TURMA DO PETRÓLEO

TURMA DO PETRÓLEO

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011


DESENHISTA PROJETISTA DE ARQUITETURA

O profissional com formação técnica para atuar como desenhista projetista de arquitetura pode atuar em diversos setores, como construção civil, departamentos de obras de empresas e instituições públicas e privadas, escritórios de engenharia e arquitetura e empresas de consultoria. Ele é o responsável por desenvolver os detalhes de projetos, elaborar plantas de layout de interiores e esquemas para instalar sistemas elétricos e diagramas de construção, fabricação e instalação de equipamentos, estruturas, componentes e sistemas.
Ao lado de arquitetos e engenheiros, o desenhista projetista de arquitetura desenvolve essas atividades manualmente ou em softwares específicos para desenho (CAD), elaborando perspectivas, conferindo cotas e informações descritivas, efetuando as mudanças necessárias. Ele também deve ter habilidade de liderança de equipes.
Áreas de atuação: Engenharia e Arquitetura
Entidades e associações:

CURSOS RELACIONADOS

Profissões na area de Petróleo e Gás


CALDEIREIRO

Este profissional é responsável por executar o traçado de peças em material de aço carbono, inox, cobre, alumínio, chapa de ferro etc, utilizando-se ferramentas como compasso, régua, transferidor, trena, punção, nível, prumo de centro e outras ferramentas, conforme as medidas, ângulos, larguras e diâmetros especificados em desenhos técnicos. Além disso, é ele quem corta, dobra, monta e faz o acabamentos nas peças traçadas.
Áreas de atuação: Siderurgia e Metalurgia
Entidades e associações:

Interior de São Paulo deve atentar para pré-sal e plástico

Fiesp diz que exploração de petróleo irá alavancar indústrias de equipamentos, máquinas e serviçosALEXANDRE MORENO/AGÊNCIA BOM DIA
Um dos focos de desenvolvimento do interior paulista pode estar no mar, bem no fundo, na camada pré-sal de exploração do petróleo. Quem diz ao BOM DIA é José Ricardo Roriz Coelho, diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Segundo ele, não serão só as empresas que trabalham diretamente com a exploração de petróleo que serão beneficiadas com o investimento pesado do governo no pré-sal. “Todos os fornecedores de estrutura, como equipamentos, máquinas e serviços necessários para toda essa engrenagem também lucrarão”, fala José Ricardo.

A exploração de petróleo na camada pré-sal não vai encontrar toda essa estrutura no litoral paulista. É aí que entram as empresas de todo o estado, inclusive as localizadas aqui no interior.
Os investimentos para o pré-sal, a parcela menor, devem começar já em 2012. Mas a fatia mais gorda de dinheiro deve entrar entre 2014 e 2020. Ou seja: as empresas que visualizam participação nisso têm tempo para se prepararem.
O diretor da Fiesp aponta outra setor industrial que deve ganhar força em São Paulo nos próximos anos: o do plástico. “A indústria do plástico [que trabalha com elementos transformados do plástico] já é a segunda no estado em número de empresas e em número de empregos que gera”, lembra.

O potencial de crescimento deste setor realmente chama a atenção para os próximos anos. “A indústria de alimentos a granel cresce bastante no Brasil todo. E esses alimentos serão embalados em São Paulo. Por isso, esse setor deve crescer”, salienta o diretor.
Preocupação
O economista Wilson Cano, da Unicamp, também acredita que as indústrias de todo o estado se beneficiarão com o pré-sal, mas ele vê com mais pessimismo o atual momento e até o futuro da indústria paulista.

Ele diz que não dá para ter um grande crescimento industrial em todas as regiões do estado de São Paulo. “Os polos estão saturados e as políticas de guerra fiscal com outros estados dificultaram a vida paulista”, fala.
Segundo Cano, o interior paulista já é responsável por mais de 22% da indústria nacional de transformação. “É difícil um grande crescimento no setor industrial no estado de São Paulo. Até porque a indústria no Brasil inteiro está crescendo muito pouco”, fala.

Ensino técnico ganhará reforço

Publicação: 13 de Dezembro de 2011 
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Brasília - O Ministério da Educação fechou acordos com governos estaduais, no valor de aproximadamente R$ 1,8 bilhão, para expansão das redes de escolas técnicas por meio do programa Brasil Profissionalizado. O investimento resultou em 200 novas unidades e reformas em 500 outras. A iniciativa foi destacada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, como um dos pilares da expansão da oferta de vagas no ensino técnico.
valter campanato / abrHaddad destaca liberação de recursos para os estadosHaddad destaca liberação de recursos para os estados

O ministro abordou o assunto durante a abertura do seminário Ensino Técnico; uma Necessidade para o País, uma Alternativa para os Jovens, promovido pela revista Carta Capital, dentro da Série Diálogos Capitais, em São Paulo, na sexta-feira. Haddad citou os estados de São Paulo, Ceará, Paraná e Pernambuco como exemplo de unidades federativas que têm ampliado as redes de educação profissional e participado da integração à expansão da oferta realizada pelo governo federal nos últimos nove anos.

Aliado ao repasse de recursos aos estados, o ministro indicou outras duas ações fundamentais da expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A primeira delas, iniciada em 2005, com a aprovação de mudanças na legislação para permitir a ampliação da oferta de vagas. A outra, acordo firmado com o Sistema S, em 2008, de oferta gratuita de vagas em cursos técnicos.

Haddad citou ainda a criação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), destinado a fomentar e apoiar a expansão da rede física de atendimento da educação profissional e tecnológica e contribuir para a melhoria da qualidade do ensino médio público. "O programa já teve um aporte de R$ 460 milhões este ano", destacou Haddad. "Todas as ações criam a cultura de ensino técnico em tempo integral, com um impacto muito grande, atendendo à demanda da iniciativa privada e industrial, que clama por mão de obra qualificada."

Com todo esse conjunto de ações, o ministro acredita que na próxima década o Brasil dobrará o número de matrículas nas redes de ensino profissional e tecnológico - de um milhão para dois milhões. "A nossa expectativa é que os jovens abracem esta iniciativa, formem-se de forma qualificada e passem a atuar no mercado de trabalho", salientou o ministro.

Um dos projetos estratégicos mais importantes na área do ensino no país, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica contará, até 2014, com 562 unidades de ensino em todo o país. Até 2002, a rede contava com 140 escolas técnicas. Nos últimos nove anos, alcançou 402 unidades e expandiu o número de matrículas de 113 mil para 400 mil em cursos técnicos e de nível superior.

Universidades oferecem mais de 4 mil vagas

Brasília - Estudantes que pretendem ingressar em cursos de graduação públicos em 2012 devem ficar atentos às oportunidades oferecidas por três novas universidades federais, em atividade há menos de três anos. Com campus em sete cidades de quatro Estados, essas instituições abrirão 4.160 vagas em 75 tipos de cursos. Todas as vagas serão preenchidas por estudantes que tenham feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mas em processos seletivos regidos por editais próprios e fora do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação. Algumas instituições aceitarão notas do Enem de 2010 e 2011.

A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), com sede em Foz do Iguaçu, Paraná, oferecerá 800 vagas - 400 para brasileiros e as demais para estudantes de outros países latino-americanos. Serão aceitas, para os brasileiros, apenas as notas do Enem deste ano. A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), com sede em Chapecó, Santa Catarina, abrirá 2.160 vagas em cinco campus. O candidato pode concorrer com as notas do Enem de 2010 ou 2011 e deve indicá-las ao fazer a inscrição.

Na região Norte, a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), com sede em Santarém, vai abrir 1,2 mil vagas - 50 reservadas a indígenas, com seleção específica. Na instituição paraense, os demais estudantes podem concorrer com a nota do Enem de 2010 ou de 2011.

A Unila e a UFFS adotam, associado ao Enem, o fator escola púbica, que dá pontuação extra a alunos que tenham cursado o ensino médio em unidades de ensino oficiais. Na UFFS, o candidato pode fazer inscrição para dois cursos no mesmo campus ou em campus diferentes.

A Ufopa abre vagas em cursos nos turnos diurno, vespertino e noturno, opção que deve ser indicada pelo candidato no momento da inscrição. A formação interdisciplinar da instituição é comum e obrigatória durante o primeiro semestre, mas o estudante pode escolher a área do conhecimento que pretende cursar. Os 26 cursos com vagas em oferta estão distribuídos nos institutos de biodiversidade e florestas, engenharia e geociências, ciência e tecnologia das águas, ciências da sociedade e ciências da educação.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Profissões de Futuro - Novo site da Petrobras


Acabei de receber um feed da Petrobras apresentando 
este novo site, dedicado a orientação de quem deseja 
ingressar na industria do petróleo.

"Até 2015, devem surgir mais de 50 mil vagas por ano 
para técnicos na indústria de petróleo, gás e energia 
e também no segmento naval - indústria naval e 
estaleiros". A mensagem de abertura do site 
Profissões de Futuro tem por objetivo revelar a 
estudantes de todo o País as oportunidades de carreira 
de nível técnico, oferecidas pelo setor de petróleo e gás, 
em um cenário que projeta nossos investimentos, 
entre 2011 e 2015, da ordem de US$ 224,7 bilhões.

O site é uma nova etapa do Programa Profissões de 
Futuro (PPF) iniciativa que, em um ano, promoveu 
palestras presenciais para cerca de dez mil estudantes 
dos níveis médio e técnico, e do último ano do Ensino 
Fundamental, distribuídos por escolas nos estados do 
Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, 
Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. 
Com o lançamento do site do Programa, o alcance 
das informações ganhará dimensão nacional.
A nossa ampla carteira de projetos nos próximos anos 
vai movimentar toda a cadeia produtiva do setor de 
óleo, gás e energia, da construção civil aos estaleiros, 
e acentuar a necessidade de profissionais com formação 
técnica por parte das áreas operacionais.
Se, na Petrobras, os técnicos de nível médio já 
representam 2/3 dos empregados, estima-se que, 
na cadeia de fornecedores, essa proporção seja 
ainda maior. Há uma demanda crescente e a oferta de 
profissionais precisa aumentar na mesma proporção. 
Esse cenário faz com que a empregabilidade das 
carreiras técnicas de nível médio supere as das 
outras categorias.
Como funciona
Estudantes e professores têm espaços próprios no site 
do Programa. O conteúdo inclui cenário da indústria 
de petróleo, gás e energia, notícias, informações sobre 
o mercado de profissões de nível técnico e informações 
úteis para a qualificação profissional, com links para o 
trabalho desenvolvido e as oportunidades oferecidas 
pelo Programa de Mobilização da Indústria Nacional 
de Petróleo e Gás Natural (Prominp), Programa de 
Formação de Recursos Humanos da Petrobras e o 
Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica 
(Pronatec). Relaciona, ainda, cursos e profissões 
(caldeireiro, desenhista projetista, mecânico embarcado 
em navio e operador de plataforma de petróleo 
são alguns exemplos), além de links com depoimentos 
de profissionais de carreiras técnicas, contando as 
atribuições e o dia a dia em seus respectivos 
ambientes de trabalho.
A concepção do programa Profissões de Futuro 
privilegiou o agrupamento de informações para o 
jovem que está se formando, ou buscando áreas de 
interesse. O programa foi desenvolvido com o apoio 
do sistema educacional - Ministério da Educação, 
Secretaria de Educação Tecnológica - Setec, secretarias 
de educação estaduais e municipais, escolas de 
Ensino Médio e Fundamental, escolas técnicas federais, 
Sistema S (Senai, Senac, Sesi) e entidades ligadas 
à cadeia produtiva de petróleo, gás e energia.
No espaço Mapa de Profissões contém informação 
de diversas profissões relacionadas a área, bem 
interessante para quem ainda não tem qualificação, 
mas deseja trabalhar no ramo. Cada uma das profissões 
listadas é descrita, dando uma ideia clara da atuação.
Já no espaço Mapa de Cursos são listados alguns cursos 
ligados a área.
Os responsáveis do site destinam um espaço para contato, 
no qual professores de instituições de ensino podem 
solicitar uma palestra do Projeto Profissões do Futuro e da Turma do Petróleo , 
afim de esclarecer as 
dúvidas dos estudantes. O projeto já percorreu diversas 
instituições do Sudeste e Nordeste do Brasil.
Interessante para quem ainda não se definiu. 
Não deixem de conferir.
Utilidades 




Introdução à Química 
do Petróleo
A indicação de hoje é o livro Introdução 
à Química do Petróleo. A publicação 
aborda os principais aspectos relativos 
à química do petróleo propriamente dita, 
tais como composição química, a indústria 
petroquímica e a química ambiental a ela 
relacionada. Contudo, a fim de fornecer 
ao leitor uma abordagem mais completa 
e abrangente, aspectos como geopolítica 
e a relação entre o petróleo e os biocombustíveis 
são também debatidos.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Bacia Sergipe-Alagoas

Petrobras anuncia descoberta de 

petróleo leve em águas ultraprofundas de Sergipe

Estatal é a operadora do bloco, com 60% de participação, e tem 
como consorciada a IBV-Brasil

:

A Petrobras confirmou nesta quarta-feira, 21, por meio de nota, 
a presença de reservas de petróleo e gás em águas 
ultraprofundas na Bacia de Sergipe-Alagoas, no primeiro 
projeto exploratório em águas ultraprofundas na parte sergipana 
da bacia. O poço, conhecido informalmente como Barra, está 
instalado a 2.311 metros da superfície, a 58 quilômetros (km) 
da costa de Sergipe e a 90 km de Aracaju.

A Petrobras informou que “foram confirmadas excelentes 
condições de porosidade dos reservatórios", que estão entre
 5 km e 5,4 km de profundidade. Na camada superior, a estatal 
encontrou "petróleo leve de excelente qualidade, com grau 
API (escala para medição de densidade de líquidos) em torno 
de 43 graus", enquanto no nível mais profundo, o petróleo é
 um pouco mais denso, com 32 graus.

A Petrobras é a operadora do bloco, com 60% de participação, 
e tem como consorciada a IBV-Brasil (com 40%). 
A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP)
 já aprovou a proposta do Plano de Avaliação enviada pelo 
consórcio, com o objetivo de delimitar o volume da reserva.

O petróleo do nordeste

É fim do dia no sertão. Quase nada se ouve, só o vento e o ranger dos cavalinhos. Eles sugam a riqueza da terra árida, trazem à superfície cerca de 100 mil barris de petróleo todo dia.

O sobe-e-desce até parece preguiçoso, mas os cavalinhos trabalham dia e noite, sem descanso. Espalhados pela caatinga, eles já respondem por mais de 5% de todo o petróleo que o Brasil produz.

Andando pelo sertão, a gente vê muitas máquinas iguais, uma atrás da outra. Lá elas são conhecidas como cavalinhos de pau. De fato, no começo, eram feitas de madeira. As máquinas, hoje metálicas, bombeiam o petróleo que está debaixo da terra, a uma profundidade de 200, 300 metros.

Só na região visitada por nossa equipe, no estado do Rio Grande do Norte, existem mais de 5.500 cavalos mecânicos, que mudaram a paisagem e a vida de muito sertanejo.

Francisco Ferreira da Silva viu jorrar petróleo bem na frente de casa. A janela da sala hoje dá vista para o poço. Depois deste, mais três poços foram perfurados nas terras do açougueiro.

O dono da propriedade tem direito a 1% do óleo que é extraído, diz a lei. "Tem mês que vem até dois mil", conta Francisco.

Dois mil. É bem mais do que Francisco ganha com o abate e a venda de porcos. Ele anda rindo à toa! "Você está deitado aqui e pegar 300 contos, pegar 400 em um poço desses... Se pudesse, furava até em cima da casa", brinca ele.

O Rio Grande do Norte é o estado com o maior número de pessoas ganhando dinheiro com os cavalinhos de pau: quase 950 donos de terra estão dividindo uma bolada. No ano passado, foram mais de R$ 24 milhões.

Clidenor da Fonseca, o Seu Nina, plantador de tomates, pai de sete filhos, tem a mão calejada na roça. Hoje é fazendeiro e produtor de petróleo considerado de um porte médio para a região.

Seu Nina nos convidou para conhecer a fazenda. É terra a perder de vista. "No dia em que eu fui pagar a escritura dessa propriedade, que era o sonho da minha vida, eu passei não sei quantos dias sem dormir", conta ele.

Na propriedade de Seu Nina, há 20 cavalinhos em franca produção. "Hoje eu me acho bem rico", diz ele.

Com o dinheiro do petróleo, tem gente que compra mais terra, onde se perfuram mais poços, de onde se extrai mais e mais petróleo.

Em uma fazenda há 86 cavalinhos mecânicos funcionando. É a fazenda do Seu Francisquinho.

Encontramos o Seu Francisquinho, ex-servente de pedreiro, numa loja de materiais de construção. A loja é dele e a madeireira, também. Seu Francisquinho tem cinco caminhões e se tornou empresário da construção civil em uma cidade vizinha à fazenda.

"Aqui em João Câmara, eu já construí mais de 500 casas", diz ele.

As últimas 30 casas acabam de ser vendidas, ficam em um condomínio fechado. Agora Seu Francisquinho está negociando com investidores espanhóis. Em uma área que não tem petróleo, eles querem construir um hotel e mais 700 casas.

"É uma parceria. Nós vamos entrar com a minha gleba de terra, no valor de R$ 5 milhões", explica Seu Francisquinho.

Você deve estar curioso para conhecer a casa de Seu Francisquinho. "A minha tem oito suítes. Vale R$ 500 mil", conta ele.

A casa fica de frente para uma das mais belas praias do Rio Grande do Norte. O patrimônio dos donos da terra em nada lembra o passado. Seu Cândido Mulatinho tem ainda mais poços do que Seu Francisquinho: são 107.

"Recebo, por mês, R$ 34 mil, às vezes, baixa, às vezes, sobe", diz ele.

Seu Cândido só anda de carro importado e paga tudo em dinheiro vivo. "Eu fui comprar um carro, uma vez, em Natal, eu peguei, botei em um plástico o dinheiro. Eu digo: 'Assim é mais bonito. Conte'", brinca Seu Cândido.

Mas o futuro é incerto e muito homem bem de vida se nega a abandonar os velhos costumes. Ninguém sabe, ao certo, até quando vão os tempos de fartura no sertão.

"E quando esse petróleo se acabar?", lembra Clidenor da Fonseca.

"Dizem que vai se acabar, daqui a dez anos, vinte anos está se acabando tudo. Aí, ninguém sabe. Não tenho medo, não. Porque aí a gente vai trabalhando de outro jeito, vai levando", diz o produtor de petróleo Ranilson de Melo.

Projeto da Vale em Sergipe esbarra em petróleo da Petrobras

Petrobras e Vale ainda não chegaram a um acordo sobre o projeto de potássio Carnalitas no Sergipe porque negociam como tornar compatível a exploração de petróleo e de potássio existentes na mesma localidade, afirmou o diretor de Operações da Vale Fertilizantes, Marcelo Fenelon, nesta terça-feira.
A Petrobras, segundo ele, talvez tenha de abrir mão de explorar uma parte das reservas, que integram o campo de Carmópolis, um dos maiores produtores de petróleo em terra do país.
O acordo entre Vale e Petrobras não tem previsão para ser celebrado, disse o executivo a jornalistas após palestrar no 14o Congresso Brasileiro de Mineração, em Belo Horizonte.
"Está sendo discutida a convivência da lavra de petróleo com a lavra de potássio. Convivência ou prioridade", disse o executivo ao ser indagado sobre o que falta para que um acordo entre Vale e Petrobras seja realizado.
A Vale já tem um contrato de arrendamento com a Petrobras pelo qual produz potássio na região a partir da mina de Taquari-Vassouras. O objetivo da Vale é ampliar a produção de potássio em mais de três vezes a partir da exploração de outras minas que ficam na área da Petrobras, onde a estatal possui direitos minerários.
Para tanto, as duas empresas precisam realizar um contrato de arrendamento ou de venda dos direitos minerários da Petrobras para a Vale.
Fenelon afirmou ainda que a Vale Fertilizantes possui projetos suficientes para passar de 14o lugar para 5o no ranking dos maiores produtores de potássio do mundo.
Os projetos têm previsão de entrada em operação até 2020 e demandam investimentos de 15 bilhões de dólares, informou ele.