TURMA DO PETRÓLEO

TURMA DO PETRÓLEO

sábado, 15 de outubro de 2011

Entrevista com Reidun Beate Olsen


1) A Innovation Norway, agência de promoção do Governo da Noruega, que coordenou o Pavilhão Norueguês na OTC Brasil 2011 recebeu duas delegações e 35 empresas expositoras, que vieram apresentar suas soluções para o mercado brasileiro e prospectar oportunidades de negócios e parcerias. Quais as perspectivas da indústria norueguesa em relação à cadeia produtiva de óleo e gás no Brasil?
A 5X Petróleo dessa semana é com a diretora da Innovation Norway para o Brasil, que estava presente na OTC Brasil, Reidun Beate Olsen. Na entrevista ela aborda quais são as perspectivas da indústria norueguesa para a cadeia produtiva de óleo e gás no Brasil e como a Noruega vê a questão do conteúdo local no mercado brasileiro.
O Brasil é uma potencia econômica em rápida expansão. Um país no qual a dimensão significativa de seu mercado, a economia diversificada e uma classe média em crescimento oferecem inúmeras oportunidades para uma ampla gama de setores noruegueses. Tanto que as grandes descobertas de óleo e gás na plataforma continental brasileira vêm atraindo um grande número de players dos setores petroleiro e marítimo da Noruega.
Acreditamos que a Noruega pode contribuir com competências e tecnologias relevantes para as necessidades brasileiras. E o Brasil, ao possibilitar esse acesso a seu mercado, em forte expansão, sem dúvida possibilitará a inovação e o desenvolvimento de novas competências e tecnologias em outros setores.

2) Como funcionam os serviços de consultoria da Innovation Norway para o mercado de petróleo e gás?
A Innovation Norway tem como objetivo tornar as empresas norueguesas competitivas no mercado internacional. Apoiamos o desenvolvimento de negócios e da indústria norueguesa. Oferecemos financiamento, acesso a rede de contato local, treinamento para desenvolver competências, além de serviços de consultoria. Dentre os serviços de consultoria oferecidos pela IN estão a análise de mercado, busca de parceiro e plano de desenvolvimento de negócios. Todos os nossos serviços têm como objetivo contribuir para aumentar a probabilidade de sucesso das empresas norueguesas nos mercados externos, como o brasileiro.

3) Os produtos e serviços oferecidos pelas norueguesas na OTC vão desde perfuração e completação, engenharia de poços, bombas e válvulas, equipamentos subsea de exploração, produção, automação e controle, engenharia naval e offshore, instrumentação submarina, certificadoras, entre outros segmentos da cadeia produtiva. Como a Noruega vê a questão do conteúdo local na cadeia produtiva brasileira?

A Noruega é um país fornecedor de tecnologia de ponta ao mercado internacional de óleo e gás, sendo reconhecido por essa indústria. Os altos índices requeridos de conteúdo local têm representado um desafio para as pequenas e médias empresas norueguesas. Mas entendemos a adoção de tal medida, pois no início do seu ciclo exploratório, a Noruega também adotou medidas semelhantes com a finalidade de desenvolver a indústria local.

4) A comitiva da Noruega veio reforçada para a OTC Brasil. Qual a importância de feiras como a OTC para a indústria offshore da Noruega?
Eventos como a OTC Brasil representam uma oportunidade extra de mostrar para o mercado brasileiro os produtos e serviços que a Noruega pode oferecer ao setor. Muitas das empresas que participaram da feira já atuam no Brasil com sucesso há muitos anos e outras estão apenas iniciando suas atividades.  Essa comitiva reflete a visão da Noruega da importância do mercado brasileiro. Desejamos consolidar os negócios já estabelecidos e aumentar o número de empresas norueguesas que atuam no Brasil, posicionando-nos como parceiros estratégicos para o contínuo desenvolvimento dessa indústria.
5) A Noruega é líder mundial em conhecimentos e tecnologia de exploração de reservas petrolíferas offshore de forma eficaz e segura. Os investimentos em pesquisa e inovação são cruciais para o desenvolvimento desta indústria no Brasil. Qual a importância dos parques tecnológicos no Rio de Janeiro?

Investimentos nesse segmento são de extrema importância para o desenvolvimento local de tecnologia. A localização de parques tecnológicos próximos a universidades permitem a perfeita interação entre indústria e instituições de ensino. Esse é um modelo comumente adotado na Noruega. Os Centros Noruegueses de Expertise (NCEs – Norwegian Centres of Expertise) foram formados para garantir o desenvolvimento de inovação sustentável e processos de internacionalização em ambiente dinâmico e orientado para o crescimento.
O programa apoia desenvolvimento de longo prazo baseado na colaboração entre indústria, as instituições de P&D (pesquisa e desenvolvimento) e o setor público. Atualmente temos um total de 12 NCEs na Noruega, entre os quais o NCE Subsea, que tem foco em tecnologias e processos subsea, o NCE Maritime, voltado para a indústria naval e NCE NODE (Norwegian Offshore & Drilling Engineering), que reúne empresas do setor engenharia offshore e de drilling. 
Brasil terá etanol de segunda geração
Valor, Empresas - Mônica Scaramuzzo 

O Brasil deverá começar a produção de biocombustíveis de segunda geração a partir de 2013. A GraalBio Investimentos S.A., do grupo brasileiro Graal, e a Chemtex, subsidiária das italiana Mossi & Guisolfi (M&G), uma das maiores produtoras de PET do mundo, assinaram protocolo de intenções para ter uma fábrica em escala industrial no Brasil de etanol celulósico. As duas empresas também estão em conversas avançadas para uma cooperação mais ampla para desenvolver e produzir biocombustíveis e bioquímicos no país.
Desde 2006, a subsidiária da M&G tem investido pesado, cerca de USD 200 milhões, em pesquisa e desenvolvimento em uma nova tecnologia, batizada de Proesa, que transforma biomassa em biocombustíveis e bioquímicos. Ontem, durante o lançamento oficial dessa tecnologia, em um simpósio internacional de biocombustíveis, em Verona, a M&G anunciou que o fundo TPG (Texas Pacific Group) juntou-se ao projeto, formando uma joint venture com a Chemtex para a criar a Beta Renewables, totalizando investimentos de € 250 milhões.
Brasil terá etanol de segunda geração
Valor, Empresas - Mônica Scaramuzzo 

O Brasil deverá começar a produção de biocombustíveis de segunda geração a partir de 2013. A GraalBio Investimentos S.A., do grupo brasileiro Graal, e a Chemtex, subsidiária das italiana Mossi & Guisolfi (M&G), uma das maiores produtoras de PET do mundo, assinaram protocolo de intenções para ter uma fábrica em escala industrial no Brasil de etanol celulósico. As duas empresas também estão em conversas avançadas para uma cooperação mais ampla para desenvolver e produzir biocombustíveis e bioquímicos no país.
Desde 2006, a subsidiária da M&G tem investido pesado, cerca de USD 200 milhões, em pesquisa e desenvolvimento em uma nova tecnologia, batizada de Proesa, que transforma biomassa em biocombustíveis e bioquímicos. Ontem, durante o lançamento oficial dessa tecnologia, em um simpósio internacional de biocombustíveis, em Verona, a M&G anunciou que o fundo TPG (Texas Pacific Group) juntou-se ao projeto, formando uma joint venture com a Chemtex para a criar a Beta Renewables, totalizando investimentos de € 250 milhões.
Noruega de olho no ' Mar do Norte' brasileiro
O Globo, Economia - Fim de Semana, Janaína Lage 

Os empresários noruegueses se acostumaram a olhar para o Brasil como uma espécie de segundo Mar do Norte. Mas depois da chegada da Statoil, a Noruega prevê agora uma segunda fase de investimentos focados na cadeia de serviços, com atividades que vão desde o reparo de embarcações até as instalações de novos sistemas sanitários. Esta "ofensiva viking" inclui a visita de 45 empresas entre 2011 e 2012, o equivalente a um terço do total de companhias norueguesas instaladas no Brasil ou que atuam por meio de representante comercial.
Como sétimo maior investidor no país, a Noruega tem recursos aplicados da ordem de USD 25 bilhões. O estaleiro Kleven Maritime anunciará em breve uma joint-venture com uma empresa de Niterói. Com dois navios em águas brasileiras, o Kleven pretende iniciar suas operações com serviços de reparo e manutenção para a indústria offshore. Atento às lições, Stale Rasmussen, presidente da companhia explica que o Brasil é a bola da vez no setor naval.
Petrochina vai abrir fábrica de sondas na Bahia
Brasil Econômico, Empresas - Nivaldo Souza 

A projeção do mercado petrolífero para o Brasil não atrai apenas companhia de exploração de óleo e gás de olho no pré-sal. Fabricantes de equipamentos também esperam lucrar com as perspectivas desenhadas para os próximos anos. Caso da gigante chinesa de sondas para perfuração poços de petróleo Baoji Oilfield Machinery (Bomco). A subsidiária de máquinas e equipamentos das estatais PetroChina e China National Petroleum Corporation (CNPC) anuncia nesta segunda-feira a construção da fábrica em Simões Filho, região metropolitana de Salvador.
As brasileiras terão 33% de participação do capital da companhia, enquanto a Bomco fica com 34%. A fábrica é parte do caixa de R$ 130 milhões programado para estruturar a criação da Bomcobras em dois anos. O passo deve incluir a instalação de unidades de serviços e reposição de peças em Manaus, Santos e Macaé, além de escritório comercial no Rio de Janeiro. A entrada da Bomco no Brasil pode ser um passo estratégico de petrolíferas chinesas dispostas a disputar blocos no 11º leilão da Leilões ANP - programado para 2012.
Após 2 vazamentos de gás, Marinha impede produção na plataforma P-35
O Globo, Economia - Mariana Durão 

Depois de dois vazamentos de gás num intervalo de nove dias, que deixaram mais de 22 trabalhadores intoxicados na Plataforma de petróleo P-35, na Bacia de Campos, a Marinha do Brasil impediu que a Petrobras voltasse a produzir na plataforma, depois da inspeção feita na quinta-feira à noite na unidade. Segundo a Capitania dos Portos do Rio, o certificado técnico da plataforma estava vencido desde 30 de setembro. Em 26 de setembro, 22 trabalhadores foram intoxicados por um vazamento de dióxido de carbono, que chegou aos alojamentos pelo ar-condicionado. Na última quarta-feira (05), o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) relatou novo vazamento, desta vez de gás sulfídrico (H2S), o chamado gás da morte, oriundo de um tanque desativado.
Em nota, a Petrobras disse que a P-35 foi liberada no fim do dia de ontem pela Marinha, após vistoria e a emissão de um novo certificado. A estatal informou também que "vai aproveitar a ocasião para antecipar manutenção já programada na plataforma", que continuará parada por mais alguns dias. A unidade produz cerca de 55 mil barris de petróleo e 360 mil metros cúbicos de gás por dia. A tripulação da unidade é de 200 pessoas. Embora tenha sido liberada pela Marinha, a P-35 passará na terça-feira por uma nova inspeção. Procuradores do Ministério Público do Trabalho (MPT) e fiscais do Ministério do Trabalho vão avaliar o pedido de interdição da unidade feito pelo Sindicato dos Petroleiros na Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Boa tarde!

Desculpa a falta de postagens pois estava em trabalho em São Paulo,mais estamos de volta com muitas novidades,espero contar com voces novamente.
Abraço

Prof.Valdson

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Dia Mundial do Petróleo
Prof.Valdson Vercellotti



Hoje (29/9) comemoramos o dia da principal fonte de energia utilizada em todo planeta, o Petróleo. Conhecido pelo sinônimo de “ouro preto”, esse líquido oleoso e inflamável, consiste fundamentalmente de carbono, hidrogênio e quase sempre enxofre, sob a forma de hidrocarbonetos, isto é: os derivados já estão com os arranjos químicos feitos pela natureza, portanto, prontos para serem separados nas refinarias. Portanto, é um bem estratégico, de importância vital para a economia dos países. O petróleo e o gás representam 52% de toda a energia consumida no mundo e são fundamentais para o desenvolvimento dos países. Porém, nem todos têm reservas suficientes para seu próprio consumo.
Por esse motivo, eles precisam procurar petróleo em outros países, como o Brasil, por exemplo, detentor de grandes reservas na Bacia de Campos (RJ), que, somadas às demais, lhe garantem quase 20 vezes o seu consumo anual de petróleo. Não há tecnologia capaz de criá-lo ou inventá-lo. Diante desse cenário que mostra a importância do petróleo para a energia mundial, a Turma do Petróleo, que completou  2 anos, em Maio,  vêm trabalhando cada vez mais para informar, atualizar seus leitores com notícicas relacionadas ao setor petrólífero.
Royalties: municípios de Minas e São Paulo seriam os mais beneficiados
O Globo, Economia -Vivian Oswald 

A nova distribuição dos royalties que está sendo discutida no Congresso deve antecipar para 2012 - ano de eleições municipais - receitas que estados e municípios não produtores de petróleo só teriam com a exploração do pré-sal. Isso representa recursos extra para os caixas de todas essas localidades, mas sobretudo para determinados estados e municípios. Mantidos os R$ 8 bilhões que pedem os não produtores, os municípios de Minas Gerais e São Paulo ficariam com R$ 836,72 milhões e R$ 827,81 milhões do total, respectivamente. A Bahia viria em terceiro, com suas cidades recebendo R$ 579,11 milhões. Os municípios do Paraná ficariam em quarto, com R$ 432,52 milhões.

Entre os estados, a Bahia seria a principal beneficiada, com R$ 150 milhões (9,3%), seguida por Ceará (R$ 117,39 milhões ou 7,3%) e Maranhão (R$ 115,49 milhões ou 7,2%). A simulação a que O GLOBO teve acesso divide os recursos entre estados (que ficariam com R$ 1,6 bilhão ou 20%) e municípios (que receberiam R$ 6,4 bilhões ou 80%) pelos critérios previstos na proposta do governo. Outra alternativa em análise é fazer a distribuição meio a meio - R$ 4 bilhões para estados e R$ 4 bilhões para municípios. Em ambos os casos, a partilha respeitaria os atuais critérios do Fundo de Participação de Estados (FPE) e do Fundo de Participação de Municípios (FPM).
Navio de R$ 75 mi vai ajudar país a explorar o pré-sal
Folha, Ciência - Claudio Angelo 

O Brasil terá no ano que vem seu primeiro grande navio oceanográfico. A compra está sendo finalizada em um estaleiro chinês por um consórcio formado por governo, Vale e Petrobras, e deve ser anunciada em breve pela presidente Dilma Rousseff. O barco, de cerca de 80 m de comprimento, terá capacidade para 90 pessoas e autonomia para ficar até três meses seguidos no mar. O navio é caro, mas responde a uma necessidade antiga do país: a de ter uma plataforma de pesquisa oceânica capaz de explorar o Atlântico Sul, a porção de mar menos conhecida do planeta. Hoje quase não há navios totalmente dedicados à pesquisa no país.
A conta trai um dos objetivos por trás da compra: 4,5 milhões de km2 é a área de mar sobre a qual o Brasil se autoconcedeu soberania econômica, na chamada plataforma continental. Trata-se de uma área maior que a Zona Econômica Exclusiva, que soma 3,5 milhões de km2. "Com 4,5 milhões de quilômetros quadrados de mar, um navio é pouco. Precisamos de dúzias", disse à Folha o almirante Ilques Barbosa Junior, secretário de Ciência e Tecnologia da Marinha.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Qualificação e Capacitação

Boa Noite!


Volto a falar mais uma vez sobre esse assunto e com certeza vai render muitas postagens,infelizmente muito colegas de profissão não sabem ou não querem orientar os jovens,os cursos de capacitação e qualificação são os primeiros passos para quem deseja ingressar na Indústria de Petróleo e Gás,é verdade que existe escolas sem estrutura,que oferecem o que não podem,etc,mais tem escolas serias, de base,com bons professores.
O destino é vocês que fazem,essas escolas e seus professores,mostram para vocês os caminhos possíveis,as portas e janelas que podem ser o caminho profissional de cada um,mais o destino e o caminho é você que escolhe e a sua continuidade é você que deve se dedicar,se aperfeiçoando,buscar especializações,etc.
O que não podemos admitir é profissionais desestimular alunos com colocações  de condições profissionais  ou educacionais do segmento sem fundamentos ou inverdades,por falta de conhecimento ou má vontade mesma.
Por isso jovem antes de sair de um curso ou analisar um segmento profissional,pesquise,análise com outras pessoas,pois tem muita gente que quer te ajudar a crescer,orientar e oferecer os caminhos de uma boa profissão,mais lembre que tem muita gente,que não ajuda em nada e ainda fala mal do próprio trabalho e das pessoas que ali estão.


Pense nisso


Abraço a todos


Prof.Valdson

A Guerra do Golfo

Foi um conflito que teve início em agosto de 1990, entre o Iraque e o Kuwait na região do Golfo Pérsico. Mas que também envolveu os Estados Unidos e alguns países do Oriente Médio. O objetivo do Iraque era de anexar seu vizinho Kuwait ao seu território como uma província, de forma a controlar o petróleo kuwaitiano. Com isso em 1990, começaram os ataques da imprensa de Bagdá contra o pequeno país.
Aparentemente era mais uma das diversas tensões do Oriente Médio. Em 1991, se dá a invasão iraquiana de 100 mil soldados no Kuwait. Boa parte da família real kuwaitiana conseguiu fugir. Somente a força aérea do Kuwait demonstrou alguma resistência durante a ocupação. A força do corpo de elite iraquiana era tão grande que nem se pode dizer que foi uma guerra, mas sim uma manobra militar. Com isso o Kuwait foi anexado ao Iraque como a 19ª província do país. Veio da ONU a primeira reação concreta, um embargo econômico contra o Iraque. O que significava que os países não podiam comprar do Iraque nem vender para ele.
No entanto, poucos tinham esperança de que o embargo seria o suficiente para retirar as tropas iraquianas. Então a ONU estabeleceu um prazo de até 15 de janeiro de 1991 para a retirada das tropas que ocupavam o Kuwait. Mas, antes disso, os Estados Unidos já preparavam um contra-ataque. Até o fim do prazo estabelecido, as tropas da ONU começavam a chegar aos países vizinhos como Turquia e Arábia Saudita. Enquanto isso, o Iraque tentava tornar a invasão do Kuwait uma guerra contra o Ocidente e contra Israel. Saddan Hussein cometeu dois erros básicos; ele não esperava a reação do Ocidente diante da invasão e contava com um maciço apoio árabe na guerra.
O ditador não levou em consideração que o mundo vivia uma situação Pós-guerra Fria, ou seja, os Estados Unidos estavam livres para agir na área sem a pressão soviética, envolvida na crise. Um dia após o término do prazo legal dado pela ONU, iniciava-se o bombardeio ao Iraque. Na tentativa de envolver outros países árabes, os iraquianos atacaram Israel com mísseis scund, de fabricação soviética. Tendo em vista a idéia de que se Israel respondesse ao ataque, provavelmente os outros países árabes iriam apoiar o Iraque e se retirariam da aliança anti-Iraque. No entanto, a diplomacia e o dinheiro norte-americano foram fundamentais. Pois com isso os EUA conseguiram convencer Israel de não contra-atacar e premiaram-no com baterias antimísseis patriot.
Outro recurso iraquiano, denominado de ecoterror, foi o despejo de petróleo no golfo Pérsico e, quase ao final da guerra, incêndio das instalações petrolíferas do Kuwait. Cerca de um mês após o início da guerra, o Iraque, submetido a pesados bombardeios e a um avanço rápido das tropas terrestres da aliança, anunciava a devolução do Kuwait pela rádio de Bagdá, em 28 de fevereiro de 1991.
Com essa atitude, o Iraque conseguiu perder a guerra sem perder território ou sequer tirar Saddan Hussein do poder. A rápida derrota do Iraque surpreendeu o mundo, que esperava uma resistência muito maior e o uso de todo o arsenal de Saddan. Dessa guerra saíram diversos vencedores, entre eles os Estados Unidos assumindo seu papel de única potência mundial, o Egito por ter apoiado os EUA ganhou prestígio e força. Em compensação o Iraque, além de ter perdido a guerra, ainda saiu enfraquecido, perdendo o seu prestígio.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

'Ilha do Petróleo', no Rio, pode ser o maior centro de pesquisa do mundo
Estadão, Economia - Kelly Lima 



Em área de 400 mil metros quadrados na Ilha do Fundão, no Rio, que já vem sendo chamada de "ilha do petróleo", estão sendo construídos alguns dos principais centros de pesquisa e desenvolvimento do setor no mundo. O complexo agrega as 16 principais multinacionais de tecnologia do setor, que já destinaram USD 500 milhões ao projeto de construção de laboratórios. Maior aposta de crescimento da economia brasileira até 2020, a produção de petróleo no pré-sal é o centro de atração dos projetos tecnológicos.
O complexo vem sendo construído aos poucos. Deve estar operando integralmente a partir de 2013. "Certamente veremos um salto de qualidade na engenharia de projetos dentro de quatro ou cinco anos", estima. Maurício Guedes, presidente do Parque Tecnológico. Hoje, a tecnologia usada para explorar o pré-sal da Bacia de Santos é a mesma desenvolvida para o pós-sal. A produção ainda é considerada experimental. Distante 300 quilômetros da costa e a uma profundidade superior a 7.000 metros, o óleo dos reservatórios abaixo da camada de sal na Bacia de Santos possui particularidades que exigem outra concepção.
Petrobrás está desenvolvendo equipamento pioneiro
Estadão, Economia - Sergio Torres 

A Petrobrás desenvolveu um equipamento pioneiro que, em operação no fundo do mar a partir do primeiro semestre de 2012, promete agilizar a produção de petróleo e gás, aumentar a quantidade de óleo trazido do subsolo marítimo para ser processado nas plataformas e gerar economia de gastos. Já patenteado pela estatal, o Separador Submarino Água-Óleo (SSAO) entra em testes este mês. No primeiro semestre do ano que vem, será implantado na plataforma P-37, no Campo de Marlim (Bacia de Campos, litoral do Estado). A Petrobrás não revela o custo do equipamento.
Na captação, o petróleo costuma vir à superfície agregado à água, gás e pequenos teores de areia. No Brasil, a retirada da água misturada ao óleo ocorre na plataforma. Após a separação dos fluídos, a água precisa ser tratada para a reinserção ao ambiente de onde foi extraída. O óleo segue para o continente em dutos e embarcações. O SSAO mudará essa forma de processamento. Com 407 toneladas, 29 metros de comprimento, 8,5 metros de largura e 8,5 metros de altura, o aparelho tem uma capacidade de vazão correspondente a 22 mil barris por dia (3.500 metros cúbicos diários). A separação acontecerá, assim que o aparelho começar a funcionar, no fundo do mar.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Descoberta de petróleo em Sergipe muda ‘tabuleiro’ de royalties
O Globo, Economia - Vivian Oswald 

A confirmação da presença de petróleo e gás em águas profundas na bacia Sergipe-Alagoas, anunciada ontem (21) pela Petrobras, pode mudar o xadrez da distribuição dos royalties. A descoberta revela que outros estados podem passar a ser grandes produtores de petróleo no mar, além de Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo. Assim, terão de se dispor a dividir as riquezas do futuro. A reação foi imediata. O secretário de Desenvolvimento do ES, Marcio Félix, mandou ainda pela manhã um tweet para o governador de SE, Marcelo Deda: "Sergipe poderá não ganhar os royalties da importante descoberta de Barra com as mudanças nas regras sobre royalties".
A proposta apresentada pelo governo na semana passada e a do senador Wellington Dias (PT-PI) se concentram justamente na divisão dos royalties no mar entre as unidades da federação..Os estados produtores já haviam apresentado como argumento, para sensibilizar as outras unidades da federação, um mapa com o potencial de novas descobertas nas bacias sedimentares do país. Diziam que optar agora pela divisão dos royalties por igual poderia limitar o potencial de receitas de estados e municípios no futuro sobre a exploração de novas áreas.
Descoberta de petróleo e gás na Bacia de Sergipe-Alagoas


A Petrobras confirmou a presença de acumulações de petróleo e gás em águas ultraprofundas na Bacia de Sergipe-Alagoas, após conclusão de teste de formação na área de concessão BM-SEAL-11, localizada no bloco SEAL-M-426. Trata-se do primeiro projeto exploratório em águas ultraprofundas na parte sergipana desta bacia. O poço, denominado 1-BRSA-851-SES (1-SES-158), conhecido informalmente como Barra, está localizado em profundidade de água de 2.311 metros, a 58 km da costa do estado de Sergipe e a 90 km da cidade de Aracaju. As informações até agora obtidas são suficientes para confirmar a descoberta de uma nova província petrolífera na Bacia de Sergipe-Alagoas.

A comprovação da descoberta ocorreu por meio de perfilagem (registros de características de uma formação) e amostragem (líquidos e gases) de fluido em teste de formação a poço revestido. Foram confirmadas excelentes condições de porosidade dos reservatórios em profundidade de cerca de 5.050 e 5400 metros.  No intervalo superior, foi constatado condensado e petróleo leve de excelente qualidade, com grau API em torno de 43º e no intervalo inferior, verificou-se a ocorrência de petróleo com 32º API. Além disso, a ANP aprovou a proposta de Plano de Avaliação enviada pelo consórcio, com  objetivo de delimitar a acumulação descoberta.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Opinião e Comentario

Bom dia!


Como já viram não sou muito de escrever,prefiro colocar assuntos que vão de interesse para quem acessa o blog,mais não posso deixar de comentar sobre alguns comentários do Sr Marcos Valério Silva,até mesmo coloquei uma reportagens dele no blog " Curso fácil emprego difícil ",ontem procurando em alguns blogs assuntos de interesse geral li algunas postagem desse senhor,não questiono sua capacidade profissional pois sei que o mesmo esta onde está hoje profissionalmente graças a boas escolas e vontade própria.
Disser que cursos de Capacitação;Qualificação;Técnicos e Tecnólogos não serve para nada, isso não pode ser deixado de lado,realmente há muitas escolas e até Faculdades ou Universidades que deixam a desejar sobre os cursos na área de Petróleo e Gás,mais isso não generaliza a todos.
Há escolas e escolas,os cursos de capacitação dão uma base ao jovem,os técnicos e tecnólogos lapidam mais o profissional e com certeza o curso universitario dão o acabamento final disso tudo.
Mais é bom lembrar que todos iniciam de baixo,tem que aprender de alguma forma,achar qual realmente é sua afinidade profissional no segmento de Petróleo e Gás para então crescer,canso de ver jovens recem formados em cursos universitarios de Petróleo e Gás iniciarem como homem de área e ai? é uma ofensa profissional aprender por baixo ou devemos disser não! só entro para ser Engenheiro! Qual é ? Devemos sim buscar aprender de todas as formas seja curso básicos ou não e a qualificação se adquire no tempo de serviço,aos poucos,a menos que as empresas desejem tão rapidamente profissionais que abre mão de certo requisitos e um deles é a pratica em si.
Devemos ter cuidado com que muito se lê na net pois tem muita gente que fala besteira e parece que tem medo de novos profissionais que surge no mercado,ao invés de ficar falando faça seu trabalho e preocupe-se com profissionais que estão vindo de fora pois aqui é um paraíso para eles devido a  nossa falta no mercado.
Infelizmente não são todos que tem oportunidade de estudar em otimas escolas e terem a chance de trabalhar no exterior conseguindo assim empregos de qualidade.
Sempre falo nas minhas aulas aprendam Inglês,Informática com base maior em Planilhas de Excell,façam cursos de extensão,cursos técnicos com base na linha de petróleo,para chegar em uma faculdade mais estruturado.
O mercado existe para todos,só os bons profissionais sobrevivem em todos os segmentos não só de Petróleo,mais não tem muita escolha devemos começar de baixo,procurar uma escola com bons preceitos no mercado,não acreditar em promessas de emprego fácil ou estagio,nenhuma escola de base faz isso é mentira!Só alguns cursos técnicos dão a pratica na sua grade curricular se informe e nenhuma faculdade ou universidade da estagio ou emprego devemos procurar sozinhos.
Cursos rápidos dão noções para você nada mais que isso e se você saiu agora do ensino médio ou ainda esta nele se não tiver uma boa base de química,física,matématica todo fica mais difícil,mais não impossível.
Pense nisso!


Felicidades!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Nem Todo o Petróleo é Nosso

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"Os autores deste livro demonstram que hoje, devido a descaminhos na política energética brasileira, 'Nem Todo o Petróleo É Nosso'. Dentre os recursos naturais de maior importância e, por isso, alvo da maior cobiça internacional, destaca-se o petróleo, fonte de energia para muitas atividades essenciais, principalmente o transporte, mas também para o rico e amplo espectro da petroquímica. O Brasil criou o seu modelo de aproveitamento do ouro negro, consolidado na década de 1950, com a criação da Petrobrás, garantindo para os brasileiros os frutos de tão preciosa riqueza. Também traçou rumos adequados para a produção da hidroeletricidade e, mais tarde, para os bio-combustíveis". - Adriano Murgel Branco.

Entrevista com Sonia Agel

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1X) A realização da 11ª rodada de Licitações de Áreas da ANP está na dependência da aprovação presidencial. A entrevista
 dessa semana é com a Sonia Agel, do escritório Schmidt, Valois, Miranda, Ferreira & Agel - Advogados. Ex-Procuradora Geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a especialista fala sobre temas polêmicos do setor petrolífero, como a 11ª Rodada de Licitações e a questão dos royalties.
1X) Pode não haver tempo hábil para que ela aconteça ainda em 2011. A senhora acha que há prejuízo para o setor e para a agência caso a rodada fique para 2012?
A interrupção das rodadas de licitações patrocinadas pela ANP, com sucesso durante 10 anos, traz prejuízos não somente para o setor mas também para o País, seja pelo adiamento da esperada auto suficiência do petróleo, como da limitação dos recursos advindos das participações governamentais além da possibilidade de ampliação do mercado de trabalho. Ademais, acredito que essa interrupção possa fazer com que o portfólio das empresas passe a focar outros países produtores, como por exemplo, a Africa.
2X) O setor petrolífero nacional está acolhenco cada vez mais empresas locais como HRT, Queiroz Galvão e OGX. Qual a sua expectativa para a 11ª rodada, com relação à possível participação de petrolíferas brasileiras nos leilões?

Pelo interesse já demonstrado por inúmeras empresas nacionais e estrangeiras, acredito que a 11ª Rodada seria um sucesso. Pelo perfil das áreas que, segundo divulgado na mídia, seriam oferecidas, uma grande parte das empresas participantes seria de médio porte, nacionais ou estrangeiras.
3X) Como se dá o processo dos leilões da AN, durante sua realização, ou seja, como funciona a disputa no dia da licitação? O mecanismo é o mesmo de um leilão comum ou há alguma especificidade?
O leilão de blocos obedece um procedimento próprio conforme previsto na Lei do Petróleo e na regulamentação expedida pela própria ANP. Até a 10ª Rodada, a oferta para os diferentes blocos era composto de um Bônus de Assinatura mais um comprometimento com um Programa Exploratório Mínimo e um também comprometimento com um percentual de conteúdo local nas operações de exploração e produção. Cada um desses três itens possui um peso que ao final, combinados, indicam o vencedor com a melhor oferta. Não há como afirmar se essa regra será mantida na 11ª Rodada, caso aconteça.
4X) Com relação à disputa pelos royalties do petróleo, qual a sua opinião sobre os modelos de concessão e partilha? Qual deles se adapta melhor à realidade do setor petrolífero brasileiro e por que?
O modelo de  concessão mostrou ser o modelo adequado para atrair a entrada de novos agentes a exemplo dos países mais desenvolvidos tais quais Estados Unidos, Canadá, Noruega, Dinamarca, Holanda, Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Venezuela e Arábia Saudita, dentre outros, que o adotam. Segundo esse modelo,  as reservas de óleo e gás contidas no subsolo constituem propriedade do Estado, o qual permite que empresas nacionais e estrangeiras, possam explorá-las, por sua conta e risco, isoladamente ou em consórcio com outras empresas, sob a regência das condições e prazos previstos no contrato e mediante a compensação obrigatória ao Estado através do pagamento das Participações Governamentais.
O Contrato de Partilha da Produção adotado nos países como Indonésia, Malásia, China, Índia, Paquistão, Yemen, Omã, Síria, Egito, Líbia, Nigéria, Angola, Curdistão, Cazaquistão, dentre outros, tem como principal característica a divisão, entre a União e a empresa contratada, do petróleo e gás natural extraídos de uma determinada área exploratória. O modelo adotado no Brasil, que tem a PPSA como participante obrigatória, juntamente com a Petrobras, em todos os contratos de partilha firmados, é uma grande incógnita quanto a sua eficácia e segurança jurídica.
5X) Qual a sua opinião a respeito da Medida Provisória que deu à ANP poder de regular o mercado de etanol? É positivo para o setor?
Em tese, o fato da ANP regular o mercado de etanol é positivo na medida que se trata de um combustível e, portanto sujeito à regulação como os demais. No entanto, a cadeia de etanol envolve outras entidades representativas cujos interesses podem gerar uma superposição de procedimentos burocráticos que inviabilizarão o mercado de etanol, já que, como uma commodity deve se submeter a um mínimo regramento.

Petróleo no Brasil – O crescimento


Em 2003, a descoberta de outras bacias estabeleceu um novo período da atividade petrolífera no Brasil. A capacidade de produção de petróleo passou a suprir mais de 90% da demanda por esta fonte de energia e seus derivados no país. Em 2006, esse volume de produção atingiu patamares ainda mais elevados e conseguiu superar, pela primeira vez, o valor da demanda total da nossa economia. A conquista da auto-suficiência permitiu o desenvolvimento da economia e o aumento das vagas de emprego.

Com o passar do tempo, o Brasil se tornou uma das únicas nações a dominar a tecnologia de exploração petrolífera em águas profundas e ultra-profundas. Em 1997, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, uma lei aprovou a extinção do monopólio estatal sobre a exploração petrolífera e permitiu que empresas do setor privado também pudessem competir na atividade. Tal medida visava ampliar as possibilidades de uso dessa riqueza.
Na década de 1960, novas medidas ampliaram o grau de atuação da Petrobras na economia brasileira. No ano de 1968, a empresa passou a desenvolver um projeto de extração iniciando a exploração de petróleo em águas profundas. Após as primeiras descobertas, outras prospecções ampliaram significativamente a produção petrolífera brasileira. Em 1974, ocorreu a descoberta de poços na Bacia de Campos, a maior reserva de petróleo do país.
No ano de 2007, o governo brasileiro anunciou a descoberta de um novo campo de exploração petrolífera na chamada camada pré-sal. Essas reservas de petróleo são encontradas a sete mil metros de profundidade e apresentam imensos poços de petróleo em excelente estado de conservação. Se as estimativas estiverem corretas, essa nova frente de exploração será capaz de dobrar o volume de produção de óleo e gás combustível do Brasil.
A descoberta do pré-sal ainda instiga várias indagações que somente serão respondidas na medida em que esse novo campo de exploração for devidamente conhecido. Até lá, espera-se que o governo brasileiro tenha condições de traçar as políticas que definam a exploração dessa nova fonte de energia. Enquanto isso, são várias as especulações sobre como a exploração da camada pré-sal poderá modificar a economia e a sociedade brasileira.