TURMA DO PETRÓLEO

TURMA DO PETRÓLEO

quinta-feira, 7 de junho de 2012


É divergente o debate sobre ouvir ou não música
 no ambiente de trabalho, alguns apóiam, outros
 discordam. E você o que acha?



Yngrid Paixão - Empregos.com.br

Musica no Trabalho
Seja com fone de ouvido ou aquele radinho com 
música ambiente, tem empresa que não impede 
que o funcionário ouça música durante o expediente, 
mas será que isso atrapalha no rendimento?

Há quem diga que ouvir uma música que você gosta 
durante o expediente pode trazer grandes benefícios.

Dizem que a música relaxa e que estimula a criatividade,
 trazendo aumento no desempenho profissional e dá
 motivação.

Em contrapartida, algumas pessoas afirmam que o
 rendimento cai devido à distração que a música 
proporciona, além de dizerem que as variações 
acústicas deixam o profissional confuso e menos 
eficiente.

Alguns dizem que o ideal é ouvir música antes do 
trabalho, no caminho, por exemplo, para aliviar a 
tensão e te deixar mais preparado para a cansativa
 rotina do dia-a-dia.
Musica no Trabalho
Algumas empresas proíbem absolutamente todos 
os tipos de aparelhos sonoros, já em outras liberam
 o uso. O jeito é usar do bom senso. Se a empresa 
proíbe, respeite-a, se não: use com consciência.

Prefira músicas mais calmas e com um volume baixo, 
assim não atrapalha o colega do lado que pode não
 gostar de trabalhar com barulho. Assim também 
colabora com seu próprio bem estar.

Preste atenção na sua percepção. Caso perceba 
que a música não tem um bom efeito no seu 
desempenho, opte por ouvi-la fora do trabalho,
para evitar problemas e aproveitar melhor os 
benefícios de uma boa música! 

Desenvolva seu outro lado


Desenvolva seu outro lado



Se você é bom 
em matemática tente 
desenvolver seu lado 
artístico, se é bom na 
escrita tente resolver 
alguns problemas de 
lógica. Isso faz bem
 para o cérebro

Thiago Foresti - Empregos.com.br


Todos nós nascemos com talentos e habilidades para 
diversas coisas, mas ao longo da vida acabamos por 
frisar e desenvolver apenas uma delas. A coisa piora 
depois dos 30, quando já estamos formados, com
 uma profissão definida e uma carreira inteira pela 
frente com a promessa de fazer sempre a mesma coisa.


Mas especialistas garantem: se dá bem melhor nas 
tarefas do cotidiano quem tem múltiplas habilidades 
desenvolvidas. Portanto se você é bom com números, 
tente fazer uma pintura. Se é bom em escrever, 
tente resolver equações matemáticas, ou jogar soduku.

Desenvolver múltiplas habilidades é a melhor 

forma de desenvolver sua criatividade. Quanto 
mais pratos diferentes experimentar, mais referências 
de sabor seu cérebro vai armazenar, isso também 
vale para experiências, conhecimento e práticas. 

Criatividade nunca é demais e sempre ajuda independente 
de qual seja a sua profissão.

O cérebro se divide em dois, o lado direito é o da 
criatividade, o lado mais lúdico. Já o esquerdo é a 
parte mais sistemática. Cada ser humano tem mais
 desenvolvido um dos lados, mas isso não significa 
que você não possa treinar ambos para tirar maior 
proveito no seu dia-a-dia. Lembre-se: nunca ninguém
 morreu de acúmulo de conhecimento.
Por isso, no seu dia-a-dia, não tenha medo daquelas 
tarefas assustadoras que parecem que não foram 
feitas pra você. Aprenda na prática, pois esse é o
 melhor jeito de aprender.

quarta-feira, 6 de junho de 2012


QUAL O ESTADO FÍSICO DO FOGO?

 
Existem compensações extremamente maravilhosas que acontecem na sala de aula! Estávamos discutindo processos industriais, quando o estudante Carlos André perguntou-me sobre o estado físico do fogo. Depois de uma pequena pausa para organizar as idéias respondi-lhe que o fogo está no estado de plasma. Mas, como costumeiramente faço, aprofundei-me no tema para obter maiores informações. Pesquisando agora confirmei minha informação e constatei alguns dados muito interessantes. O estado de plasma também ocorre no centro da terra (magma) quando ocorre um efeito de cargas positivas e negativas em enormes proporções de partículas carregadas de íons. Este efeito magmático atrai para o centro da terra a energia elétrica em um fluxo definido. Por este fato, escutamos o termo aterramento de instalações elétricas, para evitar que na falta deste, sejamos nós os condutores deste fluxo de corrente elétrica dos circuitos. No magma terrestre encontramos cargas ionicas elevadas e uma grande concentração de gases em estado de combustão (plasma). Logo, o fogo está em estado de plasma, chamado pelo físico inglês W. Clux de o quarto estado fundamental da matéria, por conter propriedades diferentes do estado sólido, líquido e gasoso. Os vulcões são resultado de um descontrole na geração de energia interna do sistema, quando estão em erupção buscam reduzir a pressão interna e o rompimento se dá onde há deslocamento de placas rochosas agrupadas de maneira superficial. 
O termo plasma na física, foi utilizado pela primeira vez pelo físico americano, Irving Langmuir no ano de 1928, quando estudava descargas elétricas em gases. A palavra plasma vem da medicina onde é utilizada para apontar perturbação ou estado não distinguível. Na superfície da Terra o plasma só se forma em condições especiais. Devido a força gravitacional da Terra ser fraca para reter o plasma, não é possível mantê-lo confinado por longos períodos como acontece no Sol. O Sol, assim como todas estrelas que emitem luz se encontram no quarto estado da matéria. Na ionosfera terrestre, temos o surgimento da Aurora Boreal, que é um plasma natural, assim como o fogo. São sistemas compostos por um grande número de partículas carregadas, distribuídas dentro de um volume (macroscópico) onde haja a mesma quantidade de cargas positivas e negativas.
Concluindo então, os estados físicos da matéria atualmente são seis ou possivelmente sete, já que o zero absoluto não deve ser descartado, como estado de uma substância. Os estados físicos da matéria são: sólido, líquido, gasoso, plasma, condensado de Bose-Einstein, condensado fermiônico e possivelmente o zero absoluto.

ÁREAS DA ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

As subáreas do conhecimento relacionadas à Engenharia de Produção que balizam esta modalidade na Graduação, na Pós-Graduação, na Pesquisa e nas Atividades Profissionais, são as relacionadas a seguir.

1. ENGENHARIA DE OPERAÇÕES E PROCESSOS DA PRODUÇÃO
Projetos, operações e melhorias dos sistemas que criam e entregam os produtos (bens ou serviços) primários da empresa.
1.1. Gestão de Sistemas de Produção e Operações
1.2. Planejamento, Programação e Controle da Produção
1.3. Gestão da Manutenção
1.4. Projeto de Fábrica e de Instalações Industriais: organização industrial, layout/arranjo físico
1.5. Processos Produtivos Discretos e Contínuos: procedimentos, métodos e seqüências
1.6. Engenharia de Métodos

2. LOGÍSTICA
Técnicas para o tratamento das principais questões envolvendo o transporte, a movimentação, o estoque e o armazenamento de insumos e produtos, visando a redução de custos, a garantia da disponibilidade do produto, bem como o atendimento dos níveis de exigências dos clientes.
2.1. Gestão da Cadeia de Suprimentos
2.2. Gestão de Estoques
2.3. Projeto e Análise de Sistemas Logísticos
2.4. Logística Empresarial
2.5. Transporte e Distribuição Física
2.6. Logística Reversa

3. PESQUISA OPERACIONAL
Resolução de problemas reais envolvendo situações de tomada de decisão, através de modelos matemáticos habitualmente processados computacionalmente. Aplica conceitos e métodos de outras disciplinas científicas na concepção, no planejamento ou na operação de sistemas para atingir seus objetivos. Procura, assim, introduzir elementos de objetividade e racionalidade nos processos de tomada de decisão, sem descuidar dos elementos subjetivos e de enquadramento organizacional que caracterizam os problemas.
3.1. Modelagem, Simulação e Otimização
3.2. Programação Matemática
3.3. Processos Decisórios
3.4. Processos Estocásticos
3.5. Teoria dos Jogos
3.6. Análise de Demanda
3.7. Inteligência Computacional

4. ENGENHARIA DA QUALIDADE
Planejamento, projeto e controle de sistemas de gestão da qualidade que considerem o gerenciamento por processos, a abordagem factual para a tomada de decisão e a utilização de ferramentas da qualidade.
4.1. Gestão de Sistemas da Qualidade
4.2. Planejamento e Controle da Qualidade
4.3. Normalização, Auditoria e Certificação para a Qualidade
4.4. Organização Metrológica da Qualidade
4.5. Confiabilidade de Processos e Produtos

5. ENGENHARIA DO PRODUTO
Conjunto de ferramentas e processos de projeto, planejamento, organização, decisão e execução envolvidas nas atividades estratégicas e operacionais de desenvolvimento de novos produtos, compreendendo desde a concepção até o lançamento do produto e sua retirada do mercado com a participação das diversas áreas funcionais da empresa.
5.1. Gestão do Desenvolvimento de Produto
5.2. Processo de Desenvolvimento do Produto
5.3. Planejamento e Projeto do Produto

6. ENGENHARIA ORGANIZACIONAL
Conjunto de conhecimentos relacionados à gestão das organizações, englobando em seus tópicos o planejamento estratégico e operacional, as estratégias de produção, a gestão empreendedora, a propriedade intelectual, a avaliação de desempenho organizacional, os sistemas de informação e sua gestão e os arranjos produtivos.
6.1. Gestão Estratégica e Organizacional
6.2. Gestão de Projetos
6.3. Gestão do Desempenho Organizacional
6.4. Gestão da Informação
6.5. Redes de Empresas
6.6. Gestão da Inovação
6.7. Gestão da Tecnologia
6.8. Gestão do Conhecimento

7. ENGENHARIA ECONÔMICA
Formulação, estimação e avaliação de resultados econômicos para avaliar alternativas para a tomada de decisão, consistindo em um conjunto de técnicas matemáticas que simplificam a comparação econômica.
7.1. Gestão Econômica
7.2. Gestão de Custos
7.3. Gestão de Investimentos
7.4. Gestão de Riscos

8. ENGENHARIA DO TRABALHO
Projeto, aperfeiçoamento, implantação e avaliação de tarefas, sistemas de trabalho, produtos, ambientes e sistemas para fazê-los compatíveis com as necessidades, habilidades e capacidades das pessoas visando a melhor qualidade e produtividade, preservando a saúde e integridade física. Seus conhecimentos são usados na compreensão das interações entre os humanos e outros elementos de um sistema. Pode-se também afirmar que esta área trata da tecnologia da interface máquina - ambiente - homem - organização.
8.1. Projeto e Organização do Trabalho
8.2. Ergonomia
8.3. Sistemas de Gestão de Higiene e Segurança do Trabalho
8.4. Gestão de Riscos de Acidentes do Trabalho

9. ENGENHARIA DA SUSTENTABILIDADE
Planejamento da utilização eficiente dos recursos naturais nos sistemas produtivos diversos, da destinação e tratamento dos resíduos e efluentes destes sistemas, bem como da implantação de sistema de gestão ambiental e responsabilidade social.
9.1. Gestão Ambiental
9.2. Sistemas de Gestão Ambiental e Certificação
9.3. Gestão de Recursos Naturais e Energéticos
9.4. Gestão de Efluentes e Resíduos Industriais
9.5. Produção mais Limpa e Ecoeficiência
9.6. Responsabilidade Social
9.7. Desenvolvimento Sustentável

10. EDUCAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
Universo de inserção da educação superior em engenharia (graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão) e suas áreas afins, a partir de uma abordagem sistêmica englobando a gestão dos sistemas educacionais em todos os seus aspectos: a formação de pessoas (corpo docente e técnico administrativo); a organização didático pedagógica, especialmente o projeto pedagógico de curso; as metodologias e os meios de ensino/aprendizagem. Pode-se considerar, pelas características encerradas nesta especialidade como uma "Engenharia Pedagógica", que busca consolidar estas questões, assim como, visa apresentar como resultados concretos das atividades desenvolvidas, alternativas viáveis de organização de cursos para o aprimoramento da atividade docente, campo em que o professor já se envolve intensamente sem encontrar estrutura adequada para o aprofundamento de suas reflexões e investigações.
10.1. Estudo da Formação do Engenheiro de Produção
10.2. Estudo do Desenvolvimento e Aplicação da Pesquisa e da Extensão em Engenharia de Produção
10.3. Estudo da Ética e da Prática Profissional em Engenharia de Produção
10.4. Práticas Pedagógicas e Avaliação Processo de Ensino-Aprendizagem em Engenharia de Produção
10.5. Gestão e Avaliação de Sistemas Educacionais de Cursos de Engenharia de Produção




Fonte: ABEPRO

terça-feira, 5 de junho de 2012


Falta de especialização gera entrave nas operações de sondas do pré-sal

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Para entregar as 28 sondas de perfuração no prazo determinado, serão necessários no mínimo, 5,6 mil técnicos especializados
A falta de mão de obra qualificada está cada vez mais em evidência devido à alta especialização pretendida para suprir a demanda do setor de petrolífero. Dentre as carências encontradas, a capacitação profissional para operar as sofisticadas sondas de perfuração do pré-sal  - que começarão a ser entregues pelos estaleiros em 2015 – está deixando o Governo apreensivo, pois a lacuna causa entrave muito grande na entrada de operação dos equipamentos .
Ciente da defasagem de especialização, a Petrobras, em aliança com os bancos e fundos de pensão, decidiu criar a Sete Brasil – empresa criada há um ano com o objetivo de viabilizar a construção no Brasil de equipamentos modernos para a exploração de petróleo – que foi contratada por convite e licitação, para gerenciar a construção de 28 sondas em águas profundas e ultraprofundas. Os estaleiros responsáveis pela fabricação das sondas deverão entregá-las entre 2015 e 2020, como determina os prazos contratuais.
Em cada sonda de perfuração, irão trabalhar por turno, aproximadamente 50 técnicos. Sendo que cada escala possui 12 horas, ou seja, 100 profissionais diários. Com as operações em alto-mar, as equipes permanecem abordo em no máximo 15 dias. Após a conclusão do prazo, os técnicos são substituídos pelo mesmo número de profissionais. Realizando um revezamento nas operações. Desta forma, em cada sonda trabalharão 200 técnicos altamente especializados, divididos em quatro grupos de 50 profissionais. Tendo em vista que são 28 sondas, haverá necessidade de no mínimo 5,6 mil técnicos, sem levar em conta as forças de reserva para a troca de funcionários.
Em seminário realizado em abril, na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o presidente da Sete Brasil, João Carlos Ferraz, disse que o país não possuiu atualmente esta quantidade de profissionais para gerenciar o serviço. “Precisamos de trabalhadores superespecializados. Esse é um gargalo enorme, afirmou.
Segundo o presidente, a mão de obra qualificada é essencial para as sondas funcionem em plena eficiência. “As sondas são entregues quatro anos após a assinatura dos contratos. As primeiras chegarão em 2015. Se quisermos ter a partir de 2016, trabalhadores experientes, temos que começar a agir desde já, relatou Ferraz.

Foto: Divulgação / (Com informações do jornal Estado de São Paulo)

quarta-feira, 30 de maio de 2012


O Bombeio por Cavidades Progressivas

A utilização de bombas de cavidades progressivas para elevação artificial 
no Brasil teve inicio em 1984 em fase experimental. Devido a simplicidade 
do método e da eficiência na produção de fluidos viscosos, o número de
 instalações com esse tipo de equipamento tem se difundido rapidamente.

O BCP consiste em uma bomba do tipo deslocamento positivo, 
composto de um motor metálico com a forma  de um parafuso sem fim 
e de um estator.  As folgas existentes entre o rotor e o estator formam 
os volumes  das cavidades. A rotação  do rotor produz o deslocamento
 dos fluidos dentro das cavidades.


Basicamente, o BCP é constituído de quatro partes pricinpais.

- cabeça de acionamento;
- coluna de hastes e de tubos;
- bomba de fundo (rotor e estator);
- outros equipamentos.


Basicamente, a cabeça de acionamento converte energia proveniente de um
 motor elétrico ou de combustão interna em movimento rotativo, fornecendo 
torque à coluna de hastes. Esta, por sua vez, transmite o movimento de 
rotação à bomba de fundo. E o giro do rotor movimenta os fluidos até a 
superfície, de forma não pulsante, na vazão desejada, matendo uma pressão 
reduzida sobre a formação produtora.

Principais características do sistema BCP:

- Baixa a média vazão;
- Aplicável a poços isolados;
- Pequenas e médias profundidades;
- Problemáticos em poços desviados;
- Pouca restrição à areia;
- Aplicável a poços com fluidos viscosos e parafínicos;
- Problemáticos em poços com altas temperaturas.

Os poços terrestres que possuem método de elevação por 
Bombeio de Cavidades Progressivas (BCP) apresentam uma quantidade
 de intervenção muito alta devido à ruptura dos materiais (hastes) que
 formam o sistema de elevação e produção do poço.

Uma das causas mais freqüentes de intervenção em poços é a troca 
de hastes partida, a haste partida causa o não funcionamento do método 
de elevação (BCP) que interrompe a produção do poço e consequentemente 
necessita de manutenção e troca de todos os materiais que compõe o 
sistema BCP. A inspeção visual dos poços é feita com periodicidade, mas, 
às vezes, o poço fica parado por algum tempo ocasionando uma perda de 
produção.

O acompanhamento de um poço que está produzindo por BCP é feito

 através de testes de produção, verificação de vibrações no cabeçote e
 registros de sonolog. Vibrações no cabeçote ou ruído anormal podem 
significar rolamento defeituoso, falta de óleo lubrificante no cabeçote ou 
choque das hastes contra a coluna de produção. A verificação constante 
da pressão na cabeça do poço é importante no acompanhamento de poços 
que produzem por este método. O aumento gradativo da pressão pode
 significar parafinação da linha de produção.

Abaixo um vídeo demonstrativo do equipamento feito pela Weatherford.



terça-feira, 29 de maio de 2012


Brocas de Perfuração


 

A broca de perfuração é a peça que corta a rocha 
quando estamos perfurando um poço de petróleo 
ou gás, na Indústria do Petróleo. Localizada na ponta 
da coluna de perfuração, abaixo do drill collar e do drill 
pipe, a broca é um dispositivo giratório que geralmente
 consiste em dois ou três cones, fabricados com materiais 
de extrema dureza, como aço, carboneto de tungstênio
 e/ou diamantes naturais ou sintéticos. Nesses cones 
temos dentes afiadíssimos que cortam as rochas e
 sedimentos no poço.
Diferentemente da perfuração de percussão, que consiste
 em bater com uma coluna pesadíssima no poço para 
ir quebrando a rocha, a perfuração rotativa usa uma broca 
girante para triturar, cortar, raspar e esmagar a rocha 
até o fundo do poço de petróleo. A escolha mais comum
 em termos de equipamentos de perfuração para poços 
de petróleo e gás inclui o conjunto formado por broca, 
colar, fluido, equipamento rotativo e equipamento
 “impulsionador”, prime mover, ou simplesmente gerador.
 
Top Drive
O “prime mover” é a fonte de energia para a perfuração,
 que alimenta o equipamento de içamento faz o serviço
 de içar e arriar os tubos de perfuração (drill pipes)
 para descê-los ou retirá-los do poço. O equipamento 
rotatório mantém o sistema em movimento. No início do
 século passado o equipamento de perfuração era
 girado por tração animal, usando-se basicamente 
gado para girar uma roda de madeira, mas hoje o
 equipamento rotatório é girado por uma mesa rotativa,
 conectada a uma haste oca e quadrada, chamada Kelly.
Em sondas mais modernas, usamos simplesmente o 
Top Drive ou um Power Swivel, que não são exatamente 
a mesma coisa, apesar de muita gente na Perfuração 
dizer que são. Conectado a Kelly, temos o Colar de 
Perfuração, que exerce pressão e peso sobre a
 broca de perfuração, fazendo-a passar pelas rochas
 e sedimentos. Fechando a coluna de perfuração temos 
a broca de perfuração e dando suporte ao processo de 
perfuração temos o fluido de perfuração 
(lama de perfuração) que auxilia na flutuabilidade 
da broca de perfuração, lubrifica os componentes e
 remove os sedimentos do poço, sedimentos esses que 
são retirados do fluido (lama) nas peneiras de cascalho, 
chamadas pro muitos de peneiras de lama 
(shale shakers), o que não é um termo muito 
correto, apesar de aceitável.
 
Broca de Diamante Sintético
Existem diversos tipos de brocas de perfuração. 
As rotativas com dentes de aço (Steel Tooth Rotary Bits) 
são as mais comuns, enquanto as Insert Bits são brocas 
com dentes de aço com pastilhas de carboneto de tungstênio.
 As brocas compactas de diamante policristalino 
usam diamantes sintéticos em conjunto com as 
pastilhas de carboneto de tungstênio. 
Cerca de 40 a 50 vezes mais fortes que as brocas
 de aço, as brocas de diamante têm diamantes
 industriais implantados em sua estrutura, o que 
as permite perfurar superfícies extremamente duras.
 Para trabalhos mais específicos são usadas brocas
 híbridas, que misturam diferentes componentes e 
características diferentes em sua estrutura.
 
Broca do Tipo Fishtail
Vários designs diferentes são usados nos 
equipamentos de perfuração para que se 
obtenha diferentes resultados, e com as brocas
 não é muito diferente. Temos brocas específicas 
para fazer o logging do poço, brocas de usinagem
 (mill bits), que ajudam a remover os resíduos do

 poço e as brocas do tipo cauda de peixe, ou rabo
 de peixe (fishtail), que aumentam o diâmetro do furo
 acima da broca.
Configurações diferentes trabalham melhor em diferentes formações. 
Assim, podemos usar diversos tipos de brocas num 
mesmo poço. Adicionalmente, as brocas de perfuração 
precisam ser trocadas devido ao desgate e corrosão.
 Os Engenheiros de Perfuração escolhem as brocas 
de acordo com fatores como os tipos de formações 
encontradas, se a perfuração é direcional ou não, 
temperatura do poço e se está sendo feito o logging ou não.
 
Broca de Perfuração Gasta
Quando uma broca de perfuração precisa ser 
trocada, os tubos de perfuração são retirados 
do poço, até que a toda a coluna de perfuração 

seja removida. Uma vez trocada a broca, toda a 

coluna é recolocada no poço e a perfuração continua.
Espero ter, de alguma forma, ajudado na divulgação 
do conhecimento sobre a Perfuração.
Caso tenham alguma observação, ou até mesmo correção, 
sintam-se à vontade para comentarem aqui.