TURMA DO PETRÓLEO

TURMA DO PETRÓLEO

sexta-feira, 29 de março de 2013

 


CONTEÚDO:
O conteúdo está distribuído em 5 módulos e cada módulo está dividido em 4 aulas:

Módulo 1: Sistemas de informação.
Aula 1 Conceitos de Sistemas; 
Aula 2: Características dos sistemas; 
Aula 3: Tipos de Sistemas; 
Aula 4: Aplicações das TIC's.

Módulo 2: Internet - Hardware, software e comunicações - O futuro: 
Aula 1: Internet (história, evolução, aplicação, comunidades virtuais, redes, jogos, simuladores, sites de busca, noticias, tc.) 
Aula 2: Hardware; 
Aula 3: Software e comunicação; 
Aula 4: O futuro.

Módulo 3: Comércio etrônico - Tecnologia e ensino: 
Aula 1: Administração e economia digital 
Aula 2: Comércio eletrônico e empresa.com 
Aula 3: Educação online 
Aula 4: Pesquisa, seleção e gestão da informação.

Módulo 4: Segurança - Governo eletrônico: 
Aula 1: Segurança pessoal, social, industrial - crime virtual/ leis e regras – Hacker;
Aula 2: Vírus, senhas e backups; 
Aula 3: Certificado digital e criptografia; 
Aula 4: Governo eletrônico.

Módulo 5: Perfil do profissional: 
Aula 1: Comportamento profissional; 
Aula 2: Trajetórias formativas e agências formadoras; 
Aula 3: Oportunidades de mercado; 
Aula 4: Demandas e tendências das TICs.

OBJETIVOS: 
Compreender quais os processos de TIC são utilizados no cotidiano profissional e qual a sua relevância na carreira do jovem que ingressa no mercado de trabalho.

CARGA HORÁRIA: 
Este curso tem uma carga horária equivalente a 14 horas no presencial. O ambiente de aprendizagem ficará disponível por 20 dias, após essa data o aluno não terá mais acesso. Neste tempo, recomendam-se em média 50 minutos de estudo por dia.

PÚBLICO-ALVO:
O público-alvo é bastante diversificado e estimado em 1.000.000 (um milhão) de alunos espalhados por todo o território nacional.

CERTIFICAÇÃO:
O aluno receberá o certificado após obter 70% de aproveitamento ao final do curso.

As inscrições para cursos gratuitos, clique aqui antes de começar o curso.
Arquivo para baixar, o informações de um curso:



O QUE É TELECOMUNICAÇÕES:
Telecomunicações é a transmissão, emissão ou recepção por fio, radioeletricidade ou meios ópticos de caracteres, sinais escritos, imagens, sons ou informações de qualquer natureza. O Curso Técnico de Nível Médio em Telecomunicações tem por finalidade habilitar profissionais que desenvolvam tarefas de caráter técnico, relativas a função de Execução e Operação de Sistemas de Telecomunicações – Comutação, Transmissão e Telemática. As aulas são realizadas a distância através de ambiente on-line e aulas práticas presenciais nos laboratórios do SENAI-CTI Aluízio Alves, totalizando 2000 horas.

O ALUNO DEVERÁ CONCLUIR O CURSO COM O SEGUINTE PERFIL DO PROFISSIONAL: 
"Saber Implantar, manter e supervisionar Sistemas de Telecomunicações, Comutação, Transmissão e Telemática, aplicando recomendações e obedecendo a normas técnicas, observando princípios de qualidade, segurança, saúde, convivência humana e respeitando padrões de preservação do meio ambiente".

O CURSO PROPORCIONA AQUISIÇÃO DOS CONHECIMENTOS:

Técnicos e científicos para a execução e manutenção de projetos de comutação, transmissão e telemática; Bases conceituais para a execução dos processos inerentes aos sistemas de telecomunicações; Fundamentos técnicos relativos ao planejamento e implantação de equipamentos, sistemas e serviços de telecomunicações; Planejar em equipes multiprofissionais, a implantação de equipamentos, sistemas e serviços de telecomunicações.

REQUISITOS DE ACESSO: 
Para acesso ao Curso Técnico de Nível Médio em Telecomunicações, o candidato deverá passar pelos processos de inscrição, seleção e matrícula, compreendendo: Estar cursando ou ter concluído o ensino médio; Ser maior de 16 anos.

INSCRIÇÃO:
Os candidatos deverão efetuar as inscrições para o curso nas épocas previstas no cronograma de atividades da Unidade Escolar, de acordo com os requisitos estabelecidos para a matrícula neste documento e no Regimento Escolar comum às Unidades Escolares do SENAI/RN.

Ítalo Bologna (Mossoró)
Criado em 1972, o Centro de Educação e Tecnologias Ítalo Bologna foi a primeira ação efetiva de interiorização do SENAI/RN. Inicialmente montada como Centro de Formação Profissional, atendia as empresas da Região do Alto-Oeste Potiguar, por meio da oferta de cursos de aprendizagem industrial, qualificação e desenvolvimento profissional nas áreas de mecânica geral, mecânica de automóveis, eletricidade e marcenaria.

Instalado no município de Mossoró, sede da maior região produtora de petróleo em terra do país, o CET Ítalo Bologna tem buscado nos últimos anos focar o atendimento as demandas do setor. Para tanto dispõe de salas de aula, oficinas equipadas para o pleno desenvolvimento de atividades de aprendizagem profissional, laboratório de informática, laboratório de automação, laboratório de MOPE (Movimentação e Operação de Produtos Especiais), laboratório de análise do sal, auditório e biblioteca além do CEQUAL (Centro de Exames de Qualificação), uma parceria entre o SENAI/RN e ABRAMAN – Associação Brasileira de Manutenção, que permitirá a realização de exames de certificação profissional nas áreas de mecânica, elétrica e caldeiraria exigidos, sobretudo, pelas empresas que atuam no segmento de petróleo e gás.


EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NAS MODALIDADES DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL, TÉCNICO DE NÍVEL MÉDIO, QUALIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL
O CET Ítalo Bologna desenvolve ações de educação profissional nas modalidades de aprendizagem industrial, técnico de nível médio, qualificação e desenvolvimento profissional, oferecendo programas flexíveis adequados às necessidades das empresas e do mercado na sua sede ou em local da conveniência do cliente, quando possível.

A área de serviços técnicos e tecnológicos do CET Ítalo Bologna dispõe de serviços de consultoria, laboratoriais. Destaca-se nesta área as consultorias na área de alimentos, de BPF (boas práticas de fabricação) e APPCC (análise de perigos e pontos críticos de controle), e os serviços laboratoriais do Laboratório do Sal, o único da região apto a realização de exames que atestam a qualidade do produto na região, condição essencial para comercialização nos dias de hoje.

Em mais uma ação de vanguarda na região, o CET Ítalo Bologna tornou-se a primeira entidade de ensino profissional integrante da rede de entidades formadoras da Escola de Petróleo de Mossoró, uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Mossoró que visa o desenvolvimento do segmento a partir da coordenação e otimização de esforços das instituições de ensino e fomento do setor.

Áreas Tecnológicas de atuação
  • Petróleo e Gás
  • Mecânica Industrial
  • Mecânica Automotiva
  • Eletro Eletrônica
  • Qualidade, Segurança e Meio Ambiente
  • Informática
  • Alimentos


Contatos:

Diretora: Francisco Moreira Maia
Endereço: Rua José Leite, nº 100 - Abolição I
Cep: 59.619-100 - Mossoró/RN
Fone/Fax: (84) 3316 - 3053
Email: senaimossoro@rn.senai.br 

Centro de Engenharia de Poços da Petrobras irá gerar novas tecnologias para o pré-sal

Coordenador do parque tecnológico, Carlos Alberto Passos detalha o planejamento da instalação do centro de pesquisa
NNpetro - Adriano Nascimento - 
A 5X Petróleo desta semana é com o Coordenador do Parque Tecnológico do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), Carlos Alberto Passos, que aborda a integração dos estudantes com o novo Centro de Tecnologias de Engenharia de Poços (CTEP) da Petrobras, as perspectivas da unidade de ensino com a implantação do empreendimento, dos benefícios trazidos à cidade de Campinas (SP), entre outros.
Em entrevista ao NNpetro, Passos diz que o Centro de Tecnologias de Engenharia de Poços  terá investimento inicial de R$ 5 milhões para a instalação da infraestrutura básica e laboratório para o centro de pesquisa, além de confirmar  que o início das obras será no segundo semestre deste ano.


1X) NNpetro - A Petrobras irá instalar um Centro de Tecnologias e Engenharias de Poço (CTEP) no Parque Tecnológico CTI-Tec do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI). Qual são as perspectivas para a implantação desse novo centro de pesquisa?
Carlos Alberto Passos - O convênio assinado entre o CTI e o CENPES/Petrobras possibilitará que o CTI-Tec disponha de uma infraestrutura voltada para a capacitação de pesquisadores e o desenvolvimento de projetos de P&D para os setores de energia, petróleo e gás no âmbito da Rede Temática de Poços da Petrobras.  Com os novos desafios gerados pela exploração do Pré-Sal será necessário o desenvolvimento de pesquisas que permitam a geração de novas tecnologias que possibilitem explorar todo o potencial existente no Pré-Sal.
2X) De que forma o CTI vai buscar integrar/fomentar a captação de alunos para o novo Centro de Tecnologia e Engenharias de Poço, da Petrobras?
O CTI tem uma longa tradição em capacitar pessoas para que possam atuar em projetos de interesse da instituição e do País. O CTI tem oferecido oportunidades de estágio na área de tecnologia para alunos de escolas técnicas e universitários em nível de graduação e pós-graduação, muitos deles ofertando bolsas oriundas de vários programas existentes no âmbito dos governos estadual e federal.
Com o CTEP não será diferente e o CTI deverá oferecer, em conjunto com empresas do setor de petróleo, e, em especial, a Petrobras, a oportunidade de capacitar estudantes originários de escolas técnicas e universidades da região.
3X) Qual é o investimento estimado para a conclusão do empreendimento? Qual é o prazo de entrega do novo centro de tecnologia?
O investimento inicial será de cerca de cinco milhões de reais para a implantação da infraestrutura básica, com a construção de um primeiro prédio de 1.500 m2 e a implantação de pelo menos um dos laboratórios previstos para o centro. Projetos complementares de P&D deverão ser contratados para que seja possível equipar os demais laboratórios previstos no convênio e a realização de pesquisas que possam atender as demandas do setor por novas tecnologias.
A iniciativa está na fase de elaboração do projeto executivo e as ações para viabilizar o início das obras serão efetivadas no segundo semestre de 2013. Alguns projetos que serão os nucleadores das atividades do CTEP já estão em curso, por meio de convênios e contratos com o CENPES/Petrobras.
4X) Quais são os principais benefícios para a cidade de Campinas com a chegada do novo empreendimento?
O CTEP irá agregar a Campinas e região um conjunto de competências que permitirá que a sociedade, de um modo geral, se beneficie dos ganhos econômicos das descobertas de reservas de petróleo no Pré-Sal. A viabilização da exploração do petróleo, por meio do uso de novas tecnologias, trará ganhos no que concerne à geração de emprego e renda para a população da região de Campinas. Com o CTEP e as demais iniciativas em andamento na região de Campinas, a região se consolidará, ainda mais, como um importante polo gerador de tecnologia para os setores de energia, petróleo e gás.
5X) Como está o processo de captação de novas empresas para investirem no CTI-Tec?
O CTI-Tec está investindo na construção de um novo prédio, com recursos da Finep, para abrigar empresas que serão selecionadas por meio de editais. Mesmo sem um grande esforço de divulgação, existem diversas empresas que nos procuram querendo saber como será o processo de seleção.
Essas empresas ficam sabendo da iniciativa por meio da divulgação que é feita pela participação de pesquisadores do CTI em eventos, de visitas que o CTI recebe frequentemente, ações de divulgação das atividades do CTI na mídia e da divulgação promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de São Paulo por meio do Sistema Paulista de Parques Tecnológicos – SPTec, do qual o CTI-Tec faz parte.

Exploração de gás de xisto põe em risco reservas de água potável

Ecologistas alertam para o consumo excessivo e contaminação da água
Colaboradora Rachel Ann Hauser Davis - 
O gás de folhelho, popularmente conhecido como gás de xisto (shale gás, em inglês) é um gás que se encontra submerso nas camadas das rochas de xisto, a centenas ou até mesmo milhares de metros de profundidade. Estimativas recentes indicam a existência de mais de 28 bilhões mde reservas deste gás apenas na América do Norte. Na Europa, os números estimados chegam a 200 bilhões m3. Estes depósitos podem até mesmo superar várias vezes em quantidade o das reservas provadas de gás convencional no planeta, segundo a Administração de Informação de Energia (EIA) dos Estados Unidos.
Este gás é uma fonte combustível significativamente mais barata que o petróleo, e especialistas indicam que a sua extração pode trazer mudanças profundas no cenário atual petrolífero. O gás de xisto é extraído, geralmente, através do fraturamento hidráulico, um método de perfuração desenvolvido nos anos 90, que utiliza uma mistura de água, areia e produtos químicos para perfurar as camadas de xisto e extrair gás natural dos poros das rochas.
Os problemas ambientais ligados a este tipo de extração incluem a preocupação, por exemplo, com a contaminação de água. O fraturamento hidráulico consome grandes quantidades de água, já que aproximadamente 20 milhões de litros de água (sob alta pressão) são enviados para cada um dos poços de perfuração, para criar as fraturas na rocha que liberam o gás. O uso excessivo de água é problemático principalmente em locais com pouca disponibilidade de água, como, por exemplo, algumas áreas da China e no Texas. Estas preocupações, inclusive, fizeram com que alguns locais nos Estados Unidos limitassem a produção de gás de xisto.
Alguns ambientalistas sugerem que o fraturamento hidráulico – que funciona ao criar fraturas nas rochas –, pode vir a criar um caminho para que a água residual, o gás e outros produtos químicos alcancem os aquíferos e se misturem à água potável, causando mais um problema ambiental. A técnica também pode aumentar a poluição do ar e elevar as emissões de gases de efeito estufa, devido ao vazamento de gás metano e à evaporação de água residual contaminada. Além disso, há ainda a preocupação de que o gás, por ser abundante, acessível e barato, possa desestimular investimentos em fontes de energia verdes e renováveis, como, por exemplo, fontes eólicas e solares.
A autora
Rachel Ann Hauser Davis é bióloga, Doutora em Química Analítica pela PUC-Rio e professora e pesquisadora da UNICAMP. Faz parte do GEPAM - Grupo de Espectrometria, Preparo de Amostras e Mecanização.

Estudos apontam potencial de 570 bilhões m³ de gás de xisto na Bahia

'Até o final do primeiro semestre devemos ter uma avaliação mais ampla sobre o volume de gás', diz Paulo Roberto Brito
Fonte: Estado de S.Paulo - 
O Estado da Bahia tem um grande potencial de gás de xisto que, segundo estudos preliminares da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), indicam 570 bilhões de metros cúbicos. A informação foi prestada pelo superintendente da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, Paulo Roberto Brito.
"Até o final do primeiro semestre devemos ter uma avaliação mais ampla sobre o volume de gás, contudo, é muito provável que deva superar essa marca", afirmou após evento na Câmara Brasil Alemanha.

De acordo com Guimarães, o potencial está concentrado nas bacias de Recôncavo e Tucano. "É uma região em que já tem muitos estudos técnicos porque possui 6 mil poços perfurados, portanto, tem grande potencial de exploração comercial", disse. Ele destacou que há a perspectiva de que o leilão para a área ocorra em dezembro pela ANP.

sexta-feira, 22 de março de 2013


Faz sentido colocar em risco o ecossistema da Foz do Amazonas em nome do petróleo?

Bióloga questiona riscos da exploração na área mais cobiçada do próximo leilão de petróleo
Colaboradora Rachel Ann Hauser Davis -
Recentemente, a Bacia da Foz do Amazonas se tornouuma das áreas mais desejadas das empresas internacionais interessadas na exploração de petróleo, por conta da descoberta, no litoral da vizinha Guiana Francesa, em 2011, de grandes reservatórios exploráveis de petróleo. Antes de entrar no mérito dos possíveis – ou melhor, certos – impactos ambientais nesta área, decorrentes deste tipo de atividade, devemos analisar um pouco a região por um prisma geográfico e biológico.
A bacia amazônica abrange uma área de 7 milhões de km², compreendendo terras de vários países da América do Sul (Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Bolívia e Brasil). É a maior bacia fluvial do mundo. De sua área total, cerca de 3,89 milhões de km² (45%) encontram-se no Brasil, abrangendo os estados do Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Pará e Amapá. A floresta amazônica, incluindo sua bacia hidrográfica, é considerada patrimônio mundial pela UNESCO, e é a mais rica floresta tropical do mundo em termos de biodiversidade (mais de um terço de todas as espécies no mundo vivem nela). Lá se encontram uma das maiores concentrações de água doce e enormes extensões de terras ainda com cobertura florestal.
Em sua foz, o rio Amazonas se divide em dois braços: o braço norte é o mais largo e corresponde ao verdadeiro estuário; o braço sul é conhecido pelos nomes de rio Pará e baía de Marajó. No estuário, a floresta encontra-se parcialmente inundada, com seus períodos de enchentes e vazantes, os ecossistemas de várzea, manguezais e terra firme. É uma enorme área composta pelas embocaduras dos rios Amazonas e Tocantins, cuja biodiversidade apresenta altas taxas de fitoplâncton. É ainda a zona de contato da água doce com a água salgada, dinâmica importante para a vida no estuário, onde os recursos de água doce se alternam com os do mar. Mais além, estuários são regiões consideradas como berçários para a reprodução da biodiversidade aquática.
Agora que conhecemos mais acerca da bacia, pensando apenas nos impactos mais óbvios deste tipo de exploração, como atividades mecânicas de perfuração que causam erosão do solo, a liberação de material particulado tóxico, as possibilidades de vazamento de óleo e a geração de outros tipos de resíduos, contaminando os ecossistemas locais, estamos praticamente implorando para iniciar o processo de degradação de uma área frágil e extremamente importante em um cenário mundial.
Aliado a isso, ainda existe o fato da possível perda de vida humana devido ao interesse puramente econômico de explorar uma área onde as águas são extremamente revoltas. Há dois anos, por exemplo, uma sonda de perfuração a serviço da Petrobras foi arrastada pela correnteza presente na área. Nesse caso não houve vítimas, mas os riscos à integridade física da tripulação, dos equipamentos e da segurança ambiental levaram a companhia a abandonar o poço no último ano. O desastre só foi revelado pela Petrobras em setembro de 2012, na conferência Rio Oil & Gás, no Rio. Na época, o diretor de Exploração e Produção, José Formigli Filho, minimizou o episódio e informou que a sonda havia sofrido forte pressão da correnteza e apenas se inclinado, sem ter se soltado da ancoragem. Agora, imaginem essa situação com embarcações tripuladas, com a quantidade de trabalhadores necessários neste tipo de empreendimento.
Caros leitores, eu lhes pergunto com toda a seriedade do mundo: vale realmente a pena destruir um ecossistema deste tipo – um (ainda) refúgio ecológico; onde se sabe muito pouco acerca das espécies (animais e vegetais) presentes no local, que poderiam, por exemplo, nos fornecer a cura para muitas doenças; e que foi eleita, em 2011, como uma das sete novas maravilhas do mundo – em nome da exploração petrolífera? Faz sentido?
A autora
Rachel Ann Hauser Davis é bióloga, Doutora em Química Analítica pela PUC-Rio e professora e pesquisadora da UNICAMP. Faz parte do GEPAM - Grupo de Espectrometria, Preparo de Amostras e Mecanização.

SMS deve deixar de ser visto como custo e ser entendido como investimento, diz Luiz Nathan

Especialista em segurança do trabalho avalia como o profissional com cultura de SMS é reconhecido pelo mercado
NNpetro – Júlia Moura - 
O custo total dos acidentes de trabalho no Brasil está em torno de R$ 70 bilhões por ano, segundo dados levantados pelo sociólogo José Pastore, da Universidade de São Paulo. A indústria de Óleo & Gás cresce em um ritmo ainda mair: são cerca de R$ 354 bilhões em investimentos projetados, pelo BNDES, para o período entre 2012 e 2015. Para garantir crescimento com qualidade, o setor busca otimização de tempo, custo e trabalho.
Evitar danos ao meio ambiente, às instalações e equipamentos é visto pelo mercado como um valor da empresa, segundo o especialista em segurança do trabalho, Luis Nathan, que irá ministrar em abril o curso de SMS do Programa de Capacitação do NN (PCNN).  Em entrevista ao portal, Nathan explica o que é este sistema de gestão de projetos, como o mercado valoriza o profissional formado em SMS e a importância deste segmento para a indústria. “Acertando processos para evitar danos às pessoas, meio ambiente e ao patrimônio, certamente a empresa está ganhando”, avalia.

1X) NNpetro - O que é Sistema de Gestão SMS?
Luis Nathan - SMS é uma sigla que significa: Segurança do trabalho, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional.  Estas três disciplinas em conjunto formam um sistema que tem por objetivo definir atribuições e responsabilidades de profissionais e empresas, com o intuito de assegurar a integridade de pessoas, evitar danos ao meio ambiente e às instalações e/ou equipamentos.
Hoje em dia, o SMS é um valor da empresa, pois configura na melhor maneira de atingir os objetivos mencionados acima, atendendo os requisitos da legislação e os requisitos do mercado, fazendo com que a empresa seja vista pela sociedade como uma organização que preza pelo bem estar desta, além de obter pontos positivos na área operacional, com melhores resultados financeiros, ou seja, o SMS deve deixar de ser visto como “custo” e ser entendido como “investimento”, pois a melhoria de processos passa pela análise e realização de ações preventivas que protegerão os recursos, humanos e tecnológicos, de uma organização.
2X) NNpetro - Qual a importância do conhecimento nesta área? Tem como mensurar como o SMS é importante para o profissional que atua no mercado de óleo e gás?
O conhecimento nesta área é de suma importância para o sucesso de qualquer empresa, pois hoje em dia, a empresa que não possui gestão, pelo menos o mínimo de organização no que se refere ao meio ambiente, à segurança e saúde do trabalhador, está fadada a ter uma série de problemas, que levarão a pesados prejuízos. A organização não terá condição de evitar os problemas e nem sequer de resolvê-los. Imaginem uma empresa que desconhece o processo de obtenção de uma licença ambiental. Certamente esta empresa está agindo contra a lei, sofrerá pesadas sanções e o gasto para resolver o problema será muito maior, talvez até impossibilitando o negócio.
Sim, é possível mensurar a importância do SMS. Façamos uma lista simples dos custos envolvidos em um acidente: custos médicos; danos aos equipamentos; dtrasos e interrupções na produção; gastos legais; tempo de investigação de um acidente; perda de imagem; queda de produção e moral afetada. Certamente, uma empresa que tem por objetivo maior, gerar lucro, não sobreviverá com os problemas acima.
Segundo o professor José Pastore, da Universidade de São Paulo, o custo total dos acidentes de trabalho no Brasil é de cerca de R$70 bilhões por ano. Sendo assim, vamos nos questionar mais uma vez: vale a pena ter o SMS implantado em nossa empresa? Por último, pensem também naquilo que não pode ser medido, ou seja, o dano emocional causado ao trabalhador e seus familiares.
3X) NNpetro - Quais as chances no mercado para quem conhece mais sobre SMS? Quais os benefícios da utilização de um sistema de gestão integrada de SMS para as empresas do setor de O&G?
Hoje em dia, o profissional que conhece os conceitos básicos de SMS possui uma grande valorização, pois o mercado reconhece que este profissional tem condições de ajudar no desenvolvimento do negócio, afinal, se o profissional tem conhecimento para agir preventivamente, evitando, ou melhor, acertando processos para evitar danos às pessoas, meio ambiente e ao patrimônio, certamente a empresa está ganhando. E os conceitos de SMS não são responsabilidade exclusiva de técnicos e engenheiros de segurança, e sim de todos, pois o SMS tem interface com todos os setores, e quanto mais os profissionais das outras áreas possuem uma cultura em SMS, mais facilmente as metas serão alcançadas por toda a organização.
Vamos analisar um simples exemplo. Pensem no seguinte cenário: Um profissional de logística que não tem conhecimento em SMS, e realiza a contratação de uma empresa para o transporte de produtos perigosos, somente com base em uma análise comercial. A empresa contratada não tem motoristas qualificados para este tipo de carregamento, os caminhões não sofrem manutenção adequada, não há nenhuma preparação em caso de emergência, etc. Esta contratação trará solução ou problema para a organização? Qual a chance de termos um acidente? Pensem nisso.
Outros benefícios, listados de maneira sucinta e clara, são: assegurar a integridade física dos colaboradores; assegurar que o meio ambiente não será afetado pelas operações e a legislação ambiental será respeitada; melhor gerenciamento dos riscos; garantir que a empresa esteja alinhada com as diretrizes dos requisitos internos, requisitos legais e requisitos do mercado; melhorar eficácia operacional; melhorar a satisfação do cliente; além de proteger a marca.
4X) O que os alunos podem esperar do curso?
Este treinamento tem por objetivo auxiliar que os primeiros passos no estudo do sistema de gestão sejam dados, de forma a discutir desde conceitos básicos de SMS, até as ferramentas que ajudam a pôr em prática as teorias e regras, visando com que todos os profissionais tenham em mente de maneira bem clara o que deve ser discutido em cada empresa para estabelecer o caminho que pode ser seguido para obter um sistema eficaz.
5X) Como professor, quais as sua expectativas para o curso?
Minha expectativa é poder servir como mediador de um fórum, onde os principais tópicos de um sistema de gestão serão estudados, analisados e discutidos, para que cada aluno possa extrair o melhor para usar no dia-a-dia do mercado.

Da autossuficiência em petróleo ao preço do combustível: a necessidade de se investir em refinarias

Petrobras conta hoje com 14 refinarias em atividade, número insuficiente para abastecer o país
Colunista Paulo Wrobel 
A primeira refinaria de petróleo construída no Brasil teve lugar em 1949 na Bahia, junto às primeiras explorações de petróleo no Recôncavo Baiano. Hoje, o país conta com 16 refinarias (14 públicas e 2 privadas) e 5 em construção, produzindo derivados para abastecer a frota de veículos do país e a indústria petroquímica. Contudo, a capacidade de refino brasileira está bem aquém da demanda, particularmente por gasolina e óleo diesel, o que vem gerando continuados déficits no item combustível, na balança comercial do país.
Não adianta apenas ser um grande produtor de petróleo se não há capacidade de transformá-lo em produtos de consumo, tais como gasolina, óleo diesel, óleo combustível, querosene de aviação e muitos outros produtos fundamentais para mover a economia e sustentar uma forte indústria petroquímica. Se um país não possui capacidade própria de refino, não lhe resta outra alternativa que não seja a importação.
Em 2008, anunciou-se com alarde que o Brasil havia alcançado a autossuficiência na produção de petróleo. Esta época, que coincidiu com o forte crescimento na produção e consumo de etanol, parecia uma promessa de que o Brasil estaria no caminho da independência, no consumo de combustíveis líquidos para transporte, e, portanto, da segurança energética.
Sem embargo, a importação de derivados de petróleo, particularmente gasolina e óleo diesel, cresceu exponencialmente nesses últimos cinco anos, além de declinar significativamente a oferta de etanol. No caso dos derivados de petróleo, a razão para a elevação das importações é o esgotamento da capacidade de refino do país.
Após o maciço investimento em refinarias nos anos 1960 e 1970, o que ocasionou a produção excedente de gasolina e, até mesmo, a exportação do produto, o Brasil deixou de investir em novas refinarias e estagnou o setor, obrigando-se atualmente a importar os dois produtos; em 2011, as importações foram da ordem de US$ 7 bilhões em óleo diesel e US$ 1 bilhão em gasolina. Os dados de 2012 ainda não se encontram disponibilizados, uma vez que, para evitar contabilizar as importações de derivados de petróleo e não prejudicar o saldo da balança comercial, o Governo autorizou a Petrobras a espaçar a comunicação dos dados à Receita Federal. O que se sabe é que as importações de gasolina e óleo diesel no ano passado foram ainda maiores que os US$ 8 bilhões auferidos em 2011. Prevê-se, para este ano, um aumento ainda maior das importações desses produtos.
Ao estimular a venda de veículos, a taxa de crescimento do consumo dos dois derivados vem crescendo a mais de 6% ao ano. Para fazer frente a este quadro, a Petrobras anunciou vultuosos investimentos para ampliar a capacidade de refino do país. Com efeito, no plano de investimento plurianual da Petrobras constam quatro novas refinarias, a saber: o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ), a Refinaria Abreu e Lima (Pernambuco) e as refinarias Premium I e Premium II. Já a Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC) teve suas obras iniciadas em agosto de 2009, no Pólo Industrial de Guamaré, no Rio Grande do Norte.
A Petrobras conta hoje com 14 refinarias em atividade: Refinaria de Mataripe; Refinaria Landulpho Alves (RLAM); Recap; Refinaria Isaac Sabbá ou Refinaria de Manaus (REMAN); Refinaria de Duque de Caxias (Reduc); Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR); Refinaria Gabriel Passos (REGAP); Refinaria de Paulínia (REPLAN); Superintendência de Industrialização do Xisto (SIX); Refinaria Presidente Getúlio Vargas ou Refinaria do Paraná (REPAR); Refinaria Henrique Lage (REVAP) e a Refinaria Presidente Bernardes - Cubatão (RPBC).
Duas refinarias privadas estão em operação, a Dax Óleos, localizada na Bahia e a Univen Petróleo localizada no município paulista de Itupeva. A terceira refinaria privada, a Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, teve seu terreno desapropriado pelo governo do Estado do Rio de Janeiro.
As atividades de refino são bem mais lucrativas para o país do que a extração de petróleo cru, pois a primeira acrescenta valor ao produto bruto extraído da terra ou do mar. Seja o petróleo pesado, a maioria da produção brasileira, seja o petróleo leve do pré-sal, não há independência e segurança energética sem o refino, passo essencial para assegurar a oferta de produtos fundamentais, fonte de uma indústria petroquímica poderosa e de independência.

sexta-feira, 15 de março de 2013


Vallourec consolida parceria de 60 anos com Petrobras e se prepara para os desafios do pré-sal

Fabricante francesa de tubos de aço fala sobre seus planos para indústria de O&G
NNpetro – Júlia Moura -
Em entrevista ao NNpetro e Turma do Petróleo, a fabricante francesa de tubos de aço fala sobre o novo centro de pesquisa e desenvolvimento no Parque Tecnológico do Rio de Janeiro, além da renovação de contrato para o fornecimento de tubos sem soldadura com matizes de aço e conexões de última tecnologia à Petrobras.
O diretor-presidente da Vallourec, Philippe Crouzet, diz que a renovação do principal contrato com a Petrobras é uma etapa no fortalecimento de uma parceria que já dura 60 anos. A V&M Brasil explica que a Petrobras utilizará seus produtos offshore para suas operações de exploração de petróleo e gás, em particular nos campos de pré-sal. "A Vallourec consolida sua liderança mundial no fornecimento de produtos tubulares petrolíferos premium", afirma Crouzet.
1X) NNpetro - A Vallourec anunciou no começo do ano a renovação de contrato com a Petrobras. Qual a importância deste contrato para a empresa? Qual foi o investimento feito em tecnologia nos últimos anos? Os produtos serão usados na área do pré-sal?
V & M do BRASIL - Trata-se de um contrato de cinco anos para fornecimento de produtos premium OCTG (Oil Country Tubular Goods) a operações da Petrobras, incluindo tubos sem costura, graus de aço e conexões com tecnologia de ponta. Esses produtos serão usados na exploração e produção offshore de petróleo e gás, incluindo o imenso reservatório dos campos de pré-sal.
Com esse contrato, a Vallourec consolida sua liderança mundial no fornecimento de produtos tubulares petrolíferos premium. A renovação do contrato com a Petrobras é uma etapa importante da colaboração da VMB, que remonta há 60 anos. Isso demonstra a confiança depositada na siderúrgica pela Petrobras. A VMB é reconhecida pelo fornecimento das mais avançadas soluções tubulares premium e por apoiar a petrolífera com a capacidade de inovação para enfrentar os desafios da exploração do pré-sal.
2X) NNpetro - Quais os desafios do pré-sal? Quais são os avanços tecnológicos na produção de tubulações para exploração de petróleo? O pré-sal gerou a necessidade de novos tipos de produtos? Como eles são utilizados pela indústria de O&G?
Os campos brasileiros do pré-sal combinam vários desafios adicionais além da própria camada de sal: poços com profundidades de até 7.000 metros, em águas ultraprofundas com até 2.000 metros entre a superfície e o fundo do mar, corrosão ácida causada pelos contaminantes H2S e CO2 e temperaturas e pressões tendendo a condições de alta pressão/alta temperatura em determinadas áreas. A associação de todos esses parâmetros tem um impacto importante sobre os modelos de exploração e sobre os requisitos para o material dos produtos tubulares petrolíferos capazes de suportar essa combinação de restrições mecânicas, corrosivas e térmicas. A Vallourec, por meio de seus recursos de inovação sustentada, pode atender a todas essas necessidades tecnológicas e fornecerá à Petrobras os tubos sem costura mais avançados para serviços em ambientes ácidos, utilizando materiais de alta liga, além da mais recente e avançada conexão.
3X) NNpetro - A Vallourec abrirá em 2013 um novo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, no Parque Tecnológico do Rio de Janeiro, e ampliará suas instalações atuais de Pesquisa e Desenvolvimento, localizadas em Belo Horizonte, Minas Gerais. O que o mercado pode esperar destes investimentos? Qual a previsão de abertura? Qual o volume de mão de obra será necessário nos dois centros de pesquisa?
A VRRJ terá como foco principal a realização de pesquisas sobre o pré-sal, além da criação de projetos voltados para o desenvolvimento do uso de tubos e produtos tubulares com fins estruturais, automobilísticos, de transportes e robótica. Também irá otimizar o modelo energético e tecnologia ambiental. A Empresa terá a cooperação de grupos de pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e poderá estreitar e dinamizar sua interação com a comunidade científica nacional.
A previsão é que as atividades sejam iniciadas ainda no primeiro semestre de 2013. Existem mais de 500 pessoas nas áreas de pesquisa do Grupo Vallourec no mundo, desses 74 estão Brasil, sendo 11 phd’s e 13 mestrados.
4X) NNpetro - O produto com nacionalização (conteúdo local) consegue ser competitivo com os demais mercados? A Vallourec tem conseguido cumprir com os índices de conteúdo local?
A V & M do BRASIL vem trabalhando com a Petrobrás desde o princípio de ambas as empresas. Isso demonstra que a V & M do Brasil consegue cumprir com as demandas locais. Além da Petrobrás, a empresa também atende a outros clientes de óleo e gás, nacionais e internacionais, como Shell, OGX, Repsol e outros.
5X) NNpetro - A demora do Governo em conceder novas licitações de exploração de petróleo e gás atrapalhou os planos da Vallourec? Houve queda da demanda em 2012? O anuncio da 11ª rodada de leilões da ANP deixou o setor mais otimista? Quais é a expectativa para as novas áreas do pré-sal, além dos desafios da Margem Equatorial?
É política da empresa não comentar sobre licitações, expectativas, resultados e mercado

Mendes Júnior oferece vagas de estágio em engenharia civil

Estar cursando o 7º período é um dos pré-requisitos
Redação NNpetro - 
 A Mendes Júnior é uma empresa que atua desde 1953 no mercado de construção no Brasil e no exterior, desenvolvendo projetos nos mais diversos segmentos da construção onshore e offshore.


Os pré-requisitos para concorrer às vagas são: está cursando o 7º período, ter inglês e pacote Office avançado.A bolsa auxílio oferecida é compatível com o mercado e os benefícios são: plano de saúde, vale trasporte, seguro de vida.

Extração de gás de xisto atrai cada vez mais investimentos

Schlumberger Ltd., Halliburton Co. e Baker Hughes Inc.aumentaram em 24% seus orçamentos de P&D
Fonte: The Wall Street Journal, Russell Gold - 
A indústria petrolífera está aumentando seus investimentos em pesquisa com a esperança de tornar mais fácil e barata a extração de petróleo e de gás natural das formações de xisto e dos campos de águas profundas, ampliando e acelerando o boom energético nos Estados Unidos.
As maiores empresas de serviços petrolíferos - Schlumberger Ltd., Halliburton Co. e Baker Hughes Inc. - aumentaram em 24% seus orçamentos de pesquisa e desenvolvimento entre 2010 e 2012. Juntos, eles somaram US$ 2,1 bilhões no ano passado.
Nos últimos anos, essas empresas, que prestam vários tipos de serviços de exploração, têm se tornado os principais motores de P&D na indústria de petróleo, ultrapassando os gastos de petrolíferas como a Chevron Corp. e a Royal Dutch Shell PLC.
A busca por novas fontes de combustíveis fósseis tem levado as empresas do setor para regiões marítimas de águas mais profundas e para densas formações de xisto, ambas caras de se explorar.
Muitas das pesquisas dessas companhias de serviço se concentram em entender melhor as rochas de xisto argiloso (também chamadas de folhelho no Brasil) e desenvolver mecanismos mais avançados para obter mais petróleo e gás dessas formações.
Dez anos após ter começado a exploração de xisto em larga escala, a indústria está perfurando milhares de poços por ano na Pensilvânia, Texas, Luisiana, Ohio, Oklahoma e Dakota do Norte, além de estar testando outras formações de xisto na Califórnia e no Mississippi.
Agora, mesmo com a perfuração horizontal e o fraturamento hidráulico (conhecido como "fracking" nos EUA), os novos poços de xisto conseguem extrair apenas um pequeno percentual do petróleo e gás aprisionado nos pequenos poros da rocha, deixando mais de 75% para trás.
"Entre 2004 e 2012, o desenvolvimento do xisto era, basicamente, bater com uma grande marreta e ver o que saia", diz Richard Spears, vice-presidente da Spears & Associates uma firma de Tulsa, em Oklahoma, que monitora os gastos no setor.
"A questão agora é quem pode fazer isso melhor e otimizar o processo. O xisto não é como os oleodutos, que funcionam para tudo e todos", disse ele, destacando o uso de técnicas de fraturamento de diferentes escalas e intensidades nas formações de xisto.
Equipamentos
Avanços na perfuração podem significar que o crescimento do setor de energia norte-americano, que viu a produção de gás natural subir 19% e a de petróleo, 37% nos últimos cinco anos, pode ganhar um novo impulso com equipamentos melhores.
"Estamos na aurora de uma nova era, então agora toda a indústria está começando a buscar esse recurso e tentando descobrir formas de extrair a maior quantidade possível de petróleo e gás desses lugares", diz Dan Hill, que lidera o departamento de engenharia de petróleo da Universidade A&M, do Texas.
Ele disse que pequenos avanços nas técnicas de fraturamento hidráulico, nas quais água, areia e produtos químicos são injetados nos poços sob pressão para romper rochas muito abaixo da superfície terrestre, podem resultar em lucros significativos para as empresas de petróleo e combustível adicional para os mercados mundiais.
Uma nova técnica envolve uma alteração da ordem em que zonas diferentes de cada poço são fraturadas, de modo a causar um impacto na rocha que faça aumentar a produção. Outra consiste em adequar a química dos fluidos à formação de xisto sendo perfurada.
Técnicas para perfuração
As empresas de serviço de petróleo também estão pesquisando técnicas para melhorar a perfuração e produção em águas profundas. A Schlumberger, que tem desenvolvido novas tecnologias para o setor desde 1927, apresentou recentemente o que afirma ser um dos maiores projetos de engenharia da sua história. O IsoMetrix é uma nova ferramenta para usar ondas sísmicas com precisão para localizar reservas em águas profundas.
A porta-voz da Halliburton, Beverly Stafford, disse que a principal meta da companhia é ajudar as petrolíferas a ter mais acesso "a novas descobertas de hidrocabornetos e a maximizar o valor dos seus ativos".
A companhia está trabalhando na exploração de xisto e de águas profundas, assim como no aumento da produção em campos maduros de petróleo e gás que estão há anos produzindo