TURMA DO PETRÓLEO

TURMA DO PETRÓLEO

segunda-feira, 20 de maio de 2013


Projeto Especial 11ª Rodada: veja o perfil das empresas que arremataram blocos

Cerca de trinta empresas deram lances e arremataram blocos de óleo e gás no país
Redação NNpetro - 
11ª Rodada de leilão de áreas exploratórias de petróleo e gás bateu recorde de arrecadação nesta terça-feira (14). O bônus de assinatura final foi de R$ 2,823 bilhões para os 142 blocos adquiridos, dentre os 289 ofertados - o maior número de blocos na história dos leilões. Durante o evento, o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, disse que a rodada marca uma “nova fase” para o país. “Por um tempo, havíamos desistido de fazer licitações por razões de interesse nacional”, disse.
maior lance da rodada foi feito pela operadora Total E&P Brasil (40% de participação), em consórcio com a Petrobras (30%) e BP EOC (30%). O bloco FZA-M-57, na bacia da Foz do Amazonas, foi arrematado por um bônus de R$ 345,95 milhões, com conteúdo local de 37% na fase de exploração e 65% na fase de desenvolvimento.
Havia grandes expectativas sobre a bacia da Foz do Amazonas, situada na porção oeste da margem equatorial brasileira, já que as características geológicas do local se assemelham com a costa africana, onde óleo de boa qualidade foi encontrado. Foram ofertados 97 blocos na região, mas apenas 14 foram arrematados. Mesmo assim, a bacia foi a que mais arrecadou de todas as 11 oferecidas.
Foi considerado um sucesso também o leilão dos blocos na bacia do Parnaíba. Sete empresas deram lances e arremataram os 20 blocos em terra, divididos em três setores, por um total de bônus de assinatura de cerca de R$ 119 milhões.
Destaque para a norueguesa Statoil que adquiriu seis blocos na bacia do Espírito Santo, por um valor total de bônus de R$ 494 milhões, sendo que o investimento mínimo previsto para todas as áreas é de R$ 1,275 bilhões. A petrolífera irá operar quatro dos blocos.
A BP saiu muito satisfeita da 11ª Rodada de Licitações, disse Mike Daily, vice-presidente executivo de exploração da companhia. "Com essas aquisições aumentaremos nossa presença exploratória em áreas de fronteira ao longo da margem equatorial brasileira”. A BP e seus parceiros venceram as licitações de 8 blocos em águas profundas na costa brasileira.
Para a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, o apetite demonstrado pelas petrolíferas é um bom termômetropara a 12ª rodada com foco em gás, marcada para outubro. “O sucesso da Bacia do Parnaíba mostra o forte apetite das empresas por áreas em terra com foco em gás”, disse Magda Chambriard.
CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E CONFIRA O ESPECIAL PREPARADO SOBRE AS EMPRESAS QUE ARREMATARAM BLOCOS NO LEILÃO DA ANP

  1. Galeria de Fotos:

Plataforma P-61 está em fase de conclusão

Primeira plataforma do tipo TLWP feita no país será lançada na bacia de Campos
Redação NNpetro -
Na última segunda-feira (13), a Petrobras anunciou a conclusão do deck mating da P-61, na Baía da Ilha Grande (RJ). O deck mating é uma operação que une o casco ao convés da unidade. A construção da plataforma já se encontra na reta final.
Após a fase de integração, a P-61 será instalada no campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos. Essa é a primeira plataforma do tipo TLWP (Tension Leg Wellhead Plataform) feita no Brasil e a primeira da estatal.
O casco da P-61 foi construído no Estaleiro BrasFELS, em Angra dos Reis (RJ). Esse tipo de unidade de produção se assemelha a uma semissubmersível, porém com tendões verticais para que possa ancorar.
Essa tecnologia permite à plataforma uma baixa amplitude de movimentos. Isso possibilita que as árvores de natal (equipamentos de controle na cabeça dos poços) sejam secas e instaladas no convés da TLWP, ao invés de submarinas, como nas plataformas do tipo SS (semissubmersíveis) e FPSO (sigla inglesa que significa plataforma que produz, processa, armazena e escoa petróleo).
Deck Mating
A operação de Deck Mating foi iniciada no dia 2 de maio, quando o casco da P-61 saiu do estaleiro e foi levado para ser ancorado na baía de Ilha Grande, onde vários testes de submersão foram feitos. Durante todo o processo, o casco foi submergido e o convés foi transportado sobre uma balsa e posicionado sobre o casco. Com uma perda de lastro controlada e gradativa, o casco emergiu e levantou o convés até que balsa fosse retirada. Após várias manobras, o convés foi acoplado ao casco definitivamente.
A P-61 vai operar em conjunto com a P-63, que está em construção no Rio Grande (RS). A capacidade produtiva do campo de Papa-Terra é de 140 mil barris diários e recebe a participação de 62,5% da Petrobras como operadora e 37,5% em parceria com a Chevron.

A importância da leitura para a formação profissional

MBE e MBP da Coppe/UFRJ possibilitam o aperfeiçoamento de estudantes através de uma extensa e rica biblioteca
Redação NNpetro - 
A leitura de livros técnicos é essencial para a capacitação profissional de quem cursa uma especialização. Nos setores energético e ambiental, devido às suas complexidades, a importância desta prática ganha um caráter obrigatório.  No entanto, este ainda não é um hábito comum mesmo entre os melhores alunos das instituições brasileiras.
Muitos estudantes alegam carência de bibliotecas bem equipadas e até de obras qualificadas para as respectivas áreas. Os alunos acabam, assim, por depositar todas as expectativas de aprendizado dentro da sala de aula, quando deveriam ler bastante sobre o tema, tendo a figura do professor, prioritariamente, como um especialista para solucionar suas dúvidas e direcionar seus estudos.


Petrobras: Brasil será autossuficiente na produção de combustíveis

Estatal conta com duas refinarias que ainda estão no papel para cumprir meta
NNpetro - Júlia Moura - 
Na apresentação dos resultados do primeiro trimestre deste ano, o diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, voltou a afirmar que o Brasil atingirá o nível ideal de produção de combustíveis refinados para atender à demanda nacional. Os dados foram demonstrado em coletiva de imprensa, na última segunda-feira (29).
De acordo com o executivo, a Petrobras prevê que o país alcance esta autossuficiência de derivados entre 2018 e 2020. Para alcançar a meta, a estatal conta com duas refinarias que ainda estão no papel e passam por uma avaliação do projeto inicial, para estudo de viabilidade. As refinaria Premium 1, do Maranhão, e Premium 2, do Ceará, estão em análise no Plano de Negócios da empresa, lembra Cosenza. A operação dessas refinarias está prevista para outubro e dezembro de 2017, respectivamente.
Já o Complexo Petroquímico do Rio (Comperj) está com 52% das obras concluídas. No primeiro trimestre do ano, a Petrobras, atualmente com 12 refinarias, aumentou em 6% a produção de derivados em relação ao quarto trimestre de 2012, além de bater recorde o diário de processamento de óleo nas refinarias, com 2,1 milhões de barris. A marca – especialmente no refino de diesel, com 839 mil barris por dia - foi alcançada, segundo a estatal, em função da maior utilização de destilação.
Em relação às importações de combustíveis, o resultado foi positivo no primeiro trimestre do ano, em função do aumento de produção nas refinarias da estatal. O volume de importação da gasolina passou de 88 mil barris/dia no primeiro trimestre de 2012, para 52 mil barris/dia no mesmo período de 2013.
Desenvolvimento da indústria
"Não adianta apenas ser um grande produtor de petróleo se não há capacidade de transformá-lo em produtos de consumo, tais como gasolina, óleo diesel, óleo combustível, querosene de aviação e muitos outros produtos fundamentais para mover a economia e sustentar uma forte indústria petroquímica. Se um país não possui capacidade própria de refino, não lhe resta outra alternativa que não seja a importação", avalia o especialista Paulo Wrobel.
Segundo Wrobel, a independência e segurança enegética virão quando o país for capaz de produzir o combustível que consome, sem necessidade de importação. Isso só será possível quando o Brasil tiver uma indústria petroquímica forte e desenvolvida. "As atividades de refino são bem mais lucrativas para o país do que a extração de petróleo cru, pois a primeira acrescenta valor ao produto bruto extraído da terra ou do mar. Seja o petróleo pesado, a maioria da produção brasileira, seja o petróleo leve do pré-sal", acrescenta.

segunda-feira, 13 de maio de 2013


Estimulação de Petróleo - Barcos de Estimulação

     




















A estimulação é uma técnica
 que visa o aumento de produtividade
 ou injetividade de um poço de petróleo
 melhorando o fluxo de hidrocarbonetos
 próximo a área de drenagem do poço.

Atualmente diversas empresas no 
Brasil realizam atividades de estimulação
 de poços como a Schlumberger, 
Baker Hughes, Halliburton, 
Superior Energy e Weatherford. 
Existem duas formas de realizar
 uma operação de estimulação, 
seja através de Skid ou Barcos de 
Estimulação.

Barcos de Estimulação
São embarcações dotadas de uma 
planta operacional para realizar
 trabalhos como fraturamento hidráulico, fraturamento ácido,
 acidificação massiva, gravel
 pack, limpeza do poço, tratamento de controle de água, além
 de bombeio de diversos 
produtos químicos. Os barcos possuem capacidade de armazenar,
 misturar e bombear 
uma grande variedade de produtos químicos, incluindo ácidos,
 desemulsificantes, 
inibidores, redutores de fricção, solventes, aditivos para controle 
de argila, ferro, entre outros.
A principal vantagem de se realizar a estimulação através de um
 barco é que toda a planta 
operacional fica montado no próprio barco, portanto não há necessidade
 de levar bomba,
 misturadores, tanques para plataforma, ocasiando ganho de tempo e
 espaço na plataforma
 para outras atividades.

Hoje em dia existem duas empresas no Brasil que realizam estimulação
 de poços através 
de barcos, são elas: Schlumberger e Baker Hughes. A Schlumberger 
possui os navios 
DeepStim I, DeepStim II, e FlexStim, enquanto a Baker Hughes possui 
os navios Blue Shark, 
Blue Angel e Blue Marlin.


sábado, 11 de maio de 2013


Salário de profissionais na indústria de petróleo

     












Anualmente, a Michael Page lança um relatório com o comparativo dos 
salários de profissionais que trabalham em diversas áreas, inclusive de 
óleo e gás. O relatório é importante indicativo de como algumas carreiras
 se valorizam ou desvalorizam com o tempo.
Você que sempre quis saber quanto ganha um engenheiro na indústria 
do petróleo, confira a lista abaixo. Júnior: até 3 anos de experiência, 
Pleno: 3 a 8 anos de experiência e Sênior: mais de 8 anos de experiência


Business Development Manager
Júnior 10.000 - 15.000
Pleno 15.000 - 25.000
Sênior 20.000 - 35.000

Country Manager (profissionais brasileiros)
Prestadoras de Serviço 30.000 - 50.000
Empresas de equipamentos 30.000 - 50.000
Operadoras 45.000 - 70.000

Engenheiro de Poço (perfuração ou completação)
Júnior 8.000 - 15.000
Pleno 15.000 - 25.000
Sênior 25.000 - 50.000

Engenheiro de Produção (operadora)
Júnior 8.000 - 12.000
Pleno 10.000 - 20.000
Sênior 20.000 - 40.000

Engenheiro Naval
Júnior 8.000 - 12.000
Pleno 12.000 - 20.000
Sênior 20.000 - 40.000

Field Engineer (LWD/MWD, Well testing, drilling, wellbore clean up)
Júnior 6.500 - 12.000
Pleno 12.000 - 25.000
Sênior 25.000 - 40.000

Field Geologist (Mud logger)
Júnior 6.500 - 10.000
Pleno 10.000 - 20.000
Sênior 20.000 - 40.000

Geofísico ou Geólogo
Júnior 6.500 - 12.000
Pleno 12.000 - 25.000
Sênior 25.000 - 45.000

Gerente de Engenharia
Júnior 15.000 - 20.000
Pleno 20.000 - 30.000
Sênior 30.000 - 50.000

Gerente de Exploração
Júnior 15.000 - 20.000
Pleno 20.000 - 30.000
Sênior acima de 30.000

Petrofísico
Júnior 6.500 - 12.000
Pleno 12.000 - 25.000
Sênior 25.000 - 45.000

Reservoir Engineer
Júnior 8.000 - 12.000
Pleno 12.000 - 25.000
Sênior 25.000 - 50.000

Segurança, Saúde e Meio Ambiente
Júnior 6.500 - 10.000
Pleno 10.000 - 20.000
Sênior 20.000 - 35.000

Subsea Engineer
Júnior 8.000 - 12.000
Pleno 12.000 - 20.000
Sênior 20.000 - 35.000

Surveyor
Júnior 6.500 - 12.000
Pleno 12.000 - 20.000
Sênior 20.000 - 30.000

Cadeia produtiva de óleo e gás abriga um universo de possibilidades de atuação

Setor deve gerar 1,7 milhão de empregos até 2020. Químicos, geólogos, engenheiros, biólogos e outros profissionais têm oportunidades no setor energético
Colaboradora Rachel Ann Hauser Davis -
Cada vez mais aumentam as possibilidades de trabalho na cadeia produtiva de petróleo e gás, especialmente nos últimos anos com os projetos de exploração do pré-sal. Estimativas indicam que o setor deve gerar 1,7 milhão de empregos até 2020. Este setor possibilita atuar em áreas de exploração, perfuração e produção e nos segmentos de processamento, distribuição, comercialização e transporte, além, é claro, nos processos de licitação e monitoramento de impactos ambientais.
Como se pode perceber, esta é uma área extremamente ampla, que admite diversas formações, como químicos, geógrafos, geólogos, engenheiros de todos os tipos, biólogos, administradores, pessoas ligadas à área de sistemas de informação, dentre outros. Inclusive, neste âmbito, estão inseridas carreiras que não são muito conhecidas na atuação desta área, tais como físicos e bioquímicos.
No caso de biólogos, as ênfases dadas nesta área são mais ligadas à impactos ambientais e análise de risco dos processos de obtenção do petróleo e gás. Atua-se nos estudos sobre os efeitos danosos da exploração ao meio ambiente, como os efeitos da perfuração prejudicam a fauna e flora, o que pode ser feito para remediar áreas impactadas, além de se prestar consultorias ambientais necessárias nos processos prévios à exploração, como durante as etapas de obtenção de licitações ambientais.
O interesse no caso particular dos físicos e bioquímicos também vem crescendo nesta área. Estes profissionais podem vir a estudar, por exemplo, os processos de biocorrosão dos materiais utilizados na perfuração, ou então na caracterização de bactérias encontrados em poços de petróleo, que podem ter interesse tanto na área médica quanto na área ambiental, respectivamente.
Já os químicos participam em maior número nas etapas posteriores à exploração e obtenção do material bruto, pois cada vez mais são necessárias análises a respeito da pureza do petróleo obtido ou de seus produtos, como a gasolina, o diesel ou biodiesel. Neste âmbito estão as análises, por exemplo, de metais e semimetais presentes nos combustíveis utilizados, que definem se uma gasolina, por exemplo, está de acordo com as normas vigentes no país. 
Os exemplos dados acima estão tanto em contextos profissionais, como em empresas, prestações de serviços ou vagas em concursos públicos, quanto em carreiras acadêmicas, como em universidades ou pólos de pesquisa. Com isso, podemos dizer que o setor de petróleo e gás é extremamente multidisciplinar e cada vez mais agrega conhecimentos variados para aperfeiçoar a quantidade de informação disponível e as soluções possíveis a respeito dos diversos processos envolvidos neste setor.

O futuro do petróleo no mundo: quem são os maiores consumidores e fornecedores?

A China desponta como o principal mercado consumidor de petróleo do mundo
Colunista Paulo Wrobel -
Após mais de meio século de fortalecimento de um número reduzido de países como principais fornecedores de recursos energéticos, especialmente combustíveis fósseis, para o mercado internacional, tudo indica que este quadro estaria em processo de alteração.
Com efeito, desde meados do século passado até muito recentemente, a tendência no campo dos combustíveis fósseis foi a de acentuada e crescente dependência, por parte dos países prósperos, na importação de óleo e gás de fornecedores muitas vezes localizados em regiões instáveis e de alta incidência de conflitos.
Tal fato não se dava no caso do carvão, uma vez que este se encontra mais bem distribuído na superfície terrestre. Já a concentração das reservas significativas de óleo e gás em relativamente pequeno número de países permitiu que esses fizessem uso da crescente demanda para tirar vantagens, seja através do aumento de preços, seja por meio da formação de cartel de produtores (OPEP), seja através de nacionalizações e apropriações de ativos das empresas estrangeiras.
A era do nacionalismo dos recursos naturais traria grandes benefícios para os países produtores, na medida em que estes se aproveitaram de eventos independentes da produção ou distribuição de seus recursos naturais para elevar preços, punir países boicotando o fornecimento ou estabelecendo quotas de exportação.
Essa situação começou a se alterar com a instabilidade dos preços internacionais do petróleo, com a estagnação do consumo nos países prósperos e com a entrada de novos países produtores, particularmente na África. Novos países produtores africanos, pequenos, médios ou grandes vêm aumentando a produção e formando novas e endinheiradas elites que ocupam um papel predador dos recursos naturais de países pobres. Assim como no caso dos diamantes de Angola, que financiaram a guerra civil naquela região por muitos anos, vários países africanos passam por turbulências político-institucionais e corrupção endêmica como resultado desta nova fonte de prosperidade.
Mas talvez seja no campo da demanda que as mudanças no padrão internacional de distribuição de poder e riqueza tenham mais se alterado nos últimos anos. Muito embora outros países, sedentos por óleo e gás, também tenham contribuído para o aumento acentuado da demanda. A República Popular da China foi quem mais contribuiu, e continua contribuindo, para as mudanças significativas na ordem geopolítica e geoeconômica internacionais. Como o maior importador de óleo, a China partiu para uma investida radical na busca de novos parceiros e oportunidades de negócios neste setor, financiando projetos de exploração e infraestrutura, bem como sustentando, com sua demanda, fornecedores globalmente problemáticos como, entre outros, o Sudão.
As alterações do lado da oferta são igualmente significativas. Aqui estamos diante de um fenômeno realmente inesperado e, pode-se dizer, quase revolucionário da geopolítica e da geoeconomia do petróleo e gás. Após anos de dependência e de duvidosas ações de política externa visando a preservação de seus principais fornecedores, os Estados Unidos, os maiores consumidores mundiais desses produtores, deparam-se com a autossuficiência de combustíveis fósseis e, até mesmo, da possibilidade de voltar a exportar os produtos. Este fato poderia acarretar, em princípio, na revisão de alianças e decisões de política externa que podem trazer consequências significativas para a ordem internacional e regional, como no caso do Oriente Médio, além da redução do poder cartelizado de pequeno número de produtores.

Campos oferece mais de 2 mil vagas em cursos de capacitação

'São cursos importantes que a Petrobras exige', afirma secretário municipal
Redação NNpetro - 
A Secretaria Municipal de Trabalho e Renda de Campos dos Goytacazes está oferecendo 2.703 vagas para os cursos de salvatagem, Huet (Treinamento para Escape de Aeronave Submersa), homem de área e o combo salvatagem/huet com bolsas que variam entre 14%, 30% até 100% de desconto. Os benefícios fazem parte do Termo de Cooperação Técnica assinado entre a Prefeitura e a empresa Sampling. 
As inscrições abrem hoje (11) e podem ser feitas até o dia 15 de março, para quem tem interesse em concorrer às bolsas de 100%. Os candidatos devem se dirigir à sede da Secretaria, localizada na Rua Marechal Floriano, 255, em Campos.

Para se inscrever é necessário levar a cópia dos seguintes documentos: CPF, carteira de identidade, comprovantes de residência e o de escolaridade. Entre as exigências para participar do processo de seleção, o candidato deve ter no mínimo 18 anos e ensino fundamental completo. “São cursos importantes que a Petrobras exige. Qualificação é uma exigência do mercado. Devido ao Porto do Açu e Farol-Barra do Furado a demanda é grande”, destacou o secretário de Trabalho e Renda, Ozéias Martins.

Somente para o curso de salvatagem estão sendo oferecidas 103 bolsas de até 100%, mais 2.600 bolsas para huet, homem de área e o combo salvatagem/huet com descontos entre 14% e 30%. De acordo com o gerente de operações da Sampling, Luiz Costa, em torno de 20 mil pessoas fazem anualmente o curso de salvatagem. “Esse curso é um passaporte para o mercado offshore”, disse ele. O curso de validade de cinco anos.

A Secretaria Municipal de Trabalho e Renda inscreveu mais de 11 mil pessoas entre 2009 e 2012, em 16 cursos oferecidos pelo órgão. Entre os cursos oferecidos estão salvatagem, solda mig mag, auxiliar de plataforma, logística portuária, taifeiro, pintura industrial, montador de andaime, técnico de segurança do trabalho, inglês técnico, huet, soldador, técnico de informática, área empresarial, construção civil, taxista nota 10 e vigilante. Do total, 67% concluíram os cursos de capacitação.

Curso Básico de Exportação e Importação

20/05/2013

OBJETIVO DO CURSO
Curso de nível básico, que tem como objetivo desenvolver os instrumentos necessários para conhecimento das técnicas e rotinas de exportação e importação, bem como transporte, logística, seguros, cambio e documentação.
PÚBLICO-ALVO
Aqueles que desejam ingressar na área de comércio exterior e profissionais das áreas de exportação, importação, câmbio, administração financeira, transportes e seguros internacionais, que desejam renovar e reciclar informações para melhor aproveitamento das oportunidades no mercado externo.
INFORMAÇÕES GERAIS
Investimento: R$ 800,00* para público em geral
*Leitores do NNpetro tem desconto especial: R$ 700,00 (à vista ou parcelado em até três vezes sem juros)
Incluso: Material didático, certificado e coffee-break
Aulas: Segunda a quinta-feira, de 18h15 às 21h15
Carga horária: 36 horas
CRONOGRAMA DE 2013
- 20 de maio a 6 de junho (noite)
- 17 de junho a 4 de julho (noite)
- 15 de julho a 01 de agosto (noite)
MATRÍCULAS E LOCAL DE REALIZAÇÃO
Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior – FUNCEX
Local de realização: Av. Rio Branco, 120, Grupo 707, Centro, Rio de Janeiro, RJ
Telefones: (21) 2509-7000, 2509-2662, 3529-7002, 3529-7004
Homepage: ww.funcex.org.br
E-mail: cursosfuncex@funcex.org.br


Data: 20/05/2013 

Hora: 18:15 

Local: Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior – FUNCEX 

Cidade:
 Rio de Janeiro 

Rio de Janeiro inaugura unidade especializada em petróleo e gás

Centro vocacional tecnológico tem capacidade para formar 1,7 mil alunos
Redação NNpetro -
A Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) inaugurou esta semana, em São Gonçalo, o Centro Vocacional Tecnológico (CVT) Colubandê - instituição vinculada à Secretaria de Ciência e Tecnologia -, com capacidade para formar 1,7 mil alunos por ano no setor de petróleo e gás.
Este será 37º CVT do estado e o segundo de São Gonçalo. Serão oferecidos cursos com duração de 10 a 20 semanas para as qualificações: Operador de Computadores; Montagem e Manutenção de Computadores; Auxiliar em Administração de Redes; Soldador nos Processos de Eletrodo Revestido, Aço Carbono e Aço Baixa Liga; Soldador MIG/MAG; Soldador TIG em Aço; Soldador Oxiacetilênico; Soldador Pipe Line; Soldador de Estruturas; Instalação e Manutenção de Sistemas Hidráulicos e Instalação e Manutenção de Sistemas Pneumáticos. Um dos destaques do CVT é o curso técnico em petróleo e gás, que terá duração de um ano e meio (três semestres).
"A região apresenta as maiores oportunidades de crescimento econômico, sobretudo com o funcionamento do Comperj, previsto para 2014. Estima-se que serão gerados mais de 200 mil empregos diretos e indiretos, tornando essencial a entrada do estado para a formação de mão de obra qualificada", afirmou o presidente da Rede Faetec, Celso Pansera.
A unidade recebeu investimentos que soam mais de R$ 4 milhões. Com área total de 2.033 m², a estrutura visa formar profissionais para o mercado de trabalho da área de óleo e gás, que atualmente é um dos mais dinâmicos da economia fluminense. A infraestrutura do CVT Colubandê é destaque, tento em vista o alto investimento nos laboratórios de Ensaios Mecânicos, Geologia, Metrologia, Montagem e Manutenção de Computadores, Redes e de Informática. Além disso, terá oficinas de soldagem elétrica: eletrodo revestido, MIG, MAG, TIG, soldagem a gás. As turmas terão início no dia 13 de maio.
A inscrição para a próxima turma pode ser feita no site www.faetec.rj.gov.br. O interessado preencherá um cadastro para sorteio da vaga.
(Com informações da Secretaria de Ciência e Tecnologia)

Petrobras anuncia investimentos que vão gerar quase dois mil empregos diretos em diversos municípios onde a companhia atua, no Estado

1Estatal anuncia projetos voltados para o aumento da produção na região
A área de Exploração e Produção da Petrobras no Rio Grande do Norte assinou, na última quinzena de abril, 19 instrumentos contratuais no Estado, para viabilizar projetos de desenvolvimento da produção de petróleo e gás da companhia. Esses projetos são voltados para o aumento da produção local e renovação das instalações.
Dentre os contratos assinados está a construção de 110 km de oleodutos ligando o campo de produção Canto do Amaro, em Mossoró, à Unidade de Tratamento e Processamento de Fluidos (UTPF), em Guamaré. Esse projeto visa a adequar a malha de escoamento da produção, na qual serão investidos US$ 187 milhões. No pico de execução, previsto para outubro de 2013, essa obra irá gerar cerca de 1000 postos de trabalho. Até o momento, 200 pessoas já foram mobilizadas.
Os novos contratos assinados irão gerar cerca de 1900 empregos diretos em diversos municípios onde a companhia atua, no Estado. Em Mossoró, serão implementados os projetos de Desenvolvimento Integrado do Polo do Campo de Produção Riacho da Forquilha, do Polo do Campo de Produção de Livramento e desenvolvimento complementar do Campo de produção do Canto do Amaro, em sua quarta etapa.
Em Alto do Rodrigues, os projetos de Adensamento de Malha no Campo de Serra, Adensamento de Malha para 70 metros e Injeção de vapor nos Campos de Estreito e Alto do Rodrigues.
As empresas contratadas fornecerão bens e serviços para as áreas de Construção e Montagem; Inspeção e Manutenção de Equipamentos; Segurança, Saúde e Meio Ambiente; Transporte e Serviços Gerais. No ano de 2012, o sistema Petrobras adquiriu no Rio Grande do Norte R$ 513 milhões em bens e serviços.
A Petrobras, em parceria com o Sebrae-RN, desenvolve várias ações de fomento à cadeia produtiva de petróleo, gás e energia do estado. Entre os resultados, pode ser citada, também, a certificação de 47 empresas pelas normas ISO 9000/14000/18000.