraço

Prof.Valdson

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Dia Mundial do Petróleo
Prof.Valdson Vercellotti



Hoje (29/9) comemoramos o dia da principal fonte de energia utilizada em todo planeta, o Petróleo. Conhecido pelo sinônimo de “ouro preto”, esse líquido oleoso e inflamável, consiste fundamentalmente de carbono, hidrogênio e quase sempre enxofre, sob a forma de hidrocarbonetos, isto é: os derivados já estão com os arranjos químicos feitos pela natureza, portanto, prontos para serem separados nas refinarias. Portanto, é um bem estratégico, de importância vital para a economia dos países. O petróleo e o gás representam 52% de toda a energia consumida no mundo e são fundamentais para o desenvolvimento dos países. Porém, nem todos têm reservas suficientes para seu próprio consumo.
Por esse motivo, eles precisam procurar petróleo em outros países, como o Brasil, por exemplo, detentor de grandes reservas na Bacia de Campos (RJ), que, somadas às demais, lhe garantem quase 20 vezes o seu consumo anual de petróleo. Não há tecnologia capaz de criá-lo ou inventá-lo. Diante desse cenário que mostra a importância do petróleo para a energia mundial, a Turma do Petróleo, que completou  2 anos, em Maio,  vêm trabalhando cada vez mais para informar, atualizar seus leitores com notícicas relacionadas ao setor petrólífero.
Royalties: municípios de Minas e São Paulo seriam os mais beneficiados
O Globo, Economia -Vivian Oswald 

A nova distribuição dos royalties que está sendo discutida no Congresso deve antecipar para 2012 - ano de eleições municipais - receitas que estados e municípios não produtores de petróleo só teriam com a exploração do pré-sal. Isso representa recursos extra para os caixas de todas essas localidades, mas sobretudo para determinados estados e municípios. Mantidos os R$ 8 bilhões que pedem os não produtores, os municípios de Minas Gerais e São Paulo ficariam com R$ 836,72 milhões e R$ 827,81 milhões do total, respectivamente. A Bahia viria em terceiro, com suas cidades recebendo R$ 579,11 milhões. Os municípios do Paraná ficariam em quarto, com R$ 432,52 milhões.

Entre os estados, a Bahia seria a principal beneficiada, com R$ 150 milhões (9,3%), seguida por Ceará (R$ 117,39 milhões ou 7,3%) e Maranhão (R$ 115,49 milhões ou 7,2%). A simulação a que O GLOBO teve acesso divide os recursos entre estados (que ficariam com R$ 1,6 bilhão ou 20%) e municípios (que receberiam R$ 6,4 bilhões ou 80%) pelos critérios previstos na proposta do governo. Outra alternativa em análise é fazer a distribuição meio a meio - R$ 4 bilhões para estados e R$ 4 bilhões para municípios. Em ambos os casos, a partilha respeitaria os atuais critérios do Fundo de Participação de Estados (FPE) e do Fundo de Participação de Municípios (FPM).
Navio de R$ 75 mi vai ajudar país a explorar o pré-sal
Folha, Ciência - Claudio Angelo 

O Brasil terá no ano que vem seu primeiro grande navio oceanográfico. A compra está sendo finalizada em um estaleiro chinês por um consórcio formado por governo, Vale e Petrobras, e deve ser anunciada em breve pela presidente Dilma Rousseff. O barco, de cerca de 80 m de comprimento, terá capacidade para 90 pessoas e autonomia para ficar até três meses seguidos no mar. O navio é caro, mas responde a uma necessidade antiga do país: a de ter uma plataforma de pesquisa oceânica capaz de explorar o Atlântico Sul, a porção de mar menos conhecida do planeta. Hoje quase não há navios totalmente dedicados à pesquisa no país.
A conta trai um dos objetivos por trás da compra: 4,5 milhões de km2 é a área de mar sobre a qual o Brasil se autoconcedeu soberania econômica, na chamada plataforma continental. Trata-se de uma área maior que a Zona Econômica Exclusiva, que soma 3,5 milhões de km2. "Com 4,5 milhões de quilômetros quadrados de mar, um navio é pouco. Precisamos de dúzias", disse à Folha o almirante Ilques Barbosa Junior, secretário de Ciência e Tecnologia da Marinha.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Qualificação e Capacitação

Boa Noite!


Volto a falar mais uma vez sobre esse assunto e com certeza vai render muitas postagens,infelizmente muito colegas de profissão não sabem ou não querem orientar os jovens,os cursos de capacitação e qualificação são os primeiros passos para quem deseja ingressar na Indústria de Petróleo e Gás,é verdade que existe escolas sem estrutura,que oferecem o que não podem,etc,mais tem escolas serias, de base,com bons professores.
O destino é vocês que fazem,essas escolas e seus professores,mostram para vocês os caminhos possíveis,as portas e janelas que podem ser o caminho profissional de cada um,mais o destino e o caminho é você que escolhe e a sua continuidade é você que deve se dedicar,se aperfeiçoando,buscar especializações,etc.
O que não podemos admitir é profissionais desestimular alunos com colocações  de condições profissionais  ou educacionais do segmento sem fundamentos ou inverdades,por falta de conhecimento ou má vontade mesma.
Por isso jovem antes de sair de um curso ou analisar um segmento profissional,pesquise,análise com outras pessoas,pois tem muita gente que quer te ajudar a crescer,orientar e oferecer os caminhos de uma boa profissão,mais lembre que tem muita gente,que não ajuda em nada e ainda fala mal do próprio trabalho e das pessoas que ali estão.


Pense nisso


Abraço a todos


Prof.Valdson

A Guerra do Golfo

Foi um conflito que teve início em agosto de 1990, entre o Iraque e o Kuwait na região do Golfo Pérsico. Mas que também envolveu os Estados Unidos e alguns países do Oriente Médio. O objetivo do Iraque era de anexar seu vizinho Kuwait ao seu território como uma província, de forma a controlar o petróleo kuwaitiano. Com isso em 1990, começaram os ataques da imprensa de Bagdá contra o pequeno país.
Aparentemente era mais uma das diversas tensões do Oriente Médio. Em 1991, se dá a invasão iraquiana de 100 mil soldados no Kuwait. Boa parte da família real kuwaitiana conseguiu fugir. Somente a força aérea do Kuwait demonstrou alguma resistência durante a ocupação. A força do corpo de elite iraquiana era tão grande que nem se pode dizer que foi uma guerra, mas sim uma manobra militar. Com isso o Kuwait foi anexado ao Iraque como a 19ª província do país. Veio da ONU a primeira reação concreta, um embargo econômico contra o Iraque. O que significava que os países não podiam comprar do Iraque nem vender para ele.
No entanto, poucos tinham esperança de que o embargo seria o suficiente para retirar as tropas iraquianas. Então a ONU estabeleceu um prazo de até 15 de janeiro de 1991 para a retirada das tropas que ocupavam o Kuwait. Mas, antes disso, os Estados Unidos já preparavam um contra-ataque. Até o fim do prazo estabelecido, as tropas da ONU começavam a chegar aos países vizinhos como Turquia e Arábia Saudita. Enquanto isso, o Iraque tentava tornar a invasão do Kuwait uma guerra contra o Ocidente e contra Israel. Saddan Hussein cometeu dois erros básicos; ele não esperava a reação do Ocidente diante da invasão e contava com um maciço apoio árabe na guerra.
O ditador não levou em consideração que o mundo vivia uma situação Pós-guerra Fria, ou seja, os Estados Unidos estavam livres para agir na área sem a pressão soviética, envolvida na crise. Um dia após o término do prazo legal dado pela ONU, iniciava-se o bombardeio ao Iraque. Na tentativa de envolver outros países árabes, os iraquianos atacaram Israel com mísseis scund, de fabricação soviética. Tendo em vista a idéia de que se Israel respondesse ao ataque, provavelmente os outros países árabes iriam apoiar o Iraque e se retirariam da aliança anti-Iraque. No entanto, a diplomacia e o dinheiro norte-americano foram fundamentais. Pois com isso os EUA conseguiram convencer Israel de não contra-atacar e premiaram-no com baterias antimísseis patriot.
Outro recurso iraquiano, denominado de ecoterror, foi o despejo de petróleo no golfo Pérsico e, quase ao final da guerra, incêndio das instalações petrolíferas do Kuwait. Cerca de um mês após o início da guerra, o Iraque, submetido a pesados bombardeios e a um avanço rápido das tropas terrestres da aliança, anunciava a devolução do Kuwait pela rádio de Bagdá, em 28 de fevereiro de 1991.
Com essa atitude, o Iraque conseguiu perder a guerra sem perder território ou sequer tirar Saddan Hussein do poder. A rápida derrota do Iraque surpreendeu o mundo, que esperava uma resistência muito maior e o uso de todo o arsenal de Saddan. Dessa guerra saíram diversos vencedores, entre eles os Estados Unidos assumindo seu papel de única potência mundial, o Egito por ter apoiado os EUA ganhou prestígio e força. Em compensação o Iraque, além de ter perdido a guerra, ainda saiu enfraquecido, perdendo o seu prestígio.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

'Ilha do Petróleo', no Rio, pode ser o maior centro de pesquisa do mundo
Estadão, Economia - Kelly Lima 



Em área de 400 mil metros quadrados na Ilha do Fundão, no Rio, que já vem sendo chamada de "ilha do petróleo", estão sendo construídos alguns dos principais centros de pesquisa e desenvolvimento do setor no mundo. O complexo agrega as 16 principais multinacionais de tecnologia do setor, que já destinaram USD 500 milhões ao projeto de construção de laboratórios. Maior aposta de crescimento da economia brasileira até 2020, a produção de petróleo no pré-sal é o centro de atração dos projetos tecnológicos.
O complexo vem sendo construído aos poucos. Deve estar operando integralmente a partir de 2013. "Certamente veremos um salto de qualidade na engenharia de projetos dentro de quatro ou cinco anos", estima. Maurício Guedes, presidente do Parque Tecnológico. Hoje, a tecnologia usada para explorar o pré-sal da Bacia de Santos é a mesma desenvolvida para o pós-sal. A produção ainda é considerada experimental. Distante 300 quilômetros da costa e a uma profundidade superior a 7.000 metros, o óleo dos reservatórios abaixo da camada de sal na Bacia de Santos possui particularidades que exigem outra concepção.
Petrobrás está desenvolvendo equipamento pioneiro
Estadão, Economia - Sergio Torres 

A Petrobrás desenvolveu um equipamento pioneiro que, em operação no fundo do mar a partir do primeiro semestre de 2012, promete agilizar a produção de petróleo e gás, aumentar a quantidade de óleo trazido do subsolo marítimo para ser processado nas plataformas e gerar economia de gastos. Já patenteado pela estatal, o Separador Submarino Água-Óleo (SSAO) entra em testes este mês. No primeiro semestre do ano que vem, será implantado na plataforma P-37, no Campo de Marlim (Bacia de Campos, litoral do Estado). A Petrobrás não revela o custo do equipamento.
Na captação, o petróleo costuma vir à superfície agregado à água, gás e pequenos teores de areia. No Brasil, a retirada da água misturada ao óleo ocorre na plataforma. Após a separação dos fluídos, a água precisa ser tratada para a reinserção ao ambiente de onde foi extraída. O óleo segue para o continente em dutos e embarcações. O SSAO mudará essa forma de processamento. Com 407 toneladas, 29 metros de comprimento, 8,5 metros de largura e 8,5 metros de altura, o aparelho tem uma capacidade de vazão correspondente a 22 mil barris por dia (3.500 metros cúbicos diários). A separação acontecerá, assim que o aparelho começar a funcionar, no fundo do mar.