TURMA DO PETRÓLEO

TURMA DO PETRÓLEO

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013


Governo autoriza importação de gás natural pela Petrobras

Volume total a ser importado pode chegar a 40 milhões de metros cúbicos
Redação NNpetro - 
A Petrobras recebeu autorização para importar gás natural liquefeito (GNL), no mercado de curto prazo, do Ministério de Minas e Energia, de acordo com publicação no Diário Oficial, desta quinta-feira (31). O volume total a ser importado pode chegar a 40 milhões de metros cúbicos.
A medida pretende suprir a demanda por gás natural no país, mas não deverá atender a região Norte e o Estado de Mato Grosso, como informa a publicação. Os fornecedores não estão previamente definidos. Caberá à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) fiscalizar a operação.
As entregas deverão ocorrer em terminais marítimos na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro, e em Pecém, Ceará, onde há unidades de regaseificação de GNL. A autorização tem validade de 24 meses.
estatal brasileira está pagando preços altos por importações emergenciais de GNL, para garantir o abastecimento das usinas térmicas, devido à crise no setor elétrico.  No início de janeiro, segundo traders de GNL, a Petrobras pode ter pago entre US$ 15 e US$ 17 por milhão de BTU (unidade térmica britânica), um prêmio grande em relação aos preços domésticos do gás.
UTE Uruguaiana
Na noite desta quarta-feira (30), a Petrobras informou que iniciou a entrega da primeira carga GNL, com 34 milhões de metros cúbicos, à Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás) para abastecer a Usina Termelétrica (UTE) Uruguaiana. A carga veio de Trinidad e Tobago.

‘Estamos criando uma falsa esperança dos royalties de petróleo para educação’, diz Cristovam Buarque

Senador diz que recursos dos royalties não serão suficientes
NNpetro - Júlia Moura -
A definição sobre as regras de divisão das receitas dos royalties do petróleo ficou para fevereiro deste ano, após tumultuadas reuniões entre os parlamentares. A presidente Dilma Rousseff decidiu encaminhar uma Medida Provisória (MP) destinando 100% dos recursos arrecadados para a educação, sobre os novos campos licitados. Em entrevista exclusiva, o Senador Cristovam Buarque comenta sobre o destino e a empregabilidade destes recursos na educação - caso a MP seja aprovada - e qual deve ser a diretriz do Congresso. Sem ilusões, ele questiona o interesse de prefeitos e governadores pelo assunto: "Querem que este dinheiro vá para mão deles, para melhorar o cemitério, para cuidar da previdência e melhorar a frota de carros dos vereadores".
1X) NNpetro - Como será a distribuição dos recursos dos royalties para a educação? Quais serão os padrões estipulados para empregar o recurso? E qual é o primeiro passo?
Cristovam Buarque - A lei diz que 100% dos royalties do petróleo dos Estados e municípios irão para a educação, distribuídos na proporção de número de crianças. Nossa proposta é federalizar a educação de base. Na educação de base que está o nosso problema - se a educação de base melhora, a universidade melhora. Quando isso acontecer, os royalties irão para a federalização de base. Aí, o primeiro passo é uma carreira nacional de professores no Brasil. Não pode continuar com uma carreira municipal.
2X) Qual seria o impacto para a melhoria da educação?
É  preciso lembrar que a medida provisória da presidente Dilma não reserva 100%, só 20%. Não é tanto quanto se precisa. Creio que estamos criando uma esperança falsa dos royalties do pré-sal para educação. Fui o primeiro a defender 100% dos royalties para educação, mas não podemos criar uma falsa esperança. Ninguém sabe quando esse dinheiro irá chegar e, principalmente, quanto será este dinheiro. O preço do petróleo pode variar e o custo de produção pode aumentar tanto que nem tenha royalties. Podem surgir restrições do uso do petróleo por razões ecológicas, além das dificuldades tecnológicas. Não podemos achar que a solução está nos royalties do petróleo para fazer a revolução educacional que o Brasil precisa.
Os recursos dos royalties não serão suficientes para a educação. Muito longe. Precisamos de 10% do PIB para educação. Os royalties do petróleo não vão chegar a 1%, e olha que é muito. É uma ilusão que estão vendendo ao Brasil. Só o custo dos professores, com salário de R$ 9 mil, já é muito superior.  O impacto será na qualificação dos professores, melhoria dos salários e melhores equipamentos.
3X) O plano de distribuição e utilização deve ser bem traçado antes da verba ser destinada? Precisamos ainda estabelecer os padrões? Há alguma diretriz
O plano não entrou no direcionamento para o setor da educação de base. Se decidir que é para biblioteca, será para biblioteca. Se decidir por capacitação de professor, será para capacitação de professor. Vão surgir regras claras. Toda lei precisa ser regulamentada, e, ao mesmo tempo, eu creio que precisa dar liberdade aos municípios. O recurso tem que ser diretamente para a educação. Não se pode asfaltar a rua de frente da escola e dizer que foi pra educação. A minha proposta é: quando o dinheiro chegar no município, cada um aplique como achar necessário. Mas pode ser que o Governo Federal queira regulamentar através do MEC a distribuição. Pela minha posição, os municípios escolhem onde será o investimento dentro da educação.
4X) O Brasil pode se espelhar em algum modelo de educação adotado por outro país que tenha como base os recursos do petróleo? Qual a reação o senhor espera do Congresso quando o assunto voltar à pauta?
A Noruega, quando descobriu o petróleo no mar do Norte nos anos 70, definiu o fundo soberano para onde o dinheiro dos royalties seria destinado. A diferença é que eles não tinham muito problemas com a educação, como nós, e puderam usar em outros setores. No nosso caso tem que ser educação, qualquer outro destino não estará suficientemente comprometido com o futuro.
Difícil saber. Às vezes, o governo monta um rolo compressor que destrói todas as alternativas. Neste caso, os prefeitos e governadores não querem que o dinheiro dos royalties vá para a educação. Eles querem que este dinheiro vá para mão deles, para melhorar o cemitério, para cuidar da previdência e melhorar a frota de carros dos vereadores. Eles querem o dinheiro solto e vão pressionar muito contra a nossa proposta. Por sua vez, o Governo Federal vai pressionar para que seja aprovado 20% da União.  Ninguém sabe se os senadores vão despertar para importância do uso deste dinheiro para o futuro. E o futuro está na criança, na educação. Logo, o futuro do país está na educação. Estou otimista para lutar pela educação, mas sem ilusões. Vamos conseguir aprovar.
5X) Baseado na atual condição que o país se encontra, quanto tempo levaria para se ter uma diretriz formada?
Se for esperar pelos royalties não teremos uma melhora nunca, pois é pouco e ninguém sabe quando chega. A minha proposta de federalização da educação demoraria 20 anos para alcançar o Brasil inteiro. Federalizando por cidade, poderia ser feito 500 por ano.

Petrobras: Uma gigante com pés de barro?

Estatal precisa 'correr atrás do prejuízo' para não afundar
Colunista Paulo Wrobel - 
Na semana em que foi anunciado o tão aguardado reajuste nos preços da gasolina e do óleo diesel, os investidores reagiram negativamente. Com efeito, o pregão da BOVESPA, no dia seguinte ao anúncio, teve a Petrobras como a segunda maior queda do dia. As ações ordinárias e preferenciais da empresa caíram mais de 4%, uma vez que analistas e investidores parecem não confiar que reajustes tão exíguos (6,6% para gasolina e 5,4% para diesel, preços na refinaria) trarão o fôlego financeiro necessário para a estatal capitalizar-se e cumprir o ambicioso programa de investimentos. Os lucros previstos para 2013, por analistas do JP Morgan, caíram de R$ 37 bilhões para R$ 33,5 bilhões.
Desde setembro de 2005 que o preço da gasolina não era reajustado para o consumidor. Durante este período, os reajustes decretados pelo governo no preço do produto foram compensados através de reduções na Cide, mantendo o preço constante para o consumidor. Na medida em que os preços internacionais do petróleo sofreram grandes variações nos últimos anos, a Petrobras teve que bancar a diferença. Boa parte da explicação para a não confiança de analistas e investidores remete à defasagem entre os preços praticados no Brasil e os preços internacionais do petróleo e seus derivados, produtos que a Petrobras vem importando em quantidades crescentes. Os preços domésticos vêm sendo usados como instrumento anti-inflacionário, e a empresa foi se descapitalizando. O valor das ações da Petrobras, tanto as ordinárias quanto as preferenciais, refletem esta situação e perderam 45% de seu valor nos últimos três anos.
A troca no comando da empresa, em 2012, já evidenciava que a Petrobras não vinha sendo bem administrada. A entrada de Graça Foster, uma técnica experiente formada na empresa, deixou entrever que a administração de um economista, do quadro do PT baiano, não teria conduzido bem a empresa. Talvez não se possa dizer que a empresa tenha sido aparelhada pelos partidos no poder, mas certamente os principais cargos haviam sido politizados. Como vimos no caso da Venezuela, o aparelhamento da PDVESA levou a seriíssimos problemas de gestão e queda na produção.
As primeiras medidas da nova administração foram: a liquidação de ativos não essenciais, o enxugamento do programa de investimentos e a maior concentração nos investimentos domésticos. Em maio de 2008, a empresa havia atingido o valor de mercado máximo em sua história, alcançando a cifra de R$ 510,4 bilhões, tornando-a a terceira maior empresa das Américas. Depois desse pico, a situação começou a deteriorar-se e o valor de mercado começou a cair. Sem capital em caixa e tendo que arcar com os custos crescentes de importação, a Petrobras passou de cinderela a patinho feio no firmamento governamental e dos investidores nacionais e estrangeiros.
As tarefas diante da empresa são inúmeras. Apesar de enxugar os planos de investimento para os próximos anos, a atual administração tem que investir em poços mais antigos que estão produzindo menos, manter o ritmo de investimento nos poços já em produção do pré-sal, preparar-se para a nova rodada de licitações que terão lugar em maio e em novembro deste ano, bem como para os 30% de todos os novos poços do pré-sal que a empresa deverá assumir como resultado da introdução do sistema de partilha. 

O autor
Paulo Wrobel é economista, cientista político, pesquisador, analista e especialista em relações internacionais. Trabalhou como consultor internacional na Embaixada do Brasil em Londres durante nove anos, foi assessor de ciência e tecnologia, ocupou o cargo de chefia na Área de Estudos Latinoamericanos para o The Royal Institute of International Affairs, foi pesquisador associado no Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais, Lisboa

domingo, 27 de janeiro de 2013


ANP autoriza perfuração em novo poço da OGX em Tubarão Martelo

Chegada da FPSO está prevista para o terceiro trimestre
Redação NNpetro - 
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou nesta sexta-feira (25) a liberação para perfuração e conclusão do poço 7-TBMT-10H-RJS, no Campo Tubarão Martelo, na bacia de Campos, no Rio de Janeiro, operado pela OGX, petrolífera do empresário Eike Batista.
Com o aval da agência reguladora, a OGX já deu início às atividades de perfuração do quarto poço produtor daquele campo. No início de janeiro, iniciou a operação de seu terceiro poço no campo de Tubarão Azul. Até então, sua produção diária estava em 10,1 mil barris de óleo equivalente (BOE) por dia.
A expectativa da companhia é produzir o primeiro óleo do campo de Tubarão Martelo no quarto trimestre do ano. A chegada da plataforma flutuante de produção e armazenamento (FPSO) OSX-3 está prevista para o terceiro trimestre.
A embarcação tem capacidade para produzir 100 mil barris diários de petróleo e capacidade para armazenar até 1,3 milhão de barris.
(Com informações do Valor)

Petrobras Distribuidora realizará concurso público

Processo de cadastro de reserva terá disponível 44 vagas para nível médio
Redação NNpetro - 
A Petrobras Distribuidora irá realizar concurso público para preenchimento de vagas e formação de cadastro de reserva. Estão previstas 44 vagas para nível médio. O prazo para as inscrições será de 24 a janeiro a 21 de fevereiro de 2013. As provas deverão serão realizadas no dia 14 de abril de 2013 e a divulgação do resultado final está prevista para 18 de junho de 2013.
Para nível médio, a carreira é de Técnico(a) de Administração e Controle Júnior, com a remuneração mínima de R$ 2.599,45. Para nível médio com formação técnica, as carreiras são de Técnico(a) de Contabilidade Júnior, com remuneração mínima de R$ 2.599,45; Técnico(a) de Operação Júnior, Técnico(a) de Segurança Júnior e Técnico(a) de Suprimento e Logística Júnior, com remuneração mínima de R$ 3.132,34.
O valor de inscrição é R$ 35 para todos os cargos de nível médio. O processo seletivo terá validade de 12 meses, podendo ser prorrogado por igual período. O edital está disponível no Portal BR (www.br.com.br) e no site da Cesgranrio (www.cesgranrio.org.br).

Petrobras oferece 60 vagas para mulheres na construção civil

Programa Mão na Massa irá disponibilizar curso técnico para candidatas entre 18 e 45 anos
Redação NNpetro -
A Petrobras abre na próxima terça-feira (29) inscrição para 60 vagas de curso técnico gratuito voltado para mulheres de baixa renda. O projeto Mão na Massa, patrocinado pela estatal desde 2008, também terá oportunidades para pedreiro e carpinteiro de fôrmas. Após a formatura, as operárias poderão trabalhar em canteiros de obra na função de meio oficial, ou seja, cargo acima de servente, com remuneração de cerca de R$ 900,00.
Para se inscrever, as candidatas precisam ter entre 18 e 45 anos, a 5ª série do Ensino Fundamental completa, e apresentar originais e cópias de carteira de identidade, CPF, título de eleitor e comprovante de residência, nos dias 29 e 30 de janeiro, no Abrigo Maria Imaculada, no Rocha, zona norte do Rio.
Durante os seis meses de curso, supervisionado por uma engenheira, um arquiteto e uma técnica de edificações, as participantes aprendem leitura de plantas, têm aulas de português e matemática, além de etiqueta do trabalho. Nesta etapa, recebem vestuário profissional, equipamento de proteção individual e vale-transporte.
Aula prática
Já na etapa prática do curso, com duração de três meses e cobertura de bolsa-auxílio, são oferecidos também apostila, lanche e vale-transporte. Ao final do curso, que dá certificado do Senai ou da Fundação de Apoio à Escola Técnica no Estado do Rio (Faetec), as alunas recebem um kit de ferramentas para facilitar acesso ao emprego.
Desde seu início o projeto já formou e encaminhou mais de 530 operárias para o mercado, em parceria com o Serviço Social da Indústria da Construção do Rio de Janeiro (SECONCI) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon).

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013


Estaleiro Jurong planeja contratar até 6 mil funcionários para 7 megaprojetos

Empresa investe na formação do profissional: Engenheiros farão curso em Cingapura.
NNpetro – Adriano Nascimento - 
A 5X Petróleo desta semana é com a Diretora Institucional do Estaleiro Jurong Aracruz, Luciana Sandri, que relata aos leitores do NNpetro a situação atual do empreendimento capixaba, as previsões de entrega dos navios-sonda, contratações de funcionários, além de avaliação dos entraves da infraestrutura brasileira.
1X) Como está o desenvolvimento das obras do estaleiro Jurong Aracruz? Qual é a previsão para que o estaleiro esteja pronto?
Atualmente estamos em fase de terraplenagem e construção das obras do quebra-mar. Também estamos finalizando a contratação para cais e píer. Além disso, contrataremos oficinas, armazéns, escritórios, cantina e vestiário. Serão investidos R$ 1 bilhão no Estaleiro Jurong Aracruz, que estará operacional a partir do final de 2013 e será concluído no final de 2014.
2X)  Segundo reportagem do jornal Estado de S. Paulo, serão fabricados sete navios-sondas para perfuração em águas ultraprofundas no estaleiro. Qual é a previsão de operação dessas embarcações e qual o valor total de investimento?
Os sete navios-sonda vão ser construídos com base no design do Jurong Espandon, que representa a próxima geração de alta especificação de navios-sonda com capacidade avançada e eficiência operacional em águas ultraprofundas em todo mundo.
Cada navio-sonda vai ser ocupado com o estado da arte em facilidades de perfuração, com um deck amplo, organização eficiente e uma large moon pool para aprimorar a perfuração, assim como uma DP-3 (Dynamic Position Class 3) com capacidade de movimentação superior. O navio-sonda terá capacidade de operar a 10,000 pés de profundidade, perfurando em até 40,000 pés, com acomodação para uma tripulação de 180 pessoas.
Com prazo de entrega entre 2015 e 2019, as seis sondas serão as primeiras de uma série que será construída no Brasil para fazer frente às recentes descobertas de petróleo e gás em campos oceânicos gigantes do pré-sal, situados em Santos. Após a entrega, as embarcações serão arrendadas pela Petrobras para operação no prazo de quinze anos. Três sondas serão operadas pela Odfjell e as outras três pela Seadrill. Temos US$ 6.3 bilhões para as encomendas dos 7 navios-sonda além de construção de oito módulos e integração de FPSO’s P- 68 e P-71.
3X) Até o momento quantos profissionais o estaleiro contratou para dar sequência às obras? Existe perspectiva de contratação de mais profissionais?
Atualmente o Estaleiro possui 60 funcionários diretos. No pico da construção, serão 2500 contratados e 6000 no pico da operação. Para as vagas divulgadas agora temos: Engenheiro de Tubulação (1), Engenheiro Eletricista (2), Engenheiro Mecânico (2), Técnico em Mecânica (1), Técnico em Tubulação (1), Técnico em Elétrica (1), Analista de Treinamento (1), Analista de Cargos e Salários (1).
Importante ressaltar que alguns dos engenheiros farão treinamento em Cingapura, nos estaleiros do grupo Sembcorp Marine. Esta experiência internacional é muito interessante para a carreira do profissional, pois possibilita o desenvolvimento profissional e cultural.
4X) Quais são os principais entraves que o estaleiro vivencia na realização das obras?
Atualmente, no estaleiro, não temos nenhum entrave, mas sabemos que existem inúmeros desafios a serem vencidos, como qualquer indústria hoje no Brasil. É um conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas. Por exemplo, são fatores que comprometem a competitividade e a eficiência da indústria nacional: a alta carga tributária e burocracia excessiva, altos custos trabalhistas e previdenciários, legislação complexa e infraestrutura precária.
5X) Como a senhora analisa a mão de obra no país? Existe algum projeto para incentivar a qualificação?
Existe mão de obra qualificada na região de Aracruz (ES), por se tratar de um polo metal-mecânico, e pela desmobilização de outros empreendimentos. Além disso, já estamos capacitando pessoal. Nossa estratégia tem cinco pilares: cursos para as comunidades, parcerias com entidades e órgãos; centro de treinamento interno, intercâmbio em Cingapura, programa de trainees e lideranças.
Criamos um plano de transferência de tecnologia para alunos do IFES (Instituto Federal do Espírito Santo), que estão, desde janeiro, em Cingapura para um intercâmbio de 12 meses. A Jurong vai qualificar em Cingapura estudantes e professores do IFES para a indústria naval. Também já promovemos cursos de qualificação profissional para 680 trabalhadores. São 25 cursos, com 330 vagas na primeira etapa e 350 vagas na segunda.  Além disso, estamos desenvolvendo programas de apoio a projetos da área de influência do empreendimento.

Inepar assina contrato de R$ 620 mi com Petrobras e estima criar 1.300 empregos

Companhia vai prestar serviços de construção, montagem e manutenção de integridade nas plataformas.
A fabricante de máquinas e equipamentos Inepar, por meio da subsidiária Iesa Óleo e Gás, assinou contrato de R$ 620 milhões com a Petrobras para prestar serviços de construção, montagem e manutenção de integridade nas plataformas da companhia na Bacia de Campos.
O trabalho será realizado durante as campanhas de manutenção das plataformas, abrangendo as atividades realizadas em canteiro e a bordo das unidades de produção, segundo a Inepar.
O contrato terá duração de três anos, com a possibilidade de prorrogação pelo mesmo período. Segundo a Inepar, estima-se a criação de 1.300 empregos diretos e indiretos.
Para funções como caldeireiro e soldador a Iesar pretende, além de aproveitar a mão de obra formada internamente na empresa, promover processos seletivos na região e buscar profissionais em todo Estado do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013


O engenheiro químico da Universidade de Fortaleza (Unifor), Roberto Menescal, destaca que o Brasil ainda não iniciou a era do óleo, pois só poderá afirmar o fato após a exploração do Pré-sal. Dentre as explicações do setor de petróleo e gás, o professor reforça a importância da graduação tecnológica para o mercado de trabalho e aborda a responsabilidade que o profissional deverá possuir no âmbito da segurança, meio ambiente e qualidade operacional.

A pedagoga da Petrobras, Eleonora Taveira, explica como é o trabalho de uma orientadora dentro de uma empresa do setor de petróleo e gás. Para Eleonora, o maior desafio do pedagogo numa organização como a Petrobras, é conseguir perceber o que pode ser feito junto ao funcionário para cumprir as metas estratégicas da companhia.
(Com informações canalpetrobras)

O documentário Gigantes da Engenharia, produzido pela da National Geographic, revela os avanços tecnológicos que permitiram a construção da maior plataforma de petróleo do mundo: Perdido Spar, no Golfo do México. Perdido Spar é um dos mais desafiadores projetos em águas profundas. A Shell tem uma participação de 35% no projeto e é o operador. Perdido está em uma profundidade de água de cerca de 2.450 metros (8.000 pés). A primeira produção de Perdido foi em 31 de março de 2010.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013


Inglês nível fundamental para engenheiros




Dizer que é preciso dominar a língua inglesa para se dar bem no mercado de trabalho pode parecer lugar comum, mas principalmente na área de Engenharia, o alerta é mais do que relevante. Se a demanda do setor já é muito maior do que o número de profissionais que se formam na área a cada ano, a situação é ainda pior quando a busca é por profissionais com inglês fluente.

Para se ter uma ideia, em média, apenas cerca de 30% dos candidatos às vagas que pedem fluência no idioma, de fato, têm o nível desejado. O profissional de Engenharia ainda tem a crença de que o inglês técnico adequado para a leitura de manuais ou até mesmo para envio de e-mails é o suficiente. Mas este conceito está mais do que ultrapassado.

O mercado brasileiro está bastante aquecido, com destaques para os setores como o de construção civil, óleo e gás, energia e automotivo. Alguns destes segmentos têm motivado a entrada de multinacionais no País, fundos de investimentos estrangeiros cada vez mais interessados em participar das obras de infraestrutura brasileiras, além de fusões e aquisições entre empresas internacionais no Brasil.

Para atuar em setores cada vez mais globalizados, é preciso que o profissional de Engenharia seja capaz de se comunicar em inglês. Reportar resultados referentes ao andamento do projeto de uma usina hidroelétrica financiada com investimentos estrangeiros é um exemplo. Atender às demandas de empresas que almejam que seus profissionais tenham condições de buscar no exterior novas tecnologias também é uma necessidade recorrente.

Em um mercado com escassez de profissionais fluentes em inglês, quem possui esta habilidade, claro, tem grandes chances de crescimento dentro da empresa. No setor de óleo e gás, um dos que mais demandam este tipo de capacitação, é possível observar profissionais que iniciaram sua carreira como operador de máquinas chegarem ao nível de liderança em pouco tempo impulsionados não só pela sua experiência mas também pela fluência no idioma.

O futuro promissor da economia brasileira, diretamente ligado a investimentos de capital externo, promete um horizonte positivo ao profissional de Engenharia, com oportunidades nos mais variados setores. Para aproveitá-las, no entanto, é preciso estar pronto. Dominar o inglês é fundamental.

Hugo Liguori é especialista em recrutamento da divisão de engenharia da Robert Half, líder mundial em recrutamento especializado

Trabalho e investimento: Não há tempo a perder no mercado de óleo e gás

Lauro Ramos: 'Estamos acompanhando a evolução do setor (...) e percebemos o grande potencial para o futuro'
Redação NNpetro - Quinta-feira, 17 Janeiro, 2013 - 11:19
O anúncio da nova rodada de licitação de petróleo para maio deste ano, já provoca efeitos positivos no mercado interno. Outra medida que promete aquecer a indústria é amanutenção de embarcações como conteúdo local, divulgada pela ANP. Para acompanhar o desenvolvimento do país, o Grupo Nicomex investe em profissionais especializados, alta tecnologia e atendimento personalizado. Lauro Ramos comanda, com longa e diversificada experiência, a divisão de fretes internacionais do Grupo para dar reforço ao mercado brasileiro. “Já estamos acompanhando a evolução do setor de óleo e gás no país há alguns anos, e percebemos o grande potencial do setor para o futuro.  Por conta dessa expectativa, temos procurado focar no nosso desenvolvimento, para estarmos sempre a um passo à frente.  Não há tempo a perder: a velocidade com que o mercado evolui é incrível e não tenho dúvidas de que estamos acompanhando esse crescimento”, avalia.
1X) O Sr. foi recentemente contratado pelo Grupo Nicomex para gerenciar a divisão de fretes internacionais do grupo. Sua experiência como gerente de suprimentos em empresa de perfuração de petróleo trará algum benefício no cumprimento dessa nova missão?
Com certeza! A experiência do ponto do vista do cliente aliada ao conhecimento amplo dos processos inerentes de cada fase da cadeia de suprimentos, traz uma força para o Grupo Nicomex, sendo capaz de oferecer serviços especializados no atendimento das necessidades do setor de óleo e gás.  Essas necessidades são muito focadas em segurança operacional, eficiência logística e atendimento de demandas em curto prazo.
2X) A indústria de Óleo & Gás trabalha com muitas demandas urgentes de material, assim, uma boa logística para a importação de componentes é fundamental. A divisão de fretes do Grupo Nicomex se prepara para ser uma empresa independente e focada em fretes internacionais? Como o Sr. encara esse desafio?
Estamos trabalhando para tornar a divisão de fretes numa empresa independente.  Isso não quer dizer que nos desligamos completamente da divisão aduaneira. Essa separação tem por objetivo permitir que cada divisão possa explorar suas características de negócio de forma independente e, com isso, trazer resultados ainda mais significativos para o mercado. O frete internacional, no segmento de petróleo, envolve muitas questões logísticas de alta complexidade, como, por exemplo, movimentação de equipamentos de grandes dimensões e peso, além dos itens de manutenção de rotina, cuja disponibilidade precisa ser atendida o mais prontamente possível.  Os desafios são muitos, como naturalmente ocorre em toda empresa que está nascendo, mas temos a enorme vantagem de já termos uma operação madura, consolidada por mais de trinta anos, atuando na área de frete internacional.
3X) O Sr. está desenvolvendo um sistema eletrônico de controle operacional denominado I-Traffic. Para quando está previsto o lançamento do sistema e que vantagens os clientes terão com ele?
O I-Traffic é a evolução do nosso sistema atual de controle de operação, o DD-Traffic. Mas podemos entender que se trata de um módulo completamente novo, com alta performance em termos de gerenciamento de informações e uso de soluções tecnológicas.  Ele compartilha a mesma base de dados do sistema usado na divisão de despacho aduaneiro e essa sinergia traz uma vantagem competitiva, incrível para o fluxo logístico de uma operação porta a porta. 
Poderemos, por exemplo, compartilhar informações sobre a carga desde o momento do recebimento das PO’s dos nossos clientes e, a partir daí, todo o trabalho que envolve as rotinas de geração de documentos de importação fica extremamente ágil.  Haverá possibilidade de armazenar esses documentos digitalmente, diminuindo a necessidade de manuseio de papel e otimizando a carga de trabalho no escritório. Teremos treinamento já no início da próxima semana, passaremos o mês de fevereiro finalizando o trabalho de parametrizações e espero ter o sistema em pleno funcionamento no início de março.
4X) A oferta sincronizada de serviços de gestão aduaneira e frete internacional, denominada logística integrada, é de fato uma vantagem para as empresas importadoras?
Sem dúvida. Hoje o mercado exige serviços cada vez mais sofisticados em termos de gestão de cadeia de suprimentos; e aquele modelo de operação, onde os clientes contavam com enormes departamentos de comércio exterior – que gerenciavam todos os intervenientes do processo logístico –, está caindo em desuso.  Atualmente, o importador que está focado no seu negócio, mas, muitas vezes, não é exatamente a importação em si, precisa contar com empresas que apresentem uma solução completa – desde o recebimento dos pedidos de mercadorias até a entrega final no seu almoxarifado.  É com essa visão que temos trabalhado nos últimos anos e pretendemos expandir os negócios do Grupo Nicomex.
5x)Espera-se, com as novas rodadas de licitação de campos petrolíferos em 2013, que haja um forte aumento nas atividades de prospecção de óleo no país. A sua divisão está preparada para esse novo volume de trabalho?
Já estamos acompanhando a evolução do setor de óleo e gás no país há alguns anos, e percebemos o grande potencial do setor para o futuro.  Por conta dessa expectativa, temos procurado focar no nosso desenvolvimento, para estarmos sempre a um passo à frente.  Não há tempo a perder: a velocidade com que o mercado evolui é incrível e não tenho dúvidas de que estamos acompanhando esse crescimento.  Estou no Grupo Nicomex há apenas dois meses e, nesse período, já passamos por várias transformações importantes.  Esse é um desafio que motiva toda a equipe a buscar a excelência no trabalho e nos torna muito fortes e unidos para o cumprimento dos objetivos.

Ministério de Minas e Energia abre vagas para níveis médio e superior

Salários variam entre R$ 1.700 e R$ 8.300
Extra - Quarta-feira, 16 Janeiro, 2013 - 10:28
O Ministério de Minas e Energia divulgou, nesta quarta-feira (16), o edital para o preenchimento de 17 vagas em cargos dos níveis médio e superior. Os selecionados nesse concurso vão atuar no Projeto de Assistência Técnica dos Setores de Energia e Mineral (Projeto Meta) durante três anos, com possibilidade de prorrogação por mais um ano, totalizando quatro anos. As oportunidades são para atuação em Brasília.
Para o cargo de assistente o salário é de R$ 1.700, o de analista é de R$ 6.130 e o de gerente é de R$ 8.300. Os interessados devem se cadastrar pelo site www.cespe.unb.br do próximo dia 25 de janeiro a 18 de fevereiro, com taxas de R$ 40 (assistente) R$ 90 (analista) e R$ 110 (gerente). As provas objetivas estão previstas para o dia 31 de março em Brasília. São 8 vagas para anilista de licitação; 3 para gerente de projeto; uma vaga para gerente técnico de projeto, 4 para analista financeiro e uma para assistente administrativo. 
Processamento de Petróleo e Gás
Processamento de Petróleo e Gás
Editora: Ltc
Livro escrito por professores efetivos da Universidade Petrobras, Processamento de Petróleo e Gás – Petróleo e Seus Derivados | Processamento Primário | Processos de Refino | Petroquímica | Meio Ambiente foi desenvolvido com o objetivo de mostrar a trajetória do petróleo e do gás, desde o campo de produção até a entrega dos derivados às distribuidoras de combustíveis e lubrificantes ou diretamente ao mercado dos demais derivados 
Introdução Ao Refino de Petróleo - Série Engenharia de Petróleo
Introdução Ao Refino de Petróleo - Série Engenharia de Petróleo
Introdução ao Refino de Petróleo é a mais completa fonte de pesquisa para todos os interessados no tema. O texto aborda os fundamentos do refino de petróleo de maneira clara e concisa, apresentando tanto a teoria quanto a prática, desde os conceitos básicos até o processo de planejamento e gestão de operações na refinaria.
Fundamentos de Engenharia de Petróleo - 2ª Ed. 2004
Fundamentos de Engenharia de Petróleo - 2ª Ed. 2004
Editora: Interciencia
Estamos vivendo a era do petróleo. Recursos consideráveis são alocados para o seu desenvolvimento e pesquisa, fazendo surgir, a cada dia, tecnologias e equipamentos mais sofisticados para a descoberta de novas jazidas, extração, transporte e refino do petróleo. 

Sonda da Shell encalhada no Alasca sofre danos

Não há vazamento; Kulluk armazena 155 mil galões de combustíveis
Fonte: Reuters, Yereth Rosen - 
A sonda Kulluk de perfuração da Shell, que está encalhada na costa de uma ilha do Alasca desde uma tempestade na véspera do Ano Novo, sofreu danos por causa de ondas e inundações. Mesmo assim, a sonda não derramou nenhum de seus 155 mil galões de combustível e outros produtos que estão a bordo, informaram autoridades que cuidam do incidente, nesta quinta-feira (03).
Equipes de resgate foram enviadas à plataforma atingida na quarta e quinta-feira, que continua em pé e estável e não muito distante da Ilha Kodiak, afirmou uma autoridade em coletiva de imprensa.
"Não há indícios de manchas de óleo na localidade", afirmou o diretor das operações da Shell no Alasca, Sean Churchfield, que também é o coordenador para reações emergenciais da empresa.
Equipes de resgate encontraram alguns danos causados por ondas na parte superior da sonda, e diversos rompimentos das escotilhas causaram danos internos, disse. Geradores também foram prejudicados e novos podem ser transferidos para fornecer energia para mover a embarcação, afirmou.
Transporte da sonda
Ainda não está claro quão grave foram os danos ou quanto tempo levará para transportar a sonda Kulluk do local, declarou a autoridade. Churchfield disse que não iria comentar sobre como o encalhe iria afetar os planos de perfuração da Shell para 2013. O vice-presidente da Shell para operações no Alasca, Pete Slaiby, porém, fez uma apresentação na Assembleia do Município da Ilha Kodiak, na qual disse esperar as operações de resgate seriam por "pouco tempo" --o que significa que seriam dias e não meses.
"Estamos encorajados pelo que estamos vendo com a integridade do casco", disse durante a reunião da assembleia, que foi transmitida pelo rádio.
Moradores da região estão preocupados com problemas durante a próxima temporada comercial de pesca e tradicionais eventos, disseram autoridades locais e estaduais. Outra preocupação é a vulnerabilidade de um local próximo que é importante para o povo nativo da região de Alutiiq, segundo as autoridades.
(Reportagem adicional de Braden Reddall, em São Francisco)