TURMA DO PETRÓLEO

TURMA DO PETRÓLEO

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

As principais dúvidas sobre o curso de engenharia de petróleo




Muitas universidades já retornaram as aulas e muitos estudantes 
ainda possuem muitas dúvidas sobre qual carreira seguir mesmo 
já estando matriculado em um curso superior.

Ao longo dos meses eu venho tentando tirar algumas dúvidas 
desses estudantes através do link Me responda e através da 
comunidade Engenharia de Petróleo no orkut. Percebo que 
muitas dessas dúvidas são repetidas e por isso decidi fazer 
esse post com as principais dúvidas de um futuro estudante 
de engenharia de petróleo para auxiliar as pessoas que ainda 
estão perdidas em relação a engenharia de petróleo.
O que é Ciclo Básico?
Engenharia, seja qual for a especialidade, possui um ciclo 
básico que é geralmente composto por 4 disciplinas de 
cálculo, 4 de física, química, informática e outras que variam 
de universidade.
No ciclo básico o aluno verá muito pouco sobre a carreira 
escolhida, é um ótima época para tomar a decisão de qual 
engenharia seguir pois verá um pouco de cada área.

Não gosto de matemática e/ou física. Devo fazer engenharia?
Engenharia é um curso que exige muita matemática e física. 
Desde a primeira aula até seu último dia na faculdade será 
estudando matemática e física, é a base de qualquer curso 
de engenharia.
Algumas pessoas aprendem a gostar durante a faculdade, 
porém a maioria que tem essa dúvida desiste e procura por 
outro curso.

Quanto tempo o curso dura?
Algumas universidades colocam o curso como 4 e outras 
em 5 anos, porém grande parte dos alunos acabam concluindo 
em 5 anos, se não tiveram problemas com reprovações. 
É obrigatório a realização de estágio e de um trabalho de 
conclusão de curso.

A partir de que período posso fazer estágio? Como conseguir um?
Algumas universidades fazem restrição de período, porém a 
maioria das empresas preferem candidatos que estejam no mínino 
no 5° ou 6° período.
Não é aconselhável fazer estágio logo cedo porque afetará seu 
rendimento durante a faculdade.
Algumas universidades possuem um bancos de vagas de estágio 
e parcerias com algumas empresas que facilitam a entrada do 
estudante no mercado de trabalho, porém a internet é a melhor
 maneira de ficar sabendo a respeito de estágio, emprego e tudo 
sobre sua carreira.

Quanto ganha um engenheiro?
Essa sem com certeza a pergunta de 9 entre 10 estudantes 
que almejam fazer qualquer curso de engenharia. A carreira 
possui rendimentos acima da média, principalmente para 
recém-formados que costuman ganhar entre 3 mil a 6 mil reais.
Se analisarmos um engenheiro com experiência e que 
ainda por cima trabalhe embarcado ess valor pode ser multiplicado 
por 5.

O curso de Engenharia de Petróleo é novo na universidade.
 Será que eu devo fazer?
Não é aconselhável realizar o curso e fazer parte da primeira turma. 
São poucas as universidades que realmente se preocupam com 
os alunos e como eles entrarão no mercado de trabalho. Muitas 
dessas universidades criam o curso e depois precisam atender 
as reinvidicações dos alunos sobre professores, disciplinas, 
laboratórios, estágios.
Algumas vezes os alunos da primeira turma servem de cobaias, 
porém isso depende muito da instituição.

Onde estão os melhores cursos de Engenharia de Petróleo?
Eu diria que no Rio de Janeiro é onde se encontra as melhores 
universidades como UFRJ, UENF, UFF, PUC-Rio, porém 
existem outras excelentes universidades como UVV, USP, UFRN, 
UFC e UFCG,entre outras.


Onde engenheiro de petróleo pode trabalhar?
Voce pode atuar no setor público (Petrobras, ANP) ou 
privado (Halliburton, Shell, Schlumberger), pode ainda trabalhar 
em uma operadora ou prestadora de serviços também.
O profissional de Engenharia de Petróleo está habilitado a 
trabalhar em empresas que atuem nas áreas de exploração, 
produção e transporte de petróleo e gás natural, empresas 
de engenharia, órgãos governamentais relacionados à indústria 
do petróleo, bem como em instituições de pesquisa e ensino. 
Engenheiro de petróleo não trabalha em refinarias ou em portos.

Engenharia de Petróleo tem muita oferta de emprego?
Engenharia como um todo tem bastante oferta de emprego, 
porém engenharia de petróleo encontra ainda algumas dificuldades 
por ser um curso novo e pelo fato de ser muito específico.
O mercado está aquecido mas a procura  é maior por 
profissionais qualificados que possuem fluência em inglês, 
domínio em informática, elevado conhecimento técnico, 
formado em universidades de ponta.

Engenheiros Mecânicos X Engenheiros de Petróleo




Como todos vocês já sabem há poucos dias saiu o edital do concurso 
da Petrobras e por mais um ano seguido não há um cargo específico 
para engenheiros de petróleo, sem falar que os cursos tecnológicos 
novamente, não foram contemplados no edital.

A questão do curso tecnólogico já foi abordada em um post anterior. 
Por que grande parte das empresas preferem engenheiros mecânicos 
a engenheiros de petróleo?

Apesar da graduação em engenharia de petróleo ser relativamente 
nova, tudo começou através da UENF, muitas empresas ainda optam 
por não contratar engenheiros de petróleo, mesmo com instituições de 
ponta como UFRJ, PUC-Rio, UFF, UFPEL, UFES, UFCG já possuirem o 
curso de graduação.

Grande parte dos engenheiros que estão no mercado hoje 
cursaram uma das três engenharias bases (civil, elétrica e mecânica) 
e ainda considerada por muitos as únicas engenharias. No entanto 
por  uma questão de necessidade de mercado, acabaram-se criando 
outros cursos, como engenharia de computação (elétrica + informática), 
controle e automação (mecânica + elétrica), petróleo 
( mecânica + civil + química) 
e outra mais.

Muitos pensam que o problema é somente uma questão de 
aceitação por parte das empresas, porém não é assim que 

funciona. Nas principais companhias, os recrutadores são engenheiros 
que já atuaram no campo, portanto são formados nas engenharias 
bases e na hora de escolher um candidato, a empresa dará preferência 
a um curso que possui mais tradição, sem falar no fato que os candidatos 
formados pelas  três principais engenharias saem da universidade com 
uma base melhor de disciplinas essenciais para qualquer engenheiro.

Engenharia de Petróleo X Engenharia Mecânica
Nada melhor do que exemplificar com uma comparação entre 
engenharia mecânica e engenharia de petróleo.
Em grande parte das universidades o ciclo básico é idêntico, 
porém o que torna o profissional engenheiro não é o ciclo básico e 
sim as disciplinas do ciclo profissional, diga-se de passagem 
que existe um grande questionamento se engenharia de 
produção, realmente, é engenharia.

O conhecimento de mecânica dos sólidos, comportamento dos 
materiais, mecânica dos fluidos, transmissão de calor é mais 
exigido em engenharia mecânica do que em qualquer outra 
engenharia e se pensar bem, são disciplinas importantes 
para engenheiros de petróleo também.

Reflita agora sobre outra disciplina, engenharia de poços. 
Uma matéria de engenharia petróleo que é basicamente 
mecânica dos sólidos aplicada a poços de petróleo. Cálculos 
de estabilidade, geopressões, sobrecarga, estados de 
tensões, tudo isso é visto em engenharia mecânica, porém 
não com a mesma aplicação.

Até que ponto é viável realizar uma engenharia de petróleo?
As empresas de petróleo dão preferência a engenheiros m
ecânicos, sem falar do leque de outras oportunidades para 
engenheiros mecânicos como área automobilistica, 
metalurgia, naval, aeronaútica e muitas outras.
Para não se arrepender é importante que se defina o 
quanto antes que área pretende se especializar, 
poços, reservatórios ou produção. Independentemente 
de qual escolher, esse precisa ser o seu foco para os 
próximos anos. Definido isso, invista em cursos de 
aperfeiçoamento, softwares específicos e tente conhecer 
um profissional experiente dessa área, ele pode ser um 
ótimo mentor e indicar o caminho das pedras para você.


Futuro incerto?
Se algum dia qualquer engenheiro de petróleo decidir 
sair da área ou então se a indústria não for  tão 
rentável por motivos econômicos, ambientais ou 
políticos. Que alternativas esses profissionais têm? 
O curso é muito específico!

Muitos estudantes estão se formando e ainda não 
tiveram oportunidade no mercado de trabalho, se 
agora que o mercado está aquecido há dificuldades 
de encontrar emprego, o que dirá daqui alguns anos. 
Por mais que o mercado se aqueça, haverá mais profissionais 
disputando as vagas.

Realizar um planejamento de carreira e definir quais 
serão seus planos a curto, médio e longo prazo, podem 
diminuir os arrependimentos no futuro.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Entrevista com Agustín Castaño,novo Diretor-Presidente da Energy Talent, empresa de recrutamento de profissionais para os setores de petróleo e gás, infraestrutura, engenharia e recursos naturais feita pela 5x Petróleo.

1X) Qual a sua projeção para o ano que se inicia no mercado de petróleo e gás?
No upstream, a demanda está concentrada na exploração (em alguns casos permeando para desenvolvimento) das áreas já concessionadas, abrangendo tanto águas profundas como rasas, e também onshore. Porém, a demora em licitar novas áreas é um obstáculo para a entrada ativa de novos participantes e, se este cenário for prolongado, poderia gerar a desmobilização de alguns grupos de especialistas.
Nesse contexto, as atividades ligadas à perfuração serão as de maior procura, e, consequentemente, toda a cadeia relacionada com a construção e operação de sondas. No downstream, o principal impulsionador da demanda é a continuidade dos projetosgreen fields, e ainda dos investimentos no parque de refino existente. Os demandantes serão os EPCistas, as empresas de engenharia, de construção de equipamentos, de montagem industrial etc.
2X) No momento de preencher uma vaga ou recolocar um profissional no mercado, quais as principais competências requeridas pelo setor atualmente?
Considerando que as competências podem agrupar-se em formação técnica, conhecimento do negócio e especialização funcional, as habilidades relacionadas com formação técnica são as mais requeridas. Em algumas categorias se importam especialistas para cobrir as posições, sendo muito procurados os brasileiros que moram no exterior.
Completando as categorias técnicas, menção especial para os profissionais de pesquisa e desenvolvimento, com ênfase na localização dos polos tecnológicos. Já nas especializações funcionais, há demanda específica por profissionais de Recursos Humanos que possam administrar uma convivência intergeracional eficaz, dadas a brecha de faixas etárias existente no setor e a chegada da geração Y.
3X) No atual cenário do setor, a procura maior é por qual nível de profissionais e por quê?
O nível acadêmico, embora sempre relevante para as posições gerenciais, é menos determinante para as posições de formação técnica, em que os fatores críticos são a qualificação profissional e a experiência no ofício, desde um geólogo até um soldador.
4X) Há no setor um debate entre o lugar ocupado por técnicos e por engenheiros. De que forma o senhor analisa essa questão, pelo lado do mercado de óleo e gás?
Complementando a questão anterior, a formação de engenharia é crítica para produção, desenvolvimento, logística, entre outras funções, tanto para operadores como para prestadores de serviços e fornecedores de equipamentos. Cabe um comentário especial para a alta demanda de líderes experimentados na condução da execução de projetos industriais de diversos tipos. Os técnicos especializados, por sua vez, são necessários ao longo de toda a cadeia em múltiplas posições. Assim, tanto técnicos como engenheiros estão em alta procura.
5X) O pré-sal já é uma realidade para a indústria de petróleo nacional. O quão importante é a exploração do pré-sal, no sentido da alavancagem das oportunidades do mercado?
A exploração do pré-sal é um grande impulsionador da demanda, tanto nas funções de construção de equipamentos, prestação de serviços e operação como nas de pesquisa e desenvolvimento, dados os desafios tecnológicos e logísticos que acarreta. Porém está atualmente restrita aos titulares das concessões existentes. Para dar continuidade em médio prazo, deveria ativar-se a aplicação do regime de partilha para novas áreas.
Projetos de geração eólica somam 34 e já movimentam R$ 6 bilhões
Valor, Especial/Bahia - Fernando Teixeira 

De início deixada de lado em favor de ventos mais notórios, como aqueles do Rio Grande do Norte, Ceará e mesmo Rio Grande do Sul, a Bahia está virando o jogo e promete assumir a liderança como maior província eólica do país. Os projetos em andamento já asseguram ao Estado um segundo lugar na produção de energia, atrás das eólicas potiguares. Mas as perspectivas são grandiosas: o governo do Estado tem registrados 16 grupos prospectando os ventos baianos, com potencial de geração de energia de 20 a 25 GW - quase uma vez e meia a potência de Itaipu.
Para os próximos dez anos, o cálculo é de investimentos de R$ 42 bilhões. Além de áreas com bons ventos, a Bahia tem contado com apoio do governo do Estado nos processos de licenciamento ambiental e regularização fundiária, além de uma política ativa de atração de fornecedores, via redução de ICMS - além de Alstom e Gamesa, com fábricas já instaladas, há negociações em andamento para a chegada de empresas como GE, Siemens Acciona, Vestas e Windair.
Diesel menos poluente encalha no posto
Folha, Commodities - Tatiana Freitas 

O diesel menos poluente S50, que começou a ser vendido neste ano no varejo de combustíveis, encalhou nos postos por falta de demanda. Apenas veículos com motores adaptados ao novo diesel, produzidos a partir deste ano, são obrigados a abastecer com o S50 -caso contrário, o motor será danificado. Como praticamente não há veículos fabricados em 2012 em circulação, o consumo do S50 está limitado a "curiosos", segundo representantes de distribuidoras e postos.
"Apenas donos de camionetes estão comprando o S50", diz Ricardo Hashimoto, diretor de postos de rodovias da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis). Dependendo da região, o novo diesel chega ao consumidor por um preço de R$ 0,12 a R$ 0,16 maior do que o S500, que é o mais comum hoje nos grandes centros urbanos, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo). Nas refinarias da Petrobras, a diferença é de R$ 0,06 por litro
Brasil terá de importar mais gasolina este ano
Estadão, Economia - Sabrina Valle e Sergio Torres 

O consumo de combustíveis cresceu em 2011 mais do que o dobro da evolução do Produto Interno Bruto. Pela estimativa da Petrobrás, o PIB do ano passado deverá ficar em 2,8%, enquanto o consumo de derivados terá crescido 6,3%. A expectativa do diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, é de que esse quadro vai se manter em 2012, o que obrigará o governo a importar ainda mais gasolina do que neste ano, de modo a evitar o risco do desabastecimento.
Para Costa, o consumo de derivados neste ano também superará o crescimento da economia em, pelo menos, 50%. A se confirmar a previsão, será o terceiro ano consecutivo que a demanda por derivados do petróleo ficará acima do PIB. Contribuem para isso o aumento do poder aquisitivo da população, o que propicia mais consumo e gastos com combustíveis. A conta inclui gasolina A (sem etanol), óleos diesel e combustível, querosene de aviação, nafta e gás liquefeito de petróleo (GLP). São desconsiderados o gás natural e o etanol, não comercializados pela área de abastecimento.

Como encontrar petróleo!




Como encontrar petróleo!
  1. Antigamente, o óleo era coletado na superfície.
  2. No século 19, eram perfurados poços de algumas dezenas de metros de profundidade.
  3. Hoje, os poços atingem vários milhares de metros.
Desde os tempos antigos, na Mesopotâmia, o óleo que exudava para a superfície era coletado para uso medicinal e também usado como combustível para iluminação e impermeabilização de barcos. Depois de termos extraído óleo de reservatórios acessíveis por 150 anos, hoje está cada vez mais difícil encontrar rochas impregnadas por hidrocarbonetos. Os exploracionistas atuais precisam olhar centenas e até milhares de metros abaixo do solo.
A tarefa do geólogo é observar, explorar e meticulosamente registrar todas as pistas da possível presença de hidrocarbonetos abaixo do solo. Geólogos são pessoas de ação e naturalistas. Eles examinam rochas e levam amostras para comprovar sua natureza e registrar a camada de onde foi retirada. Eles então procurarm reconstituir o cenário que pode ter sido desenhado há bilhões de anos.
  1. Levantamento aéreo
  2. Levantamento por satélite
Combinando fotografias aéreas e de satellites as observações do geólogo servem para formular a hipótese inicial. Sim, pode haver óleo em baixo do solo e poderá valer a pena pesquisar com mais profundidade.
Agora é a vez do geofísico estudar as propriedades físicas do subsolo. Diversos métodos são utilizados nessa fase e uma comparação dos resultados serve para enriquecer as conclusões dos geólogos. A Gravimetria mede o campo gravitacional e fornece alguma idéia da natureza e da profundidade das camadas, dependendo de sua densidade. A Magnetometria (técnica geralmente executada pelo ar) mede as variações do campo magnético. Ela fornece uma idéia da distribuição da profundidade de terrenos cristalinos que não apresentam nenhuma chance de conter óleo.
  1.  Sinal emitido por caminhão vibrador ou exploções com dinamite de forma controlada
  2. Ondas refletidas são recebidas por geofones ( sensores terrestres )
  3. Dados transmitidos ao laboratório-móvel
Um choque na superfície gera uma onda sonora que é refratada e refletida no subsolo. O modo como as ondas se propagam varia conforme elas passam através das diferentes camadas. Por meio de um microfone altamente sensível, conhecido como geofone, o geofísico escuta e registra o eco dessas ondas.
Os registros sísmicos do geofísico são processados por poderosos computadores. O terreno é mapeado por meio de pontos ligados em linhas isócronas no solo no qual as ondas levam exatamente o mesmo lapso de tempo para serem refletidas de volta à superfície. Esse método produz imagens bi e tri-dimensionais das camadas do subsolo e os mapas sísmicos daí resultantes contribuem para inferir se alguma camada poderá conter hidrocarbonetos.
No jargão petroleiro, a exploração e a produção no mar é chamada de "offshore." Devido ao fato de ser impraticável pesquisar o terreno no fundo do mar, os métodos sísmicos são usados sistematicamente. Já que os barcos podem navegar facilmente em qualquer direção, os levantamentos sísmicos são, de fato, mais fáceis de serem realizados no mar do que em terra.
O geofísico pode portanto obter mais dados offshore do que em terra e imagens tridimensionais mais precisas, uma vez que os dados tenham sido processados.
Todos esses resultados são reunidos e estudados. Geólogos e geofísicos, em conjunto com engenheiros de perfuração, produção e reservatório, fornecem dados aos economistas e analistas financeiros. Pela comparação de números, parâmetros e probabilidades eles buscam uma estratégia para o desenvolvimento do reservatório, no caso de confirmação da presença dos hidrocarbonetos.
Cada membro da equipe de exploração contribui para executar a missão. Ao se reunirem e compararem suas experiências, conhecimentos e descobertas, sua conclusão final é o resultado do esforço conjunto de uma equipe e são anunciadas resumidamente:
Não: as chances de resultados são mínimas; ou...
Sim: o "prospecto", isto é, esse reservatório é altamente promissor, vale apostar nele. O grupo vai “pagar para ver” e decide pela perfuração.
Geólogos, geofísicos e engenheiros de reservatório concluíram que há um “prospecto” ou uma possível área de produção. Mas para descobrir se ali de fato existem hidrocarbonetos cativos na rocha, eles terão que perfurar até aquela região.
É comum a perfuração ser ajustada diretamente sobre a camada mais grossa de hidrocarbonetos.
Alguns campos estão posicionados a profundidades equivalentes a 12 vezes a Torre Eiffel...
O posicionamento da sonda de perfuração é baseado no conhecimento existente das condições de subsolo e da topografia do terreno. Geralmente, esse ponto é situado verticalmente acima da parte mais espessa da camada do estrato que supostamente contém hidrocarbonetos. A operação de perfuração é geralmente realizada sobre condições difíceis. Um buraco inicialmente pequeno, com um diâmetro entre 20 e 50 centímetros, desce a uma profundidade entre 2.000 e 4.000 metros. Em alguns casos poderá ir além e chegar a mais de 6.000 metros. Há casos que a  perfuração já atingiu a profundidade de 10 quilômetros.
A torre de perfuração é a parte visível do poço. É uma torre metálica bem alta que serve para abaixar as colunas de perfuração verticalmente no subsolo. Essa coluna, de fato, é um conjunto de tubos aparafusados uns nos outros pelas pontas. Na perfuração rotativa, esses cabos movimentam a ponta da broca de perfuração (drill-bit) e, à medida que a operação avança, elas canalizam a lama para o fundo do poço.
O sistema de perfuração consiste em haste, cabo de perfuração, alavanca direcional e broca de perfuração (drill-bit). A broca mais comum consiste em três cones feitos de aço extremamente resistente capaz de penetrar no interior da rocha. Quando esta é muito dura, é utilizada uma broca tipo monobloco com ponta de diamante.
Uma lama especialmente formulada e preparada sob a supervisão do engenheiro de poço é injetada através da cavidade do cabo de perfuração para resfriar a broca e consolidar as paredes do poço. A lama auxilia também a prevenir que o óleo, gás ou água espirrem até a superfície. E por fim, a lama limpa o fundo do poço e carreia o resíduo de rocha resultante da perfuração pelo tubo até a superficie. O geólogo analisa estas amostras para entender a natureza das rochas e detectar sinais de hidrocarbonetos.

Quando uma certa profundidade é atingida, a equipe de exploração realiza uma série de medições  conhecidas como well-logging (perfilagem de poço). Um sensor eletrônico é baixado no poço para medir as propriedades físicas das rochas poligonais. Estas medições verdadeiras podem confirmar ou não a hipótese formulada antes da perfuração e geralmente provê dados mais acurados. As laterais do poço são então consolidadas por meio de tubos de aço aparafusados uns nos outros e o revestimento de proteção é cimentado ao terreno a fim de manter os estratos separados uns dos outros.
Os fragmentos de rochas trazidas à superfície não fornecem informações suficientes para uma compreensão mais detalhada das rochas poligonais: é aí que os testemunhos desempenham importante papel. A broca de perfuração é substituida por uma broca oca chamada de ferramenta de cortar testemunhos, que extrai amostras cilíndricas da rocha de vários metros de comprimento. Um estudo dos testemunhos produz informações sobre a natureza da rocha, sua declividade, estrutura, permeabilidade, porosidade, fluidez, presença de fósseis, etc.
Neste exemplo, um poço a cada cinco perfurados encontra óleo.
A perfuração avança gradualmente, a uma velocidade de alguns metros por hora, reduzindo para um metro por hora quando tiver atingido os 3.000 metros abaixo da superfície. Obstáculos são encontrados de tempos em tempos e toda a coluna de perfuração tem que ser puxada para cima a fim de proceder a troca da ponta da broca.
Um poço exploratório leva de três a seis meses para ser perfurado. Quatro de cada cinco, ou até mesmo seis de cada sete poços em áreas de fronteira exploratória, fracassam na questão da viabilidade comercial do óleo ou gás. Ás vezes, porém, a broca atinge uma rocha impregnada de hidrocarbonetos, a partir daí a equipe de perfuração intensifica a pesquisa e a perfilagem do poço para descobrir mais óleo. 
A fase exploratória foi um sucesso: um reservatório foi identificado como prospecto de uma produção lucrativa.  Baseado em projeções dos preços futuros de óleo e gás, o próximo passo é determinar se as vendas da produção explotada do reservatório serão suficientes para cobrir os elevados custos dos estudos, desenvolvimentos, construção e financiamento, assim como os custos de produção apropriados. Colocar o reservatório em produção requer uma decisão importante, já que o desembolso de investimentos pode representar diversas centenas de milhões, até bilhões de dólares.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Curso técnico de solda em ascensão no setor petrolífero
Expansão  O setor petrolífero continua abrindo inúmeras oportunidades para profissionais no mercado de trabalho. As especializações são diversas e a demanda de mão-de-obra qualificada para determinadas funções é cada vez maior. Uma das profissões mais carentes no setor de óleo e gás é a de técnico de soldagem, que atua auxiliando a engenharia de projetos na execução de cálculos de juntas de solda, estudando e definindo o melhor processo para ser aplicado, além da verificação dos custos e a execução junto à inspeção de solda.
Valorização  O curso técnico de solda busca ensinar para os futuros profissionais as práticas do mercado nas mais diversas áreas de soldagem, dentre elas indústrias siderúrgicas, petrolíferas, metalúrgicas ou navais.Desta forma, o aluno é treinado para executar o que realmente vai enfrentar no ramo de atuação. Para o Instrutor de Soldagem Industrial e professor , Jose Dinora, a profissão “será ainda mais valorizada com a necessidade de fabricação de novas plataformas, linhas de tubulação para escoamento de óleo, construção de novos navios para transporte de petróleo, além da manutenção geral dos equipamentos”. Dessa forma, há um horizonte favorável para os técnicos de solda, segundo o instrutor.
Experiência  A principal reivindicação dos alunos que já se formaram em cursos técnicos de soldagem é a dificuldade para ingressar na profissão devido à pouca experiência profissional. Segundo Dinora, esta situação infelizmente ocorre em diversas áreas do mercado de trabalho, e para os recentes técnicos não sofrerem com estes requisitos impostos pelas empresas, a melhor opção é buscar estágios para absorverem experiência. “O recém formado tem que buscar uma oportunidade em funções de ajudante ou um estágio para somente depois conseguir exercer a sua verdadeira função como técnico de solda. Outra forma é recorrer a uma indicação para o primeiro emprego”, alerta o instrutor que atua na área de Soldagem para o Segmento naval e off-shore desde 1975.
Atuação  De acordo com os dados apresentados por Jose Dinora, os técnicos de solda podem trabalhar em diversas áreas do setor petrolífero como em plataformas, refinarias, fabricação e montagem de dutos, Espoo (a pré- montagem da tubulação) e em reparos de solda em geral. O salário do profissional gira em torno de R$2.000,00 a R$6.000, de acordo com a experiência ou grau de especialização. A mensalidade dos cursos técnicos de soldagem varia conforme sua duração e carga horária.
O recém formado tem que buscar uma oportunidade em funções de ajudante ou um estágio para somente depois conseguir exercer a sua verdadeira função”.
Jose Dinora, Instrutor de Soldagem Industrial e professor 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Utilidades 



A Tirania do Petróleo

A indicação de hoje é o livro
 "A Tirania do Petróleo."
Com um texto minucioso sobre
 a indústria mais rentável do
mundo, Antonia Juhasz investiga
a verdade sobre a indústria
petrolífera dos Estados Unidos e
revela sua força global sem
paralelos e influência sobre
governantes dos mais diversos
países.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Entrevista com Silvio Leimig

vote

1X) Quais aportes e investimentos o Complexo de Suape adquiriu  ao longo desses anos e quantas empresas estão se instalando no Porto?
A 5X Petróleo dessa semana é com o Diretor do Fórum Global Suape, Silvio Leimig. Na entrevista ele fala sobre os investimentos no Complexo pernambucano e qual a importância estratégica do Porto para a indústria petrolífera.

O Complexo Industrial Portuário de Suape tem experimentado um grande crescimento no passado recente. Para se ter uma idéia, até 2006, durante os seus 28 anos de funcionamento, foram aportados cerca de USD 2 bilhões de dólares pela iniciativa privada. Somente de 2007 até hoje, mais de US$ 22 bilhões em novos investi
mentos estão sendo investidos.
Atualmente mais de 100 empresas se encontram em operação e outras 25 em fase de implantação. É um crescimento simplesmente fantástico. Trata-se do Complexo Industrial Portuário que mais cresce no país na atualidade. Não é à toa que SUAPE foi eleito, por duas vezes consecutivas, o melhor porto público do Brasil. Em 2007, pelo Instituto de Pós-Graduação, Pesquisa e Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro e, em 2010, pelo Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS). Um outro dado importante: a estimativa para 2016 é uma movimentação de 50 milhões de toneladas.

2X) Qual a importância estratégica do Complexo de Suape para a indústria petrolífera?

São muitos os diferenciais competitivos de SUAPE, entre eles podemos citar a sua excelente infraestrutura, ótima profundidade (15,5 metros no Porto Interno e 20,0 metros no Porto Externo), além de ser um porto abrigado e quase sem assoreamento. O modelo de gestão “Landlord Port”, onde Suape é responsável pela infraestrutura e as empresas privadas constroem e operam, tem se mostrado bastante eficiente. Um outro grande destaque para Suape é a sua grande retroárea. Enquanto o Porto de Rotterdam, hoje o maior da Europa, possui uma retroárea de 5.000 hectares para a instalação de empresas, Suape possui 7.500 hectares.

Sendo assim, o Projeto SUAPE GLOBAL  vem oferecer ao mundo uma opção de investimento em um Complexo Industrial Portuário de águas profundas e tranquilas, dotado de toda a infraestrutura  necessária para as indústrias interessadas. Sem falar nos incentivos fiscais provenientes dos Governos Federais, Estadual e Municipal. Na área federal, redução de 75% do Imposto de Renda. Na área estadual, redução de 75% a 95% do ICMS. E ainda são oferecidos incentivos municipais inerentes a cada cidade. E é a partir de Suape que poderão ser oferecidos produtos e serviços para as empresas que estão se instalando em Pernambuco, para as novas refinarias do Nordeste, para o pré-sal no Sudeste/Sul e para a costa oeste da África.
3X) Feiras como a Pernambuco Business contribuíram para o fechamento de parcerias, novos contratos para o Complexo?

Pernambuco está se inserindo cada vez mais no mundo do petróleo. Um grande exemplo foi a atração para o nosso estado do maior evento na área de tecnologia de equipamentos do Brasil. A realização da 11ª COTEC (Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos), no último mês de maio, foi de fundamental importância para o Projeto Suape Global na medida em que tivemos a oportunidade de difundir as técnicas de Ensaios Não Destrutivos (END) e Inspeção, através de ações voltadas ao aprimoramento da tecnologia e, consequentemente, do pessoal e das empresas envolvidas no tema. A produção de grandes equipamentos (vasos, torres, dessalgadoras, permutadores de calor, tubulações) envolve a existência de competência consolidada nas áreas de materiais, corte, solda, inspeção e proteção contra corrosão.
No mês passado tivemos a realização da 2ª edição do evento bianual “Pernambuco Petroleum Business”. Enquanto a edição de 2009 havia reunido 300 participantes, desta vez ultrapassamos a marca de 800 participantes, sendo quase a metade oriunda de estados do Sudeste/Sul do Brasil e de outros países. Em paralelo ao evento tivemos uma feira com dezenas de expositores. Uma das marcas do evento foi a realização de mais de 1.000 rodadas de negócios envolvendo 20 grandes empresas âncoras. Foi literalmente um grande sucesso. Para coroar de êxito o evento, tivemos a assinatura do protocolo de intenções para a implantação do estaleiro italiano Navalmare , destinada à construção e reparação naval e offshore, que resultará em investimentos superiores a duzentos e cinquenta milhões de reais, gerando oitocentos empregos diretos.
4X) Quantos estaleiros o Porto deve receber ao longos desses anos e como está sendo trabalhada a mão-de obra qualificada para atender a demanda do pré-sal?
Suape já possui 01 estaleiro em operação e outros 02 em implantação. Foram assinados ainda durante o evento dois outros protocolos, sendo um deles relativo ao programa de qualificação profissional para mais 4.500 pessoas (1.500 deles serão recrutados para trabalharem no estaleiro Promar) e o outro para a criação do primeiro centro de certificação profissional do estado de Pernambuco, incluindo a participação da Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção (ABENDI), Associação Brasileira de Corrosão (ABRACO), Associação Brasileira de Manutenção (ABRAMAN), Fundação Brasileira de Tecnologia em Soldagem (FBTS) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).
O Centro de Certificação Profissional será um importante instrumento para integrar diversos agentes produtivos que necessitam dispor de colaboradores avaliados e qualificados, com competência comprovada, para executar projetos e supervisionar processos de produção, além de fomentar o fortalecimento da economia regional, visto que as regiões Norte e Nordeste poderão contar com organismos certificadores de abrangência nacional, acreditados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO).

5X) Qual a perspectiva do Porto para os próximos anos, visando o mercado de óleo e gás?

A grande luta do nosso estado é consolidar o Projeto Suape Global, que tem o objetivo de transformar o Pernambuco em um grande polo mundial fornecedor de bens e serviços para as indústrias de petróleo, naval, offshore e energias renováveis. O nosso foco atual está na atração de investimentos nas áreas de forjaria, fundição, usinagem, caldeiraria e equipamentos. E as perspectivas são extremamente positivas. Enxergamos um futuro próspero, de grandes oportunidades e de um forte crescimento, um crescimento planejado e com qualidade.

O objetivo do Governo do Estado está sendo alcançado graças a muito esforço e trabalho. A realidade de Pernambuco hoje é outra; um estado em pleno desenvolvimento, com competitividade a nível nacional. Até bem pouco tempo, os poucos investimentos que vinham para o Nordeste acabavam indo para outro estado e ficávamos a “ver navios”. Mas agora a coisa é diferente; estamos literalmente a “ver navios”, mas navios que cada vez mais utilizam o nosso porto e aqui estão também sendo construídos para o desenvolvimento de Pernambuco e a melhoria da qualidade de vida da nossa população. Cada vez mais temos orgulho de ser pernambucanos.
Complexo de Suape atrai empresas de petróleo e gás
NN - Rodrigo Leitão 

A 5X Petróleo dessa semana entrevistou o Diretor do Fórum Global Suape, Silvio Leimig, que falou sobre os investimentos no Complexo pernambucano e qual a importância estratégica do Porto para a indústria petrolífera. De acordo com Leimig, estão sendo investidos no Complexo de 2007 até hoje, mais de 22 bilhões de dólares. "Mais de 100 empresas se encontram em operação e outras 25 em fase de implantação", disse o diretor. Questionado sobre a estratégia do Porto para o setor de óleo e gás, Leimig fez uma comparação. "Enquanto o Porto de Rotterdam, hoje o maior da Europa, possui uma retroárea de 5.000 hectares para a instalação de empresas, Suape possui 7.500 hectares."
Segundo o executivo, a perspectiva de Suape para os próximos anos, visando o mercado petrolífero são bastantes otimistas. "A grande luta do nosso estado é consolidar o Projeto Suape Global, que tem o objetivo de transformar o Pernambuco em um grande polo mundial fornecedor de bens e serviços para as indústrias de petróleo, naval, offshore e energias renováveis". disse Leimig.
Produção de petróleo tem recorde histórico
NN - Redação 

A produção de petróleo em novembro de 2011 foi a maior registrada até hoje no Brasil, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Foram produzidos aproximadamente 2,188 milhões barris por dia (MMbbl/d), que superaram o recorde anterior de 2,180 MMbbl/d registrado em dezembro de 2010. A produção de gás natural foi de aproximadamente 68 milhões de metros cúbicos por dia (MMm³/d).
Em novembro de 2011 houve aumento de aproximadamente 4,8% na produção de petróleo em relação a novembro de 2010 e de 4% na comparação com o mês anterior. Os maiores aumentos de produção de petróleo foram registrados nos campos de Marlim, Jubarte e Lula, respectivamente, que juntos produziram cerca de 58 Mbbl/d a mais do que fora extraído em outubro de 2011. De acordo com a ANP, o estado de São Paulo ultrapassou a Bahia e foi o quarto maior produtor de petróleo e gás natural, em barris de óleo equivalente, com cerca de 91,7 Mboe/d.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

FELIZ ANO NOVO

FELIZ ANO NOVO QUE O ANO 2012 SEJA DE PAZ E REALIZAÇÕES
Petrobras descobre óleo no Espírito Santo
NN - Redação 

A Petrobras anunciou ontem mais uma descoberta de petróleo no Projeto Varredura, agora, durante a perfuração do poço 4-GLF-31-ESS, informalmente denominado Tambuatá, na porção leste do Campo de Golfinho, no Espírito Santo. A acumulação está localizada a 74 km da costa e a 7km do FPSO Cidade de Vitória, em profundidade de água de 1.520 metros. Análises preliminares indicam petróleo de excelente qualidade, condensado e gás.
O poço continuará sendo perfurado até a profundidade de 6.100 metros com objetivo de testar formações mais profundas. Foram identificados reservatórios do período geológico Cretáceo, de idade Santoniano ( entre 85,8 milhões de anos atrás), que já produzem no campo, em profundidade entre 4.530 e 4.670 metros com boas condições para produção.
Avanço do pré-sal impulsiona mercado de ROV
NN - Matheus Franco 

O Brasil já produziu o primeiro óleo do pré-sal e, dada a importância dessa fronteira exploratória, caminha, cada vez mais, para águas mais profundas. Apesar de não haver previsão para novas licitações de áreas na camada abaixo do sal, graças às divergências quanto à divisão dos royalties, a indústria não pode parar de se movimentar. Nesse sentido, um dos equipamentos que mais ganham importância no desenvolvimento do setor é o ROV.
Trata-se de um veículo de operação remota (Remotely Operated Vehicle, na sigla em inglês), que permite alcançar profundidades impossíveis de serem atingidas por mergulhadores – que trabalham apenas até 300 metros de lâmina d’água, enquanto ROVs podem passar de 3 mil metros em direção ao fundo do mar. “O ROV é de extrema importância para todo o processo de exploração e produção de petróleo, pois são os olhos do homem no fundo mar”, ilustra o Gerente de Projetos da RRC Robótica Submarina, Lourival Adan Costa.

Trabalhador da Petrobras morre durante embarque no RN

voteCompartilhe
Mais um trabalhador morreu durante as operações da Petrobras este ano. A perda agora foi no Rio Grande do Norte durante o embarque na plataforma offshore PUB-03, em operação na Bacia de Potiguar, litoral da cidade de Guamaré. Aldo Dias de Lima, técnico de segurança pleno caiu, segundo nota divulgada pela Petrobras, no convés da PUB-03 enquanto embarcava na plataforma. O procedimento era feito por um meio de uma cesta içada por um guindaste.
Outros dois trabalhadores também ficaram feridos. Francisco Wilson Vieira, mecânico da Petroenge, contratada pela Petrobras, e Pedro Leopoldo da Silva Neto, técnico de operação sênior e supervisor da estatal, estavam na cesta na hora do acidente e sobreviveram. O incidente aconteceu na tarde de ontem. De acordo com o blog da jornalista Eliana Lima, do jornal Tribuna do Norte, o guindaste que levava a cesta de transbordo "girou bruscamente, fugiu do controle do operador de máquinas e se chocou com a estrutura dos alojamentos da plataforma." Os homens caíram de uma altura de seis metros.
O acidente, segundo a jornalista, aconteceu por volta de 17h e Aldo, após ser tranferido da PUB-03 para a PUB-02, onde os médicos aguardavam sua estabilização para transferí-lo, faleceu por volta de 21h. A nota divulgada pela companhia informava que Francisco e Pedro "ficaram feridos sem maior gravidade e foram socorridos pelas equipes médicas da Petrobras".
Com o incidente no Rio Grande, de Aldo, chega a 17 o número de trabalhadores mortos em operações do sistema Petrobras, somente em 2011. A estatal informou que a Polícia Civil e a ANP (Agência Nacional do Petróleo) foram comunicadas sobre o incidente.
Tão perto, tão longe
O Globo, Economia - Lino Rodrigues e Flávia Barbosa 

O Brasil conquistou o posto de sexta maior economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido, de acordo com estudo do Centro de Pesquisa para Economia e Negócios (CEBR, na sigla em inglês) publicado ontem pelos principais jornais londrinos. É a primeira vez que os britânicos ficam atrás de um sul-americano nesse tipo de ranking. Apesar de superar o Reino Unido no tamanho da economia, o Brasil continua longe de proporcionar à população um padrão de renda parecido com o dos europeus.
O Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos brasileiros, por exemplo, deve encerrar o ano em USD 12.916, menos de um terço dos USD 39.604 dos britânicos. Num cenário otimista, que pressupõe crescimento populacional de 1% e de 6,5% da economia ao ano, o Brasil só atingiria o patamar do PIB per capita dos britânicos em 2028, segundo simulação feita pela Austin Rating. Com a mesma taxa de expansão populacional, mas com a economia crescendo a 5% ao ano, o PIB per capita brasileiro alcançaria o atual britânico só em 2032.