TURMA DO PETRÓLEO

TURMA DO PETRÓLEO

domingo, 7 de abril de 2013


Leilões de novas áreas de exploração alavancam fluxo de estrangeiro no país

Especialista ressalta que brasileiro também tem ‘boas chances’ de atuação no exterior
NNpetro - Júlia Moura -
Aspectos imigratórios, fiscais, laborais e logísticos de transferência internacional de um trabalhador estão na rotina da indústria de Óleo & Gás. Mesmo assim, estrangeiros ainda enfrentam grandes dificuldades em cumprir com as especificidades tributárias, o que deve ser observado principalmente com o aquecimento do setor no Brasil. “Os próximos leilões e os novos projetos impulsionarão ainda mais o fluxo de estrangeiros para o Brasil”, avalia Bernardo Mira, diretor da Pacific Global Mobility Services, empresa especializada em adequação de estrangeiros no país, em entrevista ao NNpetro.
Mira destaca que as declarações de Imposto de Renda e de capitais brasileiros no exterior ao Banco Central ainda são as principais dificuldades envolvendo o estrangeiro residente fiscal no Brasil. Ele lembra que o prazo para declarar os valores ao BC é até amanhã (05), sendo passível de multa podendo chegar a R$ 250 mil. O especialista ressalta que o brasileiro também tem “boas chances” de atuação no exterior nos seguimentos de O&G e Indústria Naval.
1X) NNpetro - O processo de expatriação de mão de obra para o Brasil ainda é muito burocrático? Quais são os cuidados que o trabalhador deve ter?
Bernardo Mira - A burocracia do processo de expatriação consiste na validação das informações do estrangeiro e da empresa pela Coordenação Geral de Imigração. A informação deve ser provida com cuidado e exatidão, correspondendo com a real situação do expatriado. 
2X) Com o aquecimento da indústria de óleo e gás no Brasil e os próximos leilões, o volume de mão de obra estrangeira deve crescer?  A mão de obra estrangeira representa que fatia do mercado de O&G atualmente?
Certamente. A Mão de Obra estrangeira cresce a cada ano, em especial, aquela voltada para o setor de Óleo e Gás. Os próximos leilões e os novos projetos impulsionarão ainda mais o fluxo de estrangeiros para o Brasil. Números ficam de acordo com as próximas vagas de mercado que serão necessárias neste meio e, atualmente, ainda não se tem uma fatia acertada de mercado. Podemos afirmar que ela cresce gradativamente.
3X) Qual a nacionalidade dos profissionais que tem maior entrada no mercado brasileiro de O&G? O estrangeiro encontra dificuldade para cumprir com as especificidades tributárias brasileira? A mão de obra estrangeira também precisa declarar imposto de renda para pessoa física? Quais são os entraves e como solucioná-los?
Estados Unidos, Reino Unido, Filipinas, Índia e Alemanha são alguns dos países que mandam profissionais atualmente para atuarem no Brasil. Normalmente, eles encontram dificuldades.  O idioma, o desconhecimento das leis e a falta de consultores especializados dificulta o cumprimento das leis fiscais por parte dos estrangeiros. Os profissionais precisam declarar o IR de pessoa física sim, como qualquer residente fiscal brasileiro. A melhor maneira de solucionar estes problemas é procurar uma consultoria especializada no assunto, que resolva da melhor maneira possível as pendências do estrangeiro no país.  
4X) Declaração de capital brasileiro no exterior é uma das questões fiscais que atinge os residentes fiscais no país? Quando ela é obrigatória? Pode gerar multa?
Certamente. O residente fiscal (estrangeiro ou brasileiro), que detiver mais de US$ 100 mil investidos no exterior, deve declarar estes valores ao Banco Central até o dia 05 de Abril. A multa pode chegar a R$ 250 mil.
5X) Os profissionais brasileiros tem chance de trabalhar no mercado externo do setor de Óleo e Gás? Como ele deve se preparar? Quais as especializações mais procuradas?
Os brasileiros têm boas chances de atuarem no exterior. Para isso, o domínio de línguas estrangeiras, principalmente o inglês, e a experiência no mercado nacional são essenciais. As especializações mais procuradas são na área de Óleo e Gás e Engenharia Naval. 

China vai ser o maior importador de petróleo

Opep acredita que país asiático atingirá o topo do ranking até 2014
Fonte: The Wall Street Journal, Benoit Faucon - 
A China deverá ultrapassar os Estados Unidos como maior importador de petróleo do mundo até 2014, segundo afirmou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Essa é a mais nova evidência de que o boom de óleo e gás de xisto nos EUA está revolucionando os mercados de energia do planeta.
"Com o boom de xisto (...) ameaçando reduzir drasticamente as necessidades de petróleo importado dos Estados Unidos, a China deverá passar a ocupar o lugar de importador número um", afirmou a Opep em um relatório publicado nesta semana em seu website.
A Opep, cujos países-membros fornecem mais de um em cada três barris de petróleo consumidos em todo o mundo, afirmou que as crescentes importações da China estão sendo acompanhadas por um também crescente aumento na capacidade de processamento das refinarias no país.
A organização citou analistas que dizem que as importações de petróleo da China devem atingir 6 milhões de barris por dia neste ano. Enquanto isso, a Energy Information Administration (EIA), órgão do governo americano com sede em Washington, estima que as importações de petróleo dos EUA devem ficar abaixo desse patamar já em 2014.
As mudanças já estão em andamento em ambos os países. Em dezembro, a China importou em média 5,57 milhões de barris por dia, uma alta de 8% em relação ao ano anterior, disse a Opep.
Segundo a EIA, os EUA importaram 7,95 milhões de barris de por dia em janeiro, uma queda de 8% em relação a agosto passado.
Os EUA detém a posição de maior importador de petróleo desde os anos 70, quando a produção interna começou a cair.
Num relatório de novembro, a Agência Internacional de Energia (AIE), que reúne os países importadores, previu que os EUA se tornarão o maior produtor mundial de petróleo até 2020, e que a América do Norte se tornará exportadora dez anos mais tarde.

Pré-sal gera contratos de mais de US$ 760 milhões com navios sonda

GE se firma no mercado brasileiro com contratos que ultrapassam US$ 600 milhões
Redação NNpetro - 
Fornecimento de sistema elétrico para 29 navios sonda do pré-sal, encomendados pela Sete Brasil, gera mais de US$ 760 milhões em contratos firmados com especializadas em conversão de energia. Só a General Eletric anunciou acordos que ultrapassam US$ 600 milhões para fornecer pacotes de eletrificação a 22 das 29 embarcações que irão atender a exploração de águas profundas no Brasil.
A previsão da multinacional americana é de que as embarcações estejam construídas até 2020 pelos estaleiros Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca (PE); Rio Grande (RS), da Ecovix - Engevix; Enseada do Paraguaçu (EEP), em Maragojipe (BA); e Brasfels, em Angra dos Reis (RJ), da Keppel Offshore & Marine.
A maior concorrente da GE nas demandas da Sete Brasil é a companhia suíça ABB, que atenderá aos outros sete navios sondas, por US$ 160 milhões.
De acordo com o presidente da GE Power Conversion para a América Latina, Wendell Oliveira, a companhia acertou em investir no momento certo e ter largado na frente na produção local. Segundo ele, a empresa reuniu um portfólio completo, de forma que não deve encontrar dificuldade para manter sua posição na área de petróleo, nos próximos anos.
Em 2011, a GE adquiriu globalmente a francesa Converteam, especializada em conversão de energia, por US$ 3,2 bilhões. Unida ao portfólio de motores e geradores elétricos da GE, a divisão foi rebatizada de Power Conversion. No Brasil, a unidade nasceu com a fábrica que era da Converteam, em Betim (MG), de painéis de controle, acionamentos, inversores, entre outros equipamentos, e somou-se à Gevisa, de motores elétricos da GE, em Campinas (SP).
Os sistemas de energia e automoção dos navios contratados começam com 40% de nacionalização e alcançam 60% nas últimas embarcações.
(Com informações do Valor)

Magda Chambriard anuncia mais empresas interessadas no leilão da ANP

Rodada vai licitar áreas de petróleo e gás distribuídos em 11 bacias sedimentares, principalmente das regiões Norte e Nordeste
Redação NNpetro - 
A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, anunciou na quarta-feira (03) que mais onze empresas manifestaram interesse na 11ª rodada de licitação de petróleo e gás, prevista para 14 e 15 de maio. No total, já são 71 empresas que pretendem disputar as áreas ofertadas pela agência.
Por enquanto, de acordo com a ANP, já estão habilitadas como operadoras quatro petrolíferas, que poderão disputar todos os tipos de ativos no leilão - em terra, mar, águas rasas e profundas. Estão credenciadas as brasileiras OGX, braço do grupo EBX, do empresário Eike Batista, e Queiroz Galvão. Entre as petrolíferas estrangeiras, estão a Shell e Repsol Sinopec.
Magda espera que todas as empresas interessadas sejam qualificadas para o leilão. Isso porque a ANP adotou diversas ações com o objetivo de "explicar as regras para que ninguém fique de fora". Segundo a ANP , as demais empresas estão sendo avaliadas.  As 71 companhias interessadas estão espalhadas em 21 países, incluindo o Brasil.  Magda afirmou que certamente haverá ágio nessa rodada e "será grande".
"A rodada não vai atrasar de jeito nenhum", garantiu a diretora da agência. "O interesse é muito grande porque tem áreas muito boas nessa rodada", disse, ao se referir a regiões de águas profundas.
Ao todo, serão ofertados 289 blocos em 23 setores, cobrindo 155,8 mil quilômetros quadrados, distribuídos em 11 bacias sedimentares: Barreirinhas, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Tucano.

segunda-feira, 1 de abril de 2013


Sindicato cobra manutenção das aeronaves usadas pela indústria de O&G

Tráfego aéreo na Bacia de Campos dobrou junto com acidentes, diz Sindipetro
NNpetro - Júlia Moura - 
Acidente com helicóptero, na última quinta-feira (28), trouxe à tona a questão da manutenção das aeronaves que transportam trabalhadores para as plataformas de petróleo. Nos últimos cinco anos, o movimento no espaço aéreo da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, aumentou cerca de 20%. São 2,5 mil voos por mês, com mais de 800 mil passageiros transportados por ano. A região tem o segundo maior tráfego de helicópteros no Brasil, só fica atrás de São Paulo.
De acordo com o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro), os acidentes dobraram nos últimos cinco anos, foram registrados 59 acidentes envolvendo helicópteros na Bacia de Campos. Nove pessoas morreram. Para sindicato os acidentes estão relacionados à falta de manutenção das aeronaves.
“Nós estamos com uma frota que está no limite. Há um congestionamento no espaço aéreo da Bacia de Campos, o que leva a ter, na nossa visão, uma incidência menor de manutenção”, afirma José Maria Rangel, coordenador da Sindipetro.
Em resposta, a Petrobras nega o aumento de acidentes e diz ter registrado “redução significativa no número de acidentes com aeronaves, nos últimos anos. Além disso, ostenta o menor índice de acidentes por hora voada do Brasil, e um dos melhores dentre as operadoras de petróleo”. A estatal informou também que entre de 2008 a 2012 ocorreram dois acidentes com aeronaves da companhia.
“Além disso, e ao contrário, também, do que foi mencionado, os planos de manutenção das aeronaves que prestam serviço à Petrobras são mantidos rigorosamente em dia e auditados pela empresa em inspeções diárias. Em 2012 foram contabilizadas mais de 2.200 inspeções dessa natureza”, disse a petroleira brasileira.
Ações preventivas
Segundo a estatal, a Unidade de Serviços de Logística e Transporte Aéreo do Sul Sudeste da Petrobras transporta, em média, cerca de 84 mil passageiros por mês nas áreas do Sul/Sudeste, perfazendo um total anual de 57 mil voos e mais de 109 mil horas voadas por ano. O crescimento dessa atividade entre 2008 e 2012 foi de 28,2% no número de passageiros e 45,2% nas horas de voo. Entre as ações preventivas adotadas pela companhia, estão: o treinamento permanente das equipes, auditorias e inspeções regulares, estrito atendimento a todas as normas nacionais e internacionais, adoção de práticas reconhecidas internacionalmente pelas melhores operadoras de mundo, com acompanhamento rigoroso de indicadores de segurança de processos.

UFRR realiza projeto para formar profissionais em pesquisa de petróleo

Participantes recebem bolsa de estudo no valor de R$ 400
Redação NNpetro - 
A Universidade Federal de Roraima (UFRR) desenvolve há um ano o projeto ‘Bioestratigrafia com base em Microfósseis Siliciosos’, cujo objetivo é formar profissionais aptos para pesquisas em águas profundas. O estudo é feito por acadêmicos orientados pelo doutor em bioestratigrafia e professor do curso de Geologia da universidade Vladimir de Souza.
De acordo com Souza, a pesquisa tem como intuito realizar formação de bioestratígrafos. “É aquele profissional que  conseguirá retirar do sedimento os microfósseis da maneira mais preservada possível", explica. O projeto da UFRR é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que ainda repassa aos alunos uma bolsa de estudo no valor de R$ 400.
A Petrobras também contribui com o projeto, pois faz a doação do material que integra parte da margem equatorial das bacias do Pará (PA), maranhão (MA) e Ceará (CE). "Nós somos o único estado da região Norte a montar um laboratório para estes estudos. No Brasil, além de Roraima, o Rio de Janeiro também possui material semelhante", afirma pesquisador. 
O projeto é aprovado pelos alunos que acreditam que o “Bioestratigrafia com base em Microfósseis Siliciosos” traz um conhecimento diferenciado e extremamente útil futuramente no setor de petróleo.

O POÇO DE PETRÓLEO

O petróleo se encontra na natureza ocupando os espaços vazio da rocha chamada rocha-reservatório ou simplesmente reservatório. O poço de petróleo é a estrutura que liga o reservatório a superfície.


CLASSIFICAÇÃO DE POÇOS DE PETRÓLEO

FINALIDADE: Um poço de petróleo, dependendo de sua finalidade, pode ser classificado numa das nove categorias abaixo:
Pioneiro - 1
Estratigráfico  - 2

Extensão - 3
Pioneiro adjacente - 4
Jazida mais rasa - 5
Jazida mais profunda - 6

Desenvolvimento - 7
Injeção - 8
Especial - 9

Os poços exploratórios são aqueles que visam à descoberta de hidrocarbonetos ou para estudos geológicos e são subdivididos em:
Pioneiro: Perfurados com objetivo de descobrir petróleo baseado em indicadores obtidos por métodos geológicos ou geofísicos.
Estratigráficos: Perfurados visando obter dados sobre a disposição seqüencial das rochas, sem necessariamente dispor-se de informações geológicas completas da área. Estes dados serão utilizados para programações exploratórias posteriores ou estudos específicos. Eventualmente o poço poderá se tornar produtor se descobrir novo campo.
Extensão: Perfurados fora dos limites provados de uma jazida visando amplia-lo ou delimita-lo. Poderá resultar como descobridor de uma nova jazida, independente daquela para o qual foi locado.
Pioneiro adjacente: Perfurado após a delimitação preliminar do campo visando descobrir novas jazidas adjacentes. Se tiver sucesso será descobridor de nova jazida; se ficar provado que se trata da jazida anterior será reclassificado como poço de extensão.
Para jazida rasa ou mais profunda: poços perfurados dentro dos limites de um campo, visando descobrir jazidas mais rasas ou mais profundas daquela já conhecida.
Os poços de petróleo servem para extrair o petróleo da rocha reservatório podendo ser:
Desenvolvimento: Perfurados dentro dos limites do campo para drenar racionalmente o petróleo (atende aos preceitos econômicos e de espaçamento entre poços).
Injeção: Perfurado com a intenção de injetar fluidos na rocha reservatório para ajudar na recuperação de petróleo.

Os poços especiais são todos os que são perfurados sem o objetivo de procurar petróleo e que não estejam enquadrados em qualquer das categorias anteriores, ex: poço para produção de água.


Profundidade: Já quanto à profundidade final, os poços podem ser classificados em rasos, médios, profundos e ultra-profundos. Somente para título de referência, para poços terrestres podemos limitar a 1500 metros a profundidade máxima de um poço raso e um profundo quando a profundidade final a ser atingida for superior a 2500 metros.

PROJETO DE UM POÇO DE PETRÓLEO
Neste ponto você pode estar se perguntando: mas afinal, como é o poço de petróleo? Qual o seu diâmetro, este diâmetro é constante desde a superfície ate a profundidade final?
É fácil deduzir que se perfurarmos um poço sem interrupção, chegará num ponto em que suas paredes localizadas próximo a superfície desmoronará. Portanto, um poço é perfurado em fases, isto é em intervalos de diâmetros decrescentes. Entre uma fase e outra e necessário revestir-se o trecho perfurado de rocha através de colunas de tubos de aço chamados coluna de revestimento.
Em alguns casos os poços são perfurados com diâmetros menores que os convencionais e são conhecidos como slimhole. Como os equipamentos requeridos são menores e mais leves, as sondas também são menores, barateando os custos de transporte e montagem. Por exemplo, os slimholes são indicados para locação terrestre e em áreas de difícil acesso como selvas e mata fechada.

Equipamentos Submarinos

ÁRVORE-DE-NATAL MOLHADA (Christmas-tree)



Sistema posicionado no fundo do mar, composto por válvulas conectadas ao poço e à unidade de produção na superfície. Estas válvulas permitem o fluxo de produção de petróleo e gás, do poço para a superfície, assim como a injeção de líquido e gás da superfície para o poço. 

CABEÇA DE POÇO (Subsea Wellhead) - Cabeça de poço submarina, sobre o fundo do mar.

DIVING SYSTEM - Sistema de mergulho, para suporte de mergulhadores e sino de mergulho, assim como unidades submarinas operadas remotamente. 

FLOWLINE GATHERING MANIFOLD - Manifold submarino que recebe linhas oriundas de árvores-de-natal molhadas e as distribui para risers de produção conectados às plataformas. 

MANIFOLD/ TEMPLATE (Manifold) - Estrutura metálica apoiada no fundo do mar e que acomoda válvulas e acessórios que permitem que este esteja conectado à árvore- de-natal molhada, outros sistemas de produção, de tubulações e risers. 

MIS - Manifold de integração utilizado na Bacia de Campos, este manifold que integra as linhas oriundas dos poços de produção e os risers de produção. 

MOORING LEG TO ANCHOR PILE - Corrente de ancoragem conectada à plataforma de produção em um extremo e ao sistema de ancoragem no fundo do mar em seu outro extremo. 

MSGA - Manifold submarino de gás de alta utilizado na Bacia de Campos que compõe um conjunto de válvulas e conexões submarinas para fluxo de gás em alta pressão. 

MSGB - Mainfold submarino de gás de baixa usado na Bacia de Campos que compõe um conjunto de válvulas e conexões submarinas para fluxo de gás em baixa pressão. 

PIPELINE TRENCHING AND BURIAL - Sistema para escavação do solo marinho e lançamento de tubulação no fundo do mar. 

PLEM - Manifold submarino utilizados na Bacia de Campos formado por um conjunto de válvulas e conexões submarinas que podem conectar risers, pipelines e árvores-de-natal. 

PROTEÇÃO DE CABEÇA DE POÇO (Wellhead Proctection) - Estrutura metálica para proteção física da cabeça de poço e de sistemas solidários.

RISER DE INJEÇÃO DE GÁS (Gas-Injection Riser) - Conjunto de tubos flexíveis que conectam a unidade de produção e a árvore-de-natal molhada e/ou manifold de produção, permitindo a injeção de gás no poço. 

RISER DE PRODUçãO (Production Riser) - Conjunto de tubos flexíveis que conectam a árvore-de-natal molhada e/ou manifold de produção à superfície, na unidade de produção, permitindo o fluxo de petróleo e do gás produzido. 

TUBO FLEXÍVEL (Subsea flowline) - Tubo flexível submarino. 

UMBILICAL DE CONTROLE (Control Umbilicals) - Umbilicais para controle eletrônico ou hidráulico de sistemas no fundo do mar, tais como válvulas, bombas e compressores. Estes sistemas poderão pertencer ou estar associados a árvores-de-natal submarina e/ou manifold submarino. 

WELL SERVICING - Sistema de manutenção de poço

domingo, 31 de março de 2013

Opinião!

Tenho recebido e-mails de leitores do blog e lido nos jornais da região a respeito da saida da Petrobras da nossa região e da diminuição dos investimentos ligados ao setor de petróleo e gás,isso não seria novidade se que acompanha o blog a algum tempo postei sobre isso que o petróleo por aqui estava na fase dos campos maduros,li tambem que que varias escolas ligadas ao setor de petróleo não coseguem fechar turmas ou quem continua forma poucos alunos no final do curso.
Vamos por partes.
- O petróleo em qualquer parte do mundo é finito,o que tem com um pouco mais de tempo de exploração é o setor de gás natural.
- Muitas bacias sedimentares tanto no Brasil e em varios lugarfes do mundo ainda não foram exploradas,todos sabem que investimentos para isso são elevados.
- Em qualquer cidade que explora petróleo se não tiver outras alternativas de trabalho quando houver crise,preços,exploração,produção,termino de produção,etc,esta fadado a ser tornarem fantasmas ou regredir em seu progresso,por isso os governos estatuais e municipais devem incentivar a geração de emprego e renda em varios setores.
-quem deseja estudar petróleo e gás,deve colocar na cabeça que o campo de trabalho é o mundo e não o quintal da sua casa e que esse tipo de profissional deve sempre esta altamente capacitado para trabalhar em qualque lugar do mundo onde tenha exploração dessa riqueza,lembre- se inglês é fundamental.
- As escolas choram a falta de alunos em seus  cursos, nunca foi realizado orientações e melhorias em suas grades curriculares,apenas as mesmas visavam lucros,  contatações de profissionais que pouco ou nada sabiam sobre o assunto, as mesmas prometiam coisas impossiveis e muitos dos contaratados nunca vestiam a camisa da propria empresa que a contratavam,sem falar da falta de direção de muitas delas com diretores e reitores sem visão do futuro,um belo exemplo é o IFRN de Mossoró,no inicio uma grande referencia no setor de petróleo,hoje peca pela falta de dinamismo de seus dirigentes,com perca de alunos para um curso de referencia como a de Operador de Sonda e com a falta de investimento da propria Petróbras que vendo a sua não visão estratégica passou a investir no Senai de Mossoró. 
Se voce acredita em voce,acredita no setor independente do que é falado,invista em voce, a região vai ter seus investimentos ligados ao nosso Pré -sal que vai do Ceara a Sergipe lembre-se aqui foi a ultima parte que se separou da Africa,por isso nosso petróleo maritimo é novo, a prioridade é o Pré - Sal no Espirito Santo; Rio de Janeiro e São Paulo,quando os investimentos voltarem a nossa região de onde vira o conteúdo local?,mais uma vez de fora? e o que impede de voce conseguir uma vaga fora do Estado?capacitação? então aproveite o tempo estude,capacite-se pois as empresas querem os melhores e entre eles pode está voce!
Abraço
Prof.Valdson

sexta-feira, 29 de março de 2013

 


CONTEÚDO:
O conteúdo está distribuído em 5 módulos e cada módulo está dividido em 4 aulas:

Módulo 1: Sistemas de informação.
Aula 1 Conceitos de Sistemas; 
Aula 2: Características dos sistemas; 
Aula 3: Tipos de Sistemas; 
Aula 4: Aplicações das TIC's.

Módulo 2: Internet - Hardware, software e comunicações - O futuro: 
Aula 1: Internet (história, evolução, aplicação, comunidades virtuais, redes, jogos, simuladores, sites de busca, noticias, tc.) 
Aula 2: Hardware; 
Aula 3: Software e comunicação; 
Aula 4: O futuro.

Módulo 3: Comércio etrônico - Tecnologia e ensino: 
Aula 1: Administração e economia digital 
Aula 2: Comércio eletrônico e empresa.com 
Aula 3: Educação online 
Aula 4: Pesquisa, seleção e gestão da informação.

Módulo 4: Segurança - Governo eletrônico: 
Aula 1: Segurança pessoal, social, industrial - crime virtual/ leis e regras – Hacker;
Aula 2: Vírus, senhas e backups; 
Aula 3: Certificado digital e criptografia; 
Aula 4: Governo eletrônico.

Módulo 5: Perfil do profissional: 
Aula 1: Comportamento profissional; 
Aula 2: Trajetórias formativas e agências formadoras; 
Aula 3: Oportunidades de mercado; 
Aula 4: Demandas e tendências das TICs.

OBJETIVOS: 
Compreender quais os processos de TIC são utilizados no cotidiano profissional e qual a sua relevância na carreira do jovem que ingressa no mercado de trabalho.

CARGA HORÁRIA: 
Este curso tem uma carga horária equivalente a 14 horas no presencial. O ambiente de aprendizagem ficará disponível por 20 dias, após essa data o aluno não terá mais acesso. Neste tempo, recomendam-se em média 50 minutos de estudo por dia.

PÚBLICO-ALVO:
O público-alvo é bastante diversificado e estimado em 1.000.000 (um milhão) de alunos espalhados por todo o território nacional.

CERTIFICAÇÃO:
O aluno receberá o certificado após obter 70% de aproveitamento ao final do curso.

As inscrições para cursos gratuitos, clique aqui antes de começar o curso.
Arquivo para baixar, o informações de um curso:



O QUE É TELECOMUNICAÇÕES:
Telecomunicações é a transmissão, emissão ou recepção por fio, radioeletricidade ou meios ópticos de caracteres, sinais escritos, imagens, sons ou informações de qualquer natureza. O Curso Técnico de Nível Médio em Telecomunicações tem por finalidade habilitar profissionais que desenvolvam tarefas de caráter técnico, relativas a função de Execução e Operação de Sistemas de Telecomunicações – Comutação, Transmissão e Telemática. As aulas são realizadas a distância através de ambiente on-line e aulas práticas presenciais nos laboratórios do SENAI-CTI Aluízio Alves, totalizando 2000 horas.

O ALUNO DEVERÁ CONCLUIR O CURSO COM O SEGUINTE PERFIL DO PROFISSIONAL: 
"Saber Implantar, manter e supervisionar Sistemas de Telecomunicações, Comutação, Transmissão e Telemática, aplicando recomendações e obedecendo a normas técnicas, observando princípios de qualidade, segurança, saúde, convivência humana e respeitando padrões de preservação do meio ambiente".

O CURSO PROPORCIONA AQUISIÇÃO DOS CONHECIMENTOS:

Técnicos e científicos para a execução e manutenção de projetos de comutação, transmissão e telemática; Bases conceituais para a execução dos processos inerentes aos sistemas de telecomunicações; Fundamentos técnicos relativos ao planejamento e implantação de equipamentos, sistemas e serviços de telecomunicações; Planejar em equipes multiprofissionais, a implantação de equipamentos, sistemas e serviços de telecomunicações.

REQUISITOS DE ACESSO: 
Para acesso ao Curso Técnico de Nível Médio em Telecomunicações, o candidato deverá passar pelos processos de inscrição, seleção e matrícula, compreendendo: Estar cursando ou ter concluído o ensino médio; Ser maior de 16 anos.

INSCRIÇÃO:
Os candidatos deverão efetuar as inscrições para o curso nas épocas previstas no cronograma de atividades da Unidade Escolar, de acordo com os requisitos estabelecidos para a matrícula neste documento e no Regimento Escolar comum às Unidades Escolares do SENAI/RN.

Ítalo Bologna (Mossoró)
Criado em 1972, o Centro de Educação e Tecnologias Ítalo Bologna foi a primeira ação efetiva de interiorização do SENAI/RN. Inicialmente montada como Centro de Formação Profissional, atendia as empresas da Região do Alto-Oeste Potiguar, por meio da oferta de cursos de aprendizagem industrial, qualificação e desenvolvimento profissional nas áreas de mecânica geral, mecânica de automóveis, eletricidade e marcenaria.

Instalado no município de Mossoró, sede da maior região produtora de petróleo em terra do país, o CET Ítalo Bologna tem buscado nos últimos anos focar o atendimento as demandas do setor. Para tanto dispõe de salas de aula, oficinas equipadas para o pleno desenvolvimento de atividades de aprendizagem profissional, laboratório de informática, laboratório de automação, laboratório de MOPE (Movimentação e Operação de Produtos Especiais), laboratório de análise do sal, auditório e biblioteca além do CEQUAL (Centro de Exames de Qualificação), uma parceria entre o SENAI/RN e ABRAMAN – Associação Brasileira de Manutenção, que permitirá a realização de exames de certificação profissional nas áreas de mecânica, elétrica e caldeiraria exigidos, sobretudo, pelas empresas que atuam no segmento de petróleo e gás.


EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NAS MODALIDADES DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL, TÉCNICO DE NÍVEL MÉDIO, QUALIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL
O CET Ítalo Bologna desenvolve ações de educação profissional nas modalidades de aprendizagem industrial, técnico de nível médio, qualificação e desenvolvimento profissional, oferecendo programas flexíveis adequados às necessidades das empresas e do mercado na sua sede ou em local da conveniência do cliente, quando possível.

A área de serviços técnicos e tecnológicos do CET Ítalo Bologna dispõe de serviços de consultoria, laboratoriais. Destaca-se nesta área as consultorias na área de alimentos, de BPF (boas práticas de fabricação) e APPCC (análise de perigos e pontos críticos de controle), e os serviços laboratoriais do Laboratório do Sal, o único da região apto a realização de exames que atestam a qualidade do produto na região, condição essencial para comercialização nos dias de hoje.

Em mais uma ação de vanguarda na região, o CET Ítalo Bologna tornou-se a primeira entidade de ensino profissional integrante da rede de entidades formadoras da Escola de Petróleo de Mossoró, uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Mossoró que visa o desenvolvimento do segmento a partir da coordenação e otimização de esforços das instituições de ensino e fomento do setor.

Áreas Tecnológicas de atuação
  • Petróleo e Gás
  • Mecânica Industrial
  • Mecânica Automotiva
  • Eletro Eletrônica
  • Qualidade, Segurança e Meio Ambiente
  • Informática
  • Alimentos


Contatos:

Diretora: Francisco Moreira Maia
Endereço: Rua José Leite, nº 100 - Abolição I
Cep: 59.619-100 - Mossoró/RN
Fone/Fax: (84) 3316 - 3053
Email: senaimossoro@rn.senai.br 

Centro de Engenharia de Poços da Petrobras irá gerar novas tecnologias para o pré-sal

Coordenador do parque tecnológico, Carlos Alberto Passos detalha o planejamento da instalação do centro de pesquisa
NNpetro - Adriano Nascimento - 
A 5X Petróleo desta semana é com o Coordenador do Parque Tecnológico do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), Carlos Alberto Passos, que aborda a integração dos estudantes com o novo Centro de Tecnologias de Engenharia de Poços (CTEP) da Petrobras, as perspectivas da unidade de ensino com a implantação do empreendimento, dos benefícios trazidos à cidade de Campinas (SP), entre outros.
Em entrevista ao NNpetro, Passos diz que o Centro de Tecnologias de Engenharia de Poços  terá investimento inicial de R$ 5 milhões para a instalação da infraestrutura básica e laboratório para o centro de pesquisa, além de confirmar  que o início das obras será no segundo semestre deste ano.


1X) NNpetro - A Petrobras irá instalar um Centro de Tecnologias e Engenharias de Poço (CTEP) no Parque Tecnológico CTI-Tec do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI). Qual são as perspectivas para a implantação desse novo centro de pesquisa?
Carlos Alberto Passos - O convênio assinado entre o CTI e o CENPES/Petrobras possibilitará que o CTI-Tec disponha de uma infraestrutura voltada para a capacitação de pesquisadores e o desenvolvimento de projetos de P&D para os setores de energia, petróleo e gás no âmbito da Rede Temática de Poços da Petrobras.  Com os novos desafios gerados pela exploração do Pré-Sal será necessário o desenvolvimento de pesquisas que permitam a geração de novas tecnologias que possibilitem explorar todo o potencial existente no Pré-Sal.
2X) De que forma o CTI vai buscar integrar/fomentar a captação de alunos para o novo Centro de Tecnologia e Engenharias de Poço, da Petrobras?
O CTI tem uma longa tradição em capacitar pessoas para que possam atuar em projetos de interesse da instituição e do País. O CTI tem oferecido oportunidades de estágio na área de tecnologia para alunos de escolas técnicas e universitários em nível de graduação e pós-graduação, muitos deles ofertando bolsas oriundas de vários programas existentes no âmbito dos governos estadual e federal.
Com o CTEP não será diferente e o CTI deverá oferecer, em conjunto com empresas do setor de petróleo, e, em especial, a Petrobras, a oportunidade de capacitar estudantes originários de escolas técnicas e universidades da região.
3X) Qual é o investimento estimado para a conclusão do empreendimento? Qual é o prazo de entrega do novo centro de tecnologia?
O investimento inicial será de cerca de cinco milhões de reais para a implantação da infraestrutura básica, com a construção de um primeiro prédio de 1.500 m2 e a implantação de pelo menos um dos laboratórios previstos para o centro. Projetos complementares de P&D deverão ser contratados para que seja possível equipar os demais laboratórios previstos no convênio e a realização de pesquisas que possam atender as demandas do setor por novas tecnologias.
A iniciativa está na fase de elaboração do projeto executivo e as ações para viabilizar o início das obras serão efetivadas no segundo semestre de 2013. Alguns projetos que serão os nucleadores das atividades do CTEP já estão em curso, por meio de convênios e contratos com o CENPES/Petrobras.
4X) Quais são os principais benefícios para a cidade de Campinas com a chegada do novo empreendimento?
O CTEP irá agregar a Campinas e região um conjunto de competências que permitirá que a sociedade, de um modo geral, se beneficie dos ganhos econômicos das descobertas de reservas de petróleo no Pré-Sal. A viabilização da exploração do petróleo, por meio do uso de novas tecnologias, trará ganhos no que concerne à geração de emprego e renda para a população da região de Campinas. Com o CTEP e as demais iniciativas em andamento na região de Campinas, a região se consolidará, ainda mais, como um importante polo gerador de tecnologia para os setores de energia, petróleo e gás.
5X) Como está o processo de captação de novas empresas para investirem no CTI-Tec?
O CTI-Tec está investindo na construção de um novo prédio, com recursos da Finep, para abrigar empresas que serão selecionadas por meio de editais. Mesmo sem um grande esforço de divulgação, existem diversas empresas que nos procuram querendo saber como será o processo de seleção.
Essas empresas ficam sabendo da iniciativa por meio da divulgação que é feita pela participação de pesquisadores do CTI em eventos, de visitas que o CTI recebe frequentemente, ações de divulgação das atividades do CTI na mídia e da divulgação promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de São Paulo por meio do Sistema Paulista de Parques Tecnológicos – SPTec, do qual o CTI-Tec faz parte.

Exploração de gás de xisto põe em risco reservas de água potável

Ecologistas alertam para o consumo excessivo e contaminação da água
Colaboradora Rachel Ann Hauser Davis - 
O gás de folhelho, popularmente conhecido como gás de xisto (shale gás, em inglês) é um gás que se encontra submerso nas camadas das rochas de xisto, a centenas ou até mesmo milhares de metros de profundidade. Estimativas recentes indicam a existência de mais de 28 bilhões mde reservas deste gás apenas na América do Norte. Na Europa, os números estimados chegam a 200 bilhões m3. Estes depósitos podem até mesmo superar várias vezes em quantidade o das reservas provadas de gás convencional no planeta, segundo a Administração de Informação de Energia (EIA) dos Estados Unidos.
Este gás é uma fonte combustível significativamente mais barata que o petróleo, e especialistas indicam que a sua extração pode trazer mudanças profundas no cenário atual petrolífero. O gás de xisto é extraído, geralmente, através do fraturamento hidráulico, um método de perfuração desenvolvido nos anos 90, que utiliza uma mistura de água, areia e produtos químicos para perfurar as camadas de xisto e extrair gás natural dos poros das rochas.
Os problemas ambientais ligados a este tipo de extração incluem a preocupação, por exemplo, com a contaminação de água. O fraturamento hidráulico consome grandes quantidades de água, já que aproximadamente 20 milhões de litros de água (sob alta pressão) são enviados para cada um dos poços de perfuração, para criar as fraturas na rocha que liberam o gás. O uso excessivo de água é problemático principalmente em locais com pouca disponibilidade de água, como, por exemplo, algumas áreas da China e no Texas. Estas preocupações, inclusive, fizeram com que alguns locais nos Estados Unidos limitassem a produção de gás de xisto.
Alguns ambientalistas sugerem que o fraturamento hidráulico – que funciona ao criar fraturas nas rochas –, pode vir a criar um caminho para que a água residual, o gás e outros produtos químicos alcancem os aquíferos e se misturem à água potável, causando mais um problema ambiental. A técnica também pode aumentar a poluição do ar e elevar as emissões de gases de efeito estufa, devido ao vazamento de gás metano e à evaporação de água residual contaminada. Além disso, há ainda a preocupação de que o gás, por ser abundante, acessível e barato, possa desestimular investimentos em fontes de energia verdes e renováveis, como, por exemplo, fontes eólicas e solares.
A autora
Rachel Ann Hauser Davis é bióloga, Doutora em Química Analítica pela PUC-Rio e professora e pesquisadora da UNICAMP. Faz parte do GEPAM - Grupo de Espectrometria, Preparo de Amostras e Mecanização.

Estudos apontam potencial de 570 bilhões m³ de gás de xisto na Bahia

'Até o final do primeiro semestre devemos ter uma avaliação mais ampla sobre o volume de gás', diz Paulo Roberto Brito
Fonte: Estado de S.Paulo - 
O Estado da Bahia tem um grande potencial de gás de xisto que, segundo estudos preliminares da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), indicam 570 bilhões de metros cúbicos. A informação foi prestada pelo superintendente da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, Paulo Roberto Brito.
"Até o final do primeiro semestre devemos ter uma avaliação mais ampla sobre o volume de gás, contudo, é muito provável que deva superar essa marca", afirmou após evento na Câmara Brasil Alemanha.

De acordo com Guimarães, o potencial está concentrado nas bacias de Recôncavo e Tucano. "É uma região em que já tem muitos estudos técnicos porque possui 6 mil poços perfurados, portanto, tem grande potencial de exploração comercial", disse. Ele destacou que há a perspectiva de que o leilão para a área ocorra em dezembro pela ANP.