TURMA DO PETRÓLEO

TURMA DO PETRÓLEO

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Oportunidade nos Estaleiros no pais




Como aproveitar essa oportunidade num estaleiro?

Se você mora em regiões onde tem Estaleiros ou futuramente pode ser instalado algum Estaleiro (Como no ES,CE,RJ,PR,etc), deve estar fazendo ou já fez a seguinte pergunta: O que eu preciso fazer para conseguir uma oportunidade lá? Bom tentarei, dentro de minhas limitações, ajudá-los nessa análise, não dizendo a fórmula mágica para te dar o emprego, mas procurando fazer uma análise de quais mãos-de-obra são necessárias em um Estaleiro e como se preparar para isso.

Um Estaleiro basicamente é um local para Construção Naval, onde constroem-se navios e plataformas, seja de pequeno, médio ou grande porte, dependendo do tamanho do Estaleiro. Um grande Estaleiro pode ter numa época de pico mais de 10.000 funcionários trabalhando ativamente, o que é um grande benefício para as regiões adjacentes. É uma oportunidade de se trabalhar bastante e ganha-se bastante experiência, pois em Estaleiros o ritmo de trabalho é frenético, dependendo do prazo da construção e etc.  Mas como tudo na vida, além de suas vantagens, existem suas desvantagens. Acredito que a grande desvantagem de um Estaleiro seja a volatilidade no emprego, pois enquanto se está tendo contratos ótimo, precisa de bastante mão-de-obra, caso caia, pessoas são demitidas. Na verdade, na maioria das empresas da área, é dessa forma que acontece, baseado em contratos. Mas em Estaleiros sente-se mais, pois em outras empresas talvez seja possível realocar o funcionário para um outro contrato, em estaleiro não.

Passada essa introdução sobre o trabalho em um Estaleiro, vamos ao que interessa, que funções encontramos num estaleiro e que cursos atendem à essa demanda.  Em Estaleiros, a grande demanda é por profissionais de nível TÉCNICO e nível BÁSICO! Já em nível superior o numero é menos expressivo, se comparado com os outros 2. 

Segue abaixo a relação dos profissionais presentes em um Estaleiro por Nível: 

Em nível Básico, você encontra bastante Soldadores, Lixadores, Goivadores, Carpinteiros, Mecânicos, Eletricistas, Encanadores, Pintores, e etc.

Em nível Técnico, é grande o número de Técnicos de Máquinas Navais, Construção Naval, Mecânica, Eletrotécnica, Instrumentação e Automação, Elétrica, Eletromecânica, Segurança do Trabalho e etc. Todas os curso técnicos tradicionais têm demanda em Estaleiros.  

Em nível Superior: Sobretudo as Engenharias tradicionais tem maior aceitação e presença em Estaleiros (Civil, Mecânica, Elétrica, Produção e Naval)Inclui-se também Engenharia de Petróleo, Automação , Segurança e Eletrônica que também têm demanda, porém em menor proporção. 

Já Tecnólogos, não tenho informações concretas que possa especificar o nível de aceitação num estaleiro. Eu sei que em Estaleiros a visão da formação tradicional impera, então por isso, a aceitação de Tecnólogos seja um pouco restrita. O único Tecnólogo que tenho um pouco mais de informação é de Petróleo e Gás, pois quando ainda estava na faculdade perguntei a um amigo que é supervisor de instrumentação em um estaleiro e o mesmo me disse que Tecnólogos em Petróleo e Gás geralmente trabalham na área de Controle da Qualidade ou Controle de Documentos. Mas também acho que o Tecnólogo pode desempenhar bem funções como Controle da Produção, Almoxarífe e Comprador! (Para saber mais funções que um Tecnólogo em Petróleo e Gás pode desempenhar num estaleiro, por concidência, minha primeira postagem no TECNOPEG foi justamente falando sobre a Importância do Tecnólogo em Petróleo e Gás para a Indústria do Petróleo, numa palestra ministrada pelo então Diretor do Estaleiro Mauá na época Sérgio Vieira Cunha)

Outro tipo de profissional muito requisitado em Estaleiros, é o PROJETISTA. Seja Projetista de Tubulação, Desenhista Projetista, Delineador, Riscador e etc. Muda-se os nomes porém a função em si não muda muito. Não coloquei este profissional nos outros níveis pois é uma função que não está ligada ao nível de educação. É possível encontrar Projetistas que tem apenas o ensino fundamental ou ensino médio (geralmente os mais antigos) nível técnico ou até Superior. 

Para tornar-se um Projetista, existem algumas instituições que ministram treinamentos de Formação de Desenhista Projetista, como a OBERG por exemplo, instituição bastante tradicional nessa área, mas não sei como está atualmente.  Outra possibilidade é fazer treinamentos que ensinam a usar ferramentas para Projetistas, como AutoCADMicrostation e SolidWorks (Esses são os mais conhecidos). É um excelente certificado que você pode ter no currículo pois a procura é grande por profissionais com conhecimentos dessa ferramentas. Inclusive quando perguntei ao meu amigo que trabalha em Estaleiro, o mesmo me perguntou se eu tinha algum curso dessas ferramentas pois seria mais fácil de conseguir me encaixar lá. Infelizmente eu não tinha, então não consegui. Outro programa bom, é o MS Project, pois como todo grande empreendimento, trabalha-se por projeto, então, alguém tem que controla-lo. E o MS Project atende justamente a essa necessidade, por isso um profissional com esse conhecimento também é bem valorizado. Recomendo esses cursos acima aos Tecnólogos que desejam trabalhar nessa área de Construção e Montagem Industrial, será um diferencial no currículo de vocês! 

Digamos que você já tem essa formação e esses cursos que acabei de desmembrar para vocês. Já tenho minha vaga garantida? INFELIZMENTE NÃO! 

Para aqueles que já trabalham na área vão entender porque eu to falando isso e me corrijam se eu estiver errado, em Estaleiros o NETWORKING é fundamental! Ou seja, para conseguir entrar tem que ter aquele famoso Q.I. Costuma-se dizer que para conseguir um emprego em estaleiro só com alguém que já trabalhe lá indicando. Nunca trabalhei em um, embora, trabalhe em uma empresa de Construção e Montagem que é muito parecido esse sistema de Q.I. 

 CAMINHO DAS PEDRAS.

Agora que já analisei como funciona um Estaleiro e que funções e cursos que mais são valorizados em um, agora estarei comentando e dando sugestões de como você estudante ou profissional, pode conseguir uma oportunidade levando em consideração o nível de sua formação:

Para aqueles que ainda não possuem nenhum curso, estão conhecendo a indústria agora: 
Para aqueles que tem nenhuma formação, eu aconselho que faça um curso técnico. A indústria valoriza muito aqueles profissionais que têm um Curso Técnico. Por incrível que pareça, já ouvi dizer que em processo seletivo para Engenheiros, tiveram preferência por aqueles Engenheiros que tinham cursos técnicos. Ou seja, independente da sua idade, faça curso técnico! É a melhor opção a curto prazo. É claro se você gostar dessa área técnica. Caso não goste, então você não tem perfil para trabalhar em Estaleiros. 

Além do curso técnico, se puder fazer outros cursos daqueles que citei acima, também dará uma reforçada no currículo e aumentará o leque de oportunidades. 


Para aqueles que já tem curso técnico, mas não tem experiência:
Se ainda for novo, já inicie uma Engenharia. Ela te dará mais oportunidade de crescimento profissional. E invista em qualificação industrial (ABRAMAN, ABRACO, ABENDI e etc) 
IMPORTANTE: Caso você não saiba lidar com pessoas, opte por continuar no nível técnico. Pois uma das grandes reclamações das empresas é que muitos bons Técnicos tornam-se péssimos Engenheiros por justamente não ter faro para liderança e Gestão de Pessoas, que é 2 das Habilidades Comportamentais mais exigidas para ser um bom Engenheiro.  

Para aqueles que já tem curso técnico, e experiência: 
Vale a mesma regra para os Técnicos sem Experiência. Porém dando mais ênfase a parte de certificação e qualificação. Isso é requisito primordial para Técnicos com Experiência. (Em breve estarei publicando um artigo sobre Qualificação Industrial).  

Para aqueles que são ou estão fazendo Tecnólogo em Petróleo e Gás.
Se você é Tecnólogo e pretende trabalhar nessa área técnica, aconselho que faça um curso técnico. Se possível, em paralelo com a faculdade. E se você já concluiu, que faça um curso técnico, se for rápido. Se demorar 2 ou mais anos, faça Engenharia logo. Estou falando isso, porque a possibilidade de você conseguir uma oportunidade como Técnico é muito maior do que como Engenheiro. Como já falei aqui outra vez, a proporção num projeto de Construção e Montagem por exemplo é de 1 para 10 (1 Engenheiro a cada 10 Técnicos).

Caso você não queria fazer, ou não tem condições no momento, pelo menos invista em treinamentos daquelas ferramentas citadas. 

Para aqueles que são Engenheiros sem experiência. 
Se você é um Engenheiro sem experiência, o recomendado é que invista em cursos de ferramentas para Projetistas e Planejamento (MS Project e Primavera), vai depender de que área você vai querer atuar. 

Para aqueles que são Engenheiros com experiência. 
Nesse caso é só investir em networking mesmo. Procure ir em eventos que envolva estaleiros, e profissionais do setor, tenha também um cartão de visitas para distribuir nesses locais. Isso é essencial.
IMPORTANTE: Isso vale para todos os níveis, porém enfatizei no caso de Engenheiros com Experiência por ser o melhor caminho e mais barato de se conseguir uma oportunidade.

OBS.: Para o caso daquelas pessoas que moram no Espírito Santo, a estratégia a seguir, vai depender do prazo para instalação do Estaleiro. Se for a curto prazo, priorize o curso técnico.

CONCLUSÃO
O importante dessa postagem não é dizer o que você tem que fazer sim mostrar algumas das possibilidades. Procure também se informar na sua região, ou com quem trabalha diretamente com isso, procure ouvir muitas pessoas, pois cada uma tem sua opinião e com isso você pode analisar e absorver qual é melhor pra você. O que eu quis mostrar mesmo, foi quanto a importância do conhecimento técnico para trabalhar nesse tipo de indústria e a importância de ter uma boa rede de contatos para conseguir a vaga.

Artigo da Tecnopeg

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Petrobras fecha licitação recorde, de 26 sondas


Sugestão da leitora Rafaela Bittencourt ( Obrigado pela postagem )
**** Mande também a sua!!!! 
Por Leila Coimbra e Sabrina Lorenzi
RIO DE JANEIRO, 9 Fev (Reuters) - A Petrobras anunciou a maior licitação da sua história nesta quinta-feira, com a contratação de 26 sondas de perfuração que serão construídas no Brasil, conforme antecipou a Reuters.
Os contratos da encomenda bilionária serão divididos entre as duas empresas que disputavam a licitação: a Sete Brasil, constituída por fundos de pensão e bancos de investimento, e que conta com capital de 10 por cento da própria Petrobras; e a Ocean Rig do Brasil, ligada ao empresário German Efromovich.
A Sete Brasil terá contrato de afretamento de 21 unidades de perfuração pela taxa média diária de 530 mil dólares, enquanto a Ocean, de cinco unidades, com taxa diária média de 548 mil dólares.
Os contratos entre a Petrobras e as duas empresas terão prazo de 15 anos, informou a empresa.
O número de unidades de perfuração anunciado supera o total inicialmente previsto pela estatal, de contratar 21 sondas, conforme antecipou a Reuters na quarta-feira, um dia antes da decisão ser oficializada pelo Conselho de Administração da companhia.
"Em função das condições apresentadas pelas empresas e a demanda existente para o desenvolvimento dos projetos futuros, a Companhia optou por se beneficiar das condições negociadas e contratar cinco unidades adicionais ao originalmente planejado", justificou a companhia em comunicado.
As sondas fazem parte do plano da Petrobras de fomentar a indústria naval do país e garantir equipamentos para a exploração do pré-sal.
O conteúdo nacional das sondas previsto nos contratos varia entre 55 e 65 por cento, informou a Petrobras. O prazo de entrega é varia de 4 a 7,5 anos.
"A implementação do projeto considera a construção de novos estaleiros no país, além da utilização da infra-estrutura já existente", disse a estatal em nota.
O pacote inicial previa a construção de 28 sondas no país, das quais sete unidades já foram contratadas junto à Sete Brasil e devem ser construídas no estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, controlado pelas construtoras Camargo Correa e Queiroz Galvão, além da sul-coreana Samsung.
Ou seja, com a contratação das 26 anunciada nesta quinta-feira, o pacote sobe para 33 sondas.
Os contratos preveem a possibilidade de redução de preços, dependendo das condições de financiamento oferecidas pelo Bannco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aos equipamentos de perfuração.
"A expectativa é que as taxas diárias médias possam ser reduzidas para os valores de até 500 mil dólares no contrato com a Sete Brasil e 535 mil dólares no contrato com a Ocean Rig. Esses valores podem ainda ser reduzidos caso as partes identifiquem e acordem mecanismos para redução de custos", afirmou a companhia.
(Com reportagem de Jeb Blount)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Vantagens e Desvantagens de trabalhar na Petrobras e na Indústria


Muitas vezes vemos muitos estudantes que ainda não 
terminaram a graduação realizarem provas para 
Petrobras como uma forma de experiência para quando 
se formarem. Ainda existe uma péssima mentalidade de 
que a única vantagem de ter um diploma de graduação 
seja para realizar concursos com maiores salários.
O principal concurso para os estudantes de engenharia 
de petróleo é o da Petrobras, no entanto o que alguns 
estudantes não sabem é das vantagens e desvantagens de 
trabalhar na Petrobras ou na Indústria. O QG do Petróleo 
explica tudo para você aqui.

Salários
Edital Petrobras - Cargo Engenheiro de Petróleo Jr.: 
Salário Básico de R$ 3.940,16 com garantia de remuneração 
mínima de R$ 5.685,07. 
O primeiro salário se refere ao vencimento original. 
O segundo é o bruto que você recebe (sem contar o 
auxilio-alimentação), já somada a RMNR (Remuneração Mínima por Nível e Regime), 
que é uma remuneração a mais dependendo da localidade 
e que todos os funcionários recebem. 
Para quem já trabalhou um dia, sabe que esse valor é 
o salário bruto, ainda haverá os alguns descontos no final 
do mês. É difícil que um recém-formado ganhe isso, 
porém em empresas como Schlumberger ou Weatheford 
jovens que ingressaram em programas de trainees obtem 
rendimentos melhores.
É claro que ser aprovado em um programa de trainees 
o nível de exigencia é enorme, mas grande parte dos 
engenheiros recém-formados que atuam em empresas 
privadas estão recebendo aproximadamente R$ 2.500, 00 a 3.000,00.

Participação nos lucros
Essa é um dos principais atrativos de trabalhar na estatal. 
A PL no final do ano que pode garantir um depósito de mais
 20 mil reais para fechar o ano em grande estilo. Esse valor 
é ótimo, porém faremos uma pequena conta. Dividiremos a 
participação nos lucros por 12 e para colocar um número 
redondo, digamos que de 2 mil reais a mais por mês.
Agora o profissional que antes recebiam 5 mil está recebendo 
um pouco mais de 7 mil por mês. O salário fica mais atrativo, 
porém o que chama mais atenção é ainda aquele depósito de 20 mil.

Promoções
Na maior empresa do Brasil há promoções para os funcionários, 
porém não ocorre como nas empresas privadas. As promoções 
ocorrem por tempo de serviço, então você pode trabalhar bastante, 
chegar sempre no horário e trabalhar bem mais do que seu companheiro,
 porém quando ocorrer a promoção, vocês serão promovidos juntos. 
Injusto, não?!
Enquanto nas empresas privadas a promoção, na maioria 
das vezes, ocorre por meritrocacia. O profissional se dedicando ao
 extremo, procurando se aperfeicoar, será notado e as promções 
ocorrerão independente do tempo que voce atua na empresa.

Estabilidade
Talvez esse seja o ponto mais apontado como a maior vantagem 
de ser trabalhar na Petrobras. Realmente é importante ter estabilidade 
de emprego ainda mais em uma área em que uma simples crise 
política em um país asiático pode acabar gerando cortes em uma 
empresa.
Para jovens profissionais, talvez o mais indicado seria trabalhar 
em uma empresa privada no início da carreira para acumular 
alguns bens, mesmo sob o risco de demissão.
No entanto cada pessoa tem uma mentalidade e muitos 
jovens sonham com a famosa estabilidade antes mesmo de
 terminar uma graduação.
Status
O emprego na estatal é um fato que chama atenção de muitos 
profissionais porque dá status. Quando alguém fala: "Fulano é 
engenheiro da Petrobras", há um visão de a pessoa é um ser 
supremo, possuidor de uma grande quantidade de dinheiro. 
Nenhuma empresa no Brasil tem dá um status maior do que a 
Petrobras e possivelmente nenhuma empresa terá um dia.
No entanto nós que não somos leigos nesse assunto, 
sabemos muito bem que bons profissionais e maus 
profissionais existem em qualquer empresa, independente 
de ter feito prova para concurso.
Status é ótimo, mas não coloca feijão e arroz no prato de
 ninguém.

Embarque
Quando os profissionais da Petrobras costumam embarcar e 
na verdade são pouco os que trabalham nesse regime. 
Muitos nunca pisaram em uma plataforma e outros embarcam 
esporadicamente, ou por um tempo determinado.
O regime de embarque é 14/21 (14 dias em alto mar, 
21 dias em casa), enquanto as outras empresas têm 
o embarque  14/14 (14 dias em alto mar, 14 dias em casa).

Horário Flexível
Antigamente os trabalhadores da estatal costumavam 
dizer que uma das vantagens do trabalho era a possibilidade 
de por exemplo fazer um curso de aperfeiçoamento, de vez 
em quando até mesmo a estatal bancava o curso.
No entanto, creio eu com as pesquisas em relação ao 
pré-sal, o trabalho aumentou consideravelmente, porém a 
empresa não contratou ainda profissionais suficientes para 
suprir toda essa demanda, então atualmente é mais complicado 
conseguir uma liberação para um curso de aperfeiçoamento profissional.
Em relação as empresas privadas não é certo dar um parecer
 porque isso varia muito de empresa e até mesmo dos superiores.

Conclusão:
Essa post foi criado para que as pessoas aprovadas no 
concurso da Petrobras saibam com clareza os aspectos 
mais importantes na hora de abrir mão do seu atual emprego.
Não é porque você conseguiu ser aprovado que você deve ir. 
Pense e procure entrar em contato com profissionais que já 
trabalharam na Petrobras e decidiram ir para a iniciativa 
privada. Por incrível que isso possa parecer, não são poucos.
Engenharia de Poços: 

A construção de poços é uma das atividades mais importantes da indústria de petróleo. Entre outras, cabe a engenharia de poços a tarefa de perfurar, testar e equipar os poços para que esses atendam aos requisitos de exploração ou produção. A engenharia de poços lida com informações muito importantes e de alto risco, porque pode causar perdas de vidas humanas, destruição de plataformas e danos ao meio ambiente. 

Engloba as seguintes atividades: 



  • Gerenciamento do processo de perfuração e de completação*: avaliação de riscos e incertezas, confiabilidade de equipamentos, estimativas de duração de atividades, custos e processos de contratação.
  • Planejamento do poço: seleção das sondas, dos sistemas e dos equipamentos de perfuração e completação.
  • Projeto do poço: perfuração, cimentação e revestimentos, coluna de produção. Perfis para perfuração de poços.
  • Controle e Segurança do poço: executar medidas de segurança contra kicks* e blowouts*.
  • Verificar estabilidade de poços, dos fluidos e o escoamento durante a operação. 
  • Otimizar e reavaliar as práticas de perfuração.



*COMPLETAÇÃO: Fase posterior à perfuração de um poço, onde é necessário deixa-lo em condições de operar, de forma segura e econômica, durante toda a sua vida produtiva. Conjunto de operações destinadas a equipar o poço para produzir óleo ou gás (ou ainda injetar fluidos nos reservatórios). 

*KICK (JATO DE GÁS): Jato descontrolado de gás para a atmosfera sem ignição.

*
BLOW OUT
 (ESTOURO): Condição de um poço descontrolado devido aos fluidos da formação estourarem na superfície. A causa de um estouro sem controle pode ser sabotagem, falha do equipamento do cabeçote do poço ou do equipamento dentro do poço, descuido da equipe de controle ou por um Ato de Providência. São raros.

Entendendo a Eng° Petróleo - Engenharia de Produção



A Engenharia de Produção de Petróleo está relacionada 
ao conjunto de tecnologias e técnicas que envolvem os 
processos de elevar e escoar a produção multifásica
 (óleo, gás e água) do fundo do poço até a facilidade 
de produção, bem como os processos físico-químicos 
que promovem a separação das fases dentro de rigorosas
 especificações e posterior transporte da produção para os
 terminais. O engenheiro deve conhecer como ninguém o 
comportamento dos fluidos e suas propriedades para que 
o seu escoamento seja feita através dos melhores métodos 
possíveis.

Em poucas palavras, é o Engenheiro responsável pela

 otimização os métodos de elevação do petróleo até a 
plataforma.

Engloba as seguintes atividades:
  • Viabilizar a produção de óleo e gás, garantindo o 
  • escoamento desta produção em campos terrestres 
  • e marítimos.
  • Analisar as propriedades dos fluidos, comportamento 
  • das fases, fluxo de óleo e gás no reservatório.
  • Avaliar quais métodos de elevação artificial serão 
  • empregados, tais como Gás Lift, BCP 
  • (Bombeio por Cavidades Progressivas), BM (Bombeio Mecânico)
  • Examinar toda a cadeia de produção do óleo 
  • até o momento da transferência para os navios.


  • Elaborar instalação de poços horizontais e multilaterais.
  • Criação e instalação de aplicações para controle de 
  • areia, como gravel packing, frac packing, tubos ranhurados.
  • Otimizar a completação e projetar o workover.

Muito petróleo, poucos profissionais


Ipea estima que, nesta década, faltarão engenheiros 
capacitados no setor, sobretudo para o pré-sal. As chances 
também são muitas para os cargos de níveis médio e técnico.
 Por isso, há empregos praticamente garantidos para 
especialistas dessa área. E ainda dá tempo de se capacitar

Manoela Alcântara - Correio Braziliense

Quando entraram na faculdade de engenharia 
mecânica, Thiago Campelo, 25 anos, e Álvaro 
Martins, 26, não imaginavam um mercado tão 
aquecido ao obterem o diploma. Logo depois de 
concluírem a graduação, em 2008, ambos já 
estavam empregados. O primeiro no setor 
público e o outro na área privada. Pessoas 
como eles terão lugar ainda mais garantido 
no mercado de trabalho com o passar do tempo. 
Se o Brasil crescer 6% ao ano, até 2020, a 
contratação de engenheiros capacitados nas 
áreas de petróleo e gás, construção civil, 
mineração, biotecnologia e metrologia ficará 
mais difícil e mais cara. A conclusão é do estudo
 Radar nº 12 – Mão de obra e crescimento, divulgado 
pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O fenômeno pode ocorrer devido aos altos índices 

de desvio de função registrados nessas áreas. 
A pesquisa aponta que, entre os graduados, 
apenas 38% atuam na especialidade para a 
qual se formaram. Considerada apenas a 
necessidade para o setor de petróleo e gás, 
que será o de maior crescimento (de 13% a 19%, segundo o Ipea), 
há vagas para as mais diversas funções, também em níveis 
médio e técnico. Segundo a Petrobras, existem hoje mais de 
175 especialidades diferentes de atuação, desde a extração 
até o refino do combustível.

As oportunidades são para cidades ou estados que têm 

atividade in loco — como Rio de Janeiro, Pernambuco, 
Manaus e Maranhão — e exigem conhecimentos bem 
específicos, como soldar um tubo de condução de 
petróleo, montar andaimes e operar escavadeiras. 
Em alguns casos, é necessário ficar longe da família 
e exercer funções em lugares remotos. Tantas dificuldades 
são compensadas nos bons salários. Um iniciante de nível 
médio/técnico, por exemplo, ganha R$ 1,7 mil, enquanto o 
de nível superior recebe cerca de R$ 2,7 mil. Um 
profissional mais experiente, com diploma técnico, 
embolsa aproximadamente R$ 8 mil mensais. Já os 
trabalhadores seniores, graduados e com especializações 
têm salários de R$ 20 mil ou mais.

A demanda é tão grande e a mão de obra tão escassa 

que o governo deu início, em 2003, ao Programa de 
Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e 
Gás (Prominp). “Por meio do Plano Nacional de 
Qualificação Profissional, os interessados podem 
participar de uma seleção, lançada em edital no 
site www.prominp.com.br. Eles são treinados recebendo 
uma bolsa que varia de R$ 300 a R$ 900”, alerta a 
gerente-executiva do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai),
 Mônica Côrtes de Domenico. Depois de concluir o 
curso em um dos 80 parceiros do programa, como o
 Senai, é possível incluir o currículo em um banco 
de talentos, procurado pelas mais diversas empresas.

Na capacitação, podem ser formadas pessoas 

de todos os níveis, inclusive engenheiros 
que queiram se especializar em áreas específicas.
 “Os cursos nos dão um bom parâmetro. Eles já 
chegam com alguma experiência e isso é muito 
positivo. Mas, na maioria dos casos, contratamos 
as pessoas para ensiná-las na prática. Elas demonstram 
o interesse e fazemos um serviço de investimento a 
médio e longo prazo”, relata Cristiane Mendes, 
analista de Recursos Humanos da Queiroz Galvão 
Óleo e Gás.

Um caminho comum mesmo no setor público. 

Thiago Carneiro Campelo, 25 anos, ainda estava 
na universidade quando decidiu prestar um concurso 
para a Petrobras, em 2008. Aprovado em 14º lugar, 
no ano seguinte foi convocado. “Quando estava estudando, 
queria trabalhar com aviação civil. Foi na Petrobras que 
descobri o quão interessante e promissora pode ser a área 
do petróleo”, afirma.

Hoje, o engenheiro trabalha na ponta da 

comercialização da empresa, com produtos 
derivados e consultorias a empresas em todo 
o país. Mesmo com sede em Brasília, ele viaja 
com frequência para atender os clientes. “O setor 
de energia é muito abrangente. A vaga para a qual 
concorri exigia apenas a graduação em engenharia. 
Aqui, temos uma nova formação”, observa. Pensando 
no crescimento, Thiago já faz uma pós-graduação em 
gerenciamento de projetos e não descarta a possibilidade 
de migrar para o serviço mais específico em plataformas 
no mar ou em terra. “Nas plataformas, a ascensão é mais 
rápida e o plano de carreira é diferenciado. Mesmo com o 
regime de confinamento, quero investir também 
em capacitação para essa especialidade”, projeta o engenheiro 
mecânico da Petrobras.

Segundo previsto em acordo coletivo das categorias, 

quem trabalha em plataformas deve ter disponibilidade 
para ficar 15 dias confinado no mar ou em terra. Depois, 
são 20 dias de folga, dependendo da atividade e do regime 
seguido pela empresa.

Ascensão
Embora a produção do pré-sal já tenha sido iniciada em 

alguns campos com teste de longa duração e projetos pilotos
 instalados, até 2014 a meta é aumentar a produção e o
 investimento em mão de obra. Por isso, quem quiser 
ingressar nesse mercado precisa iniciar a qualificação agora. 
Um dos fatores que mais influenciam na mudança de cargos e 
crescimento dentro das empresas é a experiência. “É preciso 
galgar funções. Ninguém começa sendo logo sondador 
(operador de guinchos de sondas de perfuração e 
outros instrumentos), por exemplo. Primeiro é preciso 
ser auxiliar de sondador. Assim acontece com os 
torristas, perfuradores e outros”, exemplifica a 
analista de RH da Queiroz Galvão.

Por isso, uma boa forma de ingressar em empresas 

privadas é ficar atento às seleções para trainee 
(veja matéria na página 3). Depois de escolher os 
melhores recém-graduados, as empresas os fazem 
passar pelos mais diversos setores até aprender o 
que precisam para serem efetivados. Esse treinamento
 faz a diferença no crescimento e na melhoria de salário.
 “Não treinamos as pessoas em vão. Oferecer todo um 
preparo e depois perdê-los para o mercado seria 
burrice. Por isso, a cada dia as organizações fazem 
mais programas de retenção de talentos”, afirma 
Cristiane Mendes.

Álvaro Martins, 26 anos, usou essa possibilidade 

como trampolim. Logo após se formar, passou em 
uma seleção de trainee e ingressou em uma empresa 
de sabão em Luziânia (GO). Ele já sabia que de lá queria
 saltar para a área de petróleo e gás. Ficou quase um ano 
na indústria e decidiu voltar ao Rio de Janeiro, sua cidade 
natal, e aproveitar os cursos e oportunidades da região. 
“Quando cheguei, consegui emprego em uma empresa de 
plataformas. A experiência que tive em Goiás contou muito 
para o que faço hoje. Aliás, nessa área os anos de 
trabalho são essenciais para o crescimento. Os profissionais
 seniores são especialistas e têm salários altíssimos. Quero chegar lá”,
 ressalta Álvaro.

Produção acelerada
A meta de produção de barris de petróleo do Brasil, até 2014, 

apenas para a exploração da camada do pré-sal, é de 241 
mil por dia. Em 2020, esse número sobe para 1,078 milhão barris/dia. 
Só para a empresa, até 2013, está previsto um aumento de 
quantitativo de pessoal por meio de concurso público de 6 mil 
pessoas, além de 800 mil empregos indiretos, segundo a Petrobras. 
A mais recente seleção aberta direcionada ao setor é a da Transpetro, 
com 386 vagas para auxiliar de saúde, eletricista, mecânico, 
moço de convés, moço de máquinas, cozinheiro e taifeiro.

Em Brasília, as capacitações estão nas formações de nível 

superior. Há três anos, por exemplo, além dos cursos 
de engenharia comuns, a Universidade de Brasília (UnB) criou 
a formação em engenharia de energia. Com uma visão ampla 
para atender os mercados das mais diversas formas de geração 
de energia, como as renováveis e não renováveis, a formação tem 
matérias específicas e abrangentes para uma forte formação 
química. “Os alunos aprendem muito sobre essa área de 
petróleo, refinaria, como transformar petróleo em gasolina, 
diesel. É um mercado de trabalho muito amplo e eles terão uma 
noção de todas as áreas, inclusive sobre a preservação do meio 
ambiente, essencial nos dias atuais”, ressalta o coordenador do 
curso de engenharia de energia na UnB/Gama, Manuel Barcelos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

3M monta fábrica para atender setor de petróleo e gás
Valor, Empresas - Vanessa Dezem 

Apostando na força do mercado brasileiro de petróleo e gás e em seu potencial para ser uma plataforma de exportações, a multinacional americana 3M escolheu o país para construir sua nova fábrica do setor industrial. Em Ribeirão Preto (SP), a unidade inaugurada hoje produzirá microesferas de vidro ocas, um produto de alta tecnologia voltado para atender o pré-sal. Com investimentos de R$ 22 milhões, a capacidade de produção da fábrica é de 250 a 400 toneladas por mês.
Primeiramente, a empresa acredita que mais da metade do volume de vendas será dedicado às exportações. Em poucos anos, no entanto, a 3M prevê que a crescente demanda doméstica absorverá toda a produção, o que vai gerar nova necessidade de expansão. A confiança da multinacional na demanda pelo produto está ligada às necessidades da indústria brasileira de utilizar matérias-primas mais resistentes e eficazes. As microesferas de vidro são misturadas a outros componentes, como resinas, polipropileno e cimento, tornando os materiais mais resistentes e leves.
Setor de serviços se expande com chegada da Petrobras em Vitória (ES)
NN - Adriano Nascimento 

O fortalecimento do setor petrolífero tem contribuído para o crescimento acelerado de cidades que desfrutam do privilégio da exploração de óleo e gás. Um dos exemplos é a capital capixaba, Vitória, que está inserida na Bacia do Espírito Santo. A instalação de uma das sedes da Petrobras elevou o setor imobiliário local, assim como o setor de serviços, que são prestados em sua maioria para a estatal, incentivando a vinda de mais empresas para a cidade. Em entrevista ao NN, o secretário de desenvolvimento de Vitória, Kléber Srizzera, afirma que não existe um investimento específico com mais receptividade por parte da Petrobras, pois “desde hotelaria ao setor de obras, a estatal exerce com afinco o direito de compras de serviços nas mais diversas áreas”
Entretanto, no setor petrolífero ainda não há na cidade um programa específico para a qualificação de mão de obra local. Para o secretário, a prefeitura não possuiu especialização independente, limitando-se ao Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (PROMINP). Sobre os investimentos oriundos dos recursos financeiros do petróleo para o desenvolvimento de Vitória, Srizzera informa que os royalties destinados à cidade são baixos, principalmente se comparados com as cidades do norte fluminense (RJ), e que devido a esta dificuldade, servem somente para movimentar os demais setores de serviços e manter a atuação em educação e saúde.