TURMA DO PETRÓLEO

TURMA DO PETRÓLEO

terça-feira, 23 de outubro de 2012


Mercado de Trabalho – Petróleo e Gás

O Brasil tem o objetivo de se tornar auto-suficiente em petróleo,
descartando a importação deste produto e, para que isso seja possível, 
a Petrobras tem investido muito capital. Os postos de trabalho vêm 
aumentando muito e empresas como Ipiranga, Shell e Esso são as principais
 empregadoras ao longo do litoral brasileiro. Entre 2006 e 2011 estima-se 
que o setor petrolífero movimente sozinho 50 bilhões de dólares só no Brasil.
Este mercado tem oferecido 100 mil empregos – diretos e indiretos – 
por ano e as empresas fluminenses são responsáveis por 80% da produção 
nacional.
O Brasil receberá investimentos de US$ 72 bilhões em exploração e produção 
de
 petróleo e gás de 2008 a 2012, estima o IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo). 
A cifra corresponde a 4,6% do PIB de 2007, mas é apenas o piso previsto pelo 
setor.
 É que, após a descoberta de novas reservas na camada pré-sal, o país deverá 
atrair uma onda de recursos sem precedentes para a atividade.
Nessa conta de US$ 72 bilhões não entram os recursos que serão destinados à 
exploração do pré-sal. Apenas o campo de Tupi consumirá investimentos de 
US$ 50 bilhões (o equivalente a R$ 83 bilhões) em dez anos, segundo previsão
 do secretário-executivo do IBP, Álvaro Teixeira. Trata-se da primeira reserva 
delimitada do pré-sal, com reservas de 5 bilhões a 8 bilhões de barris e 
que, sozinha, contará com recursos equivalentes a 16,5% do orçamento total
 do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) –R$ 504 bilhões.
O cálculo considera a necessidade de 9 a 10 plataformas para explorar a mega 
reserva. E não inclui outros campos tão promissores quanto Tupi, como os de 
Júpiter e Carioca.
Atualmente, os setores da economia que mais contratam profissionais de nível 
técnico são os da construção civil, petróleo e gás, além da indústria 
automobilística.
O setor de Petróleo e Gás Natural vem experimentando uma demanda 
crescente por 
recursos humanos qualificados. O curso visa capacitar profissionais para 
atuar em 
empresas do setor, através de uma abordagem ampla e diversificada. Para 
profissionais 
que já atuam no setor, trata-se de uma oportunidade de enriquecimento 
profissional
 numa Instituição de Ensino reconhecida nacionalmente como um Centro de 
Excelência.

O que faz o profissional

O profissional desta área está apto a implantar tecnologias nas diversas 
unidades 
da indústria do petróleo. Opera e otimiza a produção e o processamento,
 tanto do
 petróleo quanto do gás natural, de acordo com as mais modernas 
tecnologias 
do setor. Suas áreas compreendem prospecção, perfuração, completação, 
estudo de reservatórios, transporte e armazenamento de óleo cru, gás e 
derivados, refino de petróleo e gás, comercialização do petróleo e seus 
derivados.

O mercado que lhe espera

As oportunidades de emprego neste segmento do mercado de trabalho 
são muito promissoras. A mídia vem divulgando, freqüentemente, altos 
investimentos neste setor, através de programas que permitirão aumento 
nas áreas de exploração e produção e na capacidade de refino.
 Como conseqüência, 
existirá uma grande oferta de empregos diretos e indiretos.
Para atuar na área de petróleo (gás faz parte desta indústria),
 o profissional 
deve ser curioso e investigativo e, fundamentalmente, atualizado, 
sempre questionando 
o seu conhecimento contra as situações apresentadas, e não pode
 ter medo de números: 
quase tudo acaba sendo mensurado de alguma forma.
Não podemos esquecer que o profissional tido como bom, em] 
qualquer atividade, 
é aquele que apresenta resultados rápidos e com qualidade. Para 
chegar a esse 
ponto, o profissional precisa estar envolvido com o trabalho,
 mostrando capacitação, 
competência e compromisso.
Mais da metade de todo o petróleo, e 70% de todo o gás do
 planeta, ainda estão 
para serem descobertos. A indústria do petróleo engloba todo
 o tipo de 
profissional e de atividades: técnicas, financeiras, tributárias,
 jurídicas, médicas 
etc. Dentre elas, sempre haverá colocação para os profissionais 
destacados pelo 
mercado. Ainda por muitos anos continuará sendo necessário 
explorar, produzir,
 refinar e transportar petróleo e derivados.
Essas atividades garantirão, por si só, empregabilidade aos que
 estiverem preparados. 
Nesse sentido, o profissional pode esperar um mercado amplo e
 com capacidade de 
absorver os atualizados e bem formados.
O trabalho com petróleo compara-se ao do artista de teatro:
 muito empenho ao 
estudar (o texto), muito gosto ao atuar (no palco), e muito 
prazer ao apreciar 
o produto (a peça)… Uma mistura equilibrada e compatível, 
com bons ingredientes,
 sempre trará bons resultados.

Tecnólogo

Trabalha na exploração, na produção e na comercialização de
 petróleo, minérios 
e gás natural. Atua em petroleiros, refinarias, plataformas,
 mineradoras e no setor
 de serviços. Pode fazer consultoria jurídica e ambiental ou 
elaborar e realizar pesquisas
 de preços de matérias-primas no mercado internacional.
 Para isso, é fundamental 
que conheça a legislação internacional que regula as atividades 
ligadas ao petróleo e a 
seus derivados e ter fluência em inglês.

Mercado de Trabalho

O tecnólogo encontra um mercado em alta em função da boa 
performance do país 
na exploração e produção de petróleo e gás. Além das bacias de
 Campos, no litoral 
fluminense, e de Santos, na costa paulista, há oportunidade de
 trabalho nos estados 
do Rio Grande do Norte, da Bahia e do Espírito Santo.
O profissional é contratado para trabalhar na exploração e na 
produção de petróleo 
e gás, em setores relacionados à gestão do negócio e também 
na manutenção e no
 gerenciamento de equipamentos. Empresas prestadoras de 
serviços ou que fabricam 
equipamentos para o setor, como a Halliburton e a Schlumberger,
 também empregam 
o tecnólogo para as áreas operacionais e de manutenção.
Salário médio inicial: R$ 3.500

Este profissional pode:

  • Planejar poços;
  • Definir tipo de plataformas para operar no mar;
  • Selecionar equipamentos e procedimentos;
  • Interpretar testes de produção;
  • Gerenciar reservatórios;
  • Analisar a viabilidade econômica de projetos e
  • Identificar estruturas geológicas com potencialidades petrolíferas.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012


Que tal "pensar fora da caixa"? Dica do Seiiti Arata







Olá Pessoal!

Tudo bem?

Segue trecho na íntegra de uma grande dica do 
Seiiti da Arata Academy. Aproveite e veja os vídeos 
no link abaixo para entender melhor e saber como
 participar. Encaminhe este post para seus amigos também.

Boa sorte.

Grande abraço,

Leandro

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Dica: No ano que vem, existe uma conferência na 
Suíça que é ALTAMENTE recomendada. 

Fui pra lá em 2002 (a convite deles, e não tirei um 
único centavo do bolso) e este evento mudou minha vida
Me fez realmente "pensar fora da caixa".

Escrevi um texto rápido e publiquei uns vídeos pra você 

p.s. quando fui pra lá, tinha muitos alemães, muitos americanos da 
Harvard e Yale e ingleses de Oxford... e poucos brasileiros (eu fui o 
único brasileiro no ano de 2002). Então por favor ajude a passar a dica 
adiante, principalmente pra quem pode aproveitar essa super dica.
 Vamos ajudar a colocar os brasileiros nestes eventos!!!!

Mais de 37 mil estudantes já se inscreveram no Programa de Estágio 2012


O Programa de Estágio da Petrobras Distribuidora termina nesta terça-feira (16), com mais de 37 mil estudantes inscritos. A companhia pretende oferecer oportunidades para os níveis superior e médio profissionalizante, em diversas localidades do país.


Os candidatos devem estar cursando os dois últimos anos ou os quatro últimos semestres. Para os estudantes de nível médio que já concluíram o curso, é possível realizar o estágio na Companhia desde que a instituição de ensino informe, por meio de declaração, que o estágio é condição indispensável para a obtenção de certificado ou diploma.
O objetivo do Programa de Estágio BR é proporcionar aos estudantes experiência de aprendizagem profissional. Além de capacitação técnica, a prática durante o estágio possibilita o desenvolvimento sociocultural e das relações de trabalho, fundamental para a atuação dos futuros profissionais.
Todas as informações sobre o Programa de Estágio da Petrobras Distribuidora, incluindo a lista de cursos, horários, duração, requisitos, processo seletivo e benefícios, estão disponíveis no site www.br.com.br (em A Companhia/Recursos Humanos).
Os interessados também poderão entrar em contato pelo SAC 08007289001.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) acaba de anunciar a realização de concurso público para três cargos de nível superior. Serão preenchidas 152 vagas, das quais 11 são reservadas a portadores de deficiência. A empresa também formará cadastro de reserva.

As oportunidades são para diversas áreas de formação e as vagas foram abertas em Brasília e nas cidades de Manaus (AM), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). As inscrições começam no próximo dia 29, e podem ser feitas até 19 de novembro, pelo site do Cespe/UnB. As taxas são R$ 80 (analista) e R$ 100 (especialista).

Do total de vagas, 22 são para o cargo de analista administrativo, em cinco áreas de atuação.
 Estudos geológicos apontam que há petróleo em Pernambuco. Petrobras não decidiu se vai explorar área
Jornal do Commercio online - Adriana Guarda
“Ele jura de pés juntos que tem petróleo lá”. 
O comentário do diretor de Exploração
 e Produção da Agência Nacional de Petróleo
 (ANP), Florival Carvalho, é sobre o geólogo
 pernambucano Mário de Lima Filho. Desde 
a década de 90,
 o professor teima na existência de óleo 
no subsolo marinho de Pernambuco. 
Estudos geológicos confirmaram as evidências.
Agora falta a Petrobras decidir, até março de 2013, 
se vai perfurar poços na região. Em 2007, consórcio
 formado por Petrobras
 e Petrogal (subsidiária da Galp Energia) arrematou
 três blocos na Bacia
 Pernambuco-Paraíba, durante o leilão da 9ª rodada de
 licitação da ANP.
 As empresas deveriam fazer um investimento mínimo de R$ 7,5 milhões
 para explorar uma área de 1.713 quilômetros quadrados.
Carvalho diz que as companhias têm prazo de 5 anos 
(entre março de 2008 e março de 2013) para estudar a área.
“Terminada essa primeira fase exploratória, elas precisam
 decidir se furam poço ou devolvem os blocos à ANP. Se a 
estratégia for prosseguir terão até março de 2015 para 
concluir a segunda etapa de exploração”, explica. Procurada pelo 
JC, a Petrobras se limitou a responder que “o consórcio analisa 
atualmente os dados obtidos com a aquisição sísmica. Vale ressaltar 
que a perfuração de poços, caso se justifique, só ocorrerá após o ano 
de 2014”, informa, por meio de sua assessoria de comunicação. 
Em Pernambuco, as perfurações não exigiriam a profundidade 
do pré-sal porque a expectativa é que existam reservatórios de óleo 
acima da camada de sal.
 Gás de xisto ainda não sai das rochas
 no país
Folha de S. Paulo - Denise Luna / Agnaldo Brito
O Brasil está atrasado na corrida mundial
 pela exploração comercial do gás de xisto,
 também chamado de gás não convencional,
 encontrado em rochas subterrâneas. O governo
 dos Estados Unidos afirma que o Brasil tem a
 nona reserva mundial, com 226 tcf (trilhões de
 pés cúbicos), número não endossado pela 
ANP (Agência Nacional do Petróleo). Enquanto
 o assunto engatinha no Brasil, a indústria
 química e petroquímica local teme pelo seu
 futuro. As enormes reservas norte-americanas (826 tcf) derrubaram
 os preços lá
 ao nível de um quarto do valor cobrado no Brasil. Segundo a KPMG,
 o negócio
 ganhou tal dimensão que os Estados Unidos podem deixar de ser
 importadores
 e se tornar exportadores.
Segundo o professor de planejamento energético da Coppe/UFRJ, Alexandre
 Szklo, o preço baixo cobrado pelo gás nos EUA se deve à existência de uma
 grande rede de gasodutos já amortizada e à ação de pequenas empresas de
 tecnologia na pesquisa do gás de xisto. A produção de gás não convencional
 no Brasil praticamente inexiste. A única exploração aqui é feita pela Petrobras,
 no município de São Mateus do Sul (PR). A estatal produz apenas 130 mil metros
 cúbicos de gás por dia. O Brasil tem consumo diário de 49 milhões de metros
 cúbicos por dia.

Petrobras nega retirada de projetos da Premium I e II

Estatal planeja construir refinarias no Maranhão e Ceará até 2018
NNpetro - Júlia Moura - 
A presidente da Petrobras, Graça Foster, negou boatos de mercado de que a estatal estuda a retirada definitiva dos projetos das refinarias Premium I e II, respectivamente no Ceará e no Maranhão.
“Não vamos cortar. A informação não procede mesmo, até porque a Petrobras precisa das refinarias. Gostaríamos de ter as refinarias operando”, disse Foster nesta terça-feira (16) em evento promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais do Rio de Janeiro (Lede-Rio).
Esta possibilidade foi levantada, de acordo com informações divulgadas pela Agência Estado, caso o Governo não promovesse um reajuste de gasolina e diesel capaz de financiar os investimentos da estatal.
“Toda a experiência que a Petrobras tem na construção de unidades estacionárias de produção, a Petrobras não tem no refino. A última refinaria no Brasil é de 1980, de um projeto que não é Petrobras. Se chegam parceiros, por que não seguir com os planos?”, avaliou a executiva, que disse estar trabalhando na busca de parceiros experientes da China e da Coreia do Sul para os projetos das novas refinarias.
A Petrobras planeja construir refinarias no Maranhão e Ceará até 2018, o que ajudaria a empresa a diminuir a sua dependência de importação de derivados, apesar das novas plantas estarem projetadas para a produção apenas de diesel e não gasolina.
Refinarias
A empresa já constrói outras duas refinarias, uma no Rio de Janeiro e outra em Pernambuco, que aguarda um acordo de sociedade da venezuelana PDVSA.
No fim de setembro executivos da estatal se reuniram com o grupo GS Caltex, da Coreia do Sul, para discutir a possibilidade de parceria para a construção da refinaria Premium II, no Ceará.
(Com informações da Reuters)

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Petroleiras miram óleo e gás no Norte do País
Estadão, Sergio Torres
Espécie de prima pobre das riquezas do pré-sal da Região Sudeste, a margem equatorial brasileira é o objetivo imediato das grandes petroleiras interessadas em expandir suas áreas de atuação no País. A faixa litorânea que cruza cinco bacias com potencial petrolífero, do Amapá ao Rio Grande do Norte, será oferecida à iniciativa privada em maio de 2013, a se confirmar a intenção do governo manifestada pelo ministro Edison Lobão (Minas e Energia).
A 11ª rodada de licitações organizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) disponibilizará até 174 blocos. A metade exata, 87, fica na margem equatorial. Os demais, todos terrestres, possuem reservatórios de gás natural, como já constatado na Bacia do Solimões. O crescimento da oferta de gás é uma necessidade do País, disse ontem a presidente da Petrobrás, Graça Foster, ao falar sobre o memorando de entendimentos firmado com a petroleira nacional HRT, que já descobriu gás na Amazônia. "A HRT anunciou descobertas interessantes. (...) Nós temos também descobertas interessantes na Bacia do Solimões, no Amazonas. (...) Temos proposta de fazer análise em conjunto para otimizar custos operacionais, custos futuros de ambos os lados", disse ela, referindo-se à produção e ao escoamento do gás amazônico.

Pré-sal apresenta produção maior do que previsto

Em Santos, o índice de sucesso é de 90%. Poços do campo de Lula já produzem 50%
Redação NNpetro - Agência Estado - 
As explorações do pré-sal, especialmente na Bacia de Santos (litoral norte de São Paulo e sul do Estado do Rio de Janeiro), têm surpreendido a Petrobras. Os primeiros quatro poços do campo gigante de Lula, por exemplo, estão produzindo 50% a mais do que o previsto - sucessos exploratórios que têm ofuscado a produção no pós-sal da Bacia de Campos (litoral norte do Rio e sul do Espírito Santo). Em Santos, o índice de sucesso é de 90%, contra os cerca de 30% da média mundial.
Apenas os recursos da área da cessão onerosa e o potencial recuperável dos dois campos do pré-sal (Lula e Sapinhoá) que a Petrobras declarou comercialidade à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) equivalem a tudo o que a companhia produziu desde sua fundação, em 1953. São 15,4 bilhões de barris.
“" Só isso é igual a toda a produção que a Petrobras já teve, e vocês sabem que não é só isso”", disse à Agência Estado o gerente executivo de Exploração e Produção da Petrobras, Carlos Tadeu Fraga. “Os poços têm tido produtividade melhor do que o inicialmente esperado.”
Os quatro campos de Lula chegaram à meta esperada para seis poços: 100 mil barris por dia. Hoje, o pré-sal já responde por 5% da produção de cerca de 2 milhões de barris diários da companhia. A previsão é de que passe para 31% em 2016 e 50% em 2020.
Hoje, o horizonte potencial de reservas da Petrobras é o dobro de tudo o que já foi produzido: 31,5 bilhões de barris de óleo equivalente. Mas os números não levam em conta, por exemplo, o campo de Carcará (Bacia de Santos), ainda não declarado comercial e, portanto, fora das estimativas oficiais. Sócia da Petrobras, a petroleira Barra Energia crê que Carcará é, seguramente, um dos maiores reservatórios do pré-sal.“Posso dizer com segurança que nossa expectativa é que seja um dos mais significativos do pré-sal”, disse o diretor e CEO da empresa,
Em quatro anos, a produção acumulada no pré-sal de Campos e Santos superou 100 milhões de barris de óleo equivalente. Em 2017, passará a 1 milhão de barris, conforme os planos da Petrobras. É aproximadamente metade do volume recuperável do Campo de Garoupa, que produz há 30 anos e está até hoje em produção. 
(Com informações do jornal Estado de S. Paulo)
Gasmig prevê crescer no setor industrial
Valor Econômico - Marcos de Moura e Souza
Há dois anos Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) inaugurou um gasoduto para abastecer empresas, sobretudo as siderúrgicas, da região do Estado conhecida como Vale do Aço. De lá para cá, a demanda só cresceu e hoje a quantidade de insumo vendido para esses poucos mas importantes clientes já contribui com 45% do faturamento da empresa. Agora, a companhia fala em atingir um novo patamar de vendas para a região: 2 milhões de m3 ante os atuais 1,3 milhão de m3.
A Gasmig fornece diariamente em todo o Estado uma média de 3,2 milhões de m3. A previsão é atingir 3,5 milhões de m3 em 2013. Controlada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e Petrobras, a Gasmig atingiu no ano passado pela primeira vez a marca do R$ 1 bilhão de faturamento. Este ano, até julho, já havia faturado R$ 726 milhões, 24,5% a mais do que o registrado no mesmo período de 2011. Em agosto, começaram as obras de construção de um gasoduto que levará o combustível a residências de dois bairros de Belo Horizonte. A partir de 2013, a empresa promete dar início às obras para levar esse gasoduto a outros 22 bairros. Os investimentos nesse projeto de expansão da rede somarão R$ 200 milhões.

Oportunidades de negócios na Bacia de Santos é agora, diz Igor Tavares

Diretor da Santos Offshore afirma que evento impulsionará as operações do pré-sal brasileiro
NNpetro - Margarida Putti - 
Em entrevista ao NNpetro, o diretor de eventos da Reed Exhibitions Alcantara Machado, responsável pela gestão da Santos Offshore 2012, Igor Tavares, declarou que o evento é uma plataforma de negócios para o setor de O&G. Para o executivo, o momento de negócios na Bacia de Santos é agora, pois o campo será a maior em operação offshore daqui a cinco anos, com mais de 1 milhão de barris por dia.
1X) NNpetro – Este ano, a Santos Offshore chega a sua sexta edição, tendo como responsável uma organizadora de eventos internacionais do setor de O&G. Desta forma, quais são as expectativas de novos negócios para este evento?
Igor Tavares - Esta é a primeira vez que a Santos Offshore está sendo integralmente organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, maior organizadora nacional e internacional de feiras e eventos, e mesma organizadora da World Future Energy Summit (Abu Dhabi – Emirados Árabes), Brasil Offshore (Macaé – Rio de Janeiro) e SPE Offshore Europe (Aberdeen – Escócia), os maiores eventos do segmento no mundo. Com isso, a Santos Offshore passa a fazer parte da rota dos principais eventos internacionais e da agenda de empresários e grandes compradores internacionais do setor. Neste ano, o evento reuniu mais de 100 expositores entre IOCs (Empresas Petrolíferas Internacionais) e NOCs (Empresas Petrolíferas Nacionais), Drilling Contractors (Empresas de Perfuração), operadores logísticos e de atividades subsea (submarina), fornecedores de máquinas e equipamentos, entidades financiadoras e consultorias. E a principal novidade da feira é a inédita parceria realizada pela organização do evento com o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Também vale ressaltar que o patrocínio master é da Petrobras e que a feira conta com o apoio da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (CEISE Br), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e Secretaria de Energia do Estado de São Paulo. Também esperamos um público entre 10 e 12 mil visitantes durante o evento, que podem participar das diversas rodadas de negócios que estamos realizando.
2X) NNpetro - A bacia de Santos é considerada uma das maiores descobertas no pré-sal da Petrobras. A empresa tem investido no desenvolvimento de serviços para atender às expectativas de exploração da região. Com isso, qual é a real influência da Santos offshore no setor de E&P?
Igor Tavares - A Santos Offshore 2012, se consolida como o maior evento do setor de E&P Offshore do estado de São Paulo e se torna a plataforma definitiva para realizar negócios no pré-sal na Bacia de Santos, para a qual são estimados investimentos de bilhões de dólares para os próximos três anos. Estamos nos posicionando neste cenário como a alavanca que proporcionará a oportunidade para empresas de todos os tamanhos fazerem parte desse crescente mercado. E, certamente, não restam dúvidas que a tendência é crescer cada vez mais.
3X) NNpetro – O evento pretende reunir representantes de pequenas, médias e grandes empresas da cadeia de petróleo e gás. Quais serão as oportunidades para a indústria brasileira deste setor?
Igor Tavares - A Santos Offshore deste ano, apresenta rodadas de negócios promovidas pelo Competro Fiesp/Ciesp e Sebrae-SP, e com a metodologia da Organização Nacional da Indústria do Petróleo – Onip, a mesma utilizada na Brasil Offshore, de Macaé-RJ, possibilitando que empresas de pequeno, médio e grande porte possam apresentar seus produtos e serviços aos representantes da cadeia do setor offshore. Em 2011, 23 empresas participaram da rodada e movimentaram cerca de R$ 38 milhões em novos negócios. Intensificados pelas demandas por conteúdo local e com a composição da cadeia de fornecedores do setor, os negócios do pré-sal em Santos encontram nas rodadas um catalisador de parcerias, aproximando compradores de fornecedores e favorecendo o desenvolvimento do segmento. Além disso, a Santos Offshore sediou uma importante conferência nesta quarta-feira, dia 17, com uma palestra sobre o desenvolvimento do setor Offshore e as implicações para a Bacia de Santos ministrada pelo Gerente Geral da Petrobras Santos, José Luiz Marcusso, com representantes da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Teremos uma ampla programação com várias apresentações e palestras ao decorrer da feira. As empresas que ainda não possuem cadastro na Petrobras também terão a oportunidade de se registrarem como possíveis fornecedores da estatal.
4X) NNpetro – A presidente da Petrobras, Graça Foster, deu um alerta à indústria de fornecedores dizendo que não aceitará atrasos em obras contratadas. Você acha que Brasil está pronto para atender a atual demanda da indústria petrolífera?
Igor Tavares - O Brasil está parcialmente preparado, com algumas áreas e fornecedores em diferentes estágios de desenvolvimento. O maior gargalo, e que compromete todos os demais, em minha opinião, é a formação profissional. Vão faltar técnicos e engenheiros para a Petrobras, além de fornecedores nos próximos 10 anos. Sem estruturarmos este lado primeiro, não chegaremos aonde almejamos na curva de produção e manufatura de produtos e serviços à indústria lá na frente. Por isso, temos uma Sala Jovem nesta edição da Santos Offshore. Este espaço é destinado aos universitários e estudantes que buscam compreender o perfil, a carreira e as oportunidades para entrar na indústria do petróleo e gás do Brasil.
5X) NNpetro – A indústria brasileira offshore está passando por uma grande transformação. Os investimentos vão desde capacitação de profissionais, pesquisa, estudos de perfuração e produção até barcos de apoio. O que a Santos offshore está oferecendo para o público visitante (profissionais do setor) que busca oportunidade de trabalho?
Igor Tavares - A Santos Offshore está preocupada em oferecer oportunidades e principalmente a possibilidade do público ter acesso as informações referentes a qualificação profissional e oportunidades de trabalho. Para isso, nesta quinta-feira, dia 18, serão promovidas duas sessões simultâneas na área de conferência da Santos Offshore. Uma com foco nas oportunidades de negócios na Bacia de Santos e outra no desenvolvimento de profissionais para atuarem no setor de E&P Offshore. A primeira terá uma explanação do Programa Brasil Maior, criado pelo MIDC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), e do Plano de Desenvolvimento de Fornecedores, da Petrobras. Já a segunda, voltada para o público jovem, que contará com diversas apresentações sobre o campo de trabalho Offshore, demanda de profissionais, treinamento, capacitação e gestão de carreira.

Você sabe para que serve o tungstênio?


O nome pode parecer estranho, mas o tungstênio está mais presente em nossas vidas do que imaginamos e sua valorização no mercado exterior é crescente. Utilizado na indústria eletrônica, petrolífera, de construção, empregado na fabricação de filamentos de lâmpadas, telefone celular, tubo de raios catódicos (presentes em monitores de TV’s e computadores), nas canetas esferográficas, entre outros, o metal, também conhecido como wolfrâmio, é extraído de minérios de alto valor agregado como a wolframita, scheelita e cassiterita.
A principal característica que o faz um elemento peculiar é a capacidade de resistir às temperaturas elevadas, por isso tem um considerável valor industrial e no mercado de importação e exportação. Tanto que, em meados dos anos 20, uma grande companhia tentou patenteá-lo, mas teve o pedido rejeitado pelo governo dos Estados Unidos.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o tungstênio possuiu um papel considerável na diplomacia entre países. Na época, como Portugal era o maior distribuidor do elemento na Europa, sofreu pressão bilateral. Os países Aliados e do Eixo disputavam o material que, por resistir a altas temperaturas e possuir resistência mecânica, era importantíssimo na indústria bélica.
Um exemplo bem comum em nosso dia a dia são as lâmpadas incandescentes - utilizadas nas residências por muitos anos e que está em processo de banimento no mercado brasileiro - possuem fios de tungstênio, responsáveis pelo funcionamento durante um longo período. Entre os tipos mais comuns estão também as lâmpadas automotivas e refletoras, além das especiais, empregadas em projetores audiovisuais, luzes de câmera de vídeo, instrumentos médicos e científicos.
Outro exemplo é a bolinha da caneta esferográfica, que a faz deslizar e dispersar tinta enquanto se escreve, também fabricada com o metal. Além disso, uma curiosidade que vale ser destacada é a aplicação do carbeto de tungstênio em joias, mais precisamente em anéis. O material caiu no gosto de mulheres e de casais, que passaram a adquirir até alianças de compromisso deste metal, por ser hipoalérgico e não perder o brilho como os demais.
Mercado brasileiro
Em terras brasileiras, as reservas de scheelita, responsáveis por maior parte da produção brasileira do tungstênio, são encontradas no Rio Grande do Norte, nas cidades de Acari, Bodó,Currais Novos, Lajes e Santana do Seridó. Na região, existem aproximadamente 35 mil toneladas do metal, entre minas indicadas e medidas. Somente nos três primeiros meses de 2012, o Estado havia exportado US$ 1,55 milhão, valor três vezes maior quando comparado ao mesmo período em 2011, o que representa 70% das exportações do produto. Já a wolframita é encontrada em Conceição do Araguaia e São Félix do Xingu, no Estado do Pará, e em Nova Trento, Santa Catarina.
No entanto, atualmente, a China lidera este mercado e é responsável por aproximadamente 65% das reservas mundiais e por 85% da produção, seguida de Rússia, Áustria e Portugal.
*Dominic de Souza é diretor comercial da Citra do Brasil, empresa nacional com 25 anos de atuação na comercialização de produtos nacionais e importados em segmentos como petróleo, portos, mineração, siderurgia, metalurgia do pó, ferroviário, agricultura e tratamento de superfície.

De onde vem o Gás Natural?

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O gás natural é um combustível fóssil, resultado da decomposição de matéria orgânica que foi soterrada a grandes profundidades terrestres.  Esse gás pode ser utilizado na geração de energia para usinas termoelétricas e indústrias, na combustão dos automóveis e até para uso doméstico em residências.
Neste vídeo, você confere todo o processo que envolve a formação do gás natural: da perfuração dos campos exploratórios de petróleo até a rede de distribuição do produto.
Nova turma do curso de OPERADOR DE SONDA DE PERFURAÇÃO do IFRN de Mossoró pela FUNCERN. 2012.

Desejamos Boa Sorte a todos pelos novos caminhos do Mundo do Petróleo e Gás Natural.




segunda-feira, 8 de outubro de 2012


Pré-sal; mercado de petróleo e gás precisa de mão de obra

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A indústria petrolífera tem proporcionado uma nova realidade de investimentos para o Brasil. O crescimento do setor está desenvolvendo principalmente pela descoberta da camada pré-sal, em 2007. Entretanto, para que a evolução seja contínua é preciso formar mais mão de obra qualificada. Para tentar diminuir esta lacuna, o governo construiu o Parque Tecnológico, na Ilha do Fundão, onde o foco de atuação é na perfuração e produção de petróleo do pré-sal. De acordo com pesquisas, as riquezas oriundas do petróleo vão alcançar a marca de US$ 5 trilhões em escala mundial. Os incetivos para buscar uma especialização no setor são grandes, além das faculdades e cursos técnicos, o governo promove anulamente o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (PROMINP) que especializa estudantes com segundo grau completo para atuarem à serviço da indústria petrolífera. Dentre os muitos desafios que o país enfrentará ao longo dos anos, o desenvolvimento em petróleo e gás é um dos mais confiáveis e promissores.

Nordeste investe em energia eólica

A energia eólica é considerada a maior fonte geradora de energia limpa do Brasil, sendo obtida através  dos ventos e captada por hélices ligadas a geradores. No Brasil, o nordeste se destaca por ser o maior produtor nacional desse tipo de energia. O setor eólico deve receber, até 2020, mais R$ 40 bilhões em investimentos. O Brasil se prepara para ser mais competitivo no mercado - fase iniciada em 2009 - totalizando a contratação de 6,7 gigawatts (GW) de potência, ao preço de R$ 100 por megawatt-hora (MWh).

Petrobras abrirá 22 mil vagas até 2015

Desde 2007, a estatal tem aberto dois concursos anualmente
Redação NNpetro - 
Após as novas descobertas do pré-sal, a demanda por profissionais qualificados para os mais diversos setores da Petrobras aumentou quase 100%. De acordo com a estatal, o objetivo é que se tenha um efetivo de 76 mil empregados até o fim de 2015. Com isso, a companhia vai abrir 22 mil vagas nos próximos anos.
As oportunidades de emprego também são promissoras. Além dos altos salários, estão inclusos benefícios como: assistência multidisciplinar de saúde (médica, odontológica, psicológica e hospitalar) e benefício farmácia; plano de previdência complementar (opcional); participação nos lucros e/ou resultados; auxílio-creche ou auxílio-acompanhante (somente para empregada); auxílio-ensino (ensinos: pré-escolar, fundamental e médio); até incentivo ao ensino superior para filhos de funcionários.
Os cargos são extremamente disputados, por isso, exige preparo e disciplina do candidato. São vagas que vão desde o ensino técnico a expertise. “A ideia é que um seja realizado no primeiro semestre e o outro no segundo para aproveitar as melhores cabeças que saem das escolas do Brasil”, afirmou a gerente de Recursos Humanos e Planejamento da Petrobras, Mariângela Mundim.
Próximos Concursos
Em nota, a Petrobras divulgou que terão 6 mil vagas oferecidas através dos concursos em 2013. São para cargos de nível técnico, médio e superior, para diversas áreas como exploração de petróleo, projetos e construções e telecomunicações. As remunerações oferecidas são de aproximadamente R$ 2 mil até mais de R$ 6 mil. O concurso será feito em vários estados do Brasil e as inscrições podem ser feitas pelo site da Fundação Cesgranrio.
Acesse: http://www.cesgranrio.org.br
(Com informações da Agência Petrobras)
 Oportunidades

Irlanda receberá 1.500 bolsistas brasileiros até 2016
No dia 9 de outubro, o ministro de Comércio e Desenvolvimento da Irlanda
, Joe Costello, se encontrará em Brasília com a presidente Dilma Rousseff
 para anunciar a concessão de 1.500 bolsas nos próximos quatro anos
 para estudantes brasileiros do programa Ciência sem Fronteiras.
 Os alunos do Brasil farão intercâmbio em instituições educacionais 
de ensino superior irlandesas, nas áreas de ciência e tecnologia. 
No mesmo dia, o ministro irlandês deverá se reunir também como 
o ministro da Educação do Brasil, Aloizio Mercadante. Está prevista 
a participação do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, 
Marco Antonio Raupp, e dos presidentes da Capes, 
Jorge Almeida Guimarães, e do CNPq, Glaucius Oliva.
O acordo sobre as 1.500 bolsas havia sido acertado na conferência
 Rio+20 – realizada em junho deste ano – pelo ministro da 
Irlanda do Meio Ambiente, Comunidade e Governança Local, 
Phil Hogan, com as autoridades brasileiras. O entendimento para 
o desenvolvimento do programa educacional envolveu a Embaixada 
da Irlanda em Brasília, Enterprise Ireland, o Departamento de 
Educação, Science Foundation Ireland (SFI) e Higher Education 
Authority (HEA). A Associação das Universidades Irlandesas, 
Institutos de Tecnologia da Irlanda, Instituto de Tecnologia de Dublin 
e Universidade Real de Cirurgiões na Irlanda também participaram 
do processo de facilitação do acordo. A missão empresarial irlandesa, 
que vem ao Brasil entre os dias 8 e 11 de outubro para promover 
novos negócios, conta com 19 universidades e escolas técnicas 
para divulgar seus cursos de formação e pesquisa do país.

Sobre a Enterprise Ireland
A Enterprise Ireland é a organização governamental responsável 
pelo desenvolvimento e crescimento das empresas irlandesas nos 
mercados mundiais. Ela trabalha em parceria com o setor privado 
para ajudá-lo a começar, aumentar e inovar nas exportações globais. 
O organismo oferece aos empresários irlandeses financiamento, 
assistência para exportação, ajuda para desenvolver competitividade, 
assistência técnica e conectividade com mercados estrangeiros, 
provendo acesso a contatos governamentais e compradores. 

Regulação e falta de mão de obra afetam o setor de óleo e gás

Pesquisa aponta os desafios enfrentados pelo segmento
NNpetro - Júlia Moura - 
O Brasil volta a ser rota de investimentos na área de petróleo e gás, principalmente, depois do anúncio das datas para leilão de novos blocos exploratórios, mas enfrenta desconforto quando o assunto é escassez de mão de obra qualificada e impasses regulatórios e ambientais. Dois pontos levantados pelo estudo global da Accenture, empresa de consultoria,  divulgado nesta quarta-feira (03) como os principais desafios do setor.
A indústria energética demandará o investimento de US$ 38 trilhões em projetos globais até 2035, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE). O estudo, que aborda o planejamento para a implantação de projetos de capital na indústria energética, estima que o orçamento exceda este valor em 13%, cerca de US$ 5 trilhões.  Do total de investimentos previstos, aproximadamente US$ 20 trilhões serão para o segmento de petróleo e gás natural no mundo.
De acordo com o consultor de energia da Accenture, Guilherme Pinheiro, a análise de grandes projetos apenas pela competência técnica e econômica já não são suficientes. “As empresas devem estar atentas para que nenhuma questão regulatória, principalmente, ambiental, atrase o planejamento e, por consequência, a entrega do projeto. É fundamental que as companhias realizem com antecedência estudos de competência técnica, econômica, ambiental e inclusão social”, avalia Pinheiro.
Desafios
Os aspectos regulatórios e as questões ambientais são os principais pontos de atenção para as empresas que estão instaladas no Brasil e apontam para uma nova necessidade de aprimoramento.  O trabalho revela que, entre os principais desafios para a conclusão das iniciativas, 49% dos entrevistados citaram as necessidades regulatórias e 25% as habilidades da mão de obra.
O atual cenário brasileiro, segundo a Accenture, mostra que as grandes obras de infraestrutura com data de entrega até o fim desta década estão com atrasos de mais de 50 meses. Para Pinheiro, o Brasil tem uma agenda ampla de investimento em infraestrutura para o setor nos próximos anos e esse é o momento do país adotar as melhores práticas, garantindo a eficiência da implementação dos projetos e conclusão no prazo das iniciativas previstas.
O levantamento foi feito a partir da entrevista com 61 executivos de 21 países, incluindo o Brasil, que atuam no segmento de petróleo e gás e respondem por projetos de pelo menos US$ 1 bilhão.
O Programa de Mobilização da Indústria Nacional de petróleo e Gás Natural (Prominp) aponta que até 2014, o setor irá demandar 200 mil postos de trabalho. Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), a previsão para a perfuração de poços no Brasil até o final do ano é de 739 poços, 439 já foram perfurados e estão previstos mais 300.

Menos gelo, mais petróleo

Ambientalistas acreditam que exploração resulta em danos na preservação do Ártico
NNpetro - Adriano Nascimento 
Os interesses econômicos nas regiões próximas ao Ártico estão causando preocupações aos ambientalistas quanto ao derretimento acelerado do gelo.  O oceano Ártico que estoca 20% das reservas de petróleo e gás do mundo vem se tornando a mais nova fonte de recursos energéticos da atualidade. De acordo com os cientistas, à medida que a camada de gelo derrete, mais fácil vai se tornando o acesso as riquezas e a descobertas de novas rotas comercias.
“Os dias que estamos passando em meio ao degelo no Ártico estão sendo chocantes. É preciso que a exploração de petróleo e gás na região seja suspensa”, afirmou a pesquisadora Sara Ayech que visitou no navio do Greenpeace em meio à região. A organização está mapeando o local para averiguar as causas que levam ao desgelo acentuado.
A Shell e a Gazprom, empresas de energia anglo-holandesa e russa respectivamente, pretendem retomar a exploração do Polo Norte com fortes investimentos no ano que vem, uma vez que ambas, atualmente, adiaram seus planos de perfuração de poços no oceano Ártico.
O Conselho do Ártico é formado pela Dinamarca, Suécia, Estados Unidos, Canadá, Noruega, Islândia, Finlândia e Rússia. A instituição vem se fortalecendo cada vez mais por estabelecer estratégicas para a região nas áreas ambientais e econômicas.
Os chineses estão pretendendo entrar no conselho, pois pretendem aumentar as explorações de recursos locais e também encurtar a rota comercial para a Europa em aproximadamente seis vezes. O resultado sobre a candidatura da China será divulgado em fevereiro de 2013, quando o conselho se reunirá para decidir a inserção de novos membros.
Recorde de degelo
Neste ano foi registrado recorde de derretimento da cobertura de gelo no oceano Ártico, desde que as medições foram iniciadas em 1979. A temperatura no local marca um aumento três vezes maior do que os demais países do mundo. A tendência, segundo especialistas, é que o fenômeno fique acelerado causando modificações climáticas extremas, como tempestades e inundações.
Fonte: Revista Amanhã – O Globo

Petrobras: Cascade e Chinook


Cascade e Chinook estão localizados no bloco Walker Ridge, 300 km (180 milhas) ao sul da costa da Louisiana. A Petrobras America, subsidiária integral da Petrobras, é a operadora de ambos os campos, proprietária de 100% e 66,67%, respectivamente. O restante de 33,33% Chinook é de propriedade da Total E&P. Os campos foram desenvolvidos utilizando dois poços submarinos: em Cascade e outro em Chinook. Cada poço é perfurado até uma profundidade aproximada de 27.000 pés e com base em relatório de desempenho da Petrobras. Durante a fase II de desenvolvimento dos campos a Petrobras planeja perfurar 14 poços adicionais.
Este vídeo apresenta o esforço da Petrobras para desenvolver a produção de petróleo e gás em Cascade e Chinook.