TURMA DO PETRÓLEO

TURMA DO PETRÓLEO

quarta-feira, 22 de maio de 2013


Logística de mercado avançada torna gás americano mais barato

'Toda essa estrutura está montada e recebe investimentos regulares de vários agentes', diz especialista'
Fonte: Agência Brasil -
Uma logística de mercado mais avançada faz com que o shale gas (gás de xisto) explorado nos Estados Unidos tenha um custo menor para a indústria norte-americana na comparação com o custo do gás natural para a indústria brasileira. A avaliação é do diretor-geral do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), economista Jean-Paul Prates, em entrevista à Agência Brasil, ao comentar estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) sobre o custo do gás no Brasil e nos Estudos Unidos.
“Existe um preço de mercado que é reflexo não apenas de uma estrutura de produção já muito desenvolvida, que o Brasil proporcionalmente também já dispõe, mas de uma outra coisa que o Brasil não dispõe, que é uma logística de coleta, de mercado de gás, que o país nunca chegou a desenvolver”. Isso significa que mesmo antes do gás de xisto, o valor do gás americano sempre foi mais baixo em função da logística de coleta, de transporte (gasodutos) e, finalmente, do sistema de distribuição, que são lastreados em regras claras, o que torna a indústria americana competitiva, informou Prates.
“Toda essa estrutura está montada e recebe investimentos regulares de vários agentes”. Essa estrutura pressupõe um monopólio natural, que é altamente regulado, disse o economista. Segundo o diretor-geral do Cerne, a estrutura de gás no Brasil tem um único agente, que é a Petrobras. “O setor sofre pouca intervenção da parte do governo em termos regulatórios”, observou.
Em relação aos elevados tributos cobrados no Brasil, Jean-Paul Prates indicou que uma eventual modificação do cenário depende de uma política setorial de governo que passe a considerar o gás como um insumo valioso para o país. Ele entende que faz parte da política brasileira racionalizar a demanda de gás natural, porque ele não é abundante. “O Brasil anda na corda bamba no consumo de gás, que é muito maior que a disponibilidade que ele tem hoje”, avaliou. Segundo ele, ainda há um espaço de três a cinco anos para a entrada no mercado do gás extraído do pré-sal.
O Brasil, de acordo com Prates, ainda não produz gás de xisto. Há intenção do governo, porém, de entrar nessa área para diversificar e ampliar a matriz energética brasileira. Embora vislumbre que haverá muita discussão sobre o assunto internamente, do ponto de vista ambiental, o economista defende que o país “precisa viver essa experiência”. A primeira licitação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em áreas de xisto está prevista para outubro deste ano.
O diretor-geral do Cerne ressaltou que a indústria do xisto norte-americana está vivendo um momento de revitalização. O xisto significa para os Estados Unidos uma saída para a importação de gás do México ou do Canadá. A política atual é voltada para dentro do território, buscando o desenvolvimento de soluções caseiras. A produção de xisto, entretanto, traz consequências. Devido ao fracionamento do subsolo, “provoca em alguns lugares contaminação do lençol freático, alterações do subsolo que até hoje são pouco estudadas”.
A produção de gás de xisto é recomendada no Brasil em algumas áreas. Prates acredita, contudo, que isso não ocorrerá de forma tão rápida como foi nos Estados Unidos, onde “já existe uma cultura de convivência com esse antagonismo entre comunidades, fazendeiros e a indústria do petróleo”. Indicou que em locais como Minas Gerais, na região do São Francisco; no interior de São Paulo; ou na Bacia do Paraná, onde há potencial de xisto, o primeiro momento será de euforia ante a possibilidade de prosperidade. Em seguida, haverá a contra reação, com o movimento de ambientalistas, estimou.
Segundo Prates, a Petrobras já tem alguma experiência na área de xisto no Paraná. Mas avalia que isso não representa uma salvação para o mercado de gás brasileiro de curto prazo. O processo de xisto deverá levar entre cinco e dez anos no Brasil para mostrar uma produção significativa. “O que eu acho que vai salvar [o mercado] e já está indicado nos planos de investimento da Petrobras e no próprio perfil de produção do país como um todo, é o gás do pré-sal. Este entra primeiro [que o xisto] e com volumes mais altos”. A perspectiva, de acordo com ele, é que nos próximos dois a três anos o gás do pré-sal entre no mercado com mais força e amenize o problema de demanda reprimida do gás no Brasil.

segunda-feira, 20 de maio de 2013


Leilão ratifica apetite das petrolíferas pelo Brasil

Brasileiras têm boa participação e asiáticas não aparecem no leilão
NNpetro Júlia Moura - 
A 11ª rodada de licitações da Agência Nacional do Petrobras (ANP) terminou ontem (13) antes do previsto. A estimativa da ANP era de dois dias de leilão, mas o apetite pelas empresas pelos blocos exploratórios, tanto da margem equatorial quanto de áreas terrestres, marcou o leilão com recorde de arrecadação, R$ 2,823 bilhões. Segundo a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, a rodada ratificou o modelo de concessão como o regime brasileiro de exploração e produção.
Magda ressaltou que o apetite demonstrado pelas petrolíferas é um bom termômetro para a 12ª rodada com foco em gás, marcada para outubro. “O sucesso da Bacia do Parnaíba mostra o forte apetite das empresas por áreas em terra com foco em gás”, disse Magda Chambriard.
A diretora também destacou os lances realizados pela OGX e da Queiroz Galvão como operadora “A”, com permissão para explorar em águas profundas, reforçando o crescimento das petrolíferas brasileiras.
A Petra Energia se consolida como operadora em áreas terrestres. A empresa arrecadou como operadora 24 blocos integralmente, nas bacias do Parnaíba e do Tucano Sul.
Nova estratégia
Petrobras mostrou uma nova estratégia no leilão. A estatal entra com participação, mas não como operadora na maioria dos lances. Apenas dois blocos foram arrematados como 100% da Petrobras na bacia terrestre de Potiguar, outros dois na bacia de Sergipe-Alagoas e mais três na bacia do Espírito Santo. Para o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), João Carlos de Luca, a Petrobras cumpriu seu papel no leilão.
“A participação da Petrobras foi mais acentuada do que eu esperava. Ela permitiu que outras empresas tomem a relevância. É importante ressaltar que hoje nós temos uma multiplicidade de atores novos operando. O mapa do petróleo hoje é um mapa diferente, com muito mais atores o que é muito bom para o dinamismo da indústria como um todo”, conclui.
Outro ponto positivo destacado por Magda foi o retorno da Total como operadora, com forte interesse na área marítima. Além do retorno da britânica BP, com a parceria da Petrobras, demonstrando o interesse pelo Brasil.

Petróleo: agora, pode ser a vez de empresas asiáticas

As asiáticas, que não apareceram na 11ª rodada, devem disputar os próximos leilões da ANP
Fonte: O Globo - 
O Brasil voltou a ficar no radar de investidores do mundo todo, não apenas de gigantes petrolíferas como Exxon, Shell e BP, entre outras, mas também de outros grupos fora do setor, como grupos financeiros que estão enxergando nas atividades de exploração de petróleo oportunidades atraentes para aplicarem seus recursos.
Esta é a opinião de vários especialistas do setor ao avaliarem os resultados da 11ª Rodada de Licitações de áreas, realizada na semana passada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os especialistas acreditam que, diante do resultado, nos próximos leilões, empresas asiáticas, como Mitsui e Sumitomo, entrarão firmemente na disputa dos blocos.
Pedro Dittrich, da área de Petróleo e Gás do Tozzini, Freire Advogados, explica que a atração é compreensível pelo fato de o Brasil ter um regime político democrático e regras estáveis no setor, e áreas bastante atraentes. "O nível de segurança jurídica que ampara o setor, a estabilidade política do país e o cenário geopolítico favorável são essenciais para atrair o investimento de empresas estrangeiras no país e abrem boas perspectivas para os dois próximos leilões: o de gás, em outubro; e o do pré-sal, previsto para ocorrer ainda este ano", afirmou Dittrich.
Por sua vez Rafael Baleroni, do Souza, Cescon Advogados, destacou a importância de o Brasil voltar a fazer leilões: "as petrolíferas precisam aumentar suas reservas e olham para o mapa mundial em busca de oportunidades. A retomada dos leilões no país coloca o Brasil no foco dos investidores internacionais e o país volta a fazer parte do mundo".
Os especialistas esperam disputa acirrada no leilão em novembro dos blocos no pré-sal na Bacia de Santos. O potencial de reservas que poderá ser oferecido é de dez bilhões de barris de petróleo. As reservas conhecidas atuais são de 15 bilhões de barris.
Já no leilão no fim de outubro para o gás natural não convencional em áreas terrestres, a expectativa é de alguns trilhões de metros cúbicos de gás em reservas. A diretora geral da ANP, Magda Chambriard, destaca que não se sabe o volume de gás não convencional no país, mas alguns técnicos estimam que pode chegar a 17 trilhões de metros cúbicos.

Poços secos: é possível evitar gastos desnecessários?

Pesquisadora questiona validade dos estudos geológicos feitos previamente à exploração
Colaboradora Rachel Ann - 
Os primeiros sucessos de poços perfurados em território brasileiro foram um incentivo a mais na corrida atual pelo petróleo. Porém, muitos poços perfurados em processos pré-exploratórios, em tentativas de obtenção de petróleo, têm recentemente se mostrado secos ou são classificados como produtores subcomerciais de petróleo.
Por exemplo, a petrolífera OGX, do empresário Eike Batista, tem sofrido muitos prejuízos com relação aos poços secos. Em dezembro de 2012, a empresa informou que esperava volumes recuperáveis totais entre 209 e 270 milhões de barris de óleo, e de 184 a 294 milhões na Bacia de Campos. Em janeiro de 2013, porém, reportou não ter encontrado óleo em uma das áreas perfuradas, desistindo de perfurar “após não identificar presença significante de hidrocarbonetos”. Com isso, o prejuízo da OGX mais que quintuplicou do ano passado para cá.
Com relação à Petrobras, no final de 2012, as despesas decorrentes de poços de perfuração de petróleo chegaram a R$ 2,73 bilhões, sendo o primeiro prejuízo da Petrobras em 13 anos, desde a desvalorização do real, em 1999. Isto vem ocorrendo não apenas com poços em camadas rasas de água, mas também com poços de perfuração do pré-sal. O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, José Formigli, disse ainda que os poços de Itaboraí e Corcovado, no pré-sal da Bacia de Santos, também foram secos. A justificativa para este aumento no registro de poços secos da estatal foi justificado por conta de “uma maior exploração em novas fronteiras”.
Em outro caso, a HRT, parceira da Petrobras, comunicou que não encontrou petróleo em dois poços na Amazônia, onde anteriormente havia dito que as reservas seriam “supergigantes”.
Neste contexto, podemos pensar em outras justificativas, que sejam mais reais e apresentem mais consistência, para a perfuração em locais onde não há o produto desejado, como, por exemplo, o levantamento ineficiente de dados geológicos ou erros crassos humanos (pois é o responsável pelos estudos prévios de monitoramento da área que fornece ao equipamento a informação de onde deve ser monitorado). Se o local não tem nenhum indício de reservas de petróleo, não haveria porquê ser monitorado no final das contas, não é?
É de se pensar bastante a respeito dos bilhões gastos na perfuração de locais que, ao final, não apresentam reservas o suficiente para darem lucro às empresas, impactando o meio ambiente de forma irreversível. Seria então um fato que os estudos geológicos prévios, que demoram, muitas vezes, anos para serem completados, não servem para nada? Tudo isto, ao fim, levando aos gastos absurdos de bilhões de reais por trimestre, e que poderiam ser investidos em alternativas energéticas mais verdes e sustentáveis como já comentado em outras matérias.

Projeto Especial 11ª Rodada: veja o perfil das empresas que arremataram blocos

Cerca de trinta empresas deram lances e arremataram blocos de óleo e gás no país
Redação NNpetro - 
11ª Rodada de leilão de áreas exploratórias de petróleo e gás bateu recorde de arrecadação nesta terça-feira (14). O bônus de assinatura final foi de R$ 2,823 bilhões para os 142 blocos adquiridos, dentre os 289 ofertados - o maior número de blocos na história dos leilões. Durante o evento, o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, disse que a rodada marca uma “nova fase” para o país. “Por um tempo, havíamos desistido de fazer licitações por razões de interesse nacional”, disse.
maior lance da rodada foi feito pela operadora Total E&P Brasil (40% de participação), em consórcio com a Petrobras (30%) e BP EOC (30%). O bloco FZA-M-57, na bacia da Foz do Amazonas, foi arrematado por um bônus de R$ 345,95 milhões, com conteúdo local de 37% na fase de exploração e 65% na fase de desenvolvimento.
Havia grandes expectativas sobre a bacia da Foz do Amazonas, situada na porção oeste da margem equatorial brasileira, já que as características geológicas do local se assemelham com a costa africana, onde óleo de boa qualidade foi encontrado. Foram ofertados 97 blocos na região, mas apenas 14 foram arrematados. Mesmo assim, a bacia foi a que mais arrecadou de todas as 11 oferecidas.
Foi considerado um sucesso também o leilão dos blocos na bacia do Parnaíba. Sete empresas deram lances e arremataram os 20 blocos em terra, divididos em três setores, por um total de bônus de assinatura de cerca de R$ 119 milhões.
Destaque para a norueguesa Statoil que adquiriu seis blocos na bacia do Espírito Santo, por um valor total de bônus de R$ 494 milhões, sendo que o investimento mínimo previsto para todas as áreas é de R$ 1,275 bilhões. A petrolífera irá operar quatro dos blocos.
A BP saiu muito satisfeita da 11ª Rodada de Licitações, disse Mike Daily, vice-presidente executivo de exploração da companhia. "Com essas aquisições aumentaremos nossa presença exploratória em áreas de fronteira ao longo da margem equatorial brasileira”. A BP e seus parceiros venceram as licitações de 8 blocos em águas profundas na costa brasileira.
Para a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, o apetite demonstrado pelas petrolíferas é um bom termômetropara a 12ª rodada com foco em gás, marcada para outubro. “O sucesso da Bacia do Parnaíba mostra o forte apetite das empresas por áreas em terra com foco em gás”, disse Magda Chambriard.
CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E CONFIRA O ESPECIAL PREPARADO SOBRE AS EMPRESAS QUE ARREMATARAM BLOCOS NO LEILÃO DA ANP

  1. Galeria de Fotos:

Plataforma P-61 está em fase de conclusão

Primeira plataforma do tipo TLWP feita no país será lançada na bacia de Campos
Redação NNpetro -
Na última segunda-feira (13), a Petrobras anunciou a conclusão do deck mating da P-61, na Baía da Ilha Grande (RJ). O deck mating é uma operação que une o casco ao convés da unidade. A construção da plataforma já se encontra na reta final.
Após a fase de integração, a P-61 será instalada no campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos. Essa é a primeira plataforma do tipo TLWP (Tension Leg Wellhead Plataform) feita no Brasil e a primeira da estatal.
O casco da P-61 foi construído no Estaleiro BrasFELS, em Angra dos Reis (RJ). Esse tipo de unidade de produção se assemelha a uma semissubmersível, porém com tendões verticais para que possa ancorar.
Essa tecnologia permite à plataforma uma baixa amplitude de movimentos. Isso possibilita que as árvores de natal (equipamentos de controle na cabeça dos poços) sejam secas e instaladas no convés da TLWP, ao invés de submarinas, como nas plataformas do tipo SS (semissubmersíveis) e FPSO (sigla inglesa que significa plataforma que produz, processa, armazena e escoa petróleo).
Deck Mating
A operação de Deck Mating foi iniciada no dia 2 de maio, quando o casco da P-61 saiu do estaleiro e foi levado para ser ancorado na baía de Ilha Grande, onde vários testes de submersão foram feitos. Durante todo o processo, o casco foi submergido e o convés foi transportado sobre uma balsa e posicionado sobre o casco. Com uma perda de lastro controlada e gradativa, o casco emergiu e levantou o convés até que balsa fosse retirada. Após várias manobras, o convés foi acoplado ao casco definitivamente.
A P-61 vai operar em conjunto com a P-63, que está em construção no Rio Grande (RS). A capacidade produtiva do campo de Papa-Terra é de 140 mil barris diários e recebe a participação de 62,5% da Petrobras como operadora e 37,5% em parceria com a Chevron.

A importância da leitura para a formação profissional

MBE e MBP da Coppe/UFRJ possibilitam o aperfeiçoamento de estudantes através de uma extensa e rica biblioteca
Redação NNpetro - 
A leitura de livros técnicos é essencial para a capacitação profissional de quem cursa uma especialização. Nos setores energético e ambiental, devido às suas complexidades, a importância desta prática ganha um caráter obrigatório.  No entanto, este ainda não é um hábito comum mesmo entre os melhores alunos das instituições brasileiras.
Muitos estudantes alegam carência de bibliotecas bem equipadas e até de obras qualificadas para as respectivas áreas. Os alunos acabam, assim, por depositar todas as expectativas de aprendizado dentro da sala de aula, quando deveriam ler bastante sobre o tema, tendo a figura do professor, prioritariamente, como um especialista para solucionar suas dúvidas e direcionar seus estudos.


Petrobras: Brasil será autossuficiente na produção de combustíveis

Estatal conta com duas refinarias que ainda estão no papel para cumprir meta
NNpetro - Júlia Moura - 
Na apresentação dos resultados do primeiro trimestre deste ano, o diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, voltou a afirmar que o Brasil atingirá o nível ideal de produção de combustíveis refinados para atender à demanda nacional. Os dados foram demonstrado em coletiva de imprensa, na última segunda-feira (29).
De acordo com o executivo, a Petrobras prevê que o país alcance esta autossuficiência de derivados entre 2018 e 2020. Para alcançar a meta, a estatal conta com duas refinarias que ainda estão no papel e passam por uma avaliação do projeto inicial, para estudo de viabilidade. As refinaria Premium 1, do Maranhão, e Premium 2, do Ceará, estão em análise no Plano de Negócios da empresa, lembra Cosenza. A operação dessas refinarias está prevista para outubro e dezembro de 2017, respectivamente.
Já o Complexo Petroquímico do Rio (Comperj) está com 52% das obras concluídas. No primeiro trimestre do ano, a Petrobras, atualmente com 12 refinarias, aumentou em 6% a produção de derivados em relação ao quarto trimestre de 2012, além de bater recorde o diário de processamento de óleo nas refinarias, com 2,1 milhões de barris. A marca – especialmente no refino de diesel, com 839 mil barris por dia - foi alcançada, segundo a estatal, em função da maior utilização de destilação.
Em relação às importações de combustíveis, o resultado foi positivo no primeiro trimestre do ano, em função do aumento de produção nas refinarias da estatal. O volume de importação da gasolina passou de 88 mil barris/dia no primeiro trimestre de 2012, para 52 mil barris/dia no mesmo período de 2013.
Desenvolvimento da indústria
"Não adianta apenas ser um grande produtor de petróleo se não há capacidade de transformá-lo em produtos de consumo, tais como gasolina, óleo diesel, óleo combustível, querosene de aviação e muitos outros produtos fundamentais para mover a economia e sustentar uma forte indústria petroquímica. Se um país não possui capacidade própria de refino, não lhe resta outra alternativa que não seja a importação", avalia o especialista Paulo Wrobel.
Segundo Wrobel, a independência e segurança enegética virão quando o país for capaz de produzir o combustível que consome, sem necessidade de importação. Isso só será possível quando o Brasil tiver uma indústria petroquímica forte e desenvolvida. "As atividades de refino são bem mais lucrativas para o país do que a extração de petróleo cru, pois a primeira acrescenta valor ao produto bruto extraído da terra ou do mar. Seja o petróleo pesado, a maioria da produção brasileira, seja o petróleo leve do pré-sal", acrescenta.