TURMA DO PETRÓLEO

TURMA DO PETRÓLEO

terça-feira, 22 de maio de 2012


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 QUERO TRABALHAR EMBARCADO! Mas você sabe onde quer trabalhar?

Nada melhor do que abordar sobre esse tema que é de interesse de grande parte dos nossos leitores. Porém, esse desejo acaba não sendo bem sucedido justamente pela ansiedade de conseguir trabalhar, "quero trabalhar de qualquer coisa". Essa generalidade e falta de foco, acaba impedindo do candidato e interessado de concentrar suas forças e saber onde pode trabalhar numa plataforma. 

Como já postei no qual expliquei como funciona a indústria do petróleo, hoje, estarei explicando como é dividido o trabalho numa plataforma e que áreas existem, para que assim, as pessoas possam saber onde focar e assim conseguir a tão sonhada vaga.

Estarei dividindo essa postagem pelo tipo de atividades dentro da Plataforma. E na de hoje estarei falando sobre as Drilling Contractors, que são as empresas responsáveis pela atividade de perfuração. 

QUE ÁREAS EXISTEM NUMA PLATAFORMA???

As áreas a seguir existem tanto numa Plataforma de Perfuração quanto numa Plataforma de Produção, excetuando às atividades de perfuração, que só existem em plataforma de Perfuração, e as atividades  de produção que só existem na de Produção. As únicas Plataformas onde existem essas 2 equipes são as Plataformas Fixas.  Tentarei mostrar mais ou menos cada uma delas e o que cada profissional faz em cada uma das áreas, assim como as formações mais recomendadas para cada uma delas.

Operação de Perfuração
A Operação de Perfuração é realizada pela empresa conhecida como Drilling Contractor, que é a empresa que faz a perfuração. Geralmente também é a dona da sonda. As empresas mais conhecidas desse segmento são: Transocean, Pride, Noble, Seadrill, Diamond Offshore (Brasdrill), Petroserv, Odebrecht Oleo e Gás, Queiroz Galvão Óleo e Gás. 

A Drilling Contractor fornece toda mão-de-obra para a operação de perfuração, passando pela equipe de Perfuração, Movimentação de Carga, Subsea, Manutenção, Segurança e Almoxarifado. 

A equipe de perfuração é composta pelas seguintes funções: 
  • Toolpusher - É o encarregado da equipe de Perfuração. O responsável direto pela mesma e que reportará ao Company Man (Supervisor de Perfuração da Operadora)
  • Driller (Sondador) - Profissional que comanda a perfuração. É ele que opera o Top Drive, coloca o peso na coluna de perfuração, controla a pressão e etc.
  • Assistente de Driller - Como o nome diz, auxilia o Driller em suas atividades.
  • Torrista (Derrickman) - Apesar do nome, não é o Torrista que fica na lá em cima na torre, como muitos pensam. O Torrista tem um dos trabalhos mais importantes e complexos da atividade da perfuração. Ele é o responsável pelo controle da vazão da lama de perfuração, pela operação das bombas de lama e demais atividades pertinentes a isso, trabalhando em conjunto com o Químico. 
  • Assistente de Torrista - O assistente de torrista, em algumas empresas, também chamado de bombeiro, que é o profissional que fica manobrando os tubos no monkey board, nome dado ao alto da torre, próximo ao topo, onde se armazenam os tubos.
  • Plataformista (Roughneck) - É o famoso profissional que conecta e manobra as colunas de perfuração, que sempre aparecem nos vídeos de manobras e conexões de tubos. 
Já a Equipe de Movimentação de Carga é composta pelos:
  • Guindasteiros - É o Operador de Guindaste. Tanto na movimentação de cargas dentro da plataforma, como para auxiliar na perfuração, movimentando os tubos e revestimentos.
  • Auxiliar de Guindasteiro - É aquele que Auxilia o Guindasteiro nas manobras de cargas com sinais visuais e orientação externa.
  • Homem de Área (Roustaboud) - Talvez como muitos pensam também, o Homem de Área não fica na perfuração, e sim auxilia a movimentação das cargas e limpeza da área. 
Equipe de Subsea é composta por profissionais responsáveis pela instalação e manutenção dos equipamentos subsea, como BOP, Risers, Árvore de Natal e etc. 

Equipe de Segurança é composta pelos chamados RSTC, que são os Coordenadores de Segurança e Treinamento da Equipe de Perfuração. Ele, juntamente com o Técnico de Segurança da empresa operadora, que são o responsável pela segurança da plataforma. São 2 a bordo por turma, cada um em um turno. 

Para dar suporte à toda essa atividade, existe a equipe de Manutenção,composta por Mecânicos, Eletricistas, Técnicos em Eletronica e etc, responsáveis por fazer toda manutenção dos equipamentos numa sonda. 

Como uma atividade onde a quantidade de materiais e ferramentas são imensas, é imprescindível ter uma pessoal responsável por eles. Esse papel é desempenhado pelo Almoxarife Offshore

Para aqueles que desejam visualizar de maneira mais didática essa divisão, postei um organograma de uma Drilling Contractor, como podem ver neste link:


COMO ENTRAR?

As equipes e áreas citadas acima são de responsabilidade das Drilling Contractors, ou seja, se você deseja trabalhar nessas áreas, você deve procurar pelas empresas que citei acima, são elas que contratam esses tipos de profissionais. Neste link abaixo, tem uma lista com dezenas dessas empresas:


As formações desejadas para trabalhar nessa área específica variam bastante. Para trabalhar na Equipe de Perfuração e Movimentação de Carga por exemplo, não se exige um curso Técnico ou Superior especificamente por exemplo, o mínimo requerido é o Ensino Médio completo. Existem algumas instituições que ministram cursos de Qualificações nessas funções. Para essas funções é até aconselhável que não se candidate profissionais com muita qualificação, ou pelo menos não coloque isso no CV, pois tem dificuldade para entrar, por exemplo alguém que tenha Pós-Graduação e quer se candidatar à vaga de Homem de Área.

Já para se trabalhar na equipe de Manutenção, os cursos Técnicos tradicionais são o mais recomendados, seja de Mecânica, Instrumentação, Elétrica, Eletrotécnica, Eletronica, e etc. 

Na Equipe de Subsea, valoriza-se muito profissionais com conhecimento principalmente em Mecânica com ênfase em Hidráulica. De preferencia Engenheiros, mas ainda se vê técnicos trabalhando nessa área.

OBS 1.: Já comentei algumas vezes aqui, mas sempre é bom repetir. Se você desejar trabalhar na Equipe de Perfuração e seu sonho é um dia ser um Sondador, você NUNCA começará como Sondador. Isso acontece pois existe toda uma etapa a percorrer para chegar até lá. Mesmo porque nenhuma empresa colocará um profissional sem experiencia para operar uma sonda. A pessoa deve passar por todas as etapas na hierarquia da equipe de perfuração até chegar a Driller, e depois se quiser subir, Toolpusher.

OBS 2.: Algumas pessoas que começam na equipe de perfuração ou movimentação de carga quando tem um curso Técnico, acabam migrando para a área de manutenção, por ser uma função mais garantida e no qual garante um conhecimento importante para o profissional (afinal, se o boom do petróleo acabar, qual a utilidade de um ex-Platafomista???) 

OBS 3.: Cada função tem um número de níveis em cada uma delas. Esse número depende de empresa para empresa. Em algumas você tem por exemplo, Plataformista Nivel 1, 2 e 3, ou as vezes até mais. Assim também, para outras funções. Quanto maior o nível, maior a experiencia e salário. Existe até a função de Plataformista Líder, que é aquele Plataformista mais experiente e que coordena as manobras e conexões no Drill Floor. 

Para você que tem Ensino Superior, de preferencia Engenharia, a outra forma de entrar nesse tipo de empresas é através de Programas de Trainee. Grandes empresas sempre estão abrindo esses Processos, como a Transocean e a Odebrecht Óleo e Gás por exemplo. 

QUAL O NÍVEL SALARIAL???

Essa com certeza é a pergunta de maior interesse de quem chegou até aqui! Qual o salário em cada uma delas??? 
Confesso que não sei o salário exato de cada uma delas. Nós na plataforma acabamos sabendo por alto, conversando com pessoas da função e etc. Por isso, estarei compartilhando com vocês alguns dos salários que me passaram lá!

Começando pela Equipe de Perfuração, o salário mais baixo é do Plataformista, que está na casa dos R$ 3100,00. Um Assistente de Driller, R$ 8700,00 e um Toolpusher, aproxidamente uns R$ 25000,00

Na Equipe de Movimentação de Carga, o Homem de Área ganha por volta de R$ 2600,00

Para aqueles que acham que é nessas 2 áreas que pagam melhor, engana-se, pois na Equipe de Subsea e Manutenção paga-se muito bem também. O Mêcanico está ganhando R$ 9000,00 e o Assistente de Subsea nada mais, nada menos que R$ 15000,00.  Aliás, segundo informações do próprio pessoal que trabalha nessa área, o segmento de Subsea é tido como a nata  da perfuração, onde ganha-se mais. 

MAIS INFORMAÇÕES:
Essas são apenas algumas informações sobre uma parte da atividade numa plataforma, que é a realizada pelas Drilling Contractors. Porém, numa plataforma existem muitas outras áreas que estarei publicando aqui
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Como a maioria deve saber, minha formação é em Tecnólogo em Petróleo e Gás, e inclusive o Tecnopeg na sua criação foi voltado para esse público, porém com o passar do tempo, abrimos o leque para as demais áreas, e focamos na orientação profissional no setor como um todo. Porém, nunca escondi a minha bandeira pelos Tecnólogos, principalmente em Petróleo e Gás, pois sei que é uma boa formação e que existem excelentes profissionais mas que infelizmente devido à resistência do mercado, acabam não se empregando. 

Então fica a dúvida: O que é exatamente o Tecnólogo em Petróleo, e onde ele pode atuar? Já escrevi sobre isso algumas vezes mais hoje trago um artigo muito explicativo escrito pelo Alexandre Nascimento, Consultor de Recrutamento em Óleo e Gás da Robert Walters . Neste artigo, ele explica muito bem onde seria a melhor área de atuação do mesmo. Nas próximas semanas falaremos melhor sobre esse tema! 

Para ler o artigo na integra, continue lendo! 


Tecnólogo em Petróleo e Gás: Quem é? Para onde vai?

O mercado de Óleo e Gás ainda tem a tendência de absorver profissionais com formação em Engenharia para as suas mais variadas áreas técnicas. Nas discussões sobre a formação no curso de Tecnologia de Petróleo e Gás, já foram abordados inúmeros motivos sobre a resistência em absorção desses profissionais pelo mercado de Óleo e Gás, entre elas a necessidade de registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) e até mesmo o fato de esses profissionais não atenderem plenamente às exigências inerentes às atividades da Petrobras, cuja demanda, por sua vez, apenas bacharéis atenderiam, sejam eles em ciências ou em engenharia.

Fato é que, a cada ano que passa, mais profissionais estão se formando nesse curso e consequentemente buscando seu espaço no mercado de trabalho, bem como as demandas do mercado estão cada vez maiores. Se a Petrobras é considerada referência nacional ou não, e se ela afeta a imagem desse profissional por não absorvê-lo, esse não vai ser o foco desse texto. O objetivo aqui é apontar em quais segmentos do setor de Óleo e Gás esses profissionais podem ser mais facilmente absorvidos sem impactos negativos no investimento de três ou quatro anos de formação acadêmica.

Mas com relação ao curso de Tecnologia em Petróleo e Gás, não se pode inferir que a diferença frente aos cursos de Engenharia ou aos cursos de Ciências, como Física, Química, Geologia ou Geofísica, está em três ou quatro cálculos. Os cursos de Engenharia e Ciências, além de oferecer uma significativa base de cálculo, apresentam ainda os aspectos da física em seus vários contextos; oferece também o aprofundamento das suas especificidades, como por exemplo, Mecânica de Fluidos, Operações Unitárias, Termodinâmica, Química Orgânica e Analítica, Ciência de Materiais, Corrosão, entre outras de acordo com a Engenharia em questão, sem contar com a apresentação dos conceitos de gestão, como por exemplo, Projetos, Pessoal e Contabilidade. Ou seja, cabe fazer uma distinção na atuação entre os três profissionais: Tecnólogo, Engenheiro e Bacharel em Ciências.

Segundo Gladstone Peixoto Moraes, professor do curso de Tecnologia em Petróleo e Gás do Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos (Cefet-Campos), o curso de tecnólogo é focado na atividade, ou seja, dá ênfase no que é necessário para a aplicação. Portanto, esse profissional tem por objetivo dar suporte à criação e ao desenvolvimento, ou seja, ele pode ser a peça chave entre o projeto e a operação. Pois, embora ele não tenha conhecimentos técnicos aprofundados em ciências ou engenharia ele tem uma visão holística sobre toda a cadeia da indústria de Óleo e Gás e conhecimentos técnicos suficientes para tomada de decisão no que tange as funções de suporte as operações de exploração e produção (Upstream, Midstream e Downstream).

No segmento Upstream, que inicia na prospecção e mapeamento de áreas, passando pela perfuração, chegando até a fase de produção, pode-se destacar as posições de especialistas de HSE, Logística de Suprimentos, Garantia da Qualidade de processo e Controle de Qualidade de produtos e serviços, normalmente conhecidos como QA/QC. Esses profissionais, embora não tenham a exigência pelo mercado em ter formação técnica para assumirem essas funções, são vistos como diferenciais quando tem. Outrossim são posições não tão procuradas por profissionais com formação em Engenharia.

Em se tratando de Midstream, o segmento do mercado de Óleo e Gás que se resume no conjunto de atividades que compõe a transformação do óleo em produtos, certamente esses profissionais encontrarão mais dificuldades para se colocar, pois, a maior demanda é por Engenheiros de Processos, Processamento e Manutenção. Todavia, ainda sim existe a necessidade de suporte a essas operações, mas que é facilmente entregue a responsabilidade de profissionais com formação em cursos de nível técnico das áreas específicas.
Chegando ao fim da cadeia, encontra-se o conjunto de atividades que compõem o transporte dos produtos da refinaria até os locais de consumo, denominado Downstream. É a fase logística, ou seja, o transporte, distribuição e comercialização dos derivados do petróleo. Nessa etapa, a maior demanda de profissionais está em logística, marketing e gerenciamento de projetos, onde mais uma vez são profissionais que não necessariamente precisam ter formação em Engenharia, mas tendo formação voltada para o mercado de Óleo & Gás e aptos a exercer tais funções, serão bem recebidos e com desenvolvimento de carreira garantido.

Diante desse contexto, os profissionais com formação em Tecnologia de Petróleo e Gás não estão reféns da liberação de registro no Conselho de Engenharia e Arquitetura para poder atuar no mercado de Óleo & Gás, e nem da iniciativa da Petrobras para liberar a sua entrada por meio de concurso. Esses profissionais estão aptos para atuar nas três fases da Indústria de Óleo e Gás: Up, Mid e Downstream. Precisam apenas entender o mercado e se aplicar em posições e empresas que melhor se adéquam a sua formação e aos seus conhecimentos técnicos.

15/05/2012 - O autor é consultor de recrutamento no setor de Óleo e Gás da Robert Walters

domingo, 20 de maio de 2012


Dicas para preencher ou editar o seu perfil no LINKEDIN

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Taís Targa - Especialista em Aconselhamento de Carreira

Dicas para preencher ou editar o seu perfil no LINKEDIN

Hoje o linkedin é sem dúvida a maior rede de relacionamentos para fins profissionais. Se você ainda não preencheu o seu perfil, leia este artigo e cadastre-se imediatamente. Se você já é usuário da rede, seguem algumas dicas bem úteis para explorar melhor certos recursos e adequar o seu perfil.
  1. Coloque uma foto de rosto. Não se coloca foto no Currículo, mas no linkedin é quase que obrigatório, afinal, sua aparência faz parte dos seus atributos profissionais. Porém, cuidado: a foto é só de rosto, preferencialmente em um cenário neutro e com uma expressão suave (tipo sorriso Monalisa). Não é o padrão sóbrio 3x4, mas também não precisa colocar uma foto com um sorriso escancarado, ou uma foto recortada tendo uma balada ou festa como pano de fundo.

  2. Se seu objetivo é fazer contatos no Brasil, o perfil pode ser em português. Depois de ter o perfil principal em português, você tem a opção de criar um segundo perfil em outro idioma, neste caso arrisque no inglês.

  3. Personalize a sua URL. Esta é uma opção que poucos conhecem, mas faz diferença, pois depois você pode colar o link no seu Currículo, segue o exemplo: http://br.linkedin.com/in/ttarga

  4. Escolha um título profissional que retrate bem toda a sua trajetória. Muitas pessoas colocam como título profissional o último cargo exercido. Hoje mesmo auxiliei uma cliente que mudou o seu título de: Coordenadora de Comércio Exterior, para: Profissional da área de Comércio Exterior/Compras Internacionais / Novos Negócios.

  5. Preencha todos os campos. Quanto mais completo está o seu perfil, mais na frente ele aparecerá nas buscas dos Head Hunters. Neste sentido, abuse de palavras chaves, cite todas as suas especialidades, formação acadêmica, idiomas, resumo profissional e etc.

  6. Importe os seus contatos. Você pode importar contatos do outllook e de outros serviços de e-mail. O próprio sistema já sinalizará quem já faz parte do linkedin e também lhe dará a opção de convidar quem não está cadastrado. Adicione colegas, ex-colegas, amigos, parentes e outros conhecidos. É muito simpático conhecer alguém numa reunião de negócios e logo em seguida enviar um convite do linkedin agradecendo a atenção dispensada. Desta forma vocês estarão conectados e não perderão o contato caso um dos dois mude de empresa. Em épocas de linkedin não há necessidade de guardar centenas de cartões de visita.

  7. Peça recomendações. Faça contato com ex-colegas de trabalho (superiores, pares e até subordinados) e peça recomendação. O próprio sistema tem esta opção com uma mensagem pronta. Quando receber a recomendação agradeça e recomende a pessoa também.

  8. Edite o seu convite. O linkedin tem uma mensagem pronta para enviar um convite, no entanto, é mais elegante enviar uma mensagem mais personalizada, contendo ao menos o nome da pessoa e uma saudação no final.
Taís AndradeTarga. Psicóloga, com formação em Dinâmica de Grupos e mestre em Educação pela UFPR. É especialista em Aconselhamento de Carreira, Coaching e Recolocação/Outplacement. Partner da TTarga Career Consulting em Curitiba.

O que você posta no Facebook?




Você posta sobre seu time, festas, piadas, frases como “Para a nooossa alegriaaaa”? Até ai tudo bem. Mas fique atento para não denegrir sua imagem.

Yngrid Paixão - Empregos.com.br

O que você posta no Facebook?

Ter um perfil no facebook é muito mais complexo do que se imagina. Não devemos encarar como uma simples rede social, na qual podemos postar qualquer tipo de coisa. É preciso ter consciência de que muitas pessoas e empresas podem estar de olho no seu perfil, o que vai muito além daquelas pessoas do seu circulo de amizade.

Zelar sua imagem é uma tarefa que só cabe a você, afinal o que você posta pode dizer muito sobre você, por isso preste muito atenção nas coisas que publicar na sua página.
Selecionamos alguns detalhes que aparentemente são inofensivos, mas que pode fazer um estrago na sua imagem perante alguns recrutadores:

- Reclamar do chefe ou até mesmo da empresa, é intolerável. Pois mostra que você não tem responsabilidade e nem ética.

- Mensagens preconceituosas também são repugnantes. Preconceito já é lamentável em qualquer situação, em uma rede social então, pode causar tamanha repercussão além de mostrar o seu lado desumano.

- Postar muitas vezes sobre o mesmo assunto, ou até mesmo muitas postagens diárias, mostra que você se dedica demais a essa rede social e deixa dúvidas sobre sua produtividade.

- Cuidado com as fotos. É comum tirar fotos com amigos em festas e coisas do tipo. Mas excesso de fotos com bebidas, isso pode transmitir uma imagem desagradável.

Procure mesclar, seu cotidiano e coisas relevantes, é legal o recrutador ver que você compartilha matérias e coisas interessantes. Use o facebook a seu favor e mostre que você é uma pessoa com conteúdo. Boa sorte!

O Marco Regulatório

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O Marco Regulatório é o conjunto de novas regras para exploração e produção de petróleo e gás natural na área de ocorrência da camada Pré-Sal e em áreas que venham a ser consideradas estratégicas, enviadas pelo governo para apreciação do Poder Legislativo no dia 31 de agosto de 2009, na forma de quatro projetos de lei (PL).
Os projetos de lei definem o sistema de partilha de produção para a exploração e a produção nas áreas ainda não licitadas do Pré-Sal; a criação de uma nova estatal (Pré-Sal Petróleo SA); a formação de um Fundo Social; e a cessão onerosa à Petrobras do direito de exercer atividades de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás natural em determinadas áreas do Pré-Sal, até o limite de 5 bilhões de barris, além de uma capitalização da Companhia. Cada país adota um diferente sistema ou sistemas que agregam características específicas, de acordo com as peculiaridades e necessidades de cada nação. Há três sistemas mais utilizados: concessão, partilha de produção e prestação de serviços.
A principal característica do sistema de concessão é que as atividades são realizadas por conta e risco do concessionário, sem interferência ou maior controle dos governos nos projetos de exploração e produção, respeitada a regulação existente. Caso haja uma descoberta e ela seja desenvolvida, o petróleo e gás natural, uma vez extraídos, passam a pertencer aos concessionários após o pagamento de royalties e outras participações governamentais.
O sistema de partilha costuma ser usado por países com reservas abundantes e baixo risco exploratório. Nesses contratos, a companhia ou consórcio que executa as atividades assume o risco exploratório. Em caso de sucesso, tem os seus investimentos e custos ressarcidos em óleo (o chamado óleo-custo). O lucro da atividade resulta da dedução dos investimentos e custos de produção da receita total. Convertido em óleo, esse valor é chamado de óleo-lucro, que passa a ser repartido entre a companhia (ou consórcio) e o governo, em porcentagens variáveis. No sistema de prestação de serviços, uma empresa é contratada para realizar as atividades de exploração e produção e tem seus serviços pagos segundo metodologias contratuais predefinidas. Nesse modelo, toda a produção normalmente é de propriedade do Estado.
Cerca de 80% das reservas mundiais estão em países que adotam o modelo de partilha ou sistemas mistos, que misturam características de mais de um modelo, mas com maior controle do Estado sobre as atividades de exploração e produção. Quando a atual legislação que regula o setor de petróleo foi criada, em 1997, o Brasil e a Petrobras estavam inseridos num contexto de instabilidade econômica, e o preço do petróleo estava em baixa (US$ 19 o barril). Além disso, os blocos exploratórios tinham alto risco, perspectiva de baixa rentabilidade, e o País era grande importador de petróleo. O marco regulatório que adotou o sistema de concessão foi criado, à época, para possibilitar retorno àqueles que assumiriam esse alto risco.
Hoje, o contexto é outro. O Brasil alcançou estabilidade econômica, foi atingida a autossuficiência, os preços do petróleo estão significativamente mais elevados, e as descobertas no Pré-Sal, uma das maiores províncias petrolíferas do mundo, poderão, apenas com as áreas de Lula (antes, Tupi), Iara, Guará e Jubarte, dobrar o volume de reservas brasileiras. Pelos testes realizados, sabe-se que o risco exploratório é baixo e a produtividade é alta nas descobertas localizadas na camada Pré-Sal. Com o regime de partilha, o governo pretende obter maior controle da exploração dessa riqueza e fazer com que os recursos obtidos sejam revertidos de maneira mais equânime para a sociedade brasileira. Portanto, esse modelo é mais apropriado ao contexto atual e ao desenvolvimento social, econômico e ambiental do País.

domingo, 13 de maio de 2012


Entrevista com Luis Nathan

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A 5X Petróleo dessa semana é com o o gerente de QSMS da Wellstream International, Luiz Nathan. Na entrevista o gerente fala sobre o tema "Sustentabilidade com exploração de petróleo".
1X) Em um mundo onde estamos buscando a sustentabilidade contínua, minimizando cada vez mais os riscos dos processos operacionais referentes à exploração e logística do petróleo,  podemos afirmar que a gestão de SMS caminha de mãos dadas com a indústria petrolífera ou as companhias estão longe de aceitar essa condição?
Luís Nathan - As grandes empresas estão no caminho para perceberem que SMS não é um negócio a parte e sim parte do negócio, que a gestão de SMS traz benefícios em diversas áreas e que tem efeito nas finanças e na imagem da empresa perante a sociedade, mas talvez o problema seja que esta mentalidade só esteja em grandes empresas e em algumas outras ligadas a serviços offshore, pois existe um grande número de empresas ligadas ao setor de óleo e gás, mas que por terem estrutura média ou até pequena não olham para SMS como prioridade, entendendo que isso é apenas custo.
Desta maneira ainda vemos muitos acidentes na área e uma grande maioria tem como uma das causasa falta de comunicação, de disseminação da cultura de SMS, afinal esta cultura de análise de riscos depende de um trabalho contínuo de conscientização, envolvendo cada vez mais horas de treinamento e planejamento de tarefas. Espera-se que cada vez mais os empresários e os trabalhadores percebam os benefícios de um sistema de gestão com objetivos e metas bem planejadas e que muitas das boas práticas de SMS nãosignificam alto custo de implantação.
2X) No Brasil, existem sucessivos vazamentos da Chevron na Bacia de Campos e da Petrobras na bacia de Santos, o que acha que pode atrapalhar esse trabalho?
LN - Atualmente a opinião pública conta muito e eventos como estes atrapalham no sentido de que a sociedade perde a confiança nas organizações e considera qualquer atividade exploratória como tendo apenas impacto negativo. Sabemos que esta atividade altera o meio ambiente e nunca mais se atingirá a condição original, entretanto também existem impactos positivos que trazem de maneira sustentável benefício para um país e temos vários exemplos de sucesso em outros países.
O vazamento não compensa e eu particularmente acredito muito que o governo brasileiro tem esta mentalidade, com, por exemplo, o projeto ouro negro, que reúne cinco entidades: Ministério Público do trabalho, IBAMA, MTE, Marinha e ANP, onde o objetivo é realizar inspeções em conjunto em unidades produtoras de petróleo, visando a identificação de condições inseguras, e com isso reduzindo a probabilidade de qualquer incidente, seja com equipamentos, embarcações e pessoas. O sistema está amadurecendo, mas está no caminho certo.
3X) A descoberta do pré-sal ainda instiga várias indagações que somente serão respondidas na medida em que esse novo campo de exploração for devidamente conhecido. Até lá, espera-se que o governo brasileiro tenha condições de traçar as políticas que definam a exploração dessa nova reserva de energia. Qual a sua opinião sobre essa exploração no campo do meio-ambiente?
Essa questão é extremamente delicada, ainda mais pelos últimos acontecimentos. O Brasil terá que disseminar rapidamente ferramentas de gestão para assegurar que a exploração está sendo feita dentro de padrões de excelência, caso contrário teremos uma série de pequenos problemas até culminar em impactos ambientais de grande magnitude. Além disso, o investimento em formação de mão de obra será essencial, pois ainda há falta de profissionais no mercado que conheçam e saibam usar bem ferramentas de gestão, além dos requisitos legais, que também apresentam muitas lacunas, pois não cobrem todas as operações existentes na logística do petróleo.
4X) As petrolíferas vêm anunciando cada vez mais poços na camada pré-sal. Essas reservas de petróleo são encontradas a sete mil metros de profundidade e apresentam imensos reservatórios de petróleo em excelente estado de conservação. Qual o impacto que essa exploração pode causar na crosta-terrestre?
Já se falou muito sobre os possíveis impactos, mas considero que não se tem realmente conhecimento sobre as consequências desta exploração. Desta maneira, se torna cada vez mais importante a presença do profissional especialista em gestão de riscos, para que em conjunto com outras áreas e profissionais, como os geólogos, por exemplo, possam realizar uma correta análise dos impactos.
A gestão de riscos é de extrema importância para o futuro da exploração de petróleo, tanto é que cada vez mais estamos ouvindo profissionais falando sobre a ISSO 31000, norma sobre a gestão de riscos.
5X) Em junho, será realizado no Brasil, a Rio+20. Como o Sr. avalia essa conferência, vinte anos depois da Rio92, sendo que muitos projetos ficaram engavetados.
Avalio de maneira esperançosa, pois quero crer que todos que participarão desta conferência estejam com o mesmo sentimento, ou seja,que desta vez deve-se ter ações claras e factíveis, e que sairão do papel e realmente mostrarão para todos que é possível crescer de maneira sustentável.
'Novo' gás natural nos EUA atrai interesse da Braskem
Folha, Mercado - Agnaldo Brito 

A Braskem revelou ontem estudos para processar gás de xisto no mercado norte-americano. O gás de xisto, ou "shale gas", está promovendo a retomada da indústria petroquímica local. A empresa é a sexta maior petroquímica do mundo, atrás de gigantes como Sabic, Exxon, Dow, Ineos e LyondellBasel. Segundo Carlos Fadigas, presidente da Braskem, o plano da companhia é tentar produzir o próprio propeno, que será consumido nas cinco plantas de PP, ou polipropileno, que a empresa tem nos Estados Unidos. A grande oferta de gás natural de xisto abre a possibilidade de a empresa obter o propano e convertê-lo em propeno para suas fábricas.

Não há definição sobre investimentos. A Braskem não descarta a opção de buscar um parceiro para o projeto. "Poderíamos oferecer a garantia de compra do propeno", disse Fadigas. Enquanto o projeto do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) não sai do papel, a Braskem avança em outros mercados. A empresa promete iniciar neste ano a construção da central petroquímica no México, onde pretende investir cerca de US$ 4 bilhões. O principal pedido do setor é a definição de uma política industrial que dê condições para o uso do gás natural como matéria-prima na indústria. Hoje, o insumo tem uso energético


O valor estratégico do petróleo do Pré-sal

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Se as reservas petrolíferas forem de 100 bilhões de barris, e o petróleo estiver cotado entre US$ 50,0 ou US$ 100,00, esta riqueza mineral permitirá ao país obter uma renda gigantesca, entre US$ 5 trilhões e US$ 10 trilhões, apenas extraindo óleo cru. Se o petróleo for refinado, para a produção de outros subprodutos, este valor pode ser multiplicado em várias vezes, impactando diretamente toda a economia nacional.
O processo de refino do petróleo resulta em inúmeros  subprodutos, conhecidos como “derivados de petróleo”.  Muitos destes derivados são matéria-prima para as cadeias produtivas do setor químico, incluindo, desde a fabricação de produtos inflamáveis e solventes até produtos duráveis e semi-duráveis, como os “plásticos”.
Os subprodutos inflamáveis do petróleo incluem combustíveis como gasolina, diesel, querozene, óleo combustível e solventes, além do GLP – Gás Liquefeito de Petróleo, conhecido no Brasil como “Gás de Cozinha”, utilizado diariamente para o cozimento de alimentos por milhões de pessoas em todo o país. Os produtos derivados de petróleo com maior valor agregado não são necessariamente os combustíveis, como muitos acreditam, mas sim os outros produtos duráveis e semi-duráveis resultantes do refino de petróleo.
Dentre os produtos químicos destacam-se os fertilizantes como o nitrogênio a base de petróleo e os agrotóxicos, que em sua maioria incluem substâncias derivadas de petróleo. Ainda no ramo químico, destacam-se, produtos farmacêuticos, detergentes e produtos de limpeza, tintas, solventes, vernizes e materiais sintéticos. Dentre os materiais sintéticos destacam-se produtos como borracha sintética e o grupo dos polímeros, popularmente chamados de “plásticos”, dos quais se destacam os policarbonatos, poliuretanos, polipropileno, PVC e PET.
Estes materiais permitem produzir uma infinidade de produtos finais, como roupas, calçados e tecidos sintéticos, Cd´s, garrafas recipientes, coberturas translúcidas resistentes, revestimentos externos de eletrodomésticos, componentes de interiores de automóveis e aviões, e até mesmo uma grande variedade de brinquedos. Os combustíveis derivados de petróleo e o gás natural representam pouco mais de 60% de toda a energia consumida no mundo e a exploração petrolífera representa diretamente cerca de 10% do PIB mundial.
Indiretamente os milhares de subprodutos combustíveis derivados de petróleo sustentam a economia mundial como conhecemos hoje. Devido ao seu enorme peso econômico e geopolítico, o petróleo é considerado o pilar fundamental da civilização industrial estruturada ao longo do século XX, também chamada de “civilização do petróleo”

Entrevista com Gilberto Castro

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A 5X Petróleo dessa semana é com o diretor-executivo da Nicomex Logística Internacional, Gilberto Castro. Na entrevista, o executivo abordou temas como a falta de mão de obra qualificada e quais as perspectivas do Brasil para suprir esses gargalos.
1X) NN - Aconteceu neste mês (maio) a 12 ª edição do Prêmio Executivo de Valor, realizada pelo jornal Valor Econômico, onde ficou constatado entre os empresários brasileiros, que além dos gargalos de origem econômica e de infraestrutura, a grande preocupação nesse momento é a falta de qualificação da mão de obra.  Esse também é um problema na indústria petrolífera?

Gilberto - Sim. Isso é claro. Por ser um setor com desenvolvimento recente e, portanto, com tecnologias de ponta, a qualificação ainda não está disseminada e torna-se um grande gargalo para o desenvolvimento do setor de petróleo e gás.

2X) Observa-se alguma preocupação do governo em mitigar ou mesmo, solucionar o problema da ausência de profissionais qualificados?

Gilberto - A solução não virá em curto prazo, isso é certo, pois os treinamentos demandam tempo. A Petrobrás tem o programa Pomimp que está formando assistente de logística, caldeireiro, auxiliar de movimentação de cargas, operador de movimentação de cargas etc.

3X) O Grupo Nicomex atua na área de logística, assistindo as empresas da indústria de óleo & gás em suas operações de importação e exportação de equipamentos de perfuração. Quanto ao setor de logística, a falta de qualificação da mão de obra também é um problema?

Gilberto - Sim. Passamos por uma situação similar à indústria petrolífera. De um lado temos uma forte demanda por mão de obra, devido ao acréscimo de atividades. Nos últimos anos, passamos ainda por uma grande renovação das normas aduaneiras, o que nos leva a requerer profissionais atualizados às novas regras, e isso dificulta ainda mais a seleção de bons profissionais.

4X) O Sr. tem confiança de que o Brasil vencerá esse gargalo da educação profissional e que seguiremos nessa rota de ascensão econômica?

Gilberto - Acredito plenamente. Vejo a situação por um viés positivo, pois a própria solução do problema, com o desenvolvimento de escolas e centros de treinamento e pesquisa, como por exemplo: o recém-inaugurado Centro Tecnológico da Petrobras, na Ilha do Fundão, com a participação de grandes players da indústria petrolífera, já é um fator de desenvolvimento sócio econômico.

5X) Quanto às empresas de menor porte, na cadeia de óleo & gás, de que forma elas podem contribuir para a qualificação da mão de obra?

Gilberto - Qualquer empresa do setor está sendo pressionada por qualidade de resultados. Assim, naturalmente terão que capacitar suas equipes com cursos e treinamentos. O NN – A Mídia do Petróleo, empresa jornalística do Grupo Nicomex, desenvolve há dois anos um plano de capacitação profissional (PCNN) que oferece cursos compostos por diversos temas do setor da indústria petrolífera e também sobre o comércio exterior. “Em nossa empresa estamos todos envolvidos pelos mesmos interesses de desenvolvimento nacional”

Shell pretende iniciar perfurações em MG para explorar gás

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Petrolífera anglo-holandesa espera realizar de 8 a 12 operações no Brasil, iniciando o projeto de gás em 2013
A Shell concluiu a operação sísmica na Bacia de Francisco (MG) e deverá iniciar as perfurações em busca de gás no início do ano que vem. Segundo o presidente da petrolífera no Brasil, André Lopes de Araújo, a contratação da sonda de perfuração está sendo analisada pelos membros da Shell para começar a exploração de gás na região. Nos próximos 18 meses a empresa espera realizar entre 8 a 12 operações de poços no país, informou André Lopes.
"Nesse projeto [na bacia de São Francisco], acabamos de terminar a sísmica e ainda estamos analisando o resultado para definir a melhor localização para fazer a primeira perfuração", disse Araújo, que esteve presente ontem (08), no seminário sobre gás natural, do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), no Rio de Janeiro.
Preferindo não informar quais serão os próximos campos de exploração da petroleira anglo-holandesa, o presidente Araújo, informou que os blocos serão distribuídos pelos locais de exploração e produção do país, incluindo os campos de Bijupirá & Salema, e o Parque das Conchas - ambos na Bacia de Campos, além do bloco BMS-54, localizado na Bacia de Santos.
 A Shell identificou recentemente hidrocarbonetos no bloco BM-S 54, no pré-sal da Bacia de Santos, onde atua em parceria com a petrolífera francesa Total. A empresa está analisando os testes realizados na região e estuda a possibilidade de realizar novas perfurações. Contudo, a certeza de que o bloco BM-S 54 não está seco, existe uma grande possibilidade de exploração de gás, garantiu Araújo.
O presidente da Shell preferiu não adiantar nenhum resultado encontrado, até o momento, na localidade. De acordo com Araújo, a demora na confirmação da 11ª rodada de licitações da ANP não faz com que o interesse da Shell no mercado brasileiro esteja regredindo. O presidente disse que o Brasil é estratégico e a Companhia não fará diferenciação de investimentos entre gás, ativos onshore e offshore, pós ou pré-sal.