TURMA DO PETRÓLEO

TURMA DO PETRÓLEO

sábado, 12 de novembro de 2011

Petróleo e gás, oportunidade que vem mar

Qualificação é requisito para conseguir 

vaga no setor

Rio -  O setor de petróleo e gás, mais do que movimentar 
a economia de diversos municípios e estados, se 
transformou em um dos grandes empregadores, com 
cerca de 40 mil pessoas envolvidas em alguma das atividades 
que integram o segmento.



Plataformistas, sondistas, operadores subaquáticos 
(mergulhadores), nutricionistas, médicos e profissionais 
de seguraça do trabalho são algumas das profissões que 
ganharam espaço. Também a indústria naval foi 
beneficiada com a construção de plataformas e navios, 
gerando ainda mais oportunidades de trabalho.




Segundo Márcia Dórea, supervisora técnica do Centro de Referência em 
Petróleo e Gás do Senai,existe uma demanda de mão de obra. 
" Diversos setores estão carentes de mão de obra qualificada,
 principalmente os setores naval e de petróleo e gás. Estes 
setores em destaque estão aquecidos devido aos grandes 
investimentos na área e à descoberta de novas reservas no país", revela.

Mas as chances de emprego exigem um profissional altamente 
capacitado para atuar tanto em petróleo e gás, assim como na 
indústria naval. " O nível de escolaridade dependerá do 
setor de atuação. Os níveis exigidos vão desde o 
básico até o superior com especializações. Para o início, 
o ideal é se especializar na área fazendo um curso técnico 
ou de qualificação profissional para se ter mais chances de 
inserção no mercado", orienta Márcia Dórea.

A descoberta do pré-sal aqueceu ainda mais o segmento, 
determinando a criação de novos cursos para atender 
as exigências deste nicho, que requer pessoal muito mais 
qualificado, o que levou o Senai a aumentar os cursos oferecidos.

"A descoberta de grandes reservas no pré-sal e a 
possibilidade de se explorar em condições adversas é um 
grande desafio para todas as empresas envolvidas. Não 
só em tecnologia, mas principalmente em mão de obra. 
A demanda de profissionais nesta área aumentou muito 
nos últimos anos, fazendo com que o Senai ampliasse 
seu portfólio, com a criação de novos cursos, instalações 
e laboratórios específicos, materiais didáticos atualizados 
e docentes de ponta para formar profissionais qualificados 
para atender às empresas do setor", diz a supervisora da instituição.

Junto com a capacitação é fundamental para quem 
pretende ingressar na área, ter conhecimento do 
inglês. "Devido a transferência de tecnologias 
e a entrada de diversas empresas estrangeiras para 
atuarem neste setor, a língua inglesa se tornou 
ferramenta fundamental para este setor", comenta a especialista.

A área de petróleo e gás tem um grande atrativo: 
os salários pagos. Em média, ficam na faixa de R$ 6 mil a R$ 9 mil.
Entretanto, não todas as pessoas que têm condições de trabalhar 
no setor.

"O setor de petróleo e gás é bem extenso e complexo 
e engloba outros setores e diversas atividades. 
Hoje, existem muitos cursos sendo oferecidos no 
mercado. É de suma importância que a pessoa pense, 
analise e pesquise sobre aqueles que lhe despertam 
interesse. Primeiramente, fazer um curso que lhe dê 
o conhecimento/visão geral do setor de petróleo e gás 
é fundamental. A partir desta visão, o profissional 
pode iniciar um processo de especialização para ter 
mais chances de colocação no mercado. Para isso, 
o primeiro passo, sem dúvida nenhuma, seria fazer um 
curso técnico, pois hoje a demanda por profissionais 
técnicos é bem significativa. Segundo, é fazer uma 
língua estrangeira, o que aumentará muito sua colocação. 
Uma vez atuando no setor, fazer uma graduação é 
imprescindível para quem está em busca de desafios 
e pretende atingir cargos mais complexos. Ser uma pessoa 
bem atualizada com as tecnologias e inovações do 
mercado também é importante", conclui.

Setor de petróleo

A região Norte do Estado do Rio emprega 24.355 trabalhadores. 
A capital é a segunda maior empregadora, com 16.999 postos 
de trabalho, seguida da Baixada Fluminense, no entorno 
de Duque de Caxias, com 3.077. Em todo o estado há 46.096 
empregados no setor, com salário médio de R$ 9.144,61. 
O segmento conta com 206 estabelecimentos no estado do Rio.

A capital é a região que paga melhor no setor de Petróleo, 
com salário médio de R$ 11.264,35. A região Sul registra 
os melhores salários pagos aos trabalhadores com 
formação de Ensino Médio completo (em média, R$ 9.032,17). 
Aqueles que têm escolaridade mais alta (Ensino Superior) 
recebem, na Capital, o maior valor pago neste segmento 
(em média, R$ 12.626,83).

Setor de gás

A cidade do Rio de Janeiro emprega 5.403 trabalhadores. 
A Baixada Fluminense, no entorno de Duque de Caxias, é a 
segunda maior empregadora, com 1.501 postos de trabalho, 
seguida da região Norte, com 506. Em todo o estado há 7.948 
empregados no setor, com salário médio de R$ 6.755,04. 
O segmento conta com 172 estabelecimentos no estado do Rio.

A capital é a região que paga melhor no setor de gás, com 
salário médio de R$ 8.706,91, e a região Norte registra os 
melhores salários pagos aos trabalhadores com formação de 
Ensino Médio completo (em média, R$ 4.308,66). Aqueles que 
têm escolaridade mais alta (Ensino Superior) recebem o maior 
valor pago neste segmento (em média, R$ 10.019,69)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

NNO destaca mão de obra qualificada para o pré-sal

VERGONHA:  Por conta do gargalo que a indústria naval brasileira irá sofrer com a demanda que o pré-sal vai apresentar nos próximos anos, foi realizado nesta terça-feira (08/11), na Niterói Naval Offshore (NNO), que acontece no Caminho Niemeyer, em Niterói, as palestras sobre "Formação Profissional para a Construção e Operacão". O secretário de Ciência e Tecnologia de Niterói, José Raymundo Martins, destacou o número irrisório de estudantes que ingressaram no ensino superior ou técnico no Brasil, no balanço realizado em 2010. "Nosso país tem quase 200 milhóes de habitantes e temos só seis milhões nas universidades". Segundo o secretário, desses seis milhóes, 11% ingressaram no curso de engenharia. "Náo sei se vamos ter pessoas suficientes para trabalhar no Comperj", alertou José Raymundo.

RETOMADA: De acordo com o secretário e presidente do painel, muitos trabalhadores que foram para Europa e para a Ásia estáo voltando, porque aqui falta profissionais qualificados para trabalhar em estaleiros, navios e etc. "Nós vivemos numa região onde se concentram os maiores investimentos em engenharia. Náo podemos ser apenas importadores de tecnologia", finalizou José Raymundo. Presente na mesa, o presidente do Forum dos Trabalhadores, Joacir Pedro lembrou, com um breve panorama da história do segmento naval e offshore, a necessidade de se investir no conteúdo local."Em 2002, num Congresso na Bahia, fizemos o então presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, assinar um termo de compromisso para reerguer a indústria naval brasileira". Sobre a questáo do conteúdo local, Joacir lembrou que não é só de chapas de aço que um navio é composto. "Existem mil conteúdos em um navio".

DEMANDA:  No segundo painel do dia, sobre "Formacao profissional para Operacões", o gerente de Transporte Marítimo da Transpetro, Eduardo da Cunha Bastos, lembrou que serão necessários mil novos oficiais, além de manter atualizadas as atuais tripulações, garantindo que 450 gerentes de bordo fiquem prontos, por conta da chegada de embarcações mais modernas. “A Marinha Mercante atravessa um momento mágico, com os novos estaleiros e as frotas aumentadas. O desafio da Transpetro será daqui a pouco operar cerca de cem petroleiros. A atividade permanente da Academia é treinar e manter o pessoal atualizado e certificado", ressaltou.

OPORTUNIDADES:  No debate, o almirante Marco Antonio Falcão, do Centro de Instrução Almirante Graça Aranha, disse que, no último concurso, dez mil se inscreveram para disputar cerca de 300 vagas, nas escolas da Marinha no Rio e em Belém. “A procura é grande, como nos cursos mais disputados nas universidades. Desse contingente, o número de mulheres é grande. Hoje, temos 30% de meninas matriculadas”, afirmou Falcão
.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Bom dia!
Eu não poderia deixar de comentar esta excelente matéria que saiu na Revista EXAME deste mês, sobre a grande falta de mão-de-obra que o Brasil está enfrentando e vai enfrentar. Para vocês terem uma idéia, só na indústria do Petróleo, será necessário formar mais de 600.000 profissionais para atender toda a demanda nos próximos anos.

CARÊNCIA DE MÃO-DE-OBRA

Segundo a Revista, numa pesquisa feita pela própria exame, será necessário treinar mais de 1,3 milhões de pessoas só esse ano de 2010 até 2014 para atender todas as demandas de mão-de-obra no País no setor. A maior parte de Técnicos e pessoal com qualificação básica. As empresas têm e estão numa corrida atrás de mão-de-obra qualificada e àquelas que não encontram no mercado, acabam custeando os treinamentos para poder atender toda a demanda necessária.

Só a Petrobrás, por exemplo, planeja investir mais de R$ 220 Bilhões até 2014. E como ela tem a política de que 60% de todo investimento deve ser de conteúdo local, os fornecedores nacionais e internacionais que estão no Brasil precisam contratar para atender a essa expectativa.

Outra formação que está em falta no mercado é a de Engenharia, isso tudo devido ao grande percentual de evasão nas faculdades de Engenharia, por volta de 80%. Isso tudo devido à falta de investimento na Educação Básica do Brasil, que é fraca em ensino de Matemática;Física;Química e Ciências. Segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria, faltarão 150.000 Engenheiros em 2012 e 250.000 em 2015.


CONCLUSÃO

Como vocês podem ver a necessidade por mão-de-obra técnica e qualificante hoje é imensa. Por isso, a dica que dou é a seguinte: 
·         Se você ainda não está inserido no mercado e deseja entrar logo, faça um curso de Qualificação ou Capacitação e depois Técnico, independente da idade. Cursos técnicos em Edificação, Mecânica, Automação, Eletrônica, Eletrotécnica, Eletromecânica, Instrumentação,Petróleo e Gás,Soldagem, etc., são muito bem aceitas no mercado. 
·         Se você é novo, e tem condições de ficar sem trabalhar durante um tempo, faça Engenharia qualquer que seja o ramo escolhido há chances,um bom curso de Inglês,conversação ou técnico e Informática com fundamentos sólidos em Excell. 
Já o caso dos Tecnólogos, alguns ainda têm encontrado dificuldade, devido justamente à necessidade das empresas de precisarem de profissionais com uma base técnica sólida, o que o Tecnólogo não tem, por ter uma formação mais generalista. Para aqueles que estão fazendo ou desejam fazer em breve, faça cursos paralelamente ao curso, eu recomendo cursos voltados para Gestão de Projetos, pois tem mais a ver com o Tecnólogo. Mas independente do curso que você faça, procure focar naquilo que você deseja trabalhar,siga suas habilidades e instinto. O Tecnólogo por ter uma grade generalista, força o estudante o Foco, para não se perder no mercado.

Prof.Valdson Vercellotti
IFRN/ Prominp / Petrobras
Projeto “ Turma do Petróleo”
Abertura da NNO alerta para apagão de mão de obra
NN - Matheus Franco 

Foi realizada, na manhã desta segunda-feira (7/11), a solenidade de abertura da Niterói Naval Offshore (NNO), com a presença de autoridades e representantes do setor industrial. Durante a apresentação dos componentes da mesa, a tônica foi a questão da mão de obra. O problema foi tratado como alarmante, logo após o prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, declarar aberta a NNO. O primeiro a tocar no assunto foi o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha.
“Teremos um problema sério na indústria naval que é o apagão de mão de obra”, ressaltou Ariovaldo, a respeito da demanda que está por vir, especialmente em Niterói. Fazendo coro, e enfatizando ainda mais o gargalo, o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, estendeu a discussão a outros níveis profissionais. “O grande desafio não é a demanda, nem tecnologia, é gestão, gente”, disse Machado. Para ele, a necessidade, agora, não é mais de pessoas para o “chão de fábrica”, mas para gerência intermediária e superior.
Transpetro terá mais 28 navios
J. Commercio - Economia 

A Petrobras fechará nos próximos dias com o estaleiro Eisa contrato para a construção de oito navios para transporte de produtos de petróleo - última encomenda da segunda fase do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef 2). Com o final desta etapa e a entrega do primeiro petroleiro construído no âmbito do programa, prevista para apróxima semana, a estatal deve anunciar em seguida a terceira fase do Promef, com a encomenda de mais 20 navios, afirmou ontem Sérgio Machado, presidente da Transpetro.
Segundo Machado, Petrobras e Eisa chegaram a um consenso sobre o preço dos oito navios e faltam apenas "alguns acertos técnicos" para a conclusão do contrato. Localizado no Rio de Janeiro, o estaleiro Eisa, do grupo Synergy, poderá a encomenda com o estaleiro Mauá, do mesmo grupo, localizado em Niterói.
Petrobras terá 21 sondas contratadas
J. Commercio, Economia - Kelly Lima 

A Petrobrás recebeu ontem as propostas para a contratação de 21 sondas de perfuração de áreas com até 3 mil metros de profundidade, dentro da maior licitação já realizada no País, que prevê o afretamento das unidades ao longo de 15 anos. Considerando que os preços ficaram entre US$ 604 mil e US$ 630 mil pela diária de cada unidade, o contrato soma ao longo de todo o prazo de afretamento cerca de US$ 70 bilhões.

As propostas se dividiram em três grupos, sendo dois deles apresentados pela empresa Sete Brasil - que tem participação da própria Petrobrás em 10% de seu capital - e um, para a construção de cinco unidades, pela Ocean Rig, do empresário German Effromovitch. Convidadas a participar da concorrência, Saipem, Shain, Engevix e Ensco declinaram de apresentar propostas.

sábado, 5 de novembro de 2011

Palestras da " Turma do Petróleo" 2012 ( 2 )

Recebi  e-mails de alguns jovens sobre interesse em assistir palestras da  " Turma do Petróleo" e que a sua escola não deve querer fazer parte do projeto em receber as mesmas,bem nós da " Turma do Petróleo" não podemos forçar nenhum Diretor ou Coordenador Pedagógico em aceitar o Projeto mesmo que não custe nada para as escolas é um critério das mesmas e só temos a lamentar,muitas escolas ainda não receberam o nosso comunicado,como falamos anteriormente estamos enviando para escolas que possuem site,ainda falta as escolas públicas e outras que não possuem site receberem os oficio.
Caso sua escola não recebeu aguarde ou não queira participar envie um e-mail direto  
turmadopetroleo@hotmail.com que respondo suas duvidas caso não as encontre no blog.
Esperamos uma grande participação das escolas em pró do desenvolvimento profissional dos nossos jovens profissionais

Abraços


Prof.Valdson

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Bacia de Campos enfrenta queda na produção de óleo
Folha, Mercado - Cirilo Junior 

Principal área produtora de petróleo no Brasil, a bacia de Campos enfrenta problemas para manter em alta a sua produção. Declínio mais acelerado de campos antigos, atraso na entrada de novos sistemas de produção e problemas na manutenção de plataformas da Petrobras fazem com que a produção oscile constantemente, com viés para baixo. Em 2010, a produção na bacia teve a primeira queda em oito anos, para 1,676 milhão de barris/dia em média, ante 1,693 milhão em 2009. Nos anos anteriores, a produção na região crescia significativamente.
Neste ano, de janeiro a setembro, a produção segue, na média, no mesmo patamar, em 1,673 milhão de barris. No entanto, nos últimos meses há uma queda abrupta. Em janeiro, a produção em Campos chegava a 1,744 milhão de barris/dia. Chegou a cair para 1,612 milhão de barris/dia em julho e 1,615 milhão de barris diários em agosto. No mês seguinte, teve leve recuperação, para 1,654 milhão de barris. A Petrobras minimiza os números e diz que a variação negativa é insignificante e que pode ser encarada como estabilidade. Sustenta que essas variações são normais na indústria do petróleo.
Petrobras planeja triplicar exportações de petróleo até 2020
J.Commercio, Economia 

A Petrobras prevê triplicar as exportações de petróleo até 2020, para entre 1,5 milhão e 1,6 milhão de barris por dia, disse nesta terça-feira o presidente-executivo da estatal, José Sérgio Gabrielli, que considerou Estados Unidos e China os mercados mais importantes para a companhia brasileira. De acordo com planejamento da companhia, a produção de petróleo deve aumentar para 3,9 milhões de barris por dia até 2015 e 4,9 milhões em até cinco anos depois, de 2,1 milhões de barris produzidos este ano.
Com esse desempenho, o Brasil pode se tornar um dos três maiores países produtores de petróleo do mundo, segundo Gabrielli. A Petrobras atualmente exporta 520 mil barris por dia de petróleo. As exportações para Estados Unidos e China dobrariam para 400 mil a 450 mil barris por dia cada, acrescentou.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Comentários

Boa Noite!


Infelizmente o blog esta recebendo  comentários de baixo nível atacando tudo e a todos.
Esse blog foi feito para passar informação e conhecimento a todos que querem algo objetivo,quem não gosta ou deseja manifestar sua falta de educação seja homem e identifique-se.
Diferente da minha pessoa que manifesta suas ideias de forma aberta, lamentavelmente ainda pessoas cobardes que se escondem atrás de palavras.


Pense Nisso


Prof.Valdson
Área do pré-sal produz mais água que óleo
Folha, Mercado - Leila Coimbra 

O campo de Golfinho, explorado pela Petrobras no pré-sal da bacia do Espírito Santo, desapontou as estimativas iniciais e se tornou um fracasso, passando a produzir mais água que petróleo. A produção diária prevista era de 300 mil barris, mas hoje o campo produz 9% disso, ou 26 mil barris por dia. A principal causa dessa queda da produção é a presença de um aquífero que invadiu a reserva.
Inicialmente a Petrobras pretendia colocar lá três sistemas de produção FPSO, uma espécie de plataforma. Cada FPSO de Golfinho teria capacidade de produção de 100 mil barris. O plano foi abortado e hoje apenas um sistema de produção funciona no campo, e sem atingir nem um terço de sua capacidade. A Petrobras não informa o quanto investiu em Golfinho, mas no mercado a estimativa é que o investimento tenha superado USD 500 milhões.
Mudança acelera exploração no pré-sal
O Globo, Economia - Catarina Alencastro 

O governo publicou na última sexta-feira sete portarias ministeriais com novas regras que pretendem agilizar, normatizar e regularizar a concessão de licenciamento ambiental para hidrelétricas, portos, rodovias, linhas de transmissão de energia e exploração de petróleo e gás. As mudanças lançadas pelo governo vão acelerar o licenciamento do pré-sal. Mas, segundo o coordenador de Petróleo e Gás do Ibama, Cristiano Vilardo, o processo não será menos exigente. A partir de agora, a licença prévia (na qual a localização da obra é autorizada) poderá ser dada para polígonos.
Ou seja, em vez de se autorizar cada poço de perfuração para a exploração de petróleo isoladamente, o Ibama poderá licenciar de uma só vez um conjunto de blocos numa mesma região, para que a empresa explore de acordo com sua conveniência. Na prática, isso já vinha sendo feito, mas os técnicos estavam sujeitos a contestações judiciais, já que não havia norma de licenciamento. A abrangência dos estudos que o empreendedor terá de apresentar agora dependerá do impacto ambiental. Quanto mais longe da costa e mais profunda a perfuração, mais exigente o Ibama será.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Palestras da " Turma do Petróleo" 2012

Bom Tarde!


Já está em pleno vapor os contatos com as escolas públicas e privadas de todo o território nacional convidando para participar do projeto da " Turma do Petróleo".
Inicialmente estamos entrando em contato via e-mail com as escolas que possuem sites na Internet por ser mais fácil e rápido,isso não discrimina nenhuma escola pois aproximadamente queremos entrar em contato com aproximadamente 60% das escolas de ensino médio,técnico e profissionalizante,pois é impossível conversar com todas,caso sua escola não tenha um site de contato não tem problema na sequência serão enviadas cartas ofícios para as demais.
O único pedido solicitado é a resposta se quer ou não participar,pois neste ano foram enviados a vários contatos e não tivemos retorno esperado, isso foi uma falta de respeito e consideração total com o Projeto.
Lembramos mais uma vez não tem custos para escola.
Não divulgamos nenhum curso.
Apenas levamos conhecimentos para os jovens das reais possibilidades profissionais nesse setor carente de profissionais qualificados.
Por isso jovem leitor pergunte ao coordenador pedagógico de sua escola se recebeu esse e-mail ou oficio pois teremos imenso prazer em levar para sua escola o mundo da "Turma do Petróleo"


Pense nisso


Prof.Valdson 
Prominp espera nova seleção em março de 2012
NN - Redação 

O consultor do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás (Prominp), Bruno Campos Machado, participou, na manhã de ontem, do seminário “Tecnologias Inovadoras - Desafios e Oportunidades”, que ocorreu no auditório da Fenac, em Novo Hamburgo (RS). No evento, Machadodestacou que há expectativa de uma nova seleção em março de 2012.
“Fiquem atentos, pois  já qualificamos mais de 79 mil pessoas até agora, em parceria com os Institutos Federais que possuem cursos especificos na area de petróleo e gás. Senai, Escolas Técnicas e Faculdades, e temos previsão de realizar um novo processo seletivo em março de 2012" - salientou o consultor. Com público formado por estudantes do Ensino Médio, o evento teve por objetivo tratar dos desafios e oportunidades nas áreas de tecnologia, energia e desenvolvimento sustentável, no que diz respeito à inovação e qualificação tecnológica e profissional.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Recentes descobertas elevam capacidade do Espírito Santo

NN - Rodrigo Leitão 


Mesmo com as perdas recentes no Senado com a nova distribuição dos royalties de petróleo, o Espírito Santo vem aproveitando bom momento através da sua localização estratégica para ampliar os investimentos na área de petróleo e gás. Com a descoberta de novos campos, principalmente pela Petrobras, o Estado tornou-se a maior província petrolífera do país e, até o final de 2011, deverá alcançar uma produção de cerca de 400 mil barris por dia. Atualmente a produção gira em torno de 350 mil.
No que diz respeito à cadeia produtiva de petróleo e gás, as perspectivas petrolíferas das áreas do pré e pós-sal do Estado formam uma combinação de elevado potencial. Com lâminas d'água que variam de 1,3 a 2 mil metros de profundidade, grandes reservatórios de óleo e gás estão sendo encontrados acima e abaixo da camada de sal. Desde 2008, a Petrobras vinha produzindo em caráter experimental no campo de Jubarte - na porção capixaba da Bacia de Campos, a 80 km da costa do Espírito Santo - onde se encontra o segundo maior polo do pré-sal brasileiro em reservas.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Plataforma P-35 é interditada pelo M.P


O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) informou que a plataforma P-35 foi interditada pela Ministério Público do Trabalho (MPT). Segundo o sindicato, o MPT embarcou na quinta-feira na plataforma e constatou condições de risco no sistema de gás inerte, desde a sua geração até os insufladores nos tanques, por conta do vazamento de monóxido de carbono, e no tanque SLOP de água produzida, por conta do H2S. Ainda de acordo com o Sindipetro-NF, a Petrobras já foi notificada a respeito e a consequência da interdição que é a parada da plataforma. Procurada, a empresa ainda não se pronunciou .
A plataforma P-35 é interditada pelo Ministério Público do Trabalho, diz Sindipetro-NF
O sindicato já havia feito um pedido de interdição da unidade à Agência Nacional do Petróleo (ANP), ao MPT, à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) e à Marinha. O Sindipetro-NF informou que o pedido de interdição da P-35 foi referendado por 126 trabalhadores da Petrobras e de empresas privadas do setor petróleo em assembleia. O sindicato diz ainda ter recebido informações de que, na madrugada desta sexta-feira, ocorreu contaminação de 2 PPM de gás sulfídrico nas acomodações dos petroleitos. A informação, diz a entidade, teria sido confirmada nesta sexta, pela Petrobras em reunião com o MPT.
No fim de setembro, a Petrobras retirou 22 trabalhadores que foram intoxicados por causa da presença de dióxido de carbono na plataforma P-35, na bacia de Campos. O gás é utilizado para manter um selo inerte (sem oxigênio) nos tanques de armazenamento de petróleo da plataforma. Segundo a estatal, na época, a produção não foi interrompida. A plataforma tem uma produção de óleo de 55.719 mil barris por dia. A produção de gás é de 360.000 m3/d. Ao todo, conta com uma tripulação formada por 200 pessoas.
Porto de Suape a pleno vapor
O Globo, Economia - George Vidor 

Até dezembro, o porto de Suape contará com três estaleiros. O EAS, já em funcionamento (e com obras de expansão), o vizinho Promar, também em andamento, e um terceiro que está com obras programadas para o fim do ano. Um quarto estaleiro, italiano, de pequeno porte, está em fase final de negociações com o governo de Pernambuco. Existem mais seis na lista, diz Silvio Leimig, diretor do projeto Suape Global.
Com isso, Pernambuco deve se firmar como um dos três grandes polos de construção naval do país (os outros dois ficam no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul). Cerca de 60 mil pessoas estão trabalhando no complexo industrial de Suape, sendo 30 mil nas obras da Refinaria Abreu e Lima e dez mil na implantação da Petroquímica Suape, ambas da Petrobras.

Leiam esse artigo e veja o meu comentário no final

(domingo, 16 de outubro de 2011

Blogs sobre Petroleo e Gas


( De vez em quando passeio por blogs outros que falam de petróleo e gas a exceção do Tecnopeg e QG do Petróleo a procura de artigos técnicos ou reflexões de nossa área para ler, mas, o que encontro em 99,99% destes? NADA! Somente anuncio de estágios diversos e empregos que muitos nunca irão alcançar. Sou levado a afirmar que estes 99,99% dos blogs da aera são, nada mais nada menos, que um “clipping” mal feito, uma coletânea de artigos copiados de sites de noticias o famoso “Control C + Control V”.

E, quando raramente postam um artigo, eles copiam somente de sites escritos em português que, por sua vez, já mal copiaram sites escritos em inglês. Poderiam para ganhar tempo e credibilidade copiar diretamente da fonte, mas, não tem conhecimento técnico para avaliar o que está escrito e, escrever um então nem pensar, isto é devido à má formação que recebem ou receberam para formular um por pior que seja.

As vezes me deparo com perolas como abaixo:

(fragmentos por que ninguém é de ferro!).

“  ... O principal entre o curso tecnológico e o de engenharia é que no primeiro é focado em uma área mais especifica, como é a grande maioria dos cursos tecnológicos, como o de tecnólogo em petróleo e gás (exploração), o foco dele é na fase de exploração, provavelmente haverá noções de outras áreas, mas ninguém quer só noções, um exemplo prático é a de que normalmente uma blusa básica é mais barata que uma mais complexa, chama mais atenção para essa ultima, pois foge do comum ...”. Não tenho coragem de citar a fonte, vamos preserva-lo da vergonha, OK?

Senhores. É preciso ser muito alienado para escreve tanta bobagem num só paragrafo!

Se alguns dos meus poucos, porem selecionados, e bravos leitores quiser escrever algum ou se já o possui, este espaço está à disposição para publica-los.

Abraços a todos e bom domingo!

Luiz Henrique)

***** Não é a primeira vez que este senhor desenvolve esse tipo de comentário,para ele nada além de um Curso de Engenharia presta,Técnico,de Qualificação, Tecnólogo é perda de tempo e dinheiro e agora são os blogs, é verdade que lemos muita coisa errada e besteira,mais é livre,lé quem quer e todos são copiados de fontes em comum pois nenhum tem acesso direto a informações privilegiadas,uns tem melhores patrocinadores e outros lutam para se manter,uns procuram levar um pouco de conhecimento a quem não sabe e outros divulgar seus cursos e feitos a pessoal mais capacitados.
A verdade é que precisamos deixar de ficar querendo atirar pedra com medo de sermos substituídos de alguma forma,todos tem direito de expor suas idéias e o publico é adulto bastante para saber o que acontece e selecionar o que presta ou não,a maioria dos blogs são dos polos principais de extração Rio de janeiro por exemplo, então os mesmos devem se achar com o direito que tudo que escreve e falam são verdadeiros.
Acho que devemos passar informações não importa se colados ou não para todos,agora quem deve avaliar o conteúdo é o leitor, se a sua pesquisa levou a qualquer blog não importa sua origem ele devera saber se é de boa qualidade ou não, pesquise,analise seu conteúdo e compare com outros,sempre levando informação,não é dando uma ancora ao invés de uma boia no mercado de trabalho,que melhoramos o mesmo.

Pense Nisso

Prof.Valdson



sábado, 22 de outubro de 2011

23

NORDESTE DESPONTA COMO NOVO CAMINHO DO SETOR NAVAL

O nordeste já desponta como novo caminho para os investimentos da indústria naval. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), 80% dos investimentos planejados para o setor até 2013 serão feitos na região. Segundo o Sinaval, dos R$ 7,6 bilhões de recursos destinados ao setor no período, R$ 6,1 bilhões terão como destino o nordeste. Ao todo, serão pelo menos 17 novos estaleiros, nove dos quais estarão no nordeste.

Mais de 45 mil pessoas já trabalham nos estaleiros, na indústria náutica e de barcos de pesca, entre outros segmentos, no país. O estado que mais emprega continua sendo o Rio de Janeiro, com 48% das contratações, mas Pernambuco já aparece em segundo lugar, com 8,5 mil vagas. Para se ter uma ideia, Santa Catarina, que tem tradição no setor, emprega 3,5 mil trabalhadores, o terceiro colocado no ranking. Segundo dados do Sinaval, o número total de vagas evoluiu de 1,9 mil, em 2000, para 45.470, em junho deste ano - um crescimento de 2.293%.

O crescimento do setor naval no país e em especial no Nordeste chama a atenção de empresas e profissionais do setor. Um dos exemplos desse ressurgimento da indústria na região é o Porto de Suape. O Porto já movimenta mais de cinco milhões de toneladas de carga por ano, destacando-se, entre elas, os granéis líquidos (derivados de petróleo, álcool, produtos químicos, óleos vegetais etc), com mais de 80% da movimentação, e a carga conteinerizada. Suape pode atender a navios de até 170.000 tpb e calado operacional de 14,50 m. Com 27 km² de retroporto, seus portos externo e interno oferecem as condições necessárias para atendimento de navios de grande porte.

O Brasil já tem a quinta carteira de encomendas do mundo. São R$ 55 bilhões em investimentos e encomendas, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As 430 embarcações encomendadas, entre licitadas e a licitar, vão gerar 60 mil empregos no país até 2015, 30 mil deles no Norte e Nordeste. “O interessante disso tudo é que a indústria de navipeças vai crescer em volta desses estaleiros, movimentando toda a economia”, diz o secretário executivo do Sinaval, Sérgio Leal. As novas embarcações vão eliminar os US$ 1,36 bilhão que só a Petrobras gasta com afretamentos por ano.

Investimentos estrangeiros

O Porto de Suape vem atraindo a atenção e os investimentos dos empresários estrangeiros. Das 17 empresas em processo de instalação no Projeto Suape Global, criado em dezembro de 2008, seis são estrangeiras. Apenas nesses projetos será investido US$ 1,5 bilhão e vão ser gerados 23,7 mil empregos diretos. A iniciativa quer transformar o complexo em um pólo provedor de bens e serviços para as indústrias de petróleo, gás e naval. Uma das primeiras tarefas dos idealizadores do Suape Global foi divulgar o projeto no exterior. Foram organizadas missões para nove países, entre eles os Emirados Árabes Unidos.

NOVA PLATAFORMA AMEAÇA BALEIAS EM EXTINÇÃO



A companhia Sakhalin, em parte detida pela Shell, anunciou que pretende construir uma nova plataforma petrolífera perto de um local de alimentação das últimas 130 baleias-cinzentas, espécie ameaçada de extinção no oceano Pacífico ocidental, segundo denuncia a WWF (ONG dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade). A região visada é o principal habitat de alimentação para a baleia-cinzenta da região, ao largo da ilha Sakhalin. A Sakhalin Energy já tem duas plataformas naquela região e, segundo estudos anteriormente realizados pela companhia e agora citados pela WWF, o local é uma zona propícia a sismos e, por isso, instável.

A atuação dos Tecnólogos na Indústria de Petróleo.

Com os anúncios das reservas de petróleo e gás na camada pré-sal, localizada em águas profundas (entre 5 mil m e 7 mil m abaixo do nível do mar), há boas perspectivas de abertura de postos de trabalho na cadeia produtiva desses dois recursos. Dos profissionais que podem se beneficiar diretamente deste aumento da oferta de postos é o tecnólogo em petróleo e gás.

A perspectiva não podia ser melhor para o tecnólogo. A tendência é de crescimento bastante grande e imediato.

As possibilidades de trabalho na cadeia produtiva são muitas e dependem da formação do profissional. O tecnólogo pode trabalhar na exploração, na transformação e até no aproveitamento do petróleo e do gás natural. Assim, os postos de trabalho vão desde as empresas de engenharia que perfuram os poços até refinarias e petroquímicas.

Alguns dos cargos que o tecnólogo pode exercer são: analista de controle de qualidade, de logística, de processos industriais, de risco ambiental, operador de distribuição. No mercado esses profissionais já estão sendo absorvidos.

O curso de tecnólogo pretende atender a demanda por mão-de-obra especializada de maneira mais ágil, uma vez que é focado na atividade. Ele estuda o que é necessário para a aplicação.

A diferença entre o curso de tecnologia e o de engenharia é a extensão do conteúdo estudado. Enquanto o engenheiro estuda três ou quatro cálculos, de maneira mais horizontalizada, aprendendo também diversos aspectos da física, o tecnólogo aprende o que vai exercer.

A atuação dos Engenheiros de Petróleo na Indústria de Petróleo.


Um engenheiro de petróleo atua na área de exploração e produção, construção de poços, desenvolvimento de campos de prospecção, dimensionamento, avaliação e exploração de jazidas, transporte, refino, industrialização e atividades afins como processamento de gás natural.


A grande procura atual pela graduação em Engenharia de Petróleo reflete o crescimento da demanda por profissionais no mercado de trabalho, uma vez que o segmento continua em ampliação no país, e não há um número suficiente de pessoal capacitado.

A graduação em Engenharia de Petróleo também abre possibilidades para quem quiser atuar fora do país, pois o mercado mundial precisa de profissionais da área, que estima-se a falta de cerca de dois mil engenheiros de petróleo por ano, no mundo.

Após a quebra do monopólio do petróleo no Brasil, em 1997, outras empresas além da Petrobras podem atuar no setor de forma competitiva. Atualmente, inúmeras empresas já atuam no Brasil, e devem gerar mais vagas para Engenheiros de Petróleo no mercado, pois precisarão de profissionais especializadas para trabalhar na área, uma vez que além das empresas produtoras e distribuidoras, há ainda diversas posições em empresas que prestam serviços nos segmentos de construção e montagem de ativos como plataformas de petróleo, refinarias, termelétricas, expansão de gasodutos e etc.





 QUAL A DIFERENÇA ENTRE GASOLINA, QUEROSENE E ÓLEO DIESEL

O óleo cru bombeado do subsolo é um líquido negro chamado petróleo. Este líquido contém hidrocarbonetos alifáticos ou hidrocarbonetos compostos apenas por hidrogênio e carbono. Os átomos de carbono se ligam em cadeias de diversos comprimentos.

Acontece que moléculas de hidrocarbonetos de comprimentos diferentes possuem propriedades e comportamentos diferentes. Por exemplo, uma cadeia com apenas um átomo de carbono (CH4) é a cadeia mais leve, chamada de metano. O metano é um gás tão leve que flutua, como o hélio. À medida que as cadeias ficam mais compridas, elas se tornam mais pesadas.

As quatro primeiras cadeias - CH4 (metano), C2H6 (etano), C3H8 (propano) e C4H10 (butano) – são todas gases e entram em ebulição a -107ºC, -67ºC, -43ºC e -18ºC respectivamente. À temperatura ambiente, a maioria das cadeias até C18H32 são líquidas e as acima de C19, são sólidas.

Os diferentes comprimentos de cadeia possuem pontos de ebulição progressivamente mais altos. Sendo assim, eles podem ser separados por destilação. Isto é o que ocorre em uma refinaria de petróleo: o óleo cru é aquecido e as diferentes cadeias são extraídas pelas suas temperaturas de vaporização.

As cadeias na faixa de C5, C6 e C7 são líquidas muito leves e claras, que evaporam facilmente e são chamados de naftas. Eles são usados como solventes. Fluidos de lavagem a seco podem ser fabricados a partir desses líquidos, como também solventes de tinta e outros produtos de secagem rápida.

As cadeias de C7H16 até C11H24 são misturadas e usadas na gasolina. Todas elas evaporam a temperaturas abaixo do ponto de ebulição da água. É por isso que se você derramar gasolina no chão, ela evapora rapidamente.

Em seguida vem o querosene, na faixa de C12 a C15, seguido pelo óleo diesel e óleos combustíveis mais pesados (como o óleo de calefação residencial).

Depois vêm os óleos lubrificantes. Esses óleos não evaporam de modo algum em temperaturas normais. Por exemplo, um óleo de motor pode ser utilizado o dia todo a 120 ºC sem evaporar. Os óleos vão de muito leves (como o óleo 3 em 1), passando por várias espessuras de óleo de motor, até óleos de transmissão muito grossos e graxas semi-sólidas. A vaselina também está incluída aqui.

Cadeias acima da faixa de C20 formam sólidos, começando pela parafina, depois piche e finalmente betume asfáltico, que é utilizado para construir rodovias asfaltadas.

Todas essas substâncias provêm do óleo cru. A única diferença entre elas é o comprimento de suas cadeias de carbono.

Por Alexandre Guimarães.