TURMA DO PETRÓLEO

TURMA DO PETRÓLEO

segunda-feira, 17 de setembro de 2012


Estágios na Petrobras

Um bom estágio marca positivamente a carreira de um jovem. E a Petrobras é o lugar certo para o começo da caminhada profissional. Em 2009, nossa empresa foi eleita pela quinta vez consecutiva a mais desejada pelos jovens brasileiros (universitários e recém-formados).
Para nós, é motivo de orgulho ser a empresa dos sonhos para uma geração tão promissora. O estágio está disponível para estudantes de nível médio e bacharelandos, cuja instituição de ensino declare a necessidade de seu estágio. Não é oferecido estágio para tecnólogo, pós-graduação, mestrado ou doutorado.
Para facilitar a procura, as unidades estão divididas por regiões.
  • REGIÃO SUDESTE

    • Rio de Janeiro

      - Cidade do Rio de Janeiro/RJ
      coordenacao.estagios@petrobras.com.br
      Unidades Administrativas (EDISE, EDIHB, etc.)
      Manhã: 8h às 12h
      Tarde: 13h às 17h, para quatro horas diárias
      Manhã: 8h às 14h
      Tarde: 11h às 17h, para seis horas diárias
      Operacionais: REDUC (Duque de Caxias), CENPES (Ilha do Fundão) e COMPERJ (Itaboraí)
      Manhã: das 7h 30min às 11h 30min
      Tarde: das 12h 30min às 16h 30min, para quatro horas diárias
      Manhã: das 7h 30min às 13h 30min
      Tarde: das 10h 30min às 16h 30min, para seis horas diárias
      Condições do Estágio:
      Horário parcial [4 (quatro) ou 6 (seis) horas]
      De acordo com a Lei de Estágio (Lei nº 11.788, de 25/09/2008) a jornada de atividade em estágio está limitada a no máximo:
      6 (seis) horas diárias e 30 (trinta) horas semanais, no caso de estudantes do ensino superior, da educação profissional de nível médio técnico ou formação geral.
      Requisitos:
      • Ser maior de 16 anos [para estágios em unidades operacionais (REDUC, CENPES e COMPERJ) a idade mínima é de dezoito anos];
      • Estar cursando um dos dois últimos anos ou um dos quatros últimos períodos. No caso de sistema de créditos, ter obtido, no mínimo, 70% dos créditos necessários e ser de graduação de nível de bacharelado/licenciatura
      • Ser concluinte do curso, desde que a Instituição de Ensino informe que o estágio é condição indispensável para obtenção de certificado ou diploma;
      • Submeter-se, quando for o caso, a processo seletivo;
      • Não ter participado anteriormente de estágio, referente a um mesmo curso, em qualquer Órgão da Petrobras,
      • Não atendemos ao Projeto Menor Aprendiz ou pedidos de emprego ou Promimp.
      Os moradores da cidade do Rio de Janeiro, Grande Rio, Baixada Fluminense (Itaguaí, Seropédica, Magé, Piabetá, Japeri etc) Niterói e adjacências (São Gonçalo, Alcântara, Itaboraí etc) devem fazer suas inscrições nos computadores, de forma presencial, pois não recebemos currículos por correios (ECT), disponíveis nos endereços abaixo:
      Rua General Canabarro, 500 - Maracanã - RJ.
      ou
      Rua Ulisses Guimarães, 565 - Cidade Nova - RJ.
      De: 2ª a 6ª feira
      Horário: de 8h às 17h, em dias úteis.
      Para realizar a inscrição o estudante precisa apenas do número do CPF para validar sua ficha no cadastro de candidatos ao estágio na Petrobras e informar:
      Endereço com o CEP, telefones fixo e/ou celular, correio eletrônico (e-mail), curso para o qual pretende estágio, instituição de ensino (escola, colégio, faculdade ou instituto (se estiver listado o nome da instituição), sua disponibilidade de horário para estagiar (se manhã ou tarde ou integral) e se está no último ano do ensino médio ou num dos quatro últimos períodos do curso de bacharelado e caso tenha interesse, preencher o campo “Conhecimentos Adicionais” que possui duzentos e cinqüenta e cinco (255) caracteres.
      Somente os estudantes que moram nas cidades de:
      Bom Jardim, Cantagalo, Carmo, Cordeiro, Duas Barras, Macuco, Nova Friburgo, Petrópolis, Santa Maria Madalena, São José do Vale do Rio Preto, São Sebastião do Alto, Sumidouro, Teresópolis e Trajano de Morais podem inscrever-se via e-mail e com os dados constantes da Ficha de Inscrição preenchidos e enviar este arquivo salvo no mesmo formato MS Word 2003: ficha.doc, para o endereço: coordenacao.estagios@petrobras.com.br com o título “ESTUDANTE DA REGIÃO SERRANA”.
    • Norte Fluminense e Região dos Lagos (Bacia de Campos)

      - Cidade de Macaé/RJ
      Unidade de IMBOASSICA:
      E&P-CORP/RH/PSERV
      Contato: Edimar Chagas Telefone (22 2753 5270)
      E-mail: edimar.bpo@petrobras.com.br
      Rodovia Amaral Peixoto, 11.000 - Imboassica
      Macaé/RJ - CEP 27925-290
      SEDE/IMBETIBA:
      UO-BC/RH/DRH
      Contato: Leila da Silva - Telefone: (22) 2761-4549
      E-mail: lramosrh.manchester@petrobras.com.br
      Avenida Elias Agostinho, 665 - Imbetiba
      Macaé/RJ - CEP: 27915-350
      Como funciona o processo na Bacia de Campos:
      Não temos site, cadastro e nem banco de currículos.
      Só recebemos currículos via Instituição de Ensino e quando solicitado pela PETROBRAS.
      A Instituição de Ensino tem de ser conveniada com a Petrobras para concessão de estágio.
      O nosso contato é direto com a Instituição de Ensino, através do órgão de estágio.
      O aluno interessado deverá procurar o órgão de estágio em sua instituição de ensino e manifestar o interesse de participar do processo de seleção para estágio.
      Requisitos para participar do processo:
      • Ser maior de dezesseis anos;
      • Ter no mínimo 70% do curso já concluído ou já concluído até dois, desde com o estágio obrigatório pendente;
      • Ter bom desempenho;
      • Assiduidade;
      • Disponibilidade para estagiar;
      • Ter CR não inferior a sete.
    • Minas Gerais

      • Refinaria Gabriel Passos (Regap)

        INSTITUTO EUVALDO LODI - MG
        Gerência de Estágio Empresarial
        Contatos: Kênia Drumond Damiane Oliveira 
        Telefones (31) 3213-1282 / (31) 3213-1606
        Site para inscrição: www.fiemg.com.br/iel
        End. Rua Alagoas, 76 - Funcionários
        Belo Horizonte - MG
    • São Paulo

      • Refinaria de Paulínia (Replan)

        Recursos Humanos
        e-mail: 
        End. Rodovia SP 332, km 132
        Paulínia - SP - Cep: 13140-000
      • Refinaria Henrique Lage (Revap)

        Recursos Humanos
        e-mail: 
        End. Rodovia Presidente Dutra, km 143 - BR116 - Jardim Diamante
        São José dos Campos - SP - Cep: 12223-900
        Enviar a ficha de inscrição preenchida para o e-mail acima.
  • REGIÃO NORTE - NORDESTE

    • Bahia

      • Concentra o atendimento aos estudantes dos estados dessas duas regiões:


        Obs : Não recebemos currículos por correios (ECT), e-mail e/ou pessoalmente.
      EDIBA
      Área Administrativa:
      Manhã: 8h às 12h, para quatro horas diárias;
      Tarde: 13h às 17h, para quatro horas diárias;
      Manhã: 8h às 12h e 13 às 15h, para seis horas diárias;
      Tarde: 10h às 12h e 13h às 17h, para seis horas diárias.

      Obs : Para CH de 6 horas, inclui 1 hora de almoço.
    • Área Operacional:
      Manhã: das 7h 20min às 13h 20min, para seis horas diárias;
      Tarde: Não disponível;
      Manhã: das 7h 20min às 16h 20min, para oito horas diárias;
      Tarde: Não disponível.
      Obs : Em área operacional, a CH é de 06 horas (para nível superior) e 08 horas (para nível técnico).
      • Condições do Estágio:

        Horário parcial : 4 (quatro) ou 6 (seis) horas; excepcionalmente 08 horas para cursos de nível técnico que já
        concluíram a parte teórica, faltando apenas o estágio.
        Horário integral : excepcionalmente 08 horas para cursos de nível técnico que já concluíram a parte teórica,
        faltando apenas o estágio.
        Obs : O estágio relativo a cursos que alternam teoria e prática, nos períodos em que não estão programadas
        aulas presenciais, poderá ter jornada de até 40 (quarenta)horas semanais, desde que isso esteja previsto no
        projeto pedagógico do curso e da instituição de ensino.
    • Requisitos:
      • Ser maior de 16 anos [para estágios em unidades operacionais (RLAM) a idade mínima é de dezoito anos];
      • Estar cursando um dos dois últimos anos ou um dos quatros últimos períodos. No caso de sistema de
        créditos, ter obtido, no mínimo, 70% dos créditos necessários e ser de graduação de nível de
        bacharelado/licenciatura
      • Ser concluinte do curso, desde que a Instituição de Ensino informe que o estágio é condição indispensável
        para obtenção de certificado ou diploma;
      • Submeter-se, a processo seletivo realizado pelo IEL-BA;
      • Não ter participado anteriormente de estágio, referente a um mesmo curso, em qualquer Órgão da
        Petrobras.

      • Todos os candidatos interessados e que atendam os requisitos acima devem fazer suas inscrições no site do IEL-
        BA : www.ielestagio.org.br
  • REGIÃO SUL

    • Rio Grande do Sul

      - Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)
      O Programa de Estágio de Estudantes da Refap visa proporcionar aos estudantes o desenvolvimento prático dos conhecimentos adquiridos em cursos técnicos ou acadêmicos. Oferece, a cada semestre, estágio curricular sem vínculo empregatício, para estudantes regularmente matriculados.
      ÁREAS E REQUISITOS:
      Nível Médio
      • Ter 18 anos completos.
      • Estar regularmente matriculado em um dos cursos abaixo:
        • Técnico em Eletrônica; OU Técnico em Instrumentação; OU Técnico em Mecatrônica
        • Técnico em Eletrotécnica; OU Técnico em Elétrica; OU Técnico em Eletromecânica
        • Técnico em Mecânica; OU Técnico em Mecânica de Precisão
        • Técnico em Logística
        • Técnico em Química
        • Técnico em Segurança
      • Estar apto para realizar estágio curricular obrigatório.
      • Ter possibilidade de realizar 8 horas diárias de estágio.

      Nível Superior
      • Ter 18 anos completos.
      • Ter concluído, no mínimo, 70% das cadeiras teóricas.
      • Ter possibilidade de realizar, no mínimo, 6 horas diárias de estágio.
      • Estar regularmente matriculado em um dos cursos a seguir:
        • Biblioteconomia
        • Engenharia Mecânica
        • Comunicação Social
        • Engenharia Elétrica
        • Engenharia Química
        • Nutrição
        • Química - Bacharelado
        • Engenharia de Produção
        • Engenharia Metalúrgica ou de Materiais
        • Engenharia Ambiental
      BENEFÍCIOS:
      1. 1. Estágio orientado e supervisionado por profissional da Petrobras nas atividades a serem desenvolvidas;
      2. 2. Almoço na Refinaria;
      3. 3. Transporte próprio da Refinaria ou auxílio para este fim;
      4. 4. Bolsa Auxílio;
      5. 5. Recesso remunerado em período proporcional a 30 dias por ano;
      6. 6. Seguro contra acidentes pessoais ocorridos no local do estágio.
      INFORMAÇÕES GERAIS:
      a) Os estágios têm duração de seis meses.
      b) Após a conclusão do estágio, não há a possibilidade de efetivação. O ingresso como empregado da Petrobras somente é realizado mediante Processo Seletivo Público.
      c) As atividades são desenvolvidas em horário administrativo (7h45 às 13h45), considerando o limite máximo diário conforme disposto na Lei 11.788, de 25.09.2008.
      d) O Programa de Estágios Refap está fundamentado no Decreto no 87.497, de 18.08.1982, e na Resolução CNE/CEB N°. 1 de 21 de janeiro de 2004 e na Lei nº 11.788, de 25.09.2008.
      e) Os processos de seleção para estágio de estudantes na Refap ocorrem nos meses de Setembro, para ingresso no primeiro semestre, e Abril, para ingresso no segundo semestre.
      f) Os estudantes interessados deverão enviar Currículos ao email refap.estagio@petrobras.com.br, somente durante o prazo de inscrição.
      FONTE:SITE DA PETROBRAS

quinta-feira, 13 de setembro de 2012


Faltam profissionais e mineração paga até R$ 50 mil

Vale - Terminal Marítimo Ponta da Madeira MA (Foto: Luiz Claudio Marigo/Vale)Mineração cresce na esteira do preço das commodities e salários ficam inflacionados
(Foto: Luiz Claudio Marigo/Vale)

De um lado, a falta de profissionais capacitados. Do outro, os altos salários para quem consegue se estabelecer no setor. Esse cenário não é um problema só para a construção civil ou as indústrias de óleo & gás e tecnologia. Aquecida pelo preço das commodities – especialmente do ouro, ferro e cobre –, a mineração começa a sofrer o mesmo mal.
Faltam engenheiros, mas não só eles. Psicólogos, economistas, administradores de empresas, médicos do trabalho, geólogos e até mesmo especialistas em recrutamento são um bem escasso. Com isso, os salários no setor subiram e, hoje, são de encher os olhos. É possível ganhar desde R$ 5 mil, em uma vaga mais técnica, até R$ 50 mil, em cargos de alto escalão.
“Dificilmente você contrata um técnico por menos de R$ 5 mil, atualmente. Nos últimos dois anos, os salários aumentaram, em média, 30% em todos os níveis. Antes disso, um cargo deste porte começaria em R$ 3 mil”, diz Fernando Guedes, sócio-gerente da Asap, consultoria de recrutamento de média gerência.
Nada estranho para uma indústria com números tão expressivos. Segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), o setor será responsável por aportes de aproximadamente US$ 75 bilhões entre 2012 e 2016. Como base de comparação, de 2007 a 2011, foram investidos US$ 32 bilhões (menos que a metade).
Nos quadros de funcionários ligados a mineração, os números também impressionam – só que negativamente. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil é um dos países que menos forma engenheiros. São apenas 30 mil por ano – para falar apenas da principal formação exigida pelo setor. Países como Rússia e Índia formam mais de 110 mil profissionais anualmente. A China, por sua vez, entrega ao mercado cerca de 300 mil (dez vezes o número brasileiro).
Para resolver o impasse, as companhias têm adotado diferentes estratégias. O investimento em programas de treinee e estágio ainda é a melhor saída na hora de preencher os postos mais técnicos. Ao investir na base, a empresa resolve internamente a demanda por meio do chamado efeito cascata (a promoção).
Outra tática já esgotada foi a de roubar funcionários da siderurgia. Enquanto a mineração vive seu período de ouro no Brasil, a siderurgia sofria com a competição chinesa. Com isso, houve um enxugamento dessa indústria. “Quem tinha que sair já saiu”, avalia Guedes. No caso de postos de suporte à atividade, disponíveis em áreas de recursos humanos ou saúde, buscar profissionais em outros mercados tem sido a melhor opção.
A falta de mão de obra gabaritada no Brasil faz ainda com que as empresas tenham de importar profissionais para conseguir crescer. Eles vêm do Canadá, Austrália e, principalmente, do Chile. Os números oficiais de empregados com carteira assinada, contudo, é baixo. Por causa das leis trabalhistas, os estrangeiros integram as equipes como consultores, por meio de contratos de prestação de serviços.
E, como toda crise oferece uma oportunidade, empresas de recrutamento especializadas na indústria têm oferecido programas de capacitação. Os cursos podem ser contratados tanto por mineradoras com dificuldade em preencher vagas, quanto por profissionais que querem atuar no segmento.
“O setor deve oferecer aproximadamente 150 mil vagas de emprego até 2015, concentradas principalmente nos estados do Pará, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Maranhão”, estima Denise Retamal, diretora executiva da RHIO’S, consultoria especializada nas indústrias de mineração, petróleo & gás, energia e construção civil.
Confira, abaixo, as principais oportunidades neste mercado.
Áreas
Formação/Capacitação
Salários
Geologia de Exploração Mineral
geólogo de exploração mineral
R$ 5 mil a R$ 8 mil
Engenharia de Planejamento de Minas à Céu-Aberto ou Subterrânea
engenheiro de minas especialista em planejamento de mina: a céu-aberto ou subterrânea
R$ 5 mil a R$ 8 mil
Engenharia de Processamento Mineral
engenheiro metalúrgico, de materiais e de metalurgia ou de processos especialista em plantas de processamento mineral
R$ 5 mil a R$ 8 mil
Engenharia de Mecânica de Rochas
engenheiro de minas ou geólogo especialista em sistemas sísmicos
R$ 5 mil a R$ 8 mil
Gestão de Custos e de Captação de Recursos
economista ou administrador de empresas especialista em custos e captação de investimentos na mineração
R$ 5 mil a R$ 8 mil
Gestão de Recursos Humanos
psicólogo, economista, administrador de empresas especialista em Recrutamento e Seleção para a indústria de mineração
R$ 15 mil a R$ 20 mil
Engenharia de Segurança
engenheiro mecânicos, elétrico, civil (ou com outra especialização)
R$ 7 mil a R$ 16 mil
Engenharia do Meio Ambiente
engenheiro mecânicos, elétrico, civil (ou com outra especialização)
R$ 8 mil a R$ 14 mil
Medicina do Trabalho
clínicos gerais com cursos específicos para medicina do trabalho
R$ 10 mil a R$ 20 mil
Gestão de Projetos de Exploração Mineral
engenheiro de minas ou geólogo especialista em avaliação de áreas e em campanhas de pesquisa mineral
R$ 25 mil a R$ 50 mil
Gestão de Implantação de Projetos de Mineração
engenheiro de minas especialista na construção e colocação, em operação, de Projetos de Extração Mineral
R$ 25 mil a R$ 50 mil
Fontes: RHIO’S e Asap

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Contratações crescem em ritmo mais elevado do que a produção
Folha de SP, Denise Luna
O total de empregados da Petrobras cresceu em ritmo mais elevado do que a produção de petróleo e gás entre 2002 e 2011, segundo estudo do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura). Enquanto o total de contratados aumentou 75% e o de terceirizados subiu 171% no período, a produção de petróleo da empresa cresceu 35%. O estudo também indica baixa produtividade. Com produção diária de 2,6 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás) e 81.198 empregados contratados, cada um deles é "responsável" por 32 barris diários.
Na Exxon, com aproximadamente o mesmo número de empregados e produção diária de 4,5 milhões de barris de óleo equivalente, a média é de 54 barris por contratado. Se considerada só a produção de petróleo, a Petrobras fica na média, com 26,71 barris, mas abaixo da Exxon (28,97) e da Chevron (31,02). Somando os 328 mil terceirizados aos 81 mil contratados da Petrobras, a média de produção cai para seis barris diários por trabalhador. O consultor e sócio do CBIE Adriano Pires afirma que o estudo mostra a ineficiência da companhia, que não tem conseguido entregar suas metas de produção. Em 2002, a produção da estatal era de 1,5 milhão de barris diários de petróleo. Em 2011, ela chegou a 2,021 milhões de barris, o mesmo volume previsto para 2012.
Nordeste investe em energia eólica
NN - Redação
A energia eólica é considerada a maior fonte geradora
de energia limpa do Brasil, sendo obtida através  
dos ventos e captada por hélices ligadas a 
geradores. No Brasil, o nordeste se destaca 
por ser o maior produtor nacional desse tipo de
energia. 
 Petrobras inicia produção em camada do pré-sal de Campos
Brasil Econômico online
A Petrobras informou nesta terça-feira (11/9) que iniciou a produção de petróleo do poço 7-BAZ-02-ESS por meio do navio-plataforma Cidade de Anchieta. A plataforma está localizada no campo de Baleia Azul, no complexo denominado Parque das Baleias, na porção capixaba da Bacia de Campos. Essa plataforma, do tipo FPSO (unidade flutuante que produz, armazena e exporta óleo e gás), destina-se exclusivamente à produção da camada pré-sal dos campos de Baleia Azul, Jubarte e Pirambu, localizados no Parque das Baleias, nos quais a Petrobras detém 100% de participação.
O FPSO Cidade de Anchieta produzirá óleo de alto valor comercial (28 graus API). Afretado à empresa SBM Services Inc., essa plataforma tem capacidade para processar, diariamente, 100 mil barris de petróleo e 3,5 milhões m3 de gás.  A produção inicial do poço 7-BAZ-02-ESS, já interligado à plataforma, está estimada em 20 mil barris por dia (bpd). Outros nove poços (seis produtores e três injetores de água) serão interligados à plataforma. Segundo a petrolífera, a previsão é que o pico de produção, de 100 mil barris por dia, seja atingido em fevereiro de 2013. O FPSO Cidade de Anchieta foi convertido no estaleiro Keppel, em Cingapura, e integra o projeto de desenvolvimento do pré-sal do Parque das Baleias.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Burocracia trava vinda de mão de obra especializada
O Globo - Débora Diniz
O cenário econômico internacional desfavorável e a carência de mão de obra especializada no Brasil fazem crescer o ingresso de técnicos estrangeiros no país. Relatório da Coordenação-Geral de Imigração (CGIg) do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que o número de autorizações concedidas a esses profissionais no primeiro semestre de 2012 aumentou 24% em relação ao mesmo período de 2011, saltando de 26.545 para 32.913.
Para especialistas em Recursos Humanos, porém, o número poderia ser ainda maior, se não fossem a burocracia e as restrições impostas pelo governo ao imigrante, um problema que está atrasando a capacitação da mão de obra local e, consequentemente, reduzindo a competitividade do setor produtivo. Entre as queixas, está o limite de permanência do profissional no Brasil e a extensa lista de documentação exigida, que deve ser traduzida e legalizada em representação diplomática. A carência de trabalhadores especializados é um problema sentido especialmente pelos setores de óleo, gás e infraestrutura. A demanda cresceu com a descoberta do pré-sal e com a disposição do governo de corrigir deficiências históricas na situação de rodovias, ferrovias e outros gargalos logísticos

A Conquista do Pré-Sal


Este vídeo relata  o esforço que a Petrobras tem feito para desenvolver a produção e exploração do pré-sal no país. Dentre os diversos investimentos da estatal, destacam-se: nova equipe de produção e inovação tecnologica. De acordo com o gerente de  executivo de exploração do Pré-Sal da Petrobras, Mário Carminatti, a equipe da estatal formou um modelo geológico para um novo setor que nascia, o"pré-sal". Para Carminatti, "indicar o ponto a ser perfurado é o primeiro ponto básico de um projeto exploratório".

terça-feira, 4 de setembro de 2012

ENGENHARIA QUÍMICA E ENGENHARIA DE PETRÓLEO
Engenharia Química
É a área da engenharia voltada para o desenvolvimento de processos industriais que empregam transformações físico-químicas. O engenheiro químico cria técnicas de extração de matérias-primas, bem como de sua utilização ou transformação em produtos químicos e petroquímicos, como tintas, plásticos, têxteis, papel e celulose. Desenvolve produtos e equipamentos, além de pesquisar tecnologias mais eficientes. Projeta e dirige a construção e a montagem de fábricas, usinas e estações de tratamento de rejeitos industriais. Pesquisa e implanta processos industriais não poluentes, de acordo a normatização e o desenvolvimento sustentável.
O mercado de trabalho
O uso crescente de biocombustíveis e a instalação de usinas sucroalcooleiras no país são alguns dos fatores que aquecem esse mercado. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Brasil já é líder mundial na produção de etanol e pioneiro no estudo do biocombustível. A demanda é tanta que se prevê falta de profissionais. O engenheiro químico também é solicitado para atuar na área ambiental. O profissional pode atuar no setor petroquímico, sendo o responsável por todo o processamento que ocorre depois que o petróleo é extraído do poço, da separação entre gás, óleo, areia e água até a produção de combustíveis e derivados. Companhias de engenharia, refinarias, além de empresas da área de papel e celulose, farmacêuticas, alimentícias, de aditivos químicos, têm demanda por esse engenheiro. Os polos industriais do Rio de Janeiro e de São Paulo, incluindo a cidade de Campinas e região, são os principais empregadores.

Petróleo e gás: sobram vagas, faltam profissionais capacitados

Por Bernardo Moreira*
O cenário para o mercado de petróleo e gás nos próximos cinco anos é bastante positivo. O início das operações do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), previsto para ocorrer em 2012, e a descoberta da província do pré-sal, localizada em águas profundas (entre cinco mil e sete mil metros abaixo do nível do mar), tornaram o setor um dos mais atraentes e promissores do país. As recentes descobertas geram expectativas de o Brasil se tornar um dos principais produtores mundiais do petróleo no futuro. Como reflexo desse crescimento, o setor já enfrenta um aumento da demanda por mão de obra especializada e por profissões que até então não eram tão demandas.
Será preciso um grande número de profissionais para suprir este segmento. A expectativa é que deverão ser criados mais de 200 mil empregos diretos e indiretos relacionados ao petróleo nos próximos cinco anos, em todos os níveis - médio, técnico e superior -, de acordo com o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Promimp).
O Estado do Rio concentra 80% da produção de petróleo, e grande parte do mercado de trabalho para esta área está na Bacia de Campos, no litoral norte fluminense, onde fica a maior reserva de petróleo do país. Atualmente, estão em operação nesta bacia mais de 400 poços de óleo e gás, 30 plataformas de produção e existem 3.900 quilômetros de dutos submarinos. As principais ofertas de trabalho estão concentradas também na cidade de Santos, em São Paulo. Além disso, há procura por profissionais na Bahia, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Amazonas. É preciso ainda contar com profissionais suficientes e devidamente capacitados para serem empregados na construção de 5 refinarias até 2014, incluindo as do Comperj, e 28 plataformas até 2017. Isso sem contar todos os equipamentos que serão necessários para as futuras operações.
As possibilidades de trabalho na cadeia produtiva são muitas e dependem da formação do profissional. A engenharia do petróleo é uma das profissões mais requisitadas. Trata-se de uma área estratégica que tem poucos profissionais no Brasil e que está em expansão em todo o mundo. Essa cadeia vem preparando vários profissionais para atuarem no desenvolvimento de campos de prospecção, exploração e expansão de jazidas, transporte, refino, industrialização e atividades afins, como processamento de gás natural. E não para por aí. Em um momento em que se discutem novas matrizes energéticas, os engenheiros de petróleo começam a agregar conceitos de sustentabilidade e meio ambiente. Olhando para o futuro, o mercado já está buscando profissionais capacitados também na gestão ambiental da produção de petróleo e gás.
Os postos de trabalho vão desde as empresas de engenharia, que perfuram os poços, até refinarias e petroquímicas. Além disso, o profissional pode trabalhar em setores relacionados à gestão do negócio e também na manutenção e no gerenciamento de equipamentos.
Do outro lado, estão as instituições públicas e privadas que estão abrindo cursos técnicos e de graduação voltados especificamente para a área de petróleo e gás para atender à demanda. Atualmente, existem 87 cursos de graduação em petróleo reconhecidos pelo Ministério da Educação no país, sendo que muitos outros ainda não obtiveram reconhecimento por serem novos no mercado. Esse número de cursos, principalmente nos Estados de São Paulo e Espírito Santo, pode ser pequeno em vista das expectativas.
A alta empregabilidade e os bons salários, que em muitas vezes se devem aos riscos envolvidos no setor, são um fator de destaque e o que mais atrai candidatos aptos a atuarem na área. Mas não basta o profissional ter formação, ele precisa estar pronto para atender às necessidades do mercado. Por ter características de carreira internacional, e pela necessidade de lidar com profissionais de todo o mundo, é essencial fluência em inglês e um constante aprimoramento, já que a tecnologia e a aparelhagem do setor evoluem rapidamente. É preciso ainda ter desenvoltura em liderança. Na área de perfuração, por exemplo, já é bem difícil encontrar toolpushers, sondadores e assistentes de sondador com experiência, bom inglês e conhecimentos suficientes para operar uma sonda cyber.
Uma das saídas para esse gargalo pode estar na criação de centros de pesquisa e o investimento em atividades de ensino, pesquisa e extensão como já vem sendo feito por algumas grandes empresas do setor petrolífero. Outra saída é a realização de convênios de empresas com universidades. De acordo com levantamento do Prominp, implantado pelo governo federal em 2003 para capacitar mão de obra para implementação de empreendimentos no setor de petróleo e gás, a estimativa é de que será necessário capacitar 112 mil pessoas para o setor.
Neste momento crucial para o país, é importante que haja o engajamento das autoridades públicas e privadas para garantir a adequada e efetiva colaboração de áreas como as de educação, treinamento e capacitação, visando valorizar e estimular nossos jovens a entrarem neste segmento tão promissor e carente de profissionais devidamente capacitados.
*Bernardo Moreira é sócio de auditoria da área de Petróleo e Gás da KPMG no Brasil.

Cresce imigração no setor de óleo e gás

Imigração de trabalhadores legais aumenta 26% ao ano
NN - Júlia Moura 
O Brasil volta a ser uma das principais rotas de imigração. No primeiro semestre deste ano, em relação a igual período do ano passado, o número de vistos de trabalho cresceu 24%. O incremento foi de 26% em 2011 em relação a 2010, ano que já havia superado o anterior em 30,51%. Estes números mostram o cenário positivo do país, especialmente em tecnologia da informação, petróleo, óleo e gás e construção pesada, associados à crise externa e demanda por mão de obra especializada.
Esse movimento de importação de mão de obra qualificada de outras regiões tende a ser positivo, de acordo com o diretor global da área de expertise da Hays Oil & Gas, Matt Underhill. “A importação de mão de obra estrangeira traz novas experiências para o mercado de trabalho brasileiro”, avalia Underhill, ressaltando que por outro lado: “alguns acordos tanto de importação de capital humano quanto o de equipamentos estrangeiros para o setor de petróleo não devem exceder determinada porcentagem, evitando que a mão de obra brasileira sofra danos. Além disso, o número de brasileiros trabalhando fora do Brasil está diminuindo. Eles estão voltando para casa pelo atual momento do mercado.”
O crescimento na concessão de autorizações permanentes chama atenção. O número mais do que dobrou neste primeiro semestre, em relação a igual período do ano passado. A expansão foi de 106,77%, muito acima do aumento de 17,75% contabilizado pelos temporários. No consolidado de 2011, a ampliação de permanentes foi de 49,47%, contra 24,79% de temporários.
Os Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Argentina e Colômbia aparecem como os países que mais enviam profissionais para o Brasil. Já a região que mais recebe imigrantes é o Sudeste. “Os profissionais estrangeiros que estão aqui suprem carências técnicas específicas ou estão aqui já enviados pelas empresas”, conclui Matt Underhill.
Governo brasileiro se organiza
Diante da elevação do contingente de imigrantes e da demanda das empresas çlocais por mão de obra especializada, o governo se organiza para agilizar a contratação de profissionais estrangeiros. Segundo informações do  jornal Brasil Econômico, um grupo de trabalho, liderado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, pasta ligada à Presidência da República, foi formado para levantar informações e fazer análises sobre a imigração. A equipe é formada por advogados e economistas, além de sociólogos e uma demógrafa, de instituições como Universidade de São Paulo, Fundação Getúlio Vargas e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
(Com informações do Brasil Econômico)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012


Petróleo: por que os preços sobem (e descem)?

Adilson de Oliveira, professor do Instituto de Economia da UFRJ 
O petróleo junto com o gás natural, na verdade um subproduto da indústria do petróleo, alimenta mais de 60% das necessidades energéticas das economias industriais. Apesar do enorme esforço científico e tecnológico desenvolvido nos últimos 30 anos para encontrar fontes alternativas, ainda não foi encontrada fonte de energia, com custos comparáveis ao petróleo, que possa substituí-lo. O mundo industrial continua dependendo do óleo negro para mover a logística de transporte, que permite levar a produção aos mais diversos rincões do planeta, e, com a emergência das centrais térmicas alimentadas com gás natural, também para o suprimento de eletricidade. 
Há cerca de trinta anos, a possibilidade do esgotamento dos recursos petrolíferos foi percebida como um ameaça real de curto prazo.O consumo de petróleo crescia em ritmo acelerado enquanto a descoberta de novas reservas movia-se lentamente. Os países árabes, onde se localizava a maior parte das reservas, ameaçaram fazer do suprimento de petróleo uma arma política. A combinação da perspectiva de uma escassez física com limitações políticas de suprimento provocou forte aumento no preço do petróleo, de certa forma confirmando as previsões pessimistas. O petróleo chegou ser vendido por US$ 40 o barril, porém esse patamar mostrou-se insustentável. O preço elevado da principal fonte de energia do mundo industrial provocou severa recessão econômica, reduzindo seu consumo. A trajetória de elevação no preço do petróleo sofreu radical inflexão: em meados da década de 80, o preço estava muito próximo, em termos reais, do patamar praticado antes da crise dos anos 70. Depois de cerca de pouco mais de uma década de relativa estabilidade, voltamos a viver um período de forte instabilidade no preço do petróleo.
O petróleo é um insumo com características peculiares. Seu custo técnico de produção varia muito, em função das características geo-econômicas e geológicas da região produtora. Nos dias atuais, esse custo técnico do barril oscila entre pouco menos de US$ 1 em alguns campos da Arábia Saudita e pouco mais de US$ 12 em boa parte dos campos terrestres da costa leste do Estados Unidos. No caso brasileiro, temos campos produtores com custo técnico do barril inferior a US$ 6 na bacia de Campos e outros com custo técnico superior a US$ 18 nas bacias terrestres da Bahia.
Contudo, o custo do petróleo não é composto apenas de seu custo técnico de produção. Sobre este incidem tributos (royalties, imposto sobre lucros excepcionais etc) que são particularmente relevantes no caso dos petróleos de baixo custo técnico de produção. Quando o preço no mercado internacional está elevado e a situação fiscal é confortável, as empresas são induzidas a restringir sua produção. O inverso ocorre quando o preço está baixo e a situação fiscal é frágil. Oconsumo de petróleo está também concentrado em poucos países. Somente os Estados Unidos consomem cerca de 25% do petróleo produzido no mundo. Os países europeus e o Japão são responsáveis por cerca de 40% adicionais. A perspectiva de relativa tranqüilidade na disponibilidade física de petróleo depende, no longo prazo, da manutenção desse quadro de profunda desigualdade no consumo desse precioso combustível, em que menos de 15% da população mundial ficam com dois terços dos benefícios econômicos da maior riqueza mineral do planeta. No curto prazo, a tranqüilidade no suprimento de petróleo depende das condições políticas vigentes no Golfo Pérsico, principalmente na Arábia Saudita, de onde sai pouco mais de 15% do abastecimento de petróleo do mundo nos dias atuais.
Felizmente, o Brasil possui significativos recursos petrolíferos que nos permitem amenizar de forma significativa os efeitos das fortes oscilações das condições de suprimento de petróleo no mercado mundial.

Entrevista com Milena Barcelos, fundadora do evento Business Meeting

Executiva ressalta a importância de eventos corporativos no setor de petróleo e gás
NN - Margarida Putti - Quinta-feira, 30 Agosto, 2012 - 11:16
A 5X Petróleo desta semana é com a Executiva de Marketing, Eventos Corporativos e Business, Milena Barcelos. Na entrevista, Milena relata como funciona a indústria de eventos no setor de petróleo e gás, revelando como consolidou a sua carreira nesta área.
1X) NN – Há uns anos atrás, não se pensava na possibilidade de exploração e produção de petróleo em áreas oceânicas como se pensa agora. O mercado petrolífero também era constituído em sua maioria por homens. Desta forma, como você entrou para o setor de O&G, e por que você escolheu esta área de atuação?
Milena Barcelos - Na área de petróleo e gás, eu tenho dez anos de experiência profissional. Antes de entrar para este setor, em específico, eu fui professora pedagógica. Minha carreira petrolífera iniciou quando fui trabalhar como estagiária na área comercial do Estaleiro Mauá, em 2002. Depois em 2005, tive a oportunidade de iniciar no departamento de Comunicação, Marketing & Eventos do estaleiro. Então, comecei a desenvolver propostas, atender clientes, produzir novas estratégias de marketing e organizar grandes eventos com a presença de ilustres personalidades como o Presidente da República. Em minha opinião, o setor de petróleo e gás ainda é muito obsoleto. Muitas empresas organizam seus eventos sem contratar profissionais experientes para promover o evento. Por ser mulher, também enfrento preconceito neste setor. Mas, tenho observado que atualmente está ocorrendo mudanças, principalmente após á entrada da Graça Foster (Petrobras) na presidência de uma petrolífera. Apesar do setor de petróleo & gás, ter ficado mais de 20 anos estagnado, não priorizando e nem valorizando os investimentos no que diz respeito à imagem, comunicação e divulgação (venda), acabei escolhendo este ramo de atuação porque me identifico com o setor, à dinâmica do trabalho e a forma de criação. Procuro ser uma pessoa inovadora e que sempre expõe novas ideias/desafios para transformá-los em realidade.
2X) NN – Você é responsável pelo evento “Business Meeting 2012”, que tem como principal objetivo reunir diversas empresas do setor de Petróleo & Gás. Como você encara este mercado exigente e segmentado?
Milena Barcelos - Encaro com muita responsabilidade e ousadia o Business Meeting. Isso porque já venho, há 10 anos, me preparando e observando a necessidade de organizar eventos corporativos para este perfil (de eventos formais) de público. São pessoas exigentes, com dois perfis: mais maduros e jovens empreendedores. Procuro dispor meus eventos em dois horários para agradar meus dois públicos. No primeiro horário é mais formal, depois o evento fica mais descontraído. São eventos sociais, onde esses empresários com a finalidade de fazerem um novo networking e até possíveis negócios. O Business Meeting 2012, será um evento com o objetivo de interagir todos os participantes do setor de Oil & Gás/Naval & Offshore, em um único ambiente. A MBS Produções é uma empresa que vem para administrar e executar projetos, lançamentos de produtos ou serviços, para este setor. A empresa também organiza, há mais de cinco anos, o evento Arraiá Naval & Offshore, que acontece em paralelo com a Feira Brasil Offshore, e tem o mesmo escopo do Evento Business Meeting.
3X) NN - O Business Meeting terá a participação de grandes empresas do setor de O&G, tais como: FIRJAN, SEBRAE, CCR Ponte, Cockett Marine Oil, Vitol, Estaleiro Mauá, Nicomex Logística Internacional entre outros. Como você enxerga este crescente mercado no Brasil, e como o evento está estruturado neste ano?
Milena Barcelos - Vejo o setor com perspectiva de crescimento para a economia brasileira. Nos próximos anos, as operadoras de petróleo deverão investir cerca de 400 bilhões de dólares em equipamentos e serviços para a expansão e manutenção de suas operações em águas profundas. A Petrobras, por exemplo, vem construindo uma estrutura de produção gigantesca. Em minha opinião, o Pré-Sal já está transformando a realidade das petroleiras brasileiras. Esta imensa riqueza tem potencial de modificar radicalmente a economia nacional e já movimenta grandes investimentos na indústria do petróleo. Neste ano, o Business Meeting está sendo estruturado para atender 600 convidados do setor. A principal ideia da MBS Produções neste projeto foi de promover um evento “Coquetel & Jantar” num ambiente mais descontraído, visando integrar: clientes, autoridades, empresas nacionais e internacionais do setor Oil & Gás/Naval & Offshore.
4X) NN – O setor de petróleo e gás vem sofrendo uma profunda mudança nos últimos anos, à exploração da camada de pré-sal é o boom do momento. Diante disto, surgem diversos eventos voltados para este segmento. Qual é a diferença entre o seminário Naval Offshore e o Business Meeting?
Milena Barcelos - Os dois eventos agregam expectativas como; desenvolvimento, prospecção de network, negócios empresariais e parcerias estratégicas. Nosso ideal é aproximar os compradores e fornecedores, para a abertura de novos mercados. O seminário Naval OffShore é um evento que acontecerá no Teatro Popular de Niterói (RJ), composto por aproximadamente 300 empresários (pequenos e médios) do setor de petróleo e gás. A maioria destes empresários são donos de estaleiros ou fornecedores de produtos específicos da indústria naval. O evento terá a duração de 2 dias (07 e 08/11), tendo palestras e debates sobre temas relevantes do segmento. Já o Business Meeting, é um evento composto por grandes empresários e investidores do setor de O&G, sendo um encontro mais informal, que acontecerá no dia (19/09).
5X) NN – Atualmente, o mercado demanda profissionais que buscam a excelência, que sejam criativos, com conhecimento básico ao avançado e que tenham experiência profissional. Quais conselhos você daria aos jovens que estão iniciando a carreira profissional na indústria de eventos do setor de P&G?
Milena Barcelos - Aconselho aos jovens que escolherem esta área de atuação, que selecionem empresas que possuem uma visão de futuro deste setor, e ainda proporcionem o incentivo aos estudantes da área de marketing & eventos. Há dez anos, encontrei o setor não preocupado com a importância da imagem da empresa e o comprometimento de fornecer um bom atendimento aos clientes. Hoje, vejo um avanço no que diz respeito às mudanças e valorização da importância desta área, principalmente para as empresas do setor petrolífero. Mas, quem se lançar neste ramo, deve sempre ter um olhar novo e criativo, precisa gerar oportunidades e vencer obstáculos. Apesar das dificuldades encontradas nesta área, o importante é não desistir. Para uma empresa que deseja inovar e mostrar que está sempre buscando novas tecnologias e fontes de exploração, o trabalho do consultor de eventos é essencial para expor aos interessados as informações, marcas ou produtos deste setor.
Petrobras terá o 1º terminal flutuante
Folha de SP, Denise Luna
Em menos de dois anos, a Transpetro 
estará operando o primeiro terminal 
flutuante do mundo. Batizado de Uote 
(Unidade Offshore de Transferência 
e Estocagem), o sistema instalado 
no mar receberá petróleo dos campos 
de produção das bacias de Campos 
e do pré-sal de Santos para ser exportado.
 A Uote reúne tecnologias já conhecidas,
 mas que serão integradas pela primeira
 vez, diz Paulo Penchiná, gerente-executivo de desenvolvimento de
 logística para o pré-sal da Transpetro, braço de transporte 
da Petrobras.
 "Todo terminal tem uma entrada, uma saída e uma área de 
armazenamento.
 Na Uote, a área de armazenamento será um navio."
Se em terra os terminais têm o cais e as estradas, na Uote a entrada
 e a saída são 600 metros de tubos flexíveis ligados a monoboias e
 a um conjunto de válvulas e conexões submarinas, espalhadas por 
uma área de cinco quilômetros. O sistema ficará a 70 quilômetros 
da costa. O primeiro Uote, que depois de testado deverá ser replicado 
para outros lugares, significará investimentos de US$ 318 milhões, 
além do afretamento de um navio (FSO) com capacidade para 
armazenar 2 milhões de barris, que está sendo construído na China 
pela indiana Tanker Pacific. O FSO deve chegar ao Brasil em outubro 
de 2013. O custo do afretamento será de US$ 60 mil por dia. 
A previsão é que comece a operar em junho de 2014.
 Três mil empregos de nível superior devem ser criados na área tecnológica com o pré-sal
Agência Brasil - Alana Gandra
O setor de petróleo e gás deve continuar
 abrindo novos empregos no Brasil a cada
 ano, seja por meio de concursos públicos
 da Petrobras ou nas empresas privadas
 que vão participar dos projetos na camada
 do pré-sal, como avalia o presidente
 do Conselho Regional de Engenharia
 e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ)
, Agostinho Guerreiro. “A perspectiva é que,
 somando os setores público e privado, a gente
 deve ter pelo menos 2 mil a 3 mil empregos nos próximos dois anos a três
 anos na área tecnológica, que envolve engenheiros e geólogos.” 
Segundo Guerreiro, a maior parte da mão de obra para atender à 
demanda do pré-sal será encontrada dentro do próprio país, “porque 
aumentou muito o ritmo de formação de engenheiros.”
Para o professor do Departamento de Engenharia de Minas e de 
Petróleo da  Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), 
Ricardo Cabral de Azevedo, o número de profissionais necessários para 
atender aos projetos do pré-sal  é elevado e exigirá a importação de mão
 de obra estrangeira. “Está tendo um verdadeiro apagão de profissionais 
da área, devido à demanda muito grande.”  O curso de engenharia de petróleo
 da Poli-USP está quintuplicando o número de vagas este ano. “E mesmo 
assim a gente sabe que não vai conseguir atender ao mercado”, disse 
Azevedo. Embora não exista um estudo em relação à demanda de mão 
de obra para a área de petróleo e gás, os alunos que estão se formando 
têm propostas de emprego antes de terminarem a graduação, segundo
 o coordenador do curso de Petróleo e Gás da Universidade Federal 
Fluminense (UFF), Geraldo Ferreira.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012


Trabalho Offshore

Caros Amigos,

Atendendo alguns pedidos de informação sobre trabalho offshore, eis que publico dois programas de treinamento para aqueles que querem começar uma carreira offshore.

Programa Trainee STX OSV: www.vagas.com.br/trainee_stx


Programa Embarcar - Odebrecht: www.oog.com/pessoas/programa-embarcar.

Boa Sorte e Sucesso