TURMA DO PETRÓLEO

TURMA DO PETRÓLEO

quarta-feira, 28 de março de 2012

Jovem chefiando velha guarda… Velha guarda chefiando jovem

Às vésperas de completar 50 anos de idade e 30 de profissão desde que entrei na Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante passei a refletir sobre a velocidade com que as coisas tem acontecido no nosso ambiente de trabalho e no mercado profissional.
Não preciso repetir o que todo mundo já sabe, que o mercado de trabalho impulsionado pela exploração do petróleo criou um descompasso entre a formação profissional e a necessidade de preencher as vagas disponíveis.
Esse fato gerou duas situações:
Promoção de jovens oficiais a posição de comando e chefia e o retorno de vários profissionais que estavam há muito tempo fora do mercado às funções que deixaram quando o mercado encolheu.
Criamos aqui uma situação inusitada, jovens chefiando ou comandando velhas guardas. Na MM de antigamente raramente encontrávamos essa situação, muito raramente, é verdade.
Nós jovens àquela época tínhamos como superiores hierárquicos profissionais que além de serem mais velhos eram muito mais experientes. Idade correspondia na grande maioria dos casos  a uma vasta experiência e conhecimento adquirido ao longo dos anos de mar, numa época que nem se cogitava um por um , onde o normal era ficar embarcado por mais de um ANO.
Hoje, com a  remuneração diferenciada que o mercado oferece e pela carência de profissionais,   voltam a atividade  profissionais que estavam  aposentados, e aqueles que se afastaram voluntariamente da profissão sem fazer cursos de aperfeiçoamento.  Envelheceram uns depois de anos de experiência mas desconectados das exigências da vida marinheira atual e outros sem a experiência pois não ficaram na profissão suficientemente para adquirirem-na.
Aos jovens , e este é o motivo do texto que escrevo, vai a recomendação de tratarem com respeito a experiência destes Oficiais inexperientes. Eles tem uma história de vida e apesar de não terem ficado tanto tempo na profissão como alguns jovens que os comandam ou chefiam, ou tem muita experiência e estão apenas “enferrujados” precisando se adaptar a nova dinâmica da profissão. Qualquer lugar  em que se trabalha, seja no mar , seja em terra o ser humano deve ser sempre o foco, as coisas só acontecem porque nós, pessoas estamos lá.
A educação desta geração trouxe hábitos que não são entendidos ou aceitos pelos mais velhos, é preciso navegar neste mar revolto do conflito de gerações com sabedoria para não deixar o seu comando ou chefia naufragar numa gestão sem resultados, numa perda de oportunidade de aprendizado e enriquecimento entre a troca de experiências entre gerações.
Já os velha guardas devem entender que a MM mudou, na época que começaram 25 , 30, 35 anos atrás MM era longo curso, navios mercantes, LLoyd Brasileiro para o mundo todo, Netumar para a América, Aliança para a Europa, Frota Oceânica para a Ásia, Flumar, Global, Norsul e tantas outras bem como graneleiros pelo mundo afora e Transpetro na linha do Japão e para todo mundo, não havia quase nada de offshore e plataformas de perfuração não impactavam na profissão.
Atravessaram o “boom” da Construção Naval no Brasil na década de 70 o inicio do fim da década de 80, o encolhimento da frota mercante nacional e o crescimento do offshore na década de 90 e o “boom” do século XXI.
Hoje o ritmo em que as coisas acontecem é numa velocidade impressionante, o mercado de offshore é que dita as regras das oportunidades de emprego e nos benefícios da classe trabalhadora. O computador virou equipamento default a bordo é imprescindível se familiarizar com este equipamento, não adianta resistir a essa tecnologia, portanto, busquem a familiarização.
Motor diesel continua sendo o mesmo tendo camisa, pistão, anel de segmento, a diferença é que hoje a informática está presente monitorando o equipamento através de PLC com comandos semelhantes a um computador.  Isso vale para Caldeiras, purificadores, destiladores, painéis elétricos. Hoje a partida dos equipamentos é pela tela do computador, se não tem familiaridade com o mouse, trackball , touch screen como é que fica?
Hoje o Oficial de Máquinas é encontrado como Supervisor de Manutenção, Subsea Engineer e até na Perfuração, bem como Oficiais de Náutica. Hoje as mulheres estão no mercado, algo impensável no passado com as particularidades de sua presença a bordo.
Comprem um notebook, façam cursos de informática, familiarizem-se com os sistemas informatizados de gerenciamento da manutenção,  e de monitoramento de equipamentos de navegação e praça de máquinas. Leiam o manual!!!!!!!!!!!!
Profissionais do mar sempre tiveram que ser autodidatas e hoje mais do que nunca isso é imprescindível ao homem do mar.
O mercado de petróleo face as peculiaridades da exploração não dá margem a erros que podem provocar acidentes com perda de vidas e impactos ambientais .
Gestão Ambiental hoje é tema central desta exploração, a legislação se torna cada dia mais exigente e deve ser conhecida de quem está na profissão.
Por fim, a você que não abandonou a profissão e, como eu, continua na ativa, fica um recado: entenda a “Geração Y” de Oficiais que está no mercado, são da geração dos seus filhos ou netos, nada difícil de lidar, mas é preciso entender como eles enxergam o mundo hoje e como vêem a profissão, não tem os parâmetros nem as nossas referências.
Só respeitam os superiores que demonstram serem dignos do respeito pela postura profissional, pelo conhecimento que demonstram, pela liderança natural. São autênticos, francos e sinceros e isso muitas das vezes choca os mais velhos. Testam você diariamente não se prendem a empresas, desejam crescimento rápido, aceitam serem orientados desde que admirem o mentor.
Este é o nosso grande desafio, precisamos conquistar os subordinados pelas nossas atitudes.
Os desafios profissionais do Homem do Mar do século XXI é grande e começa na reflexão que cada um deve fazer do momento atual.
Saudações maquibambas.
Chefe Paulino
Paulino de Azevedo Soares Neto – EFOMM 82-84 – OSM

Petrobras – As mulheres do pré-sal

Já forma um time de futebol, mas ainda não dá uma partida. A Petrobras tem hoje apenas 18 mulheres com o crachá como o da presidente da empresa trabalhando em plataformas do pré-sal, um dos projetos mais promissores da economia brasileira.
Elas são apenas 4% dos funcionários dessas unidades de produção _o que corresponde a uma proporção de 23 homens para cada mulher_ percentual que desafia a presença feminina em cursos de Engenharia. Dos cinco mil alunos matriculados na Escola Politécnica da UFRJ, 30% são mulheres. Na engenharia civil, chegam a 40%.
Na empresa comandada por Graça Foster, ela própria a segunda mulher na empresa a subir em uma plataforma, as funcionárias ainda vivem em um ambiente dominado por homens, mas que vem mudando de cara lentamente. As mulheres representam hoje 15,4% do efetivo da estatal. Em 2003, eram 12,1%. A maior parte das embarcadas no pré-sal não tem filhos ou é casada há pouco tempo.
Além das 18 do pré-sal, há muitas outras terceirizadas nas plataformas da empresa. A estatal não passa os números, mas segundo o Sindipetro-NF, as terceirizadas são de longe a maioria entre as mulheres nas plataformas (de todos os tipos) do Norte Fluminense: com um placar de 1.707, contra 254 efetivas.
Poucas mudanças na rotina de trabalho
Sobre o que mudou no pré-sal? Muitas dizem que a rotina de trabalho pouco se alterou. Citam a viagem de helicóptero até a plataforma, que agora ficou mais longa (cerca de uma hora e vinte minutos), e o aumento da cobrança por rapidez nos resultados.
- O trabalho é basicamente o mesmo, mas a plataforma ganhou mais visibilidade na mídia por causa do pré-sal – afirma a técnica de suprimentos Adriana Souza da Cruz, 29 anos, embarcada há três na P-53, na Bacia de Campos.
Embora não falem em discriminação ou preconceito, reconhecem que passaram por um sentimento de “estranheza” quando começaram.
-Agora é tranquilo. No início teve um pouco de estranheza pelo fato de ser mulher, tradicionalmente nas plataformas onde a maioria de trabalhadores é homens. Mas, a cada dia que passa, há mais mulheres chegando. A mulher sendo competente e sabendo se colocar não tem problema – diz ainda Adriana.
Do total de funcionários com nível superior na estatal hoje, 20,8% são mulheres. Entre as 18 funcionárias do pré-sal, uma ocupa função com nível superior e as outras 17 são técnicas, embora muitas dessas tenham formação superior. Na posição de liderança, a Petrobras tem hoje 960 gerentes mulheres – o número quase dobrou de 2003 para cá, quando eram 526. Entre os homens, o comando fica com 5.013 deles.
Conversar pelo Skype com o marido
A química Cândida Carolina de Paula Santana, 30 anos, trabalha na FPSO Cidade Angra dos Reis, na Bacia de Santos, fiscalizando a atuação da da Modec, operadora da plataforma. Casada há um ano, desde outubro do ano passado está embarcada. Ela diz que a função é conveniente. O marido trabalha como engenheiro para a indústria automobilística no Uzbequistão, na Ásia. Nos 21 dias que tem de descanso, ela voa para encontrá-lo. Quando está embarcada, sua rotina inclui conversas pelo Skype, a leitura de um livro, quando há tempo, e os momentos em que socializa com os colegas no refeitório.
-É bem intenso quando se trabalha, mas depois quando tem a folga, há longo período de descanso. Exige planejamento, tenho minhas contas todas no débito automático – afirma.
A técnica de operações Vívian Patrícia de Paula Reis trabalha na sala de controle, junto a monitores e telas, acompanhando os dados de exploração, sem nenhuma outra mulher para tratar diretamente. Está há quase quatro anos na P-53. Namora, tem 28 anos e acha que por enquanto é difícil compatibilizar a ideia de filhos com o trabalho que leva.
-Ter filho para nós, pelo menos por um período, é inviável porque passamos muito tempo fora de casa. É complicado ter um bebezinho e estar embarcando – diz.
“Não temos que ouvir só futebol”
A engenheira Ana Maria Blanco, da Gerência de Desenvolvimento de Projetos do Pré-Sal, vê uma mudança no panorama das mulheres dentro da empresa, desde que começou na empresa, trabalhando embarcada, na década de 80.
- Quando comecei havia muito poucas mulheres. Hoje, no departamento que trabalho, somos 42 pessoas, sendo que a metade, mulheres. O ambiente fica mais equilibrado, mais agradável, não temos que ouvir só futebol – afirma.
Se a ascensão de Graça Foster acelera o espaço das mulheres na empresa? As opiniões são divididas, mas boa parte acha que a escalada profissional está mais ligada ao empenho pessoal.
-Não sei, acho que a mudança principal tem a ver com a competência – considera Ana Maria.
Segundo a Petrobras, na área de pesquisa, as mulheres também aumentam a participação. Em 2002, antes da descoberta do petróleo na camada pré-sal, 113 mulheres atuavam nas atividades de pesquisa e desenvolvimento relacionadas à Exploração e Produção, no Cenpes. Hoje são 162 mulheres dedicadas às atividades de pesquisa ligadas ao pré-sal.
“18 virou número cabalístico”
A economista Hildete Pereira, especialista em gênero e pobreza no Brasil, lembra que além do número funcionárias do pré-sal, 18 também é o número de mulheres que ocuparam cargo de ministras na república brasileira. A conta vai até 2010 e não considera o governo Dilma.
- É um número que parece ter virado cabalístico. Temos nas plataformas do pré-sal, que são as plataformas do futuro também 18 mulheres, o que permite pensar que o poder pode ser dividido entre calças e saias – afirma.
Hildete considera um avanço a petrolífera ser comandada pela primeira vez por uma mulher, em um setor eminentemente masculino, mas lembra que no Parlamento e nas empresas, elas ainda estão em menor número.
-As mulheres são muito boas para administrar a pobreza, tomar conta da casas, gerir o Bolsa Família, mas para gerir a riqueza e o poder, chamam os homens. Isso ainda acontece no mundo inteiro – afirma.
Com as informações – O Globo
Por Rodrigo Cintra

PSV: A embarcação maldita!


Tirando as lanchas de suprimento, a embarcação mais simples usada no apoio marítimo é o chamado PSV (Platform Supply Vessel). Nele é embarcado tudo o que se usa a bordo de uma unidade de produção ou perfuração. Peças, equipamentos e até comida. É considerado por muitos, o fusquinha do apoio marítimo e, bem, razão de ser desta matéria, são rejeitados pela maioria dos marítimos. Tentei descobrir os motivos pelos quais esta embarcação é tão maldita. Confira!
O ponto de vista mais polêmico é o fato dos pilotos “correrem” da função de navegar. Atualmente, parece que o cara já se forma para ser operador de DP. Então, preferem ficar embarcados em navios de mergulho ou lançamento de linhas, ou então nas plataformas com sistema de DP - POSICIONAMENTO DINÂMICO. Não estou afirmando, mas é o que muitos pilotos e maquinistas já me disseram. 
Outros já são de uma opinião com a qual eu concordo mais, que é a perspectiva do mercado ter mudado. Realmente, as oportunidades como um todo nas áreas de DP são melhores. Sem contar que é uma tecnologia de ponta, apesar de não ser nenhuma novidade. Quem não quer estar na crista?
Essa visão dos oficiais mercantes, principalmente dos pilotos, em relação aos PSV´s – claro – causou um impacto no mercado. E se a procura de vagas em barcos de apoio cai, a qualidade do serviço inevitavelmente cai junto, reforçando a imagem ruim em relação a estas embarcações.
Existirá forma de reverter este quadro? Mais que isso; existe um motivo para reverter? O mercado realmente está mudando, mas o que me intriga é saber que os PSV´s são necessários e continuarão sendo por muito tempo. São os “fazem-tudo” do apoio marítimo. Como podem ser tão desprezados?
Será que faltam investimentos das empresas nessas embarcações? Faltam oficiais com vontade para trabalhar a bordo delas? Sinceramente, eu gostaria muito de saber. Minha humilde visão entende que é preciso revolucionar os barcos de apoio às plataformas. Comprar novos, reinventar o jeito de abastecê-las, e assim, criar um novo mercado para nós, revertendo o foco da oferta versus procura e melhorando a qualidade do serviço.
Se o objetivo é fazer uma Marinha Mercante melhor e, consequentemente, um país mais rico, a medida é essa. No entanto, sabemos que esse assunto é complexo.
Opinem, discutam, quero aprender mais sobre isso!
Um forte abraço!
Por Marcus Lotfi

Curso de Especialização em Equipamentos de Perfuração e 

Serviços de Poços de Petróleo

As inscrições para o Curso de Especialização em 
Equipamentos de Perfuração e Serviços de Poços de 
Petróleo acontecem até o dia 19 de abril.

Estão abertas as inscrições do concurso para seleção 
dos candidatos a uma das vagas do Curso de 
Especialização em Equipamentos de Perfuração e 
Serviços de Poços de Petróleo, uma parceria do
 Instituto Federal Fluminense com a GE Oil & Gas do Brasil.

O período de inscrição é de 24 de março a 19 de abril, 
exclusivamente pela internet, no Portal do IF Fluminense, 
e estão sendo oferecidas 30 vagas, no campus Macaé. 
Tanto as inscrições como o curso são gratuitos.

Os candidatos que não possuem acesso à Internet 
ou que apresentarem alguma dificuldade com o 
procedimento de inscrição poderão obter apoio
 no campus Macaé.

O concurso está aberto aos portadores de:

a) diploma de curso técnico em eletromecânica;
b) diploma de curso técnico em mecânica;
c) diploma de curso técnico em eletrônica;
d) diploma de curso técnico em automação industrial.

A seleção vai contar com duas etapas, uma prova 
objetiva e entrevista escrita, ambas aplicadas no 
dia 01 de maio de 2011, com duração total de 
quatro horas – das 8h30min às 12h30min. Para saber 
o local de realização do concurso, os candidatos 
deverão retirar o Cartão de Confirmação de Inscrição 
no site www.iff.edu.br, a partir do dia 26 de abril de 2011.

O IF Fluminense vai colocar o gabarito oficial do concurso 
à disposição da imprensa bem como na Internet, pelo 
endereço www.iff.edu.br e na portaria da instituição, logo
 após realização da prova.

O resultado final está previsto para 09 de maio e as 
matrículas no dia 10 de maio. As aulas irão começar 
em 11 de maio.

O curso de especialização em Equipamentos de P
erfuração e Serviços de Poços de Petróleo

O Curso de Especialização em Equipamentos de P
erfuração e Serviços de Poços de Petróleo, especialização t
écnica de nível médio na área profissional de indústria, surge d
o interesse da GE Oil & Gas do Brasil em aumentar seu 
quadro de funcionários para atender ao crescimento da
 demanda no setor.

Assim, o Instituto Federal Fluminense e a GE Oil & Gas 
do Brasil se unem para oferecer este curso de especialização 
em nível técnico, na área profissional de indústria, cujo campo
 se abre para novas turmas, onde os candidatos terão uma 
perspectiva ampla de atuação no setor de petróleo, 
com amplas possibilidades de emprego na própria GE.